segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Sobre as águas


“Quando subiram para o barco, acalmou o vento.” Mt 14;32 Após um breve passeio sobre as águas, Jesus e Pedro, tende esse mergulhado, também, subiram ao barco onde estavam outros discípulos.

Mar agitado, ventos fortes, situação que mudou, de uma hora para outra. “quando subiram para o barco, acalmou o vento.” Certamente concorreu a vontade do Senhor, que tem poder sobre essas coisas; isso encerra uma lição que faremos bem em aprender.

No caso de Jonas, se dera o contrário. Terrível tempestade ameaçava o navio; ele assumiu ser o culpado, por estar fugindo de um mandado Divino, pediu que fosse lançado ao mar; feito isso, a tempestade acalmou. Num caso o vento serenou quando se aumentou a carga; no outro, quando se diminuiu, por quê?

No caso de Jonas havia relação de causa e efeito. A tempestade viera como punição a uma desobediência. Punido o rebelde, a procela deixou de existir. Os desdobramentos, com o arrependimento do profeta, e obediência, são de outra história.

No caso de Jesus e os discípulos, não havia uma causa corretiva. Perante os Seus, O Salvador explicava coisas em particular, como o sentido das parábolas; também permitia que eles vissem coisas que eram vetadas aos demais; como no monte da transfiguração, a Pedro, Tiago e João; ou, o incidente de andar sobre as águas. Essa intimidade fora predita, em dias idos; “O segredo do Senhor é com aqueles que O temem; Ele lhes mostrará Sua Aliança.” Sal 25;14

Como os que acompanhavam ao Senhor eram Seus alunos, natural que aquilo tivesse uma função didática, diferente da correção de Jonas.

Andar contra os ventos em águas agitadas, é comum aos que ousam ser diferentes do mundo, seguindo após os ensinos do Senhor. Ele mesmo disse: “Tenho-vos dito isto, para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” Jo 16;33

Duas situações antagônicas: No mundo, águas agitadas, ventos opostos, aflições; em Cristo, Paz. Não por acaso, quando O Salvador entrou no barco, as águas se acalmaram. Há uma lição importante aí.

Grosso modo, confunde-se a paz do mundo com a do Senhor; mas Ele disse que não é assim. “Deixo-vos a paz, Minha paz vos dou; não vos dou como o mundo dá. Não se turbe vosso coração, nem se atemorize.” Jo 14;27

A “paz” do mundo, em geral, é uma calmaria baseada em apetites naturais saciados; por um pouco; como um leão no prado que, após devorar a uma zebra repousa “pacífico”. Miquéias descreveu alguns assim: “... que mordem com seus dentes e clamam paz; mas contra aquele que nada lhes dá na boca preparam guerra.” Miq 3;5 

O preço desses é a saciedade dos seus anseios. Paulo também apreciou aos dos seus dias, uns; “Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e a glória é para confusão deles; que só pensam nas coisas terrenas.” Fp 3;19

A paz de Cristo reconcilia-nos com Deus, a despeito do que aconteça ao redor. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Feito isso, presto soprarão ventos de perseguições, valores invertidos, difamações, calúnias, inveja dos falsos cristãos, etc. sopram contra os que pretendem “navegar” com fidelidade. As águas, os povos, se deixam agitar por essas coisas; tentam nos contagiar com suas agitações. É indispensável que Jesus Cristo esteja “no barco”, para que, tais tempestades ímpias não nos façam naufragar.

Andar sobre as águas, naquele incidente foi algo literal; hoje podemos fazer o mesmo, como Pedro, enquanto não duvidou do Mestre. Agora num sentido figurado, de não submergir nessas coisas que afundam os que não têm O Senhor como timoneiro das suas vidas.

Usando uma figura mais sólida, O Salvador nos desafiou a edificarmos nossas casas sobre a rocha, pois elas serão testadas pelos rigores naturais. “Desceu a chuva, correram rios, assopraram ventos, combateram aquela casa e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.” Mat 7;25

No primeiro caso, bastaria confiar no Senhor irrestritamente para não afundar; Pedro falhou. No segundo, cumprir à Palavra que ouvimos, para termos firme a nossa casa espiritual, o que, também requer confiança inabalável no Salvador.

A paz de Cristo não é flutuar pela ausência de problemas; antes, manter-se íntegro em meio a Eles, ciente da Bendita Presença, conosco. “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” Is 43;2

Se as agitações circunstantes estão ameaçando afundar-te, verifique se O Senhor está na embarcação; caso não, convide-o a entrar. Entrando Ele, os ventos acalmarão.

domingo, 25 de agosto de 2024

Os sete sóis


“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.” Luc 21;25

Todo mundo deve ter visto ou, ouvido falar sobre os “sete sóis” nos céus da China.
Especialistas disseram que é um fenômeno atmosférico que, dada a posição da terra, das nuvens e da umidade do ar, etc. possibilitou que o astro produzisse seis reflexos, gerando assim, a ilusão que, havia sete sóis ao mesmo tempo.

Seja como for, é algo extremamente raro, tanto que, eu jamais ouvi falar. Embora, se possa explicar “como” o fenômeno é produzido, a mim, do prisma de quem sabe que Deus preside sobre essas coisas, importa mais o, porquê.
Quando criou sol e lua disse: “... Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e noite; sejam eles para sinais e tempos determinados; para dias e anos.” Gn 1;14

Os que conhecem um mínimo de teologia sabem sobre as “setenta semanas” de Daniel, tempo que O Eterno aprazou, para a redenção do povo do profeta, os judeus.

A rejeição de Cristo e Sua crucificação, foi na sexagésima nona semana de anos; 483 anos após a profecia. Antes, sabendo que seria rejeitado, o Salvador avisou: “... o Reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê seus frutos.” Mat 21;43 Haveria uma interrupção, no Divino propósito em relação a Israel, uma mudança de foco.

Paulo ensina: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. Assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, desviará de Jacó as impiedades.” Rom 11;25 e 26

Assim, a rejeição de Israel duraria até certo tempo, que seria dado aos não judeus, os gentios. Os teólogos chamam de era da Igreja. Então, cumprido esse tempo, a graça do Eterno voltaria outra vez para o povo eleito, para os regenerar e perdoar seus pecados.

Que sinal haveria quando esse tempo estivesse chegando? “A luz da lua será como a luz do sol, a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a quebradura do seu povo, curar a chaga da sua ferida.” Is 30;26

A luz da lua sendo como a do sol, tornaria a noite em dia; a do sol sete vezes mais, certamente faria estragos à natureza. Então, não devemos entender literalmente. A lua figuraria a própria nação de Israel, uma vez que o tempo da igreja teria findado; sol tipifica ao próprio Deus, como Ele mesmo usa essa figura, mais de uma vez: “... para vós, os que temeis Meu Nome, nascerá o sol da justiça...” Ml 4;2 “... o oriente do alto nos visitou...” Luc 1;78 quando nasceu Cristo; “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo...” Sal 84;11 etc.

Assim, esse upgrade luminoso do sol e da lua, figura uma iluminação espiritual especial, sobre o povo de Israel. “Sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e súplicas; olharão para Mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre Ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por Ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” Zac 12;10

Por que, sobre a China? Um país que adota como símbolo um dragão, que na Bíblia, figura o Capeta? Porque lá já é, como será em toda a terra, quando do império global do canhoto foi instaurado. Castração de direitos, vigilância eletrônica, supressão da liberdade de crer, escolher, expressar-se... cidadãos não passam de gado no curral do partido comunista.

Durante esse sistema, de opressão planetária, governo único e ímpio, O Criador voltará Sua Graça especial sobre a nação de Israel, tão odiada ao longo dos anos.

O sol, servo do Deus Altíssimo, como um precursor Dele, está “tocando trombeta” para avisar ao povo da aliança, que seu tempo se avizinha.

Títeres de Satã conspiram, manipulam, fraudam, na pressa de entregar todo governo da terra a ele, O Senhor observa e pergunta pelas razões deles; “Por que se amotinam os gentios, os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra Seu Ungido, dizendo: Rompamos suas ataduras, e sacudamos de nós suas cordas?” Sal 2;1 a 3

De nada valem os mais eloquentes sinais, para quem se recusa a ver. A ciência “explica” tudo. Por isso, Daniel adverte: “... os ímpios procederão impiamente, nenhum dos ímpios entenderá; mas os sábios entenderão.” Dn 12;10 Sejamos sábios, pois.

sábado, 24 de agosto de 2024

O Processo


“Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lhe entregar. Eles, ouvindo-o, folgaram, e prometeram dar-lhe dinheiro; buscava como O entregaria em ocasião oportuna.” Mc 14;10 e 11

Os religiosos a o pérfido Judas, confabulando para atentar contra a Vida do Senhor.

Estando acordados sobre o preço do “trabalho”; esperavam por um momento propício. Que tipo de situação era essa? “... os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como O prenderiam com dolo, e O matariam. Mas eles diziam: Não na festa, para que porventura não se faça alvoroço entre o povo.” Vs 1 e 2

Seria preciso que Ele fosse pego em flagrante delito; como? Estava decidida a sentença Dele já; pretendiam matá-lo. Faltava-lhes um pretexto que “justificasse.” A profecia que atinava a isso previra o “problema” deles. “Eles Me cercaram com palavras odiosas, pelejaram contra Mim sem causa.” Sal 109;3

A “ocasião oportuna” que poderiam esperar, pois, seria encontrar O Salvador apenas com os discípulos; assim o fizeram, quando Ele orava no Getsêmani. Quanto às acusações, o STF da época daria um jeito. “Discursos de ódio, Sinedriofobia, sedição contra César...” Qualquer coisa serviria. Achada a “falha” do Senhor, açodariam o povo contra Ele, requerendo a sentença. “Crucifica-o!”

Tiranias agem assim. Quando a casamata da hipocrisia sob a qual se abrigam, ameaça ruir, alguém lhes diz verdades incômodas, presto atacam o “problema”. A “solução”, nunca lhes é uma mudança de rumo, deixando a falsidade, se adequando às demandas justas; antes, a remoção do denunciante, aquele “perturbador” que atenta contra as liberdades, contra a “democracia”.

Tomam por debaixo dos panos, suas resoluções iníquas e escusas; se o fizessem à luz, poderiam sofrer objeções. Disfarçam a formação de quadrilha sob a névoa de benfeitores sociais. Superado esse risco de insurreição da plebe contra a injustiça que obram, então, convocam as multidões, devidamente manipuladas, para que vociferem por princípios retos, como se esses estivessem ameaçados, num emaranhado de barulho e efervescência emocional, sob o qual camuflam seus intentos assassinos.

Hoje, vemos os mesmos métodos safados de sempre. Meia dúzia de pilantras se amontoam aqui, acolá, e decidem entre eles, qual será a “vontade do povo”. Acaso, nossos representantes, depois de eleitos respeitam-nos? Basta ver o pífio Congresso que temos, com uma minúscula leva de exceções, para constatarmos que esse viés cretino, de diluir no todo, vícios de poucos, continua com a pujança de sempre.

Segundo especialistas em ritos processuais, mais de uma dezena de ilícitos foram cometidos no “julgamento” de Jesus. Isso não importava para os “defensores da justiça”; eles careciam se livrar do problema.

Esse era o mais incisivo “defeito” do Senhor. Por não comprar enlatadas as pretensões sistêmicas, as “justiças” derivadas do marketing, nem validar os louvores superficiais dos que se rendem às aparências, Ele desafiava cada um a olhar para si, encarar os fatos, a verdade. “... Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” Jo 8;7 disse certa vez, quando pretendiam apedrejar uma adúltera.

Tá certo que a verdade nos coloca em “saias justas”, quando falhamos. Mas, olhar para dentro de si, escutar a própria consciência, pareceu “justa” demais, àqueles. Invés de “matarmos” nossos descaminhos pelo arrependimento, por que não, matar quem os denuncia? Escolheram assim.

Urge que compreendamos isso, pra que O Inefável Sacrifício de Cristo seja eficaz para nossa salvação. Não basta que externamente pareçamos probos, sejamos “gente boa”; carecemos escutar o testemunho fiel, de quem não mente, nossas consciências, e à luz dessa, não vermos mancha.

Aquela “purificação” exterior, feita pelos sacrifícios que se oferecia na Antiga Aliança, era um tipo profético que apontava para outra, mais profunda, do íntimo da alma humana. “Porque, se o sangue dos touros e bodes, a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o Sangue de Cristo, que pelo Espírito Eterno ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, purificará vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus Vivo?” Heb 9;13 e 14

Atualmente, Judas vende O Senhor a outros compradores; falsifica Sua Doutrina, emporcalha a verdade que Ele ensinou; dirige pesadas diatribes contra Jesus. Digo, os ministros probos, que, fiéis à verdade, O representam.

As falas de Judas são mais palatáveis. Muitos comem-nas para a própria perdição. “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme suas próprias concupiscências; desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” II Tim 4;3 e 4

Cada um traz em si, um “Xandão” que arranja motivos para ser injusto. Cabe um pé na bunda desse ditador, para que nossas consciências flutuem, invés de rastejar.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Necessária ousadia


“Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, O Altíssimo, tem feito para comigo.” Dn 4;2

Temos aqui, um “enclave” escriturístico. Os escritos eram arranjos de cronistas que reportavam as incidências mais relevantes do povo eleito; dessa estirpe, os livros históricos dos Juízes, Crônicas, Reis, Ester, Neemias; antes, a Lei, como eram chamados os livros iniciais dados mediante Moisés; parte, talvez, por Josué, ou algum escriba da vez. Os livros sapienciais, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares, compêndios de conselhos para vida, dos sábios; ou, os profetas. Fossem os chamados maiores, ou menores, em alusão ao volume dos seus escritos, eram sempre hebreus, os autores humanos, usados por Deus.

Entretanto, no capítulo 4 de Daniel, temos o escrito pelo rei babilônio, Nabucodonosor. Não obstantes todos os deuses caldeus, os relatos para a história que ele escreveu, respeitam ao “Deus Altíssimo”, do qual, teve conhecimento através de Daniel.

“Profetas” atuais, não raro, se lambuzam em lisonjas, antes autoridades ímpias, das quais esperam obter alguma vantagem; deveriam aprender, com Daniel. Embora cativo, agia com a independência espiritual que convém. Independência no que tange aos poderes terrenos; por se manter absolutamente dependente de Deus, e Sua vontade.

O Eterno dera um sonho ao orgulhoso monarca, cuja interpretação era dura. Seria humilhado por sete anos, comendo pasto no campo, com os animais, para que baixasse sua arrogante crista e entendesse quem governa.

Todos os “sábios” foram convocados; “não puderam” interpretar. Ou, bancaram os desentendidos, por mais afeitos às conveniências, que à verdade.

Óbvio que Daniel se perturbou, quando chamado a interpretar o sonho! Pegasse o rei de mau humor, poderia ser morto. Afinal, o megalomaníaco sentia-se um deus e estava na iminência de ser “promovido” a bovino. “Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por uma hora, seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei, dizendo: Beltessazar, não te espante o sonho, nem sua interpretação. Respondeu Beltessazar, dizendo: Senhor meu, seja o sonho contra os que te têm ódio, sua interpretação aos teus inimigos.” V 19

Não podia evitar seus abalos emocionais; também não, pela sua fidelidade ao Santo, falsear com a verdade, usando subterfúgios, tentando dourar uma pílula que era verde, cor de pasto. 

Todos somos diuturnamente desafiados a escolher entre as rasas conveniências humanas, e a verdade; qualquer coisa diferente da verdade, malgrado, se adorne de eufemismos, a rigor, é mentira. E “ficarão de fora os mentirosos...”

Então, ousado, entregou a interpretação fiel; ainda exortou ao soberano para que se arrependesse em tempo de evitar o juízo. “Portanto, ó rei, aceita meu conselho; põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue tua tranquilidade.” V 27

Que belo exemplo de idoneidade! Arriscar a vida, pelo amor à verdade. Que vergonha alheia dos que a falseiam temendo às críticas dos devassos. Muitos pastores, ditos “inclusivos”, não passam de covardes fugitivos, temendo mais aos homens, que a Deus. A Palavra ensina: “... Não temais os que matam o corpo, depois, não têm mais que fazer. Eu vos mostrarei a Quem deveis temer; temei Àquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; a Esse temei.” Luc 12;4 e 5

Ao rei descuidado, parecia mais importante a interpretação, como quem “mata uma charada” Divina, que, o teor do que estava sendo interpretado. Portou-se indiferente, como se, Deus O Altíssimo, não o pudesse confundir mais com enigmas, dado que “ele” tinha, em “seu reino” um homem da envergadura de Daniel. Ah, descuidado sonolento!

Infelizmente, muitos frequentam igrejas com a mesma indiferença de Nabucodonosor; onde, o desempenho do pregador é apreciado, como se ele fosse um artista em busca de performance, enquanto, o teor de sua pregação, acaba esquecido, desprezado. Natural, nesses casos, que invés dos verdes pastos e as águas tranquilas que O Sumo Pastor tenciona, acabem ruminado ervas ordinárias, na exclusão dos lugares santos.

Por escolherem a impiedade, alheios à Palavra do Senhor, por Ele, acabam banidos das congregações. Muitos se dizem “desigrejados” porque o sistema é ruim; quando são desgarrados do rebanho, porque seus corações são ruins, negligentes quanto ao que ouvem. “Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque O Senhor conhece o caminho dos justos; porém, o caminho dos ímpios perecerá.” Sal 1;5 e 6

A fidelidade encerra riscos. Contudo, pode garimpar testemunhos virtuosos, como fez Daniel, emulando o ímpio rei, a testemunhar, depois de passar pelo juízo previsto.

O Eterno não nos chamou para que fôssemos felizes na terra; antes, íntegros, ousados, verdadeiros. A ventura dos fiéis os espera no além, onde “... Deus limpará de seus olhos toda lágrima.” Apoc 7;17

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Os amigos de Deus


“Não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho feito conhecer.” Jo 15;15

A relação do Salvador com os discípulos era bastante estreita, sem segredos; foram tratados como amigos Dele.

Embora aquele que não nutre aversão nem deseja nosso mal, num sentido amplo possa ser considerado amigo, a amizade verdadeira é algo mais. Intimidade, companheirismo, confluência de valores, ausência de segredos.

Quem se atreve a uma relação assim, com Deus, certamente recebe contrapartida; O Eterno se apraz naqueles que O temem; “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; Ele lhes mostrará Sua Aliança.” Sal 25;14

O primeiro passo é a conversão, na qual, a inimizade que a vida pecaminosa demonstrava é apaziguada pela remissão e mediação de Cristo; “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Não se trata de uma amizade entre iguais. Ele É O Criador; somos criaturas, que recebem a adoção de filhos, através dos Méritos de Cristo. Por essa distância abissal, natural que a amizade requeira um quê de serviço, de obediência ao que É Perfeito, como ensinou O Senhor: “Vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que vos mando.” Jo 15;14

Mandou que não atuássemos segundo o mundo, que se lhe opõe; Tiago exorta: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4;4

Seria insano supor que, teríamos intimidade com O Todo Poderoso, vivendo às nossas maneiras. Paulo diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rom 12;1 e 2

Amizade verdadeira se preocupa com as necessidades daquele que estima. Isso está numa prateleira muito superior ao utilitarismo interesseiro que muitos presumem ser, o cristianismo. Não se trata de reclamar bens, posses, porque agora, somos amigos Dele; antes, de sermos gratos, porque Ele existe e nos é leal; malgrado, permita, quando lhe aprouver, que passemos por situações delicadas.

Ele não prometeu que nos livraria; antes, que sofreria conosco; pois aos Seus Olhos, é preferível que suportemos dores, privações, para infundir em nossas almas, a necessária têmpera, talhando-nos para a resiliência, na batalha pela preservação da vida espiritual. Então, diz: “Quando passares pelas águas estarei contigo, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” Is 43;2

Essa “prova de fogo”, visa expor aos nossos próprios olhos, nossa realidade espiritual; (Ele É Onisciente) quando nos prova, colateralmente, nos ilumina, deixando ver de quê, somos feitos no aspecto que conta para a vida; “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. Se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.” I Cor 3;11 a 14

Importemo-nos com o que agrada ao nosso Amigo; comecemos por confiar integralmente Nele e Sua Palavra; “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e é galardoador dos que O buscam.” Heb 11;6

Por essa qualidade, Abraão, o “Pai da fé” foi chamado de amigo do Altíssimo; “... creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, foi chamado, amigo de Deus.” Tg 2;23

Malgrado, o troante barulho dos ritos, a espetaculosa exposição nas vitrines da religiosidade, a maioria dos homens dos últimos dias, vive próxima a outras preferências afetivas; eles são, “Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites que amigos de Deus.” II Tm 3;4

A amizade do Criador com o primeiro homem era notável; todos os dias o visitava no jardim para falar com ele. Mas, “... o intrigante separa os maiores amigos.” Prov 16;28 Dando crédito ao intrigante, o homem rompeu a relação.

A inimizade durou até a vinda de Cristo. Nele, quem quiser pode reconciliar. Ainda passeia pela terra, buscando fazer amizades; “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, com ele cearei, e ele Comigo.” Apoc 3;20

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Os zumbis


“Falamos sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.” I Cor 2;7 e 8

Há uma oposição diametral, entre “sabedoria” mundana, e Divina. Do ponto-de-vista de uma, a outra é loucura. Pois, está dito: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam sabedoria e instrução.” Prov 1;7

Os que se entregam sem reservas ao Senhor, também são reputados, loucos. “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem...” I Cor 1;18

Vestindo a carapuça, Paulo nos ensina: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não O conheceu pela Sua sabedoria, aprouve a Ele salvar os crentes pela loucura da pregação.” V 21

A Sabedoria do alto, por não carecer se preocupar em como fazer, (Deus É Onisciente) ocupa-se com o que, e por quê, fazer. Atrela-se mais a objetivos, que a métodos. Por isso o apóstolo disse que, se os religiosos de então, a tivessem conhecido, jamais teriam patrocinado a vergonha do Calvário.

Tiago descreve ambas as sapiências e seus contingentes: “Se tendes amarga inveja, sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja, espírito faccioso, aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem parcialidade, nem hipocrisia.” Tg 3;14 a 17

Havia duas árvores no jardim; uma para a vida, se mantida a comunhão; outra, que patrocinava a autonomia, tendo a morte como efeito colateral, e a necessidade de aprender, mediante a ciência, o que seria desnecessário, mantida a relação.

Quando do juízo, O Criador, entre outras coisas disse: “Com o suor do teu rosto comerás o teu pão.” Não estava “amaldiçoando com o trabalho”, como concluem alguns mentecaptos preguiçosos; antes, entregando a responsabilidade de provisão do pão, ao homem.

Enquanto estavas submisso, Eu era responsável pela tua manutenção, e te faria saber o que necessitasses; como optastes pela independência, autonomia, terás que aprender o que receberias por revelação; de lambuja buscares teu pão. Mete o peito n’água e faz por ti. Usufrua tua independência, era o significado. Anexo a isso, a escolha do novo “Senhor”, emporcalhou a toda a criação. “... maldita é a terra por tua causa.”

Infelizmente o uso da ciência para fins amorais e imorais, está destruindo a centelha que restava, da origem do que fora criado à Imagem e Semelhança Divina. Se, no prisma moral e espiritual o pecado nos tinha distanciado do Criador, restava um potencial humano a ser desperto pelo ensino e emulação rumo à virtude, que ainda era útil para regeneração.

Agora que a ciência nas mãos malignas se ocupa de nos desumanizar, nos fazendo robotizados, pilotados pelas máquinas, estamos cada vez menos “salváveis”; digo, acessíveis ao Amor de Cristo, mediante O Evangelho.

Japoneses fabricam bonecas “humanas”, para fins íntimos; Elon Musk desenvolveu outra pela “Inteligência Artificial” capaz de ser companhia agradável com diálogos educados e inteligentes; Zukerberg trabalha nos óculos capazes de projetar hologramas, paras que tenhamos nossos amigos “conosco” quando quisermos. Cada vez mais coisificados, menos gente, nos tornamos.

Pior é que a “luz no fim desse túnel” é o nefasto trem na contramão. O Reino global do Anticristo, tecnológico, invasivo, tirano. Um holograma do Canhoto, ou similar, exigirá adoração global, e matará quem se negar a isso. Eis o clímax, da Árvore da Ciência! “Foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem falasse, e fizesse que fossem mortos todos que não adorassem a imagem da besta.” Apoc 13;15

Embora a “Besta” será um império global, um reino, terá diante dele uma pessoa, um líder que exigirá para si, coisas que pertencem a Deus.

No aspecto moral, com os rígidos gêneros biológicos, xx ou xy, a ciência não serve; cada um pode ser o que quiser. No prisma tecnológico com a anulação do humano em favor da máquina, viva a ciência! Quem precisa de Deus?

As máquinas nos estão matando; como o processo é indolor, e traz algum prazer aos zumbis, esses as buscam, como um viciado busca, à droga.

Em Babel Deus confundiu as línguas visando dispersar; em Pentecostes disponibilizou, para congregar os salvos em Cristo. Pela ciência, o canhoto isolou cada um em seu mundinho virtual, evitando possíveis contágios humanizantes. Paulo aconselhou a nos portarmos, “... tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência...” I Tim 6;20

terça-feira, 20 de agosto de 2024

"Profetas" Solitários


“Portanto assim diz o Senhor: Se tu voltares, então te trarei, estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás como Minha Boca; tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles.” Jr 15;19

Jeremias estava cansado da dura missão; mesmo agindo com integridade, era visto como um maldito, por uma sociedade avessa a Deus e Suas Leis. Parece que já existia então, a narrativa fajuta do “discurso de ódio.” “... Nunca lhes emprestei com usura, nem eles a mim; todavia, cada um deles me amaldiçoa.” V 10

Então, estava olhando meio de longe pra apostasia que denunciara sem resultados. Chegou a pensar que fizera sua pregação no lugar errado falando com pessoas sem influência, sem poder de decisão; então, foi aos lugares “altos” com o mesmo resultado; “Eu, porém, disse: Deveras estes são pobres; são loucos, pois não sabem o caminho do Senhor, nem o juízo do seu Deus. Irei aos grandes e falarei com eles; porque eles sabem o caminho do Senhor, o juízo do seu Deus; mas estes juntamente quebraram o jugo, romperam as ataduras.” Cap 5;4 e 5

Não sofria por meros anseios de ser aceito como profeta idôneo, que era; o que o entristecia era o fato de que ele sabia onde a rebelião levaria seu povo. Vidas e riquezas seriam perdidas; por fim, acabariam em cativeiro. “Tuas riquezas e teus tesouros entregarei sem preço ao saque; isso por todos os teus pecados, mesmo em todos os teus limites. Te farei passar aos teus inimigos numa terra que não conheces; porque o fogo se acendeu em Minha ira e sobre vós arderá;” vs 13 e 14

“Nunca me assentei na assembleia dos zombadores, nem me regozijei; por causa da Tua mão, me assentei solitário; pois me encheste de indignação. Por que dura a minha dor continuamente, e minha ferida me dói e não admite cura? Serias Tu para mim como coisa mentirosa e como águas inconstantes?” vs 17 e 18
 

Ver a mão de Deus cumprindo às duras coisas que anunciei, não me foi motivo de alegria, como se eu precisasse de afirmação, defendeu-se; “... não me regozijei; por causa da Tua Mão, me assentei solitário.”

Se encontrava assim, como quem “joga a toalha”; havia desistido de acreditar que veria alguma mudança, por parte do seu povo. Nesse contexto O Eterno lhe disse: “... Se tu voltares, então te trarei, e estarás diante de mim...”. Magnífica liberdade de escolha, que O Eterno faculta! “Se tu voltares...” a decisão sobre isso, cabe a ti; “então te trarei” caso escolhas fazer Minha vontade, estarei junto contigo te capacitando, e tu “estarás diante de Mim.”

A decisão sobre ser ainda profeta ou não, Deus fez arbitrária, porém, o conteúdo da mensagem deveria vir Dele; “... se apartares o precioso do vil, serás como Minha Boca; tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles.” Deus decide o que é precioso e o que é vil; ao profeta cabe a honrosa e dura missão de ser seu porta-voz. Em caso de conflito, lhe é vedado que "negocie” com a impiedade, como se, sua aceitação pessoal fosse tão, ou mais importante que a vontade Divina. “... tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles.”

Quanto, os adivinhadores precisam aprender como age um profeta de verdade! Esses que vaticinam, quedas de aviões, morte de famosos, coisas corriqueiras que, nenhum proveito trazem, a quem escuta, ainda precisam saber o mais elementar sobre profecia; sua origem é nobre, não, vulgar; “... aquele que tem Minha Palavra, fale-a com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor. Porventura Minha Palavra não é como o fogo, diz o Senhor, como um martelo que esmiúça a pedra?” Jr 23;28 e 29

Esses que saem de um vídeo ao outro em busca de eventos para “encaixar” suas profecias, deixam evidente que buscam seus interesses, não, os Divinos.

Se, como disse Salomão, “Não havendo profecia, o povo perece...” Prov 29;18 Isso por si só evidencia que a profecia veraz, é antes, uma correção de rumos de quem se desencaminha, que uma tentativa de adivinhação, antecipando coisas que presumivelmente acontecerão.

Muitos profetas que começaram bem, hoje estão alienados de Deus, assentados solitários; não, como Jeremias, com indignação pela dureza do povo; antes, solitários porque vertem suas mensagens de si mesmos, fizeram do “profetizar” um ministério. Então, se Deus não os usa, eles usam Deus, empurrando em Nome Dele, coisas que O Santo não ordenou.

Quem sabe, para alguns, ainda haja concerto; “Portanto assim diz o Senhor: Se tu voltares, então te trarei, estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás como a Minha Boca...”