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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Levar Deus ou, atraí-lo?

“Os filisteus... disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então souberam que a Arca do Senhor era vinda. ... se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial. Diziam mais: Ai de nós! Tal, jamais, sucedeu antes.” I Sam 4;6 e 7

Os hebreus tinham perdido já uma batalha; pasmos pela “ausência” de Deus no combate resolveram buscá-lO; trouxeram a Arca da Aliança para a luta.

Chegando “reforço” ao front os soldados jubilaram em alta voz; a coisa ecoou no exército inimigo e temeram.

Que inimigos desconhecessem Deus é compreensível; entretanto, os próprios hebreus ignorarem aos predicados Seus é alarmante. Se, em dado momento O Eterno desafia: “Operando Eu, quem impedirá”? O outro lado da moeda também é necessário. “Afastando-me Eu, quem me aproximará”?

O que chegara fora tão somente a Arca, que, embora fosse um objeto sagrado era só um objeto; um símbolo da Santa Presença, não, a presença. Como uma aliança de casamento no dedo de um adúltero não garante fidelidade, um símbolo santo entre um povo rebelde não garantia a aprovação Divina, tampouco, Sua Presença.

O sonho de consumo dos idólatras é um deus que possa ser levado pra lá e pra cá ao sabor das inclinações. O Eterno não pode ser manipulado; faz tudo que lhe apraz, quando quer; denuncia como ignorantes os que peregrinam após espantalhos de humana feitura que são espiritualmente inócuos. “Congregai-vos, vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. Anunciai, chegai-vos, tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então anunciou? Porventura não sou Eu, o Senhor? Pois, não há outro Deus senão Eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque Eu sou Deus; não há outro.” Is 45;20 a 22

Não pense o incauto que idolatria é hábito de católicos com suas múltiplas imagens, apenas. Está repleto de “evangélicos” idólatras devaneando que se possa levar a bênção num frasco de azeite, numa porção de sal grosso, “rosa ungida”, toalha, ou, outra porcaria qualquer. Isso é idolatria inda mais tosca que aquela.

O Salvador ensinou: “A hora vem, agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; porque o Pai procura tais que assim o adorem. Deus é Espírito; importa que os que o adoram adorem, em espírito e verdade.” Jo 4;23 e 24

A humanidade ímpia lida muito mal com a verdade. Lembro fragmentos de uma antiga canção: “As pessoas adoram o falso, eu também preciso ser mais falso, a verdade gera confusão...” mais ou menos isso. Ousemos ser verdadeiros em nossas inserções sociais, full time, para ver quanta confusão causaremos na seara da falsidade.

Os Hebreus foram derrotados justo pelo abandono de Deus; sua relação com O Santo se revelara oca, profana, falsa. Os filhos do sacerdote Eli faziam poucas e boas das coisas santas, prostituíam-se em público, vilipendiavam aos sacrifícios; seu omisso pai não os disciplinou como deveria; Deus disse-lhe: “Por que honras teus filhos mais que a mim?” Entristecido os deixou a própria sorte. Derrotados no primeiro embate resolveram buscar a Arca, como se, isso trouxesse junto ao Senhor. Ledo engano. Perderam de novo; até a Arca foi tomada pelos inimigos.

Deus O Todo Poderoso não pode ser levado como um bibelô. Mas, pode ser atraído por corações que se consagram a Ele. “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele...” II Crôn 16;9 ou, “Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; quem anda num caminho reto, esse me servirá.” Sal 101;6

Muitos vivem pretensa vida espiritual com uma superficialidade mais fina que verniz; acham que compartilhar ideias piedosas de terceiros, ou, digitar seus mercenários “améns” fará com que Deus, que sonda corações, as abençoe.

Ele não faz acepção de pessoas, aceita qualquer que se achegar; porém, isso só é possível negando a si mesmo, recebendo Cristo como Salvador e Senhor. Jesus mesmo avisou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Sem essa balela de mediadores e medianeira. Isso não passa de dogmas humanos falsificando a verdade que O Santo ama; pois, “há um só Deus; um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” I Tim 2;5

Estamos perdendo a batalha da vida? O Santo já venceu, mas, só herdaremos Sua Vitória, se pararmos de querer tudo do nosso jeito, e deixarmos que Ele peleje por nós.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Prioridade Supérflua

“... além disso, deste louvores aos deuses de prata, ouro, bronze, ferro, madeira e pedra; que, não veem, não ouvem, nem sabem; mas, a Deus, em cuja mão está a tua vida, de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.” Dn 5;23

Daniel entregando dura sentença ao rei babilônio Belsazar e explicando os Divinos Motivos. Primeiro ignorara um juízo pretérito que fizera seu orgulhoso pai, Nabucodonosor, pastar como animais do campo; depois, profanara os vasos santos do Templo de Deus; além disso, como diz o texto em realce, dera louvores a uma série de criações humanas, imagens, ignorando ao Deus Vivo.

O erro dele ainda é o mesmo de muitos, que, recusam aprender a Vontade Divina expressa em Sua Palavra.

Equacionam erradamente, ativismo religioso com relacionamento espiritual. Prestam culto a uma série de bibelôs sem vida; se, em algum momento são confrontados pela Palavra do Deus Vivo, se melindram, ofendem, presto levam o pleito para a arena das religiões, como se, fosse esse o mérito; seguem resilientes no seu modo de ver, malgrado, afrontem de forma direta às ordenanças do Criador.

A coisa sempre é distorcida pelo mestre da cegueira, o deus desse século, de modo que, nunca somos devidamente entendidos quando tentamos ajudar eventual errado de espírito. Nossa intenção, em Deus, é ajudá-lo a ver melhor para que repense atitudes trocando os pensamentos naturais pelos Divinos, para que não se perca, antes, seja salvo.

A ignorância é prejudicial, deletéria, em muitos aspectos da vida; contudo, no prisma espiritual é assassina; “Meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também me esquecerei dos teus filhos.” Os 4;6 Isso a um sacerdócio corrupto que desprezava à Lei de Deus; atingiria todos, sob tal liderança.

Um líder espiritual probo deve ser versado na Palavra de Deus, não em macetes psicológicos, biografia de “santos”, filosofias humanas, sofismas e o escambau; “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento; da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.” Mal 2;7

A autonomia humana em questões espirituais foi a promessa que ensejou a queda, feita pelo inimigo, claro. “Vós sereis como Deus... sabereis o bem e o mal.”
A conversão começa exatamente aí; na reversão da obra de Satanás para que sejamos regenerados. “... Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” I Jo 3;8

Se, Ele desfez no tocante a Deus, desde que bradou: “Está consumado”, no que tange a cada um de nós requer uma resposta pessoal, particular de cada um; no sentido da rejeição à sugestão maligna, e completa submissão a Deus nos Seus Termos. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio seu caminho, o homem maligno seus pensamentos, e se converta ao Senhor que se compadecerá dele; torne para nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos os meus, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos que a terra são os meus caminhos mais altos que os vossos, e, meus pensamentos mais altos do que os vossos.” Is 55;6 a 9

Num sentido amplo, todos os caminhos humanos são de Deus; “Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha dirigir os seus passos.” Jr 10;23

Entretanto, dos Seus filhos Deus espera submissão voluntária, abdicação da autonomia para que Ele seja Seu Deus, e no devido tempo faça justiça aos Seus; “Entrega teu caminho ao Senhor; confia nele; Ele tudo fará. Ele fará sobressair tua justiça como a luz, e, teu juízo como o meio-dia.” Sal 37;5 e 6

Pois, ao rei Belsazar que o desprezara, ignorara e profanara; o juízo entregue por Daniel foi de morte. O ativismo religioso de múltiplas imagens cultuadas nada valeu ao soberano que desprezara ao Deus Vivo.

Geralmente as pessoas têm tempo e disposição para as coisas das quais gostam; identificam-se. Ficam dias numa fila acampadas por um ingresso para o carnaval, ou, um show internacional qualquer. Mas, falta-lhes tempo para um culto ao Senhor, por exemplo.

Desgraçadamente elas priorizam o supérfluo, inútil, banal, e desprezam o que é vital. Podemos parafrasear a Daniel e teremos um retrato dos ímpios atuais: “Tivestes tempo para futebol, BBBs, novelas, filmes, bailes, carnaval, academia, caminhadas, visitas, viagens turísticas, etc. Mas, para Deus, em cujas mãos estão as vossas vidas, nenhum segundo restou. Agora que a saga termina, de onde virá socorro para vós?"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quem tem medo da polícia?

“Fizeram-lhe seus filhos assim como ele lhes ordenara. Pois, o levaram à terra de Canaã e sepultaram na cova do campo de Macpela...” Gên 50;12 e 13

Os filhos do finado Jacó cumprindo após sua morte algo que ele ordenara.

As sociedades modernas dispõem de robustos aparatos militares e policiais, que, detêm legalmente o monopólio do uso da força; para coibir, ou, para punir aos que descumprem o pacto social maior, a Constituição.

As possibilidades são duais; as consequências também; ou, o sujeito cumpre as diretrizes, é um cidadão, que, por observar deveres usufrui direitos; ou, coloca-se à margem disso, ao risco de privação da liberdade, quiçá, da vida, como consequência da opção marginal.

Somos instados ao cumprimento dos deveres, pois, uma ameaça punitiva ronda aos que fizerem diverso. Claro que me refiro a sociedades minimamente saudáveis, sem as parcialidades tiranas das ditaduras, nem, as “isonomias” dos privilegiados “mais iguais que os outros”.

Todavia, não havendo ameaça por desobediência, o que nos faria cumprir uma promessa? No caso dos filhos de Jacó, ele estava morto; se, fosse sepultado no Egito mesmo, poupando a todos de exaustiva empresa até Canaã, quem os puniria por isso?

Cresci ouvindo que, uma vez descumprida a vontade de alguém que faleceu, o espírito do tal volveria assombrar aos culpados. Parecia muito real; depois de adulto se revelou tolice.

Mas, pensando bem, de certa forma o finado credor “volta” sim, se, o desonrarmos. Só que, o que assombra não são as travessuras de uma “alma penada”; invés do “Gasparzinho” são as dores de uma consciência relapsa que pesam ao devedor.

A cauterização da consciência é opção marginal, espiritual, de todos que adotam o pecado com modo de vida. Estando em suas possibilidades a existência ou não, da “Polícia” interior optando pelo “crime”, eliminam-na.

Por isso, após a conversão coisas erradas que antes fazíamos sem culpa não são mais possíveis. Digo; possíveis, sem culpa. Paulo ensina aos romanos que no seu pretérito de erros estavam isentos de tal polícia; “Porque, quando éreis servos do pecado estáveis livres da justiça.” Rom 6;20

Entretanto, essa “liberdade” era mortal, invés da servidão a Cristo, que dá vida. “Que fruto tínheis, então, das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas, agora, libertados do pecado, feitos servos de Deus, tendes vosso fruto para santificação; por fim a vida eterna.” Vs 21 e 22

Erros de “então” com consciência morta, que agora, (convertidos) “vos envergonhais”. O que fora normal na vida de um rebelde se tornou vergonha sob a lupa espiritual que passou a ter, regenerada sua consciência.

Porém, a Bendita Graça de Cristo faz muito mais que escavar fósseis no sítio arqueológico de nossos pecados. Remonta osso por osso o arcabouço de nossas culpas para que nos arrependamos; depois disso purifica e mantém vivas as consciências no Espírito. “Porque, se, o sangue dos touros e bodes, a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu imaculado a Deus purificará vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? Por isso é Mediador de um novo testamento...” Heb 9;13 a 15

Muitos, os legalistas, sobretudo, equacionam efeitos do Evangelho a certa uniformização ritual, funcional, dos salvos como se esse fosse o fim. Não. O alvo é mais sublime que mera encenação. “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro; de uma boa consciência, e uma fé não fingida.” I Tim 1;5

Amor de um coração puro é dever de minha relação com o próximo e com Deus; uma boa consciência minha relação comigo mesmo e com O Senhor; uma fé não fingida é o resumo das duas qualidades primeiras; senão, a hipocrisia tomará seu lugar apenas encenando o verossímil onde deveria habitar o verdadeiro.

Não precisamos que “Jacó” esteja vivo para obedecermos Sua Vontade; digo, Cristo, O Senhor, em Pessoa. Basta Seu Espírito em nós avivando nossas consciências; Sua Palavra conhecida para identificação do Seu querer.

Quando Paulo ordenou que nos sujeitássemos às autoridades disse que, tais são ministros de Deus. Nossa sujeição deveria transcender aos deveres meramente cidadãos para chegar às fontes espirituais; “é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas, também pela consciência.” Rom 13;5

Se, no caso do Patriarca era apenas um desejo de onde repousarem seus restos mortais, no caso de Cristo, Príncipe da Vida, o anseio é de um lugar santo onde, habite Ele, Seu Pai e Seu Espírito. “... se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará viremos para ele, e faremos nele morada.” Jo 14;23

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Carnaval Gospel? Será?

“Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora teus olhos; olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, do sul, oriente e ocidente; porque toda esta terra que vês darei a ti e tua descendência, para sempre.” Gên 13;14 e 15


A obediência de Abrão fora parcial; além de deixar sua Terra deveria separar-se dos parentes também. “...Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei.” Cap 12;1


Entretanto, seu sobrinho Ló foi com ele. O Senhor prosperou a ambos; o espaço começou a ficar pequeno e contendiam seus pastores; então a solução pacífica encontrada foi a separação. Por modos oblíquos, enfim, a Vontade de Deus estabelecida.


Na chamada, a visão da Terra era algo futuro, “te mostrarei”, cumpridas as condições, cumpriu-se o tempo; “Levanta ‘agora’ teus olhos...”


O Senhor É Eterno Ele não tem problemas com o tempo; quando Pedro diz que para Ele, mil anos são como um dia, ou, vice-versa, não está mensurando nada; apenas, dizendo que não faz diferença. Se, Suas promessas a uns parecem tardias, isso deriva do Amor que anseia salvar ainda mais. Como somos resilientes na desobediência usa o tempo em consórcio com a fé para disciplinar, ensinar.


O “agora” de Abrão chegou depois de, cumprida a ordem do Altíssimo; muitos “agoras” esperam; pois, olhamos ciosos para promessas, mas, nos portamos relapsos para com os meios. Obediência parcial é desobediência. O rebelde em dado momento arvora-se no direito de achar que Deus não precisa exigir tanto, fazendo uma parte apenas, basta; como Saul, quando ordenado a exterminar aos amalequitas fez a coisa pela metade; isso lhe custou caro.


Muitas vezes pensando em algo prometido questionamos por que Deus demora tanto; talvez, a pergunta mais sábia fosse: por que eu demoro tanto a me colocar em rota de colisão com a misericórdia Divina andando na trilha da obediência? “Por isso, o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; se levantará para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de equidade; bem-aventurados todos que Nele esperam.” Is 30;18


Estavam confiando no Egito invés do Senhor; fatalmente seriam decepcionados, e, um dia teriam que volver atrás; o Senhor esperaria para ter misericórdia. Mas, um dia terá que julgar a todos como prometeu; sendo “Deus de equidade” não terá ao culpado por inocente, nem o contrário. Urge nos submetermos ao Senhorio de Cristo para que nos seja imputada a inocência Dele. Senão, fatalmente nos espera o “Salário do pecado”; a morte.


Desgraçadamente viceja uma horda de mercenários travestidos de Ministros do Evangelho; invés do ensino salutar do “negue-se e tome sua cruz” a onda é: “Como tomar posse da bênção”. A única bênção ante a qual somos instados a agir assim é a da vida, justo, a que requer cruz; “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna...” I Tim 6;12


O Senhor demandou as coisas do Reino como busca; os meios, que, muitos consideram fins, as demais coisas, prometeu como efeito colateral; “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos ... De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e sua justiça; todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mat 6;31 a 33


Abrão deveria separar-se de um parente não chamado, antes de poder ver a Terra da Promessa; a nós promessa não é de Terra, mas, de vida eterna onde seremos imunes ao tempo como Deus; para tanto temos um Senhor e Guia, ao qual devemos submissão; o simples mencionar Seu Santo Nome já demanda que nos apartemos de coisas que desagradam ao “Deus de Equidade”; “o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus; qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” II Tim 2;19


Fazendo isso imitaremos o caráter Dele; seremos luz; “... resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras ...” Mat 5;16


Tem igrejas “Gospelizando” tudo; carnaval, funks, axés, para “atrair aos do mundo e guardar os seus das tentações”. Será? Como agirá no deserto um “convertido” desses que invés de vir por Jesus se enturmou num carnaval alternativo? Ló dirigido pelo que via escolheu os melhores pastos acabou em Sodoma; prisioneiro careceu socorro do seu tio. Não que fosse injusto, mas, foi imprudente.


Contextualizar o Evangelho é necessário, mas, o risco é estar sendo atraído a pretexto de atrair. Está cheio de ministros sodomitas; mas, os pecados de Sodoma permanecem. Deus jamais desafiará a ver Sua Bênção quem escolheu viver em trevas.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Nobreza, virtude

“Como a abelha trabalha na escuridão, o pensamento trabalha no silêncio e a virtude no segredo.” Mark Twain

Na Grécia antiga quando uma árvore genealógica nobre era postulada, quando alguém se dizia descendente de um herói qualquer, invés de segredo, queria notoriedade, tal, era testado em combates, nos quesitos, valentia, força, habilidade, e nobreza de espírito. Tendo que demonstrar assim, mediante as provas, que era digno do nome que invocava.

Areté é a palavra grega para virtude. Se alguém se dizia um "aristoi", ou virtuoso, tal, era provado nas competições organizadas para esse fim, as "Aristéias". Uma vez vencedor, o postulante era considerado digno e desfrutava de todas as honras.

Posto isso, olhando para o contexto do cristianismo atual, algumas reflexões parecem oportunas: Seriam eles, os gregos, mais prudentes que Deus??? É que tantos se dizem da família de Cristo, herdeiros de suas virtudes, vivendo vidas ordinárias, sem sabor.

E olha que o campeão celeste foi inigualável quando lutou por nós! Valente, venceu o Diabo; forte, derrotou a morte; hábil, desmascarou toda hipocrisia que o cercava; em nobreza de Espírito, insuperável, uma vez que orou pelo perdão até de seus algozes.

Invocar, pois, tal nome, sem exibir nenhuma de suas qualidades, parece descabido e impróprio. Será que basta usarmos o nome de nosso herói, indiscriminadamente e todas as portas se abrirão como tanto se ensina? Ou terá o Eterno uma "Aristéia" onde prova aos seus pra ver se são verdadeiros, antes de aprová-los?

Na verdade os valentes do Senhor são testados à exaustão, nos domínios do Espírito; "Vê, eu te purifiquei, mas, não como a prata; provei-te na fornalha da aflição." (Isa 48; 10)

Nada mais infantil e pueril, que ouvir um bobo alegre jactando-se que depois da conversão os problemas acabaram. Sequer se converteu de fato, senão, a oposição já o teria visitado.

O nome de Jesus, no qual o Salvador ordenou que orássemos é bem mais que cinco letras; antes, uma identidade de caráter e ações, como ensina Paulo: "... qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça." (II Tim 2; 19) Certos "exorcistas" usaram apenas o Nome e levaram uma surra do Diabo; Ver (Atos 19; 13 a 16)

Todavia, o que vemos hoje, é uma geração de frouxos espirituais, que à mínima prova, antes de mostrarem valentia, gritam, esbravejam; determinam, ordenam, não aceitam... Valentia nas provas, diferente dessa histeria toda, seria dizer como Jó: "ainda que me mate, nele esperarei."(Jó 13; 15) Esses, sequer atentam para o conselho de Pedro que diz: "Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se, coisa estranha vos acontecesse. Mas, alegrai-vos no fato de serdes participantes da aflição de Cristo?" (I Ped 4; 12 e 13)

A ideia de participarmos da vitória de Cristo nos apraz, não de suas aflições; contudo, o ensino da Escritura é este. Cristo vivendo em nós, não é algo que necessitamos gritar, fala por si mesmo, como o Senhor ensinou: "Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." (Mat 5; 14)

O que temos tristemente é um excesso de rótulos e carência de produto; muitos copos, pouco vinho; muito testemunho de palavras que o viver desmente. Talvez, hoje o Senhor diria como Einstein: "Não sei por que todos me adoram, se ninguém entende minhas idéias." No caso, ninguém me obedece. O pacifista Mahatma Gandhi redarguia a certos cristãos sem testemunho com uma ironia que dá o que pensar; pois, dizia: "Aceito vosso Cristo, mas recuso vosso cristianismo."

O pior, está cheio de "obreiros" para estimular tal cristianismo. Não é nosso intento cooptar ninguém; apenas, estimular reflexões sérias. Afinal, a Palavra de Deus não é um guia motivacional de auto-ajuda para ímpios conquistarem bens, como viça por aí; porém, um testamento de amor e justiça, no qual, os ímpios contumazes estão deserdados.

Quem sabe, menos promessas fáceis, das quais o homem natural tanto gosta, e um alerta sério quanto ao que deveras é a obra de Deus. Aqueles que abraçarem a fé, pois, que abram mão de seu pretenso direito de gerir suas próprias vidas, sabendo que as tais, pertencem ao Senhor.

E a nova natureza trará, necessariamente, novos hábitos, novos valores; esses vividos ensejarão um testemunho que fala por si e desperta certa aversão do mundo ímpio. Mais escárnios que reconhecimento. Mas, como diz um adágio, Mais vale merecer honra e não ter, que ter e não a merecer.

E não carecerão os tais, de muito barulho sobre sua profissão de fé, seu novo modo de vida professará. Ademais, "É inútil se vangloriar de qualquer coisa até que ela esteja realizada, nem depois, pois ela fala por si mesma." (J. G. Whittier)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cristo é para os fracos

“Se, vires o jumento daquele que te odeia caído debaixo da sua carga deixarás de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantar.” Êx 23;5

Os que fazem distinção superficial entre Lei e Graça normalmente têm aquela como época do rigor; essa, do favor. Em certo sentido é; dado que, ambas as situações vieram para propósitos distintos. A Lei para patentear a pecaminosidade humana; a Graça, para realçar O Amor Divino. Na linguagem de Paulo, a Lei serviu de “aio para nos conduzir a Cristo.”

O contexto do Velho Testamento era, sobretudo, do estabelecimento do povo escolhido na Terra Prometida, a peleja mortal com os inimigos era mal necessário; como, mediante o mesmo povo nos viriam as Escrituras Sagradas, a punição exemplar dos rebeldes também foi uma necessidade, para se evitar uma “jurisprudência” leniente com pecados.

Entretanto, digitais do amor Divino estão por toda a parte, mesmo naquele tempo; ensinos como “Ama teu próximo como a ti mesmo” já estavam lá. “Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas, ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor.” Lev 19;18 Naquele caso, porém, o “próximo” era “do seu povo”; agora, como mostrou a história do Bom Samaritano é quem se aproxima.

Assim, o texto inicial onde se requer que socorramos a um animal de quem nos odeia, se alinha perfeitamente aos ensinos do Novo Testamento. “Amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;” Mat 5;44 “Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas, vence o mal com o bem.” Rom 12;20 e 21 etc.

Se, nos dias idos, em suas peculiaridades, eventualmente, era necessário vencer o mal com a força, após o Calvário, estamos “do outro lado da força”; “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.” II Cor 12;10

Aquele que, depois do advento da Luz do Sol da Justiça, ainda é refém do ódio é como o jumento que carece ser levantado; nenhuma ajuda será mais eloquente que nosso exemplo, cuidado desinteressado.

Circula nas redes sociais, certa fanfarrice que determinadas coisas são para os fracos; os ferozes mesmo fazem de modo muito mais “hard”, rudimentar. Como tirada de bom humor é válida.

Agora, cotejando a força humana, estritamente, viver em Cristo é para os fracos; pois, os que presumem bastantes, suas riquezas, ou, forças, poderão descobrir tardiamente que tais, não valem nada. “Aqueles que confiam na sua fazenda, se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles de modo algum pode remir seu irmão, ou, dar a Deus o resgate dele...” Sal 49;6 e 7 “Melhor é sabedoria do que a força... As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor do que domina entre os tolos. Melhor é a sabedoria do que armas de guerra, porém, um só pecador destrói muitos bens.” Ecl 9;16 a 18

É preciso muita força para sermos totalmente fracos. O orgulho derivado da queda trouxe pretensa autonomia aos pecadores; “vós sabereis o bem e o mal”, e “sabendo” dessa forma, tendemos a absolutizar as inclinações egoístas como nosso bem, malgrado, os danos que façam a terceiros.

Paulo pôs em relevo essa impotência de obedecer para o homem natural; “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, pode ser.” Rom 8;7

Por isso, o indispensável para salvação é o “Novo Nascimento” que, regenera ao homem interior, espiritual; o coloca no comando, para que esse atinja a “fraqueza” necessária à crucificação do Eu, a fim de que, Cristo, O Salvador, viva em si.

A bem da verdade trata-se de uma força sobrenatural, que, no apreço desse mundo acostumado a dor corda ao relógio dos instintos, não passa de covardia, castração do ser, negação da vida.

Entretanto, ninguém censura a um semeador que “Perde” uma saca de sementes para ceifar cinquenta vezes mais. “Quem tentar conservar a sua vida a perderá; quem perder a sua vida a preservará.” Luc 17;33

Em suma, éramos como o jumento caído aquele, que, alguém, ainda que inimigo, Deus, inclinou-se para levantar. Não seria essa prova de amor um bastante incentivo para que reconciliemos com Ele? Ele está disposto sempre a vencer o mal (pecado) com o bem; (perdão) Mas, deseja vencer juntamente conosco; para isso carece nos convencer.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tá tudo dominado

Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? Senão, o pecado jaz à porta; sobre ti será o seu desejo, mas, sobre ele deves dominar.” Gên 4;7

A ideia do domínio sobre algo sempre pareceu fascinante aos olhos humanos. Muitas guerras, tramoias, ardis, assassinatos, mentiras houve em busca dessa poção mágica sedutora, chamada, poder.

Num primeiro momento O Criador legou ao homem o domínio sobre a criação; “...dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gên 1;28
Depois, como punição pela iniciativa autônoma que decidira comer do fruto proibido, e inda induzira seu marido ao mesmo erro, a mulher foi posta em submissão pelo Eterno; “... teu desejo será para teu marido, ele te dominará.” Cap 3;16

Adiante, quando encontramos Caim sorumbático pelo fato do sacrifício de Abel ter sido aceito, e o seu, não, vendo a inveja estampada no rosto dele, O Senhor desafiou-o a dominar o pecado. Eis um poder sem nenhum atrativo para a caída espécie humana! Como o pecado traz consigo o enganoso verniz do prazer, as pessoas sentem-se atraídas pelo seu brilho; se fazem servas, invés de querer dominá-lo.

Embora, no reino das palavras até ostentem coroas de livres é a própria servidão que cega-os incapacitando de ver corretamente como as coisas são. Pois, não são nossas palavras as aferidoras, mas, nossa submissão que determina nosso senhor: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis; ou, do pecado para morte, ou, da obediência para justiça?” Rom 6;16

Dominar sobre outros, embora pareça muito mais fácil, não é algo que um homem sábio buscaria; “Tudo isto vi quando apliquei meu coração a toda obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro, para desgraça sua.” Ecl 8;9

Dominar sobre o pecado, embora soe como uma pessoa fora, no fundo, é o bom e velho domínio próprio.

Nesse caso, não nos cumpre mandar, antes, submeter-se Àquele que venceu; Jesus Cristo; a Ele e Sua Doutrina. “Mas. graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. Libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça.” Rom 6;17 e 18

Sem Ele, Cristo, mesmo que tivesse alguém a intenção correta de atuar segundo a consciência, faltariam forças para isso, como disse o mesmo Paulo: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas, eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não aprovo; o que quero isso não faço, mas, o que aborreço faço.” Rom 7;14 e 15

Em Cristo, fortalecidos pelo Dom do Espírito Santo podemos pegar a sóbria espada das consequências e fazer picadinho das falácias do prazer que mascaram a morte.

Pois, a incumbência primeira dada a Caim, “domina sobre o pecado” não foi cumprida por ele, nem, por outro humano qualquer, exceto, Um: “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois, não era possível que fosse retido por ela;” Atos 2;24 “Porque o salário do pecado é a morte...” Rom 6;23 O Vencedor avisou: “... No mundo tereis aflições, mas, tende bom ânimo; Eu Venci o mundo.” Jo 16;33

Assim, a Graça Divina alternou uma situação insolúvel, de termos um monstro à porta ao qual deveríamos vencer sem poder, para outra onde encontrarmos batendo às portas dos nossos corações, O Herói Eterno, que venceu por nós e nos lega os louros da Sua Vitória, se, O recebermos e seguirmos submissos.

“Da morte ninguém escapa;” se diz alhures; tem sentido. No entanto, abrindo a porta para Cristo o domínio dessa fajuta que tanto assusta capitula ao Senhorio do Príncipe da Vida. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna; não entrará em condenação, mas, passou da morte para a vida.” Jo 5;24

O que os ímpios chamam de “curtir a vida” a rigor é uma roupagem mais aceitável com a qual revestem o medo da morte, coisa que não mais assusta quem recebeu Ao Salvador. “Visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda vida sujeitos à servidão.” Heb 1;14 e 15

A escolha é simples; abrimo-nos a Cristo que perdoa e capacita a vencer o pecado, ou, demos asas a ele, que, enfeitando o voo inicial com prazer, nos fará pousar no penhasco da eterna perdição.