“O homem de grande violência deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.” Prov 19;19
Então, se a violência não tiver consequências, ela terá sequência.
Tendemos a vê-la, apenas quando mostra seus frutos maduros, empilhando cadáveres nas ruas, como aconteceu na última operação policial no Rio de Janeiro.
A sociedade vive em consórcio com ela, disfarçada de “soft”, pelo concurso dos vícios que aprazem aos seus pacientes; como a disposição de drogas, para os consumidores, via tráfico; a destruição de valores pelas novelas, o incentivo à imoralidade como nos “realitys” da vida, o aliciamento de adolescentes nos colégios, para torná-los consumidores, clientes do tráfico, etc.
Qualquer violação, duma lei, convenção, direito estabelecido, é uma nuance de violência. Por isso, os cristãos são ensinados a não passar sobre a linha das coisas que, lhe seriam indesejáveis em seu relacionamento com o semelhante. “Portanto, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também, porque esta é a lei e os profetas.” Mat 7;12
“O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” Tg 3;18 Antes de eu depreciar certo comportamento com minhas falas, devo fazê-lo com minhas atitudes.
Diatribes contra a violência apenas em estado “hard”, somente quando em situações extremas como a presente, são derivadas de mentes inconsequentes, que, assim deixam patente sua identificação ideológica, mais que, eventual aversão ao método.
Dezenas de cristãos são assassinados a cada semana da Nigéria, pelos radicais islâmicos do Boko Haram; onde, protestos na imprensa, pedidos de minutos de silêncio nos parlamentos, em solidariedade às vítimas? Ainda estou esperando, para ver ou ouvir algo assim.
Logo, não é a violência que incomoda pessoas amorais. O que as desperta e coloca para gritar é, contra quem, eventual violência é perpetrada. A identificação comportamental, ideológica, não é sinônima de valores probos. Para nosso presidente, traficantes são vítimas dos usuários, aliás.
Quando pessoas resistem às autoridades usando fuzis, bombas e similares, o simples aparato dessa resistência já evidencia uma anomalia social perturbadora; fruto da imposição violenta dum Estado paralelo, para prejuízo das pessoas de bem, que vivem nessas comunidades. Nem todos por lá são do tráfico; a maioria são vítimas dele.
E, sabem as pessoas bem informadas que há muito esse “Estado” deixou de ser mero tráfico de drogas; (como se isso fosse de pouca monta) ainda, concorrem extorsões, expropriações de bens que interessam aos marginais, ou por mero degredo, de quem não lhes interessa por lá; taxação ilícita de comerciantes, assassinato sumário de dissonantes ou rivais, estupros de menores para “cobrar” drogas não pagas, etc.
Só tem moral para depreciar a violência, pois, quem vive uma cidadania plena, restrito aos limites das leis. Os direitos são frutos caprichosos que só viçam nos galhos do arbusto dos deveres. Quem os viola, está lançando uma semente que, oportunamente frutificará.
Natural que todos os integrantes desse “Estado” bastardo tenham famílias, e, que a morte desses enseje dores profundas nos tais. Porém, certas situações “progridem” tanto, que as alternativas são entre um mal enorme, ou, o mal menor.
As reações veementes de tantas autoridades e muitos da imprensa, deixam evidente que o estado paralelo nem é tão paralelo assim; em grande parte já tomou o Estado do Brasil. Basta ver quem tem vida fácil no STF, quem presto é solto, quando flagrado com grandes quantias de drogas, e quem é tratado como rigores excessivos, para ver, que a maioria daquela casa, não está a serviço de quem paga seus salários.
A Constituição há muito deixou de ser um norte, e se fez um livro empoeirado e ineficaz. Se não houver uma veemente reação enquanto ainda há alguma força, depois será tarde demais.
A Palavra de Deus versa, sobre as autoridades: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, não temer a autoridade? Faze o bem, terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, vingador para castigar quem faz o mal.” Rom 13;3 e 4
Como a violência não pode ser combatida de outra forma, senão, com uma maior, a coisa tendo chegado onde chegou, torna-se inevitável. Ademais, quem atira contra a polícia invés de depor as armas, não está sofrendo violência; antes, declarando guerra em defesa do que acredita.
Acha que seu Estado paralelo é algo pelo qual valha, matar ou morrer, o Estado Oficial tem deveres com os cidadãos, que o sustentam.
“Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos.” Prov 3;31 “... aprendei de Mim que Sou manso...” Mat 11;29
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