sábado, 28 de dezembro de 2024

Questões loucas


“Rejeita as questões loucas, sem instrução, sabendo que produzem contendas.” II Tim2;23
“Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, debates acerca da Lei; porque são coisas inúteis e vãs.” Tt 3;9

A Timóteo e Tito, Paulo deu, mais ou menos as mesmas instruções. Evite as questões loucas. A Timóteo se limitou a adjetivá-las como “sem instrução”; a Tito ampliou um pouco; mencionou genealogias e debates, acerca da Lei.

Ora, a Lei veio do Próprio Deus; A Palavra Dele é ciosa em registrar as genealogias do povo eleito. Assim, necessária a conclusão que o adjetivo, “loucas” se refere ao propósito de discuti-las; não, ao fato de terem, as mesmas, alguma origem doentia.

Numa linguagem atual, talvez dissesse: “Cuidado para não gastar tempo com futilidades, se desviar do objetivo, perder o foco.”

Há pouco deparei com uma dessas. O “mestre” advogava que o Diabo não existe, foi uma criação do “sistema”. Pois, a palavra é mero adjetivo significando oponente, adversário. E nosso oponente à salvação é a carne, não, uma entidade espiritual.

Um caminhão de textos que ensinam a existência e detalhes da atuação desses, como a legião expulsa do Gadareno, a instrução de que temos que lutar contra eles, não contra carne e sangue, etc.

Qualquer iniciante na Palavra de Deus teria farto manancial de provas para desfazer a balela do sujeito.

Quando cogitava fazer isso, me ocorreu que seria mera questão louca. Após abelhas corre-se o risco das ferroadas, mas com o benefício do mel; assim, debates sob um jugo igual, com pessoas honestas, que pensam de modo diferente, pode produzir edificação de ambas as partes.

Mas com gente que nega o óbvio, pisa nos mais sólidos argumentos, os que não pode desfazer na arena das evidências joga na vala comum da velhacaria do “sistema”, perder tempo com um louco desses, seria como pretender mel, de marimbondos.

Gastaria meu latim altercando com doidivanas desses, para “provar que o diabo existe??” Apesar de “não existir” ele riria de mim, me vendo atarefado em trabalhar em favor dele, malgrado, chamando-o de adversário.

Dessa estirpe há, para todos os gostos. Os preteristas que afirmam que O Apocalipse se cumpriu cabalmente no ano 70; os nominalistas que defendem que “Jesus” é também uma velhacaria; o correto seria: YAUSHA. Jesus, significaria “Porco” (sic.) segundo esses “sábios”; em grego é IESUS. I e significa isto é, em latim, segundo ele. Sus significaria porco (?) em qual idioma? Sus é cavalo, em hebraico.

O sujeito pega iniciais de duas palavras em latim, uma palavra hebraica, cujo significado ignora, para compor outra, grega? Francamente!!

Nem se trata de questão louca; mas de 115 oportunidades de calar a boca, desperdiçadas.

O mesmo “mestre” ensina que, quando dizemos Deus, estamos usando o aportuguesamento do mitológico Zeus. Ora, a palavra grega para Deus é Theos, donde vem Teologia, por exemplo.

Basta ver as centenas de comentários de aprovação, de agradecimento pela “libertação” do engano, que o tal “Mestre” recebe, para ver que é mais encontrável o paladar das moscas, que o das abelhas, infelizmente.

Temos ainda os “fusionistas” que tentam fundir Lei e Graça, ignorando que isso estraga ambas. A Lei é o “ministério da condenação”, pelo qual, O Senhor julgará o mundo; a Graça, o socorro inefável de Cristo, que tira os que lhe obedecem, da rota de colisão com a Lei. “... vós estais mortos para a Lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que vos ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos frutos para Deus.” Rom 7;4

Há inumeráveis questões loucas, ainda; mas essas bastam para uma amostragem das muitas armadilhas com potencial para nos desviar do foco e nos fazer “dar socos no ar”, como disse Paulo.

Tantas coisas verazes a ensinar, erros doutrinários a corrigir, e perderíamos tempo, com esses desajuizados que tencionam verter ministros do Evangelho em “Ghostbusters”?

Quando Debora foi usada por Deus, para libertação do Seu povo, nem todos os convocados foram para a batalha. Da tribo de Rúben está dito: “... nas divisões de Rúben, houve grandes esquadrinhações do coração.” Jz 5;15 

A batalha em pleno curso, e o povo de Rúben dividido, filosofado, discutindo se iriam à guerra ou não. Não foram. Perderam seu tempo e a honrosa oportunidade, divididos por questões loucas.

Uma coisa é alguém estar errado pontualmente, o que pode acontecer com qualquer um de nós; outra, ser defensor, proponente do erro, como alternativa a verdade. Isso nos faria hereges.

Quanto a esses, não se deve perder muito tempo. “Ao homem herege, depois de uma ou outra admoestação, evita-o, sabendo que o tal está pervertido e peca, estando já, em si mesmo, condenado.” Tito 3;10 e 11

Valores


“Para que faça herdar bens permanentes, aos que me amam, e eu encha seus tesouros.” Prov 8;21

A Sabedoria personificada, explicando os motivos pelos quais faz seus alunos andarem pelas veredas da justiça. Todas as filosofias de botecos fazem menção aos “bens que o dinheiro não compra”. O simples fato de desfilarem nessas estranhas passarelas, onde se busca muitos males que o dinheiro compra, já evidencia que os que disso falam, não entendem.

Nada impede um agrilhoado de cantar louvores à liberdade.

A mesma Sabedoria faz questão de pontuar que seus valores demandam, acima de tudo, entendimento; “São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida; todas elas são retas para aquele que as entende bem; justas, para os que acham o conhecimento.” Prov 8;8 e 9

Os “bens permanentes” embora de graça, no que tange à força do dinheiro, são um pouco mais caros, nas renúncias que demandam, nos esforços necessários, rumo às riquezas eternas.

Remotamente convencidos do seu valor, e informados da sua essência, os dependentes de vícios mencionam a existência deles, malgrado, incapazes de os buscar, por preferirem uma sombra que lhes parece mais cômoda; “Porque a sabedoria serve de sombra, como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor.” Ecl 7;12

Esteja um sábio ensinado em determinado lugar, aconselhando de graça, e um magnata noutro, distribuindo dinheiro, e veremos onde se formarão aglomerações.
As igrejas doutrinariamente sadias, pouco frequentadas, e filas lotéricas quilométricas, também, testificam sobre qual a sombra a maioria dos homens busca.

Naquele contexto a sabedoria fora personificada e falara assim. Mas, cerca de um milênio depois, se fez uma pessoa, literalmente. De Cristo está dito que Ele É “Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” Col 2;3

Ele condicionou a verdadeira liberdade, à permanência na Sua Palavra, não, mera menção dos valores nela ensinados. “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam Nele: Sé vó permanecerdes na Minha Palavra, verdadeiramente sereis Meus discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Jo 8;31 e 32

Logo, se o conhecimento da verdade requer a permanência na mesma, implica que ela não se deixa conhecer de modo teórico apenas. Pode se fazer menção aqui, ali, como os frequentadores de botecos vistos; mas o conhecimento vero, requer uma disposição de caráter reto, uma índole infantil, que se deixa ensinar, invés de presumir que já sabe. “Porque O Senhor dá a Sabedoria, da Sua Boca é que vem o conhecimento e o entendimento; Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos, escudo é, para os que caminham na sinceridade.” Prov 2;6 e 7

O Salvador desafiou quem tinha dúvidas a “Pagar para ver”, obedecer à Palavra, mesmo por curiosidade, e ver onde isso levaria; “... A Minha Doutrina não é Minha, mas Daquele que Me enviou; se alguém quiser fazer a vontade Dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se falo de Mim mesmo.” Jo 7;16 e 17 Os que ousaram, encontraram valores que não motivam a retroceder.

Notaria um leitor mais atento, que derivamos das considerações sobre a Sabedoria, para a verdade. Ora, a sabedoria respeita ao quê, senão, ao conhecimento da verdade? Enquanto Sophia tem nossa ignorância como material para o trabalho, a verdade se ocupa dos que estão presos pela mentira, com o fito de libertá-los.

Libertar da ignorância, ou da mentira, são bens similares. Logo, se a Verdade e a Sabedoria não são a mesma pessoa, devem ser gêmeas idênticas. Na Pessoa Bendita do Salvador, muitas coisas confluem, como versou o salmista: “A misericórdia e a Verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram; a Verdade brotará da Terra e ajustiça olhará desde os Céus.” Sal 85;10 e 11

Se, a Sabedoria ganhou com sobras, no cotejo com o dinheiro, porque dá vida, no que tange à remissão das almas, o que apenas Jesus Cristo faz, também os metais fazem um papelão. “Aqueles que confiam na sua fazendo, e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles, de modo algum pode remir ao seu irmão, da a Deus o resgate dele. Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre.” Sal 49;6 a 8

E não venham com essa balela rasa: “se não gostas de dinheiro dê o seu a mim”. Ninguém está negando a utilidade do dinheiro; mas nas mãos erradas, costuma comprar o que nem precisa.

Tantos encorajam a busca pelo sucesso, associando-o à posse de muito dinheiro. Ainda não entenderam a fala de Sophia. Einstein disse: “Tente ser uma pessoa de valor, não de sucesso.”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

A apostasia


“Mas o espírito expressamente diz, que nos últimos dias apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizadas suas próprias consciências.” I Tim 4;1 e 2

Apostatar da fé não significa parar de crer; mas, mudar o teor daquilo em que se acreditava. A apostasia requer dar ouvidos a seres espirituais, abraçar suas doutrinas; não é uma negação da fé, estritamente; antes, uma substituição.

Quando a identificou na igreja da Galácia, Paulo censurou: “Maravilho-me que tão depressa, passásseis daquele que vos chamou à Graça de Cristo para outro Evangelho.” Gál 1;6
Depois explicou: “O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam, e querem transtornar O Evangelho de Cristo.” V 7 Alterações na essência do que fora ensinado, fizeram da mensagem original, “outra”.

O traíra usa ajustar suas velas de acordo com os ventos; sabendo da afeição daqueles pelo judaísmo, fundira, o quanto pudera, O Evangelho da Graça, com nuances da Lei. Ora, cada um tem seu lugar e objetivo próprio. A Lei para manifestar os pecados; a Graça, para trazer salvação; cada aspecto, independente; a fusão estragava a ambos. Paulo explicou: “Separados estais de Cristo, vós que vos justificais pela Lei; da Graças tendes caído.” Gál 5;4

O inimigo conhece as cobiças humanas em detalhes; é consorte delas. Assim, não nega cabalmente a doutrina de Cristo, sob pena de perder a atenção dos mais escrupulosos; antes, perverte um pouco aqui, outro ali, de modo que, paulatinamente a doutrina vá perdendo a pureza; faz isso usando vidas humanas que estão sob seu domínio.

Implementa seu trabalho sujo, “... pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizadas as suas próprias consciências.”

Alguns desavisados acreditam que os humanos são inocentes, dado que, “não temos que lutar contra a carne e o sangue.” Como se, isso significasse que a culpa pelos erros fosse exclusivamente dos demônios.

Eles são os mentores. Homens hipócritas que os servem, são obreiros a serviço da oposição. O diabo aviva neles, orgulho, vaidade, autonomia, desejo de sucesso, aceitação; movidos desses “insumos”, caçam os incautos; desconectados da Voz do Espírito à qual, abandonaram, temperam seus descaminhos segundo os paladares próprios, e os dos tolos que lhes ouvem.

Por isso, “virá o tempo em que não suportarão à sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme suas próprias concupiscências; desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se às fábulas.” II Tim 4;3 e 4

Como as coisas tendem a progredir com o curso do tempo, o que começara como tênue alteração, cresce para um estágio maior, avança para a mudança total, por fim, acaba em dissolução. Esse processo não demanda muito tempo; viça à medida que os que deveriam estar vigilantes, adormecem. Judas identificara o mesmo “prontinho”, nos seus dias; “... convertem em dissolução a Graça de Deus, negam a Deus, Único Dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” Jd v 4

Entre negar a si mesmos pela obediência, e negar ao Espírito Santo nas consciências, pela ímpia conveniência, esses escolhem a segunda opção. Aos ouvidos incautos, ineptos para valorar as coisas no âmbito espiritual, os proponentes de facilidades serão sempre mais “amorosos” que os que apontam ao “caminho estreito”.

Também amor e ódio, precisam de sintonia fina, se não quisermos ser enganados, quanto às suas presenças, ou não; A Palavra ensina: “Leais são as feridas feitas pelo amigo; mas os beijos do inimigo são enganosos.” Prov 27;6

Pois, se servir a Cristo requer renúncia, “Negue a si mesmo”, a apostasia, após o conhecimento da verdade também demanda que se renuncie algo; que se deixe de ouvir a Voz do Espírito Santo, o qual fala em nossas consciências, valorando escolhas, fazendo-nos, apreciá-las segundo Deus, para ouvir facilidades falsas, de origem espúria.

Para afundar tanto assim, depois de ter renascido e aprendido de Cristo, carece o suicida em apreço, renunciar à consciência reiteradas vezes, até que ela cauterize e deixe de lhe falar.

Para atingir tal “estatura” na obra do canhoto, o homem necessita ser hipócrita; primeiro, fingindo não ouvir o que ouviu do Senhor; depois, ensinando algo que sabe que hauriu de fonte espúria.

Como o mentor dos tais é aquele que cega, quanto mais se aprofundam os servos dele, menos enxergam; acabam obrando para tolher o conhecimento do Santo, invés de disseminar.

Os que seguem fiéis ao Eterno, são capacitados para o devido contraponto, justo, nessa esfera; “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.” II Cor 10;4 e 5

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Sinais


“O que guardar o mandamento guardará sua alma...”

A ideia vulgar é que os mandamentos são meras proibições, como se, O Eterno fosse sádico e nos quisesse ver “comendo do ruim.”

Nada mais distante da verdade. Assim como o conjunto de sinais, ao longo dos caminhos terrestres, são para os viajantes, os Divinos mandamentos para quem deseja se conduzir bem, na estrada da vida.

Aqueles, advertem dos perigos, prescrevem como nos conduzir em cada trecho. Ninguém reclama pela existência da sinalização. Antes, quando, determinado caminho está mal sinalizado, expondo viajantes a perigos, tende a haver reclamações junto às autoridades pelo desleixo comprometedor para com as vidas humanas.

Se tivermos em mente que os Divinos preceitos são as “placas” a orientar nosso percurso rumo à vida eterna, seremos gratos por eles, invés de reclamar.

Assim como, o que observar prudentemente os sinais de trânsito, tende a se conduzir de modo seguro, também o que for zeloso dos Divinos preceitos, bem ordenará seu caminho. “O que guardar o mandamento guardará sua alma...”

Desde a antiga Aliança, O Eterno expôs os motivos, para os limites que prescreveu aos Seus: “Agora, pois, ó Israel, o que é que O Senhor teu Deus pede de ti, senão, que temas ao Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, ames e sirvas ao Senhor teu Deus, com todo teu coração, toda tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, Seus estatutos que hoje te ordeno para o teu bem?” Deut 10;12 e 13 Ordenou minuciosamente o quê, e depois explicou o porquê; “para teu bem.”

Como cercas protetoras no entorno de lugares altos, que são colocadas ali para proteger às pessoas para que não caiam, o que lhes seria fatal, assim, os preceitos do Senhor. “Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.” Ecl 8;5

Quando A Palavra figura o caminho da vida como estreito, e as renúncias necessárias como “jugo”, o faz em atenção à nossa natureza e as suas perversas e suicidas inclinações. “Pois Ele conhece nossa estrutura e lembra-se que somos pó.” Sal 103;14

No que concerne à perspectiva espiritual, o caminho é apenas limpo, santo; mas pela vigência das más inclinações em nós, o necessário tolher dessas, reconfigura o caminho como estreito, e as escolhas espirituais como renúncias. Quanto à carne está dito: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo, o fomos na Sua morte?” Rom 6;3 Da vida espiritual a apreciação é outra: “Porque segundo o homem interior, (espiritual) tenho prazer na Lei de Deus.” Rom 7;22

Pedro alista virtudes que devemos desenvolver ao longo da caminhada ruma à casa do Pai: “... Acrescentai à vossa fé a virtude, à virtude, a ciência, à ciência, a temperança, à temperança, a paciência, à paciência, a piedade, à piedade, o amor fraternal.” II Ped 1;5 a 7

Esse conjunto de coisas é vital para que trabalhemos nossa vida espiritual, e possamos ser instrumentos de Deus para geração de outras vidas. “Porque, se em vós houver e abundarem essas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.” V 8

Pelo exercício nesses bens, pouco a pouco isso se torna o novo normal; o que fora renúncia difícil, enseja alento, prazer; e a vereda que soara demasiado estreita, começa a ganhar amplitude. “Porque assim vos será amplamente concedida a entrada, no Reino Eterno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” V 11

Assim como o aprendiz dum instrumento de cordas, um violão, por exemplo, no início mal consegue aferir os dedos no devido local, de modo a produzir um som nítido, mas com o tempo e exercício, aprimora-se e consegue tocar harmonias mui rebuscadas sem sequer olhar para o instrumento, assim a edificação, o aprendizado espiritual.

As coisas difíceis, tanto na esfera prática, quanto, do entendimento, discernimento, pouco a pouco, passam a ser “naturais” se formos bons ouvintes, e sobretudo, praticantes do que ouvimos. Nossa dieta espiritual vai progredindo, à medida que a vida espiritual cresce; “O mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados, para discernir tanto o bem, quanto, o mal.” Heb 5;14

“Perfeitos” aqui deve ser entendido como espiritualmente maduros, não, isentos de falhas, como apenas O Senhor É.

Enfim, carecemos nos submeter aos mandamentos, mesmo quando isso parece algo difícil, ruim, até; pelo exercício contínuo na obediência, acharemos deleites onde inicialmente houve pesos; por fim, a eterna recompensa. “... exercita a ti mesmo em piedade... a piedade para tudo é proveitosa tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” I Tim 4;7 e 8
Gosto
Comentar
Enviar
Partilhar

As perseguições


“... porque nem todos os que são de Israel, são israelitas.” Rom 9;6

De Israel, identifica a origem; laços de sangue, circunstâncias em meio às quais, veio ao mundo. Israelita atina à escolha cultural, espiritual; à causa e os valores com os quais alguém se identifica, se compromete. Assim, nem todos os que lá nascem, abraçam cabalmente as coisas pertinentes àquele povo; mormente, as espirituais.

Pois, argumenta Paulo, a filiação espiritual é que mostra a descendência de Abraão, que conta para O Divino propósito; não, os laços de sangue. “Nem por serem descendência de Abraão, são todos, filhos; mas, em Isaque será chamada tua descendência.” V 7 Foi após ele crer, se arrepender e manifestar isso, que O Salvador disse de Zaqueu: “Também esse é filho de Abraão.” Luc 19;9 De sangue já o era. Crendo se tornara herdeiro da promessa.

Ismael também fora filho de Abraão; mas os escolhidos seriam os da descendência de Isaque, pela promessa de abençoar em Abraão a todos os povos, “... em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gn 12;3 o que se cumpre, em Cristo. Malgrado nossa origem devemos crer no Salvador, pois. “Nós, (cristãos) somos filhos da promessa, como Isaque; mas, como então, aquele que era gerado segundo a carne, perseguia o que era segundo o espírito, assim também é agora.” Gál 4;28 e 29

Não que Isaque tenha sido concebido pelo Espírito, conforme foi Cristo; mas, seu nascimento fora prometido tardiamente, do ponto-de-vista da natureza; tanto que, Abraão e Sara desistiram de esperar e arranjaram um “plano B”, donde veio Ismael. Para mostrar a fidelidade do Eterno, bem mais tarde, o prometido sucedeu. Assim, Ismael é tido como, gerado segundo a carne, a natureza humana; Isaque, segundo o espírito; a fidelidade Divina.

Deixando a saga dos judeus e trazendo para nosso contexto, nem todos os “cristãos” são salvos. Embora se digam atuantes na esfera da Promessa, em Cristo, o critério do Eterno vai além do que professamos, para identificar quem, deveras, somos. 

Paulo acentua a seriedade de tomarmos sobre nós o Santo Nome do Salvador: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme tendo este selo: Deus conhece os que são Seus; qualquer que profere o Nome de Cristo, aparte-se da iniquidade.” II Tim 2;19

Se, Ele em nós não obrar uma transformação visível, que salte aos olhos dos que nos conheceram antes, e conhecem agora, estando Nele, há fundadas razões para duvidarmos da nossa conversão.

Embora, nem todas as conversões sejam traumáticas como a descrita no salmo 40, “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs meus pés sobre uma rocha e firmou meus passos.” V 2 mesmo a conversão menos estrondosa, deverá ser igualmente visível. “... muitos, verão, temerão, e confiarão no Senhor.” V 3

Falando da necessária transformação dos que O recebem, O Salvador ensinou: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” Mat 5;14 Embora, aparecer não seja nosso objetivo, fazer Cristo aparecer em nós é uma necessidade.

Um “cristianismo” que não se compromete, sob o argumento de não ser “polêmico”, que passa despercebido, malgrado, vivendo entre muitos, certamente é uma fraude.

O confronto necessário de verdade com mentira, luz com trevas, fatalmente nos indisporá com o “cristianismo” inclusivo da moda; nos fará alvos de ataques, cuja origem, o próprio texto já visto, expõe: “... aquele que era gerado segundo a carne, perseguia o que era segundo o espírito...”

Assim, embora desagradáveis, dolorosas até, as perseguições são melhores, no prisma do testemunho dos Céus sobre nós, que a aceitação. “Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é O Reino dos Céus; bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem, e mentindo disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos Céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.” Mat 5;10 a 12

Malgrado, combatentes à higiene espiritual necessária, usem argumentos como religiosidade, legalismo, fundamentalismo etc. contra nós, tencionando parecer que, por se dizer “inclusivos, tolerantes” são melhores que nós, a última palavra sobre o que é réprobo, ou probo, em Cristo, virá Dele mesmo, não do mundo.

Quem leva A Palavra Dele a sério, não carece o testemunho de outras palavras. Ademais, a unidade global, tencionada para os últimos dias, use os rótulos que usar, é derivada da rebelião contra O Senhor. “Os reis da Terra se levantam, governos consultam juntamente contra O Senhor; e contra O Seu Ungido, dizendo: Rompamos as Suas ataduras, sacudamos de nós, Suas cordas.” Sal 2;2 e 3

Enquanto os professos “sacodem Suas cordas”, os que são Dele, submetem-se ao Seu jugo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

A boa vontade


“Glória a Deus nas alturas, paz na terra! Boa vontade para com os homens.” Luc 2;14

Cântico dos anjos, por ocasião do nascimento do Salvador.

Se, a ordem dos fatores não altera o produto, em matemática, em literatura, mera mudança de ênfase, acréscimo ou omissão de uma vírgula, pode mudar tudo.

Da ênfase, vejamos: “O SENHOR é o meu pastor”, é totalmente diferente de dizer, “O Senhor é o MEU pastor.” Pois, no primeiro caso a ênfase está na essência do Pastor; no segundo, deriva dum sentimento de posse, egoísta. Embora as palavras sejam as mesmas, o espírito não é.

A vírgula; “O espírito vivifica, a carne para nada presta...” Como disse Jesus; ou, “O espírito vivifica a carne...” como leem alguns descuidados, mudando totalmente o sentido.

Ainda; “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, que ninguém pode fechar; tendo pouca força, guardaste Minha Palavra...” Apoc. 3;8 Alguns leem: “... ninguém pode fechar tendo pouca força...” essa omissão do ponto e vírgula estraga totalmente o texto.

Agora, mudar a expressão, “Boa vontade para com os homens”, como se ela dissesse, “Aos homens de boa vontade”, como fez o catolicismo, e reverberou o espiritismo, chega às raias da canalhice.

Se assim fosse, a Paz de Cristo disposta apenas aos tais homens, não chegaria a nenhum.
Pois, “... têm se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. O Senhor olhou desde os céus, para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus; desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, sequer um.” Sal 14;1 a 3

Paulo citou isso: “Como está escrito: Não há um justo, nem um, sequer.” Rom 3;10

O Salvador também mensurou nossa “bondade”; “... não há bom senão, Um só, que É Deus.” Mat 19;17

Logo, se a “paz na terra” fosse disponibilizada apenas aos homens de boa vontade, ela poderia ser levada de volta sem ser usada.

Entretanto, se lermos o texto como ele foi escrito, Boa vontade (graça) para com os homens, apesar de serem maus, pecadores, então, em Cristo todos podem fruir essa paz bendita com O Criador. Paulo expressou categórico: “Isto é; Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados, e pôs em nós a Palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Quem não entender que, sem Cristo sua situação é de inimigo de Deus, jamais buscará a reconciliação, da qual, sua vida depende. Se não houvesse inimizade, também não haveria necessidade de um mediador entre as partes; contudo, está dito: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens; Jesus Cristo, homem.” I Tim 2;5

Mesmo os “cristãos”, se invés de fidelidade irrestrita à Palavra, preferem agradar o mundo, abraçando sua cultura e valores duvidosos, manifestam pelas suas escolhas que a inimizade permanece. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4;4

Aqueles que enfatizam a correção, invés do amor incondicional, tão ao gosto dos desobedientes, não raro, são acusados de juízes, de religiosos, legalistas, fanáticos, etc.

A ideia sentimentalóide que, o amor e a correção são coisas excludentes, uma ou outra, é filha da irresponsabilidade inconsequente, de gente ímpia, que capitulou à sedução dos provedores à carne, não, derivada da Palavra de Deus, que ensina como andar em espírito. A salvação foi condicionada a isso, aliás: “Portanto agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” Rom 8;1

Na Palavra, o Amor Divino e a correção são consortes; “Porque O Senhor corrige ao que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” Heb 12;6 “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.” Apoc 3;19

Enfim, se há alguns que se pretendem de boa vontade, entendam que estamos de tal modo, impregnados em práticas adversas ao Divino querer, que carecemos profunda e cabal desintoxicação dessas coisas mundanas, para, enfim, aprendermos a Vontade do Criador.

Paulo amplia: “Rogo-vos, pois, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional; não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação dos vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rom 12;1 e 2

Se houvesse algum “albino” de boa vontade, desse não seria requerido o “Negue a si mesmo”. Contudo, a boa vontade do Pai requer que a nossa seja mortificada na cruz. Sem isso, não haverá Natal.
Gosto
Comentar
Enviar
Partilhar

Os desobedientes


“... porquanto rejeitaste a Palavra do Senhor, já te rejeitou O Senhor, para que não sejas rei sobre Israel.” I Sam 15;26

Quando do êxodo, o povo de Amaleque cometera pilhagens várias, assassinatos, atacando velhos e doentes que marchavam na retaguarda. Essa covardia facilitara às pilhagens que cometiam, sem carecer um enfrentamento mais duro. O Senhor silenciara.

Porém, estabelecido o povo no seu lugar, ordenou a Saul que varresse aqueles latrocidas da face da terra. Humanos e animais todos deveriam ser extintos. Mas ao ver o viço dos rebanhos de Amaleque, alguns sucumbiram à cobiça, sob a permissão de Saul, e pouparam os animais para “oferecer ao Senhor”. Também ao rei Agague, trouxeram vivo, malgrado, a sentença de morte.

(a hipocrisia tenta mascarar a desobediência com alguma nuance virtuosa. Os animais que ofereceriam “ao Senhor”, seriam eles que comeriam) O Senhor diz: “Se Eu tivesse fome não te diria; pois, Meu é o mundo e toda sua plenitude. Comerei carne de touros ou beberei sangue de bodes?” Sal 50;12 e 13

Após o retorno de Saul com uma obediência parcial, que a rigor, foi desobediência, Samuel lhe disse as palavras aquelas. Porque rejeitaste a Palavra do Senhor, Ele te rejeitou para governar.

Não significa que os governantes da Terra sejam seguidores do Eterno. Embora presida sobre tudo, O Senhor permite as escolhas que aprouverem aos povos. Porém, no que tange estritamente ao Seu Reino, a Igreja, quem rejeitar Sua Palavra, ainda que, parcialmente, estará desqualificado.

Não apenas a aptidão para governar, os que rejeitam À Palavra, abdicam da sabedoria também. Jeremias apreciou uns que, escreviam muitas coisas “espirituais” tentando atrair o povo, invés de o conduzir pela Palavra. “Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a Lei do Senhor está conosco? Eis que, em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas. Os sábios são envergonhados, espantados e presos; rejeitaram À Palavra do Senhor, que sabedoria, pois, têm eles?” Jr 8;8 e 9

Salomão disse: “O temor do Senhor é princípio da sabedoria...” Prov 1;7 então, “Confia no Senhor de todo teu coração, não te estribes no teu próprio entendimento.” Prov 3;5 Nós carecemos nos adequar À Palavra, não o contrário.

Existem muitas formas de rejeitá-la fingindo obedecer, como fizeram aqueles. Alguns parecem querer ajudar ao Eterno em Suas “fraquezas”, uma vez que “os tempos são outros” também a Palavra Dele careceria ser “atualizada”. O Eterno teria sido surpreendido pelo curso do tempo, careceria de ajuda. (?)

Paulo, que foi feito expoente de grande parte do Novo Testamento, tinha outra percepção: Se, aos gregos, amantes da filosofia, com sua mitologia eivada de deuses imortais, a ideia que O Deus Todo Poderoso ficasse ao alcance da mão humana, se deixando matar, era loucura, observou: “Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus, é mais forte que eles.” I Cor 1;25 Disse mais: “Visto como na Sabedoria de Deus o mundo não O conheceu pela Sua Sabedoria, aprouve a Ele salvar aos crentes pela loucura da pregação.” I Cor 1;21

Aquele que “anuncia o fim desde o princípio”, seria surpreendido pelo desenrolar da maldade humana ao longo do tempo? Ou, O que É Perfeito em Sabedoria, seria suplementado por alguns melhoramentos vindos das nossas mãos?

Também os pretensos editores da Palavra da Vida têm seus “motivos nobres” para fazer isso. Invés de desobediência, o que pretendem é “atualizar” ao que estaria superado pela nova “moralidade”; não para pervertê-la, antes, para “incluir” um monte de “gente boa” que estaria ficando de fora, se a Palavra fosse observada nos moldes originais. Oportuna a pergunta de Abraão: “... Não faria justiça O Juiz de toda a Terra?” Gn 18;25

Pois é. Algumas percepções antiquadas careceriam ser modernizadas também; como a de Agur: “Toda A Palavra de Deus É Pura; escudo é para ao que confiam Nele; nada acrescentes, às Suas Palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” Prov 30;5 e 6

Enfim, a correção que coube ao teimoso Saul, achando que a desobediência poderia ser “compensada” pelos ímpios atalhos da mão humana, inda vale: “... tem, porventura, O Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, quanto, em se obedeça à Sua Palavra? Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar, e atender é melhor que a gordura de carneiros.” I Sam 15;22

Ademais, se invés de obedecer aos Divinos preceitos, em tudo, inclusive na sexualidade, alguém pode ser “incluído” por ser gente boa, pelas demais coisas que faz, teríamos a doutrina da salvação pelas obras, invés de pela fé, em obediência à Palavra.

É pela fé. Essa remete ao “caminho estreito”; o resto, por bem intencionado que pareça, é desobediência.