domingo, 27 de julho de 2025

Tempos de estio


“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados”. Sal 84;5

Isso está alinhado com um dito de Jeremias: “Bendito o homem que confia no Senhor, cuja confiança é O Senhor. Porque será como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro; não receia quando vem o calor, mas sua folha fica verde; no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto” Jr 17;7 e 8

No salmo primeiro essa ideia está também; diz que tal homem, “Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá seu fruto no seu tempo; suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” Sal 1;3

Frutificar em tempo de estio, é uma “anomalia” facultada apenas aos que preservam sadia relação com O Eterno. Dado que, a “A fé é o firme fundamento das coisas que se espera, e a prova das que se não vê.” Hem 11;1

Os que a têm no Senhor, recebem a graça de fazer visíveis suas consequências, mesmo em cenários que sugeririam desolação; a firmeza dos benditos do Senhor, evidencia a Rocha que os sustenta. “... muitos o verão, temerão e confiarão no Senhor.” Sal 40;3

O homem natural tende a pautar suas entradas e saídas, em consórcio com a natureza, o vero homem de fé, relega à irrelevância as circunstâncias, e firma-se no que É Eterno.

Habacuque esposou uma postura assim, em palavras que vale rebuscar; disse: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, nos currais não haja gado; todavia, me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” Hc 3;17 e 18

Se, acontecessem essas decepções todas, ele as veria com olhos naturais. Todavia, seguiria firmado Naquele que só a fé pode ver, e se alegraria Nele.

Claro que um “desapego” assim requer uma intimidade com O Santo que poucos conseguem atingir, ainda que, esteja ao alcance de todos.

Acontece que, se o objetivo amoroso do Eterno é amplamente inclusivo; “pregai o Evangelho a toda criatura...” Mc 16;15 Sua aprovação é seletiva, conforme a resposta de cada um. “Os Meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que se assentem Comigo; o que anda num caminho reto, esse Me servirá.” Sal 101;6 Antes, a figura era, caminho aplanado; agora, caminho reto.

Assim como um extintor de incêndio que é requerido em ambientes públicos, raramente é usado, de certa forma, a fé. Aquele, é necessário possuir em todo o tempo, mesmo nos dias normais. Porém, é nos incêndios que seu valor excelso fica demonstrado.

Também a fé, quando a vida transcorre dentro de certa calmaria, sem maiores incidentes, devemos tê-la e vivê-la; todavia, é nos momentos de grandes provações, que seu sublime valor assoma. Na hora do estio, a água acumulada evidenciará seu valor.

Acontece que, quem não cultivou à fé em momentos que esse cultivo seria tranquilo, tampouco o fará, ante os clamores apressados das emergências.

Tende a alma humana a ser como surfista. “Pegar ondas” sem nenhum motivo mais que, o prazer de se equilibrar sobre elas.

Outrora, tivemos a onda de certo Padre jogando bacias d’água sobre multidões; muitos foram após; a calmaria voltou. Nos States tivemos um “avivamento” onde certa Igreja seguiu cultuando de modo ininterrupto por alguns dias; muitos foram ver de perto aquela “Tsunami”; também se desfez.

Outro dia foram os bonecos de adultos com insanidades infantis, os tais “bebês reborn”; arrefeceu; agora certo “morango do amor”.

Assim vão as almas insanas pulando dum montinho a outro, conforme a criatividade doentia de uns, e visibilidade fútil propiciada por outros.

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados”. Nosso abençoado em apreço não sofre problemas de relevo. Em seu coração estão caminhos planos. Não dá relevância às futilidades que o vulgo dá.

Insano é o agir de quem firma-se em coisas efêmeras invés das eternas; Mesmo o homem que confia em si mesmo em lugar de Deus, está tentando se firmar na poeira, invés da rocha. “... Maldito o homem que confia no homem, faz da carne o seu braço e aparta seu coração do Senhor!” Jr 17;5

Em concorridos ambientes “espirituais” onde muitos aglomeram num entusiasmo coletivo, facilmente eclodem efusivas declarações de fé, “de festim”. Em momentos de crise como a que está vindo, os que brincam de crer, não acharão graça nenhuma.

Quando O Eterno permite que fortes ventos assolem as matas, as folhas secas e os galhos podres caem, e o que é vivo se destaca ainda mais.

sábado, 26 de julho de 2025

Asas do Espírito


“Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. Heb 10;36

Isso, se avaliado pelo escopo meramente natural, confundirá; não devemos trazer coisas de âmbito eterno para a arena rasa do imediatismo comum, segundo anseios da carne.

Paulo ensina interpretar às coisas do espírito; “As quais falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”. I Cor 2;13

O raso tende a ver a vontade de Deus numa tarefa, à qual, nos aplicaríamos para resolver e depois poderíamos volver apressados, quais crianças sôfregas, em demanda da recompensa. Alguns animais são adestrados assim. Cada manobra executada de modo correto dá direito a uma recompensa imediata em forma de alimento. O Criador nos chama a algo melhor.

A vontade Divina não é um evento pontual, do qual podemos nos desincumbir, cumprindo-o; ela respeita a um modo de viver, o “caminho estreito”, que demanda renunciar às paixões carnais, “crucificá-las”; a recompensa prometida aos que fazem isso, espera no além. Depois de ser feita a vontade de Deus (negue a si mesmo) possais alcançar a promessa; a vida eterna.

Paulo pontua: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. I Cor 15;19

Alistando aos heróis da fé do Antigo Testamento, e as coisas que sofreram, o Texto Sagrado diz: “Todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor ao nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados”. Heb 11;39 e 40

Mesmo tendo sido heroicos, ainda não foram recompensados; antes, esperam por nós para o grande dia da redenção, para que nos alegremos todos, juntamente.

A graça se revelou maior ao nosso respeito, porque vivemos depois de Cristo. Ele, pelo Seu exemplo, ensino, e legar do Bendito Espírito Santo atuando em nosso favor, nos oferece bênçãos que aqueles não tiveram.

O Salvador falou disso; “Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não viram; ouvir o que vós ouvis, e não ouviram”. Mat 13;17

Infelizmente, obreiros infiltrados, que não conseguem exceder às coisas da Terra, mesmo falando do Céu, eventualmente, perverteram à fé, fazendo-a parecer uma força, um método para realizações egoístas por aqui. Quem tem fé, “conquista, toma posse”, dizem esses mercenários aos incautos que perdem tempo, lhes dando ouvidos.

Isso tem lógica. Não se pode exigir dos répteis que voem. Assim, quem não nasceu de novo, até pode encenar uma teatralidade supostamente espiritual, mas esperar que toque aos Céus nas asas do Espírito, está fora de cogitação. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. I Cor 2;14

Aos que O recebem, O Senhor capacita para as coisas do alto; “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu Nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Jo 1;12 e 13

Paulo explica a impotência dos carnais, como uma necessidade; “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem pode ser”. Rom 8;7

O fato da natureza carnal concorrer com a espiritual nos que nascem de novo, enseja uma peleja íntima, que faz necessária a cruz em todos os dias. “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gál 5;24

Não significa que nossa natureza acostumada e inclinada ao pecado, morra; antes, que somos capacitados pelo Espírito Santo em consórcio com nosso espírito, vivificado, a dizer um sonoro não! às tentações, que nos assediam.
Muito embora, a recompensa pela obediência não seja imediata, a preservação da consciência em paz, e da comunhão com Deus, é.

Somos desafiados a abraçar à vontade de Deus, e caso aceitemos, seremos capacitados para isso. Ante às tentações teremos escolhas; cair ou resistir. Os escravos do pecado, ainda sem Cristo, sé têm a primeira.

O vulgo não entende nosso “fanatismo” que nos leva a evitar ambientes, e nos abster de certas coisas. Aves podem se fingir de répteis caso queiram, rastejando um pouco; mas, por quê sujariam suas penas?

Aquele que está se esforçando por fazer a Divina Vontade, certamente desafinará de outros que, andam segundo seus desejos desordenados.

A questão nem é se os descaminhos mundanos dão prazer ou não; antes, aonde conduzem. “O mundo passa, e sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” I Jo 2;17

sexta-feira, 25 de julho de 2025

O lugar da luz


“Com minha alma te desejei de noite, com meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo Teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça” Is 26;9

Felizes aqueles que sentem arder no íntimo um desejo por conhecer a Deus e Seus juízos, numa busca desinteressada no prisma dos anseios rasos.

Invés de demandar bênçãos, fazê-lo pedindo para aprender os juízos Divinos para depois, ensiná-los. Quando O Eterno deu carta branca a Salomão, “pede-me o que queres” ele pediu; “A Teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar este Teu tão grande povo?” I Rs 3;9 Invés de riquezas pediu ferramentas.

Eloquente indício que alguém superou o egoísmo é quando deixa de pleitear por coisas meramente particulares, se preocupando com o bem, alheio. Tiago coloca o altruísmo como essencial para que sejamos atendidos. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites”. Tg 4;3

Se, o alvo de Isaías era que os moradores do mundo aprendessem à justiça, certamente pretendia ensinar, o que aprendesse da parte do Senhor. Por isso orava, ao menos. Quando O Santo dá Sua Luz a alguém, o faz para que esse a difunda, não para que se feche qual quelônio na carapaça.

O profeta versara que, as maldições todas que danavam à terra, derivavam da aversão dos povos ao querer do Eterno. “Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a Aliança Eterna. Por isso a maldição consome a terra; os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da terra, poucos homens restam”. Cap 24;5 e 6

Os “Juízos” anelados por ele, não eram julgamentos sobre as más escolhas; a consequência da maldição sobre elas era já uma incidência judicial. A rigor, o profeta queria aprender a doutrina, os ensinos do Senhor, para retransmitir; facultando assim, que os que se dessem por avisados pelos “juízos”, (ensinos) fossem livres do juízo, punição.

Adiante ele versou sobre a consequência disso; de andarem as pessoas em justiça diante de Deus; “O efeito da justiça será paz; a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. O meu povo habitará em morada de paz, em moradas bem seguras, em lugares quietos de descanso”. Cap 32;17 e 18

Pois, a Excelsa Justiça de Cristo, logrou a façanha de pacificar a relação do pecador com O Criador, naqueles que se lhe submetem. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Cor 5;19

Identificar nalgum momento, que há um vazio interior a clamar por preenchimento é comum a todas as almas. Entretanto, a maioria busca para isso simulacros que não preenchem, antes, acentuam o vazio.

Dessa estirpe os que se dão às drogas, alcoolismo, promiscuidade, religiosidade alternativa e toda sorte de vícios. Colocam “remendos novos em panos velhos”, e cada vez o rasgo se faz maior.

Como na medicina humana, antes da prescrição do tratamento é necessário o diagnóstico, assim, nas coisas espirituais. Davi, nos dias do seu desterro, errante pelas cavernas da terra, fugitivo sem crimes, identificava claramente o que lhe faltava. “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, suspira minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” Sal 42;1 e 2

A sede de Deus não pode ser ludibriada com refrigerantes, tampouco, cisternas de humana feitura podem conter as necessárias águas. Nos dias de Jeremias ele usou essa figura atinente à apostasia que grassava; “Porque o meu povo fez duas maldades: a Mim deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas”. Jr 2;13

Por fim, O Salvador, falando a uma mulher samaritana, também figurou Sua Doutrina como uma água milagrosa; “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”. Jo 4;14

Infelizmente os moradores do mundo não querem compromisso com os juízos de Deus. Alguns sonegam partes, distorcem o sentido de outras; há ainda os que querem “editar” à Palavra, para se alinharem apenas ao que concordam.

Os que receberam luz, como Isaías naqueles dias e muitos ministros hoje, precisam laborar para que essa esteja no devido lugar. “Não se acende a candeia e coloca debaixo do alqueire, mas no velador; dá luz a todos que estão na casa”. Mat 5;15

quinta-feira, 24 de julho de 2025

A verdade dá medo


“... conhecereis à verdade e a verdade vos libertará”. Jo 8;32

Simples assim? Sim, e não. Simples o conceito, complexo o que ele abarca. A Verdade é A Palavra de Deus. “Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os Teus juízos”. Sal 119;30

Da abrangência e incidência da Palavra o alcance é insondável: “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do espírito, juntas e medulas; é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Não há criatura alguma encoberta diante Dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos Daquele com Quem temos de tratar”. Heb 4;12 e 13

Sendo comparada a uma espada de dois fios, significa que ela corta para ambos os lados. Tanto é eficaz, quanto aos erros dos outros, quanto o é, atinente aos nossos.

A parcialidade humana pujante nas almas sabotadas pelos sentimentos ideológicos, não permite que a espada corte para os dois lados. Quando, surge em maus lençóis um expoente da sua cor ideológica, o sabotado, invés de lidar com isso pontualmente, presto atira todos na mesma vala. “Não adianta perder tempo com política; são todos ladrões, não se salva um”.

Invés de encarar à verdade que expõe os erros de seu herói, foge atacando quem nem estava em apreço.

Ante à filosofia, encontraríamos Aristóteles dizendo: “A pior forma de desigualdade, é considerar iguais, aos que são diferentes”.

A verdade também versa sobre isso; “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, tanto um quanto outro são abomináveis ao Senhor”. Prov 17;15 Pois, a fuga disfarçada de ceticismo peca em duas versões. Fazendo vistas grossas ao corrupto, e imputando inverdades a outro de oposição.

Conhecer à verdade acaba sendo um desafio para valentes, dado o medo que causa. Muitos, nos dias do Salvador preferiram a fuga, mesmo sob risco de condenação; “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más”. Jo 3;19

Ninguém se sente confortável precisando reconhecer que é mau; que suas obras são más. Esse é, talvez, o maior “defeito” da verdade. Ela não atua para produzir conforto, antes, para manifestar à realidade.

Na Bíblia a expressão, “conhecer” significa ter íntima relação; tanto que, em muitos relatos diz: “Conheceu fulano sua esposa e essa teve um filho”.

Logo, conhecer à verdade demanda igual liame afetivo, relacional, se desejamos mesmo, ser libertos por ela.

Além de a conhecer, O Senhor colocou uma condicionante mais: “... Se vós permanecerdes na Minha Palavra, verdadeiramente sereis Meus discípulos”. V 31

A Palavra de Deus é boa, tanto quando confirma determinados passos nossos como probos, quanto, quando denuncia outros, como réprobos. Quando alguém perambula em demanda de aprovação aos próprios descaminhos, não serve a ninguém, exceto, ao ego. E a condição primeira para sermos salvos, é o destronamento desse impostor. “Negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. Luc 9;23

Nunca a mentira foi tão adotada quanto é nesse tempo, em nosso país. Por autoridades de altos postos, aos quais cumpriria, entre outras coisas, legar bons exemplos, invés de se expor em obscenidades morais como têm feito.

Se querem aprovar à censura, como os do sistema dominante desejam, somos “213 milhões de tiranos”; porém, se desejam evitar sanções estrangeiras contra a ditadura que se instaura por aqui, devemos nos unir em defesa, somos “soberanos”. Se, somos soberanos e tiranos ao mesmo tempo, devemos ser todos ditadores, acredito.

Pessoas que, como canas ao vento se inclinam sempre para onde sopram seus interesses imediatos, não valem nada; sequer chegaram perto de conhecer à verdade. Os venais têm preço; enquanto os verazes têm valor.

Aquele que, convidado por Deus para conhecer a verdade, atende ao chamado e persevera, necessita de coragem para não fugir a cada mostrengo que descobrirá nas próprias inclinações e atitudes. Invés de uma “conveniência” covarde e fugitiva, esse embraçará ao escudo da fé, a Espada do Espírito, e verá em cada constrangimento necessário, uma cura, invés de uma perda.

“O que encobre suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. Prov 28;13

Os que nos acusam de nos escondermos atrás da Bíblia, como se, enfrentar a si mesmo, deveras, fosse a coisa mais fácil, no fundo, não têm coragem de manifestar à mesma “covardia”.

Com a praga das rãs, o conhecimento da verdade nos fará ver anfíbios para todo lado; mesmo onde sequer imaginávamos existir; porém, libertos pela verdade, ganhamos um esconderijo sim. “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”. Sal 91;1

O descanso superior


“... os judeus perseguiram Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado. Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”. Jo 5;16 e 17

O Sábado, provavelmente, era o mandamento mais fácil de ser cumprido; salva alguma emergência pontual, do ponto-de-vista meramente superficial dos religiosos, bastava repousar nele.

Os que envolviam fidelidade exclusiva ao Eterno, e respeito ao direito de propriedade e demais liberdades do semelhante, sempre requeriam uma vigilância maior. O sábado deveria ser santificado, consagrado ao Senhor. Um memorial pela libertação da servidão onde nenhum repouso era possível. Por isso, deveriam ser gratos a Ele.

Pecados como a cobiça, maus intentos em relação ao próximo poderiam acontecer sem sequer ser identificados. Todavia, alguém fazendo um trabalho qualquer naquele dia, seria visto e denunciado. Por isso, tal transgressão parecia-lhes o “pior” pecado.

O Salvador fez uma releitura dos mandamentos, aplicando o sentido espiritual, e fez ver que a coisa não era tão simples. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo...” Mat 5;21 e 22

"Não cometerás adultério... Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. Vs 27 e 28

Ao repouso, invés de acrescentar um rigor mais profundo, atenuou; “O sábado foi feito por causa do homem, não o homem por causa do sábado”. Mc 2;27 O descanso foi feito em atenção à necessidade humana.

Ardiam em zelo pela guarda desse dia, porque nele O Criador repousara; O Senhor tinha uma má notícia para os zelosos; “...: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”.
Precisamente naquele momento estavam dando trabalho, a pretexto de defender o repouso. O que cansa ao Eterno é a resiliência maligna no pecado; “... Me deste trabalho com teus pecados, Me cansaste com tuas iniquidades”. Is 43;24

Sempre que nosso zelo verte do anseio de provar que alguém está errado, mais que, da intenção de glorificar a Deus pela obediência, é carnal. Meu intento de obedecer mira meus próprios erros, não, os de outrem.

Aos que chama a Si, O Salvador oferece um sábado diferente; um descanso de abrangência muito superior ao repouso dos corpos. “Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas”. Mat 11;29 O descanso da alma em Cristo, só quem frui pode aquilatar o quanto vale.

Aquele repouso pontual, um dia em sete, além do cuidado amoroso com a saúde humana, era um tipo profético de um repouso maior. Devemos entender a Lei, “... à sombra dos bens futuros, não à imagem exata das coisas...” Heb 10;1

Um tipo profético é um símbolo de algo maior ainda porvir; como os sacrifícios de animais, o eram, do Sacrifício de Jesus Cristo. Assim, o descanso do sábado apontava para o descanso superior no Reino do Senhor.

Antes de ensinar que o repouso de Cristo é superior ao da Lei, A Palavra ensina a diferença entre Ele e Moisés; “Porque Ele é tido por digno de tanto maior glória que Moisés, quanto, maior honra que a casa tem aquele que a edificou”. Heb 3;3

Aos que endurecem o coração ante À Palavra de Deus, está posta uma dura sentença; “Assim jurei na Minha ira que não entrarão no Meu repouso”. Heb 3;11 “A quem jurou que não entrariam no Seu repouso, senão aos que foram desobedientes?” v 18

Embora, aquele repouso significasse, entrar na terra prometida, terminar a peregrinação pelo deserto, (toda aquela geração pereceu no deserto, exceto, Josué e Calebe) figura bens futuros atinentes a nós, como adiante o texto expõe: “Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso...” Heb 4;3 “Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disso de outro dia. Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus”. Vs 8 e 9

Então, os que tentam colocar sobre os cristãos um jugo superado, erram de modo tosco, por ignorância. “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou beber, por causa dos dias de festa, da lua nova ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. Col 2;16 e 17

Não significa que a Lei vete e a Graça seja licença para pecar, como alguns bobos-alegres esposam. Os salvos são convidados a lugares mais altos, responsabilidades maiores. 

“... Ele... é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas”. Heb 8;6 “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente, se faz também mudança da lei”. Heb 7;12

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Onde vive a Glória?


“Chamou ao menino Icabode, dizendo: De Israel se foi a glória! Porque a Arca de Deus foi tomada, e por causa de seu sogro e seu marido”. I Sam 4;21

Eram dias de juízo contra a casa de Eli, o relapso sacerdote que deixara seus filhos profanarem às coisas santas.

Hofni e Finéias foram mortos na peleja contra os filisteus; o próprio Eli ao receber a notícia caiu da cadeira e morreu; a Arca, que fora indevidamente levada ao front de batalha, foi tomada pelos inimigos. Então, a mulher de Finéias, que estava nos dias de dar à luz, precipitou-se no parto; teve um filho varão e morreu; mas, na agonia da morte ainda disse as palavras acima.

Chamou o filho que nascera de “Icabode” que significa: “Foi-se a glória”, e explicou o motivo: Porque a Arca do Senhor foi tomada.

Confundir substância com figura é um mal que persegue à humanidade, refém dos olhos.

Por exemplo: Uma aliança no dedo simbolizando que alguém é casado, figura que esse fez um pacto de ser fiel a determinada pessoa. Porém, a fidelidade, deve assomar, somente quando as possibilidades, as tentações chamando à perfídia se apresentarem; então, se a mesma existir, será verificada. Logo, a aliança é um símbolo; a fidelidade, a substância.

Assim era a Arca da Aliança do Senhor. Uma figura visível da Excelsa Presença no lugar Santíssimo. Contudo, não era a presença, estritamente. Tanto que, permitiu que a Arca fosse tomada pelos inimigos; Deus não pode sê-lo. 

Se, depois os forçou a devolver, é outro aspecto; era tempo de juízo e toda desobediência seria punida; inclusive a profanação atinente ao transporte a locais indevidos, das coisas santas.

Essa é, certamente, a razão primeira pela qual O Eterno abomina à idolatria. As pessoas ficam presas a uma imagem feita pelas mãos humanas, e esquecem de Deus. “... os verdadeiros adoradores adorarão O Pai em espírito e verdade; porque o Pai procura tais que assim O adorem. Deus É Espírito; importa que os que O adoram adorem em espírito e verdade”. Jo 4;23 e 24

O que podemos ver, não demanda fé; “A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê... sem fé é impossível agradar a Deus...” Heb 11;1 e 6

Quando alguém se prostra a uma imagem, mesmo que mencione Deus, eventualmente, seu gesto acaba louvando ao bibelô, não, ao Eterno: “Eu Sou O Senhor; este é O Meu Nome; a Minha Glória, pois, a outrem não darei, nem Meu louvor às imagens de escultura”. Is 42;8

A fala da mulher que faleceu ao dar à luz reflete a compreensão vulgar de então, acerca de Deus. Estando perdendo a batalha julgaram que isso se devia a ausência do Eterno na Peleja; como Ele não fora, resolveram “levá-lo” levando a Arca. Assim, não se gloriavam em Deus, mantendo a reverência e adoração devidas a Ele; antes, descansavam num símbolo da Sua Presença; cada um, vivendo à sua maneiras.

Pela forma doentia que eles viam as coisas, transformaram um símbolo Santíssimo em mero ídolo. Por isso O Eterno permitiu que ela fosse levada pelos filisteus.

O Criador ensina qual deve ser a fonte de glória dos Seus filhos: “...Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me entender, Me conhecer, que Eu Sou O Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz O Senhor”. Jr 9;23 e 24

Paulo reverberou o dito de Jeremias; depois de asseverar que Deus busca às coisas frágeis e humildes, expôs a razão: “Deus escolheu as coisas vis deste mundo, as desprezíveis, as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante Ele... Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor”. I Cor 1;28, 29 e 31

A idolatria é multifacetada; excede em muito ao culto das imagens. O fetichismo de muitos neopentecostais, rosas, sal, lâmpadas e demais quinquilharias “ungidas”, bem como, a avareza, dos que sonegam sua gratidão a Deus em nome da “Graça” são formas diversificadas de idolatria.

Assim como a “casa velha” de Eli foi ceifada naquele juízo, restando um recém-nascido, deve se dar conosco. A conversão chama à luz um novo homem.

Esse deve viver para a glória de Deus; Paulo pormenoriza, como: “Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; vos renoveis no espírito da vossa mente; vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. Ef 4;22 a 24

terça-feira, 22 de julho de 2025

O "doentio Bolsonarismo"


Outro dia deparei com o seguinte comentário: “Sai da bolha! Existe vida fora da religião e do bolsonarismo”.

A um olhar superficial, três erros.

a) A “bolha”.

Esse é um termo que surgiu para identificar grupelhos que, por avessos à realidade, circunscrevem-se aos de iguais inclinações e preferências, como se isso, abarcasse ao todo.

O feminismo é uma bolha que representa parcela ínfima do público feminino; o separatismo onde alguns apregoam a separação dos estados do Sul, do resto do país, idem; os “artistas” da Ruanet, que vivem de Estado, não de arte; os movimentos LGBTs, que, a pretexto de defender direitos, a rigor querem se impor aos que pensam diferente exigindo privilégios, também configuram uma bolha; enfim, quem quer que seja enquadrado nesse conceito, fatalmente será membro de uma minoria.

Se os conservadores fossem minoria, não seria necessário o sistema canhoto fraudar uma eleição como fez; tampouco, destruir todas as lideranças de direita como tenta fazer. Assim, os próprios adversários testificam que, eles são avassaladora maioria; não podem ser vencidos em eleições honestas e transparentes.

É possível que o “comentarista” em análise seja um do “Gabinete do Amor” contratado às expensas do Erário para fazer barulho em prol do sistema; d’uma bolha de corruptos, pois.

b) A religião;

Embora os conservadores sejam, em grande parte religiosos, Bolsonaro não é o nosso Messias, como acusam alguns; nas questões espirituais carece de aprender conosco, como ele mesmo admite. Uns, dizem que trocamos Jesus por ele, como se fôssemos fanáticos, cegos e amorais, quais, aqueles que acamparam em Curitiba.

“Mito” não tem uma conotação megalômana, no estilo da mitologia grega, como se o achássemos um deus; é um apelido de infância dele, o “Parmito” que, acabou reduzido a duas sílabas; um apelido, assim como o molusco.

Quem, por razões de fé, tem como caros valores como Deus, família e liberdade, nada mais natural que se identifique com um político que defende isso.

Estranho soa os “cristãos” que se alinham a um sistema que apregoa o ensino do homossexualismo nos colégios para crianças, pretende legalizar o aborto, descriminalizar às drogas; solta bandidos e persegue justos, apenas por diferenças ideológicas; investiga adversários sem indícios e nega-se a investigar desvio de milhões... 

Quando a CNBB consegue ser comunista e “cristã” ao mesmo tempo, atinente a isso, não se ouve reparos que se deve separar religião e política. Que estão trocando Jesus por Karl Marx. Todo o zelo seletivo é apenas uma safadeza envernizada.

c) O bolsonarismo;

Não existe bolsonarismo, estritamente. O que existe é conservadorismo, patriotismo, cristianismo. Se, Bolsonaro for morto como desejam os da bolha vermelha, qualquer que se candidatar tendo ficha semelhante e os mesmos valores, receberá apoio da maioria. Não se trata de idolatria; apenas de gratidão a um homem que ousou arriscar a vida para arrostar um sistema corrupto e anticristão. Se fosse flagrado em roubo ou corrupção, mesmo com dor, o abandonaríamos, como referência política.

Ele, por suas escolhas e ações, logrou a proeza de que os conservadores cristãos e patriotas lhe sejam identificados, isso é um mérito, não uma culpa.

Desgraçadamente, os “incapazes capazes de tudo” como bem definiu Augusto Nunes, criaram um “Golpe” para silenciar os protestos legítimos contra o golpe que o cabeça de ovo deu nas urnas, fazendo “vencedor” ao que venceu apenas nos presídios.

O simples fato de uma faixa amplamente majoritária, como o conservadorismo, precisar de um “golpe” para que o poder não fique com os que representam a um quarto da população, já é um eloquente apontamento, de quem golpeou.

Quando tinham maioria, na idade das trevas, enchiam as ruas de vermelho e desfilavam garbosos. Isso acabou faz tempo. Como “fazem o diabo para ganhar uma eleição” segundo Dilma; e “eleição não se ganha, se toma” segundo Barroso, continuam alugando prostitutas digitais, para fazer parecer nas redes sociais que representam alguma coisa. 

Representam o lixo moral, cívico, espiritual, psíquico e de todos os nichos que se possa produzir sujeira.

Não significa que todos os conservadores sejam cristãos; nem que, os que se dizem, levem a sério; tampouco, os que frequentam igrejas estejam livres, dos males inerentes à nossa natureza pecaminosa. Mas, implica que esses, na esfera política se alinham com coisas ligadas à liberdade; de crença, locomoção, escolha, expressão.

Alguns acusaram Bolsonaro pelos seus desencontros matrimoniais, como se, o estivéssemos escolhendo para pastor. Ele incomoda tanto, que, precisam sair da arena estritamente política e apelar para tudo, tentando desacreditá-lo. O outro pode levar amantes em viagens oficiais.

Enquanto a bolha assassina segue com a caneta, continuará seu DNA regressivo até “provar” que O Bolsonaro descende de Judas Iscariotes. Mas parece que a “pena”, está na iminência de pena de morte.