quarta-feira, 1 de maio de 2024

O universalismo


“Toda a carne verá a salvação de Deus.” Luc 3;6
“... depois derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos, vossos jovens terão visões.” Jl 2;28

“Toda a carne”, seja para ver a salvação, ou, para receber dons espirituais, é uma demonstração da abrangência possibilitadora, da Obra de Deus; não, da incidência necessária. A universalidade do propósito, não abona um universalismo do alcance.

Em palavras mais simples; porque todos verão, não significa que todos terão. Afinal, poucos responderão ao chamado, como O Senhor deseja.

Dons espirituais seriam derramados sobre gente que ignora a Deus? Não. Então como entendermos o vaticínio de Joel, que dons seriam derramados sobre toda a carne?

Todos os povos; africanos, asiáticos, europeus, americanos, os da Oceania, ilhéus por toda parte. Nenhum lugar seria privado da mensagem de salvação, tampouco, dos dons espirituais que acompanham. “Pregai O Evangelho a toda criatura,” Ordenou O Senhor.

As particularidades inerentes aos que respondem favoravelmente ao Divino Chamado, evidenciam que, embora o mesmo esteja ao alcance de todos, a eficácia dele reflete-se sobre os poucos que reagem do modo correto; crendo, se arrependendo e mudando de vida. “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” Mat 22;14

O universalismo, onde todos serão salvos, a despeito do modo como vivam, é a abordagem central do livro/filme, “A Cabana”, que tanto sucesso fez, por esposar uma mensagem que o ímpio gosta, a despeito do que Deus manifestou na Sua Palavra.

Em dado momento do filme, a “Sabedoria” personificada leva Mac ao “tribunal”; ordena que ele julgue seus dois filhos que restaram, após a trágica perda da caçula, e escolha qual dos dois irá para o céu e qual para o inferno. Ele se desespera aos gritos não querendo condenar a nenhum. Qualquer pai, sadio, agiria assim.

Nas entrelinhas, a mensagem da “dificuldade Divina” em mandar algum dos seus “filhos” para o inferno também, o que, seria o “argumento teológico” pra salvação universal. Tudo muito bonitinho, sentimental, com um viés “lógico”, porém, com uma omissão proposital que estraga tudo. “Uma coisa boa não é boa fora do seu lugar.” Spurgeon.

Deus não considera todo o ser humano como Seu filho. Enquanto cativo de Satanás pelo pecado, não passa de criatura. Devemos viver e anunciar a Cristo, “Na esperança que, também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” Rom 8;21

Essa liberdade, traz um testemunho interior, que deixamos a condição de criaturas e fomos feitos filhos. “O mesmo Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus.” Rom 8;16

O Eterno não terá que enfrentar a dificuldade de escolher qual dos Seus filhos irá para o inferno, porque, nenhum irá.

Porém, a maioria das criaturas, pela própria rebeldia em consórcio com a oposição, se perderá, para desprazer do Eterno. “... Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; por que razão morrereis...?” Ez 33;11

Se, não conversão implica, necessariamente, em morte, onde se abriga o universalismo?
Será que, no âmbito espiritual podemos criar doutrinas aos berros, à coação de narrativas, como na política? “Toda Palavra de Deus é pura; escudo para os que confiam Nele. Nada acrescentes às Suas Palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” Prov 30;5 e 6

Fizeram em Encantado RS contra A Palavra, uma estátua com 43,5 metros, o “Cristo Protetor”, no Vale do Taquari. Desde a recente inauguração, estamos na terceira tragédia, infelizmente, por causa de enchentes descomunais.

Coisas assim, toda carne vê, basta olhar. No que tange à comunhão com Deus, é mais estrita. “Quem me der ouvidos habitará em segurança, estará livre do temor do mal.” Prov 1;33

terça-feira, 30 de abril de 2024

Esse desconhecido; o amor


“Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; quem amar a abundância nunca se fartará da renda...” Ecl 5;10

Se, o amor por coisas, dinheiro e abundância, não pode ser suprido, por que embarcaria alguém nessa “missão impossível”? Por que se embrenhar rumo a uma empresa que jamais será plenamente realizada?

Há dependências, que, não são fáceis de vencer; mesmo quando decididos a nos livrar delas, o processo de desintoxicação costuma ser moroso.

Provavelmente, o lapso do ensino, no que tange aos verdadeiros valores, ou, o ensino errado segundo uma escala de valores mesquinhos, inversa, certamente deve ser o fator dominante nas almas que dispõem a “amar” assim.

Não é possível exagerar a importância do ensino, sobretudo na infância; “Educa a criança no caminho em que deve andar; até quando envelhecer não se desviará dele.” Prov 22;6 “Porventura pode o etíope mudar sua pele, ou o leopardo suas manchas? Então podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13;23

Daí, a tara pela imposição da “ideologia de gênero” desde a infância nos colégios. Se as perversões sexuais forem glamourizadas nas mentes infantis, quando serão vistas de outra forma? Deparei com um “meme” extremamente expressivo sobre isso; alguém bradava: “Existe 33 tipos de gênero! Um gatinho respondia: Há dois gêneros e 31 tipos de gays.” Quanto ao número, desconheço; no prisma moral, totalmente de acordo.

Paulo colocou o amor como motivo supremo das ações humanas. Mesmo, abnegações e desprendimentos ousados, se não tiverem ele como motivação, perdem o sentido. “Ainda que distribuísse toda minha fortuna para sustento dos pobres, ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” I Cor 13;3

Embora se diga, que, amor com amor se paga, prefiro o dito do poeta Drummond de Andrade: “Amor é estado de graça; com nada se paga”.

Paulo descrevera de modo mais amplo, com outras palavras: “O amor é sofredor, benigno; não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas, com a verdade;” I Cor 13;4 a 6

Vulgarmente, pretendem que o amor seja, mero sentimento. Se assim fosse, não poderia figurar na Lei de Deus como mandamento. Na verdade, a base de todos os mandamentos, que foram resumidos a dois, tendo o amor como traço comum; “... Amarás O Senhor teu Deus de todo teu coração, toda tua alma, e todo teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas.” Mat 22;37 a 40

Mais que um sentimento, pois, o amor é uma decisão moral, que nos constrange a atuar, até mesmo, contra o que sentimos. A “justiça” do “olho por olho”, ou, “sou bom para aquele que é bom para mim”, ainda; “Que Deus te dê em dobro tudo o que me desejares” etc. não chega nem perto do amor. Não passa de egoísmo, desejo de vingança, comércio.

Combatendo essas percepções mercantis, comuns entre os religiosos, O Salvador avisou: “Porque vos digo que, se vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus.” Mat 5;20

Adiante pontuou em quê, consiste esse ir além dos costumes de então; “... Amai vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos Céus; porque faz que Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está nos Céus.” Mat 5;44 a 48

Entretanto, que não se equacione amar, a concordar, aceitar tudo em nome do amor. Como vimos, o “amor não folga com a injustiça, mas com a verdade.” 

Eventualmente, ao vermos alguém que escolhe caminhos errôneos, se amamos, a esse, é nosso dever advertir das consequências das escolhas que o vemos fazer.

Sem esses falsos escrúpulos de “não se intrometer”, patrocinando nossa omissão. Não podemos nos intrometer nas escolhas; são da alçada de cada um; todavia, iluminar segundo a luz que temos, é uma forma prática de amar.

“Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos Céus.” Mat 5;16

As escórias


“... Tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas; as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.” Fp 3;8

O que Paulo perdera? Ele mesmo arrolou todo um pretérito religioso, pleno de credenciais, que, segundo a carne, o fariam importante. “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.” Vs 5 e 6

Vasto rol de coisas consideradas importantes pelo establishment. Mas, fizera sua escolha. Os mesmos religiosos que valorizavam tanto essas credenciais as colocaram em oposição a Cristo; a pessoa deveria optar por uma coisa, ou outra. “... Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser Ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.” Jo 9;22

Nenhuma possibilidade de concorrerem, coisas aprendidas no judaísmo com os ensinos de Cristo, se houvesse alguma semelhança. Viam como doutrinas excludentes, uma ou outra.

Nesse contexto, que, o perseguido Paulo, por ter deixado a submissão ao judaísmo, decidiu “valorar” o que perdera, em face ao que ganhara conhecendo O Salvador. Escória.

O Mesmo Salvador ilustrara que Seu Reino era uma “Pérola de Grande Valor”, que anularia o demais; “Outrossim o Reino dos Céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.” Mat 13;45 e 46

Quando ainda vejo pessoas pelejando por denominações, defendendo baboseiras como sendo esta, ou aquela, a “única igreja verdadeira”, com tristeza percebo que, malgrado toda sua religiosidade, ainda não entenderam a Cristo. Quem aquilata escória como se fosse ouro, não conhece o precioso metal.

Embora, instituições, denominações congregacionais sejam necessárias, (longe de mim a rebeldia “lógica” dos desigrejados) nenhuma instituição, ou denominação é proprietária de nada.

A pretensão doentia de Roma; “Fora da Igreja Católica não há salvação.” Ou, de tantas seitas menores, se pretendendo donas da verdade, invés dum diagnóstico excludente do demais, é um sintoma interno de cada uma, mostrando sua alienação do Salvador. Ele não proibiu nada, tampouco, ensinou; antes, disse: “... Não proibais, porque quem não é contra nós é por nós.” Luc 9;50

Por sadia que seja em suas práticas, ortodoxa em sua doutrina, qualquer denominação é apenas um fragmento, uma parte do Corpo de Cristo. A Igreja do Senhor só Ele conhece; quando do arrebatamento, a revelará; escondendo-a do mundo.

Não apenas, nada além do Evangelho, como nada de fusão com outros ensinos; nisso os judaístas, aqueles, estavam certos.

Entre os cristãos da Galácia, se imiscuíram alguns, tentando misturar o que deve ser mantido separado. Tal mescla, criara “outro” Evangelho. Paulo interpretou: “O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o Evangelho de Cristo.” Gál 1;7 e sentenciou: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” V 8

Não apontou para denominações, instituições; antes, para preservação da pureza do Evangelho.

Escrevendo a Timóteo ensinou que, nos últimos dias, os que recusam submissão a Cristo, criariam doutrinas alternativas, ancorados na religiosidade carnal, não, na suficiência do Salvador. “Porque virá tempo em que não suportarão a Sã Doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme suas próprias concupiscências; desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” II Tim 4;3 e 4

Seguido deparo com “inventores da roda, descobridores da pólvora”, e fujo, de preguiça. Fazem vistosas capas em seus temas; “Os livros banidos da Bíblia!” “O que a Igreja escondeu de você”, “O Nome verdadeiro do Senhor”, “O oculto Jesus que você desconhece”, “quem são, os reptilianos, tefilins, nefilins, onde vivem, de que se alimentam”, etc. Sempre um rebento tardio de “verdade”; um “tesouro” oculto num limbo teológico, que um “iluminado” resolve expor para nos livrar do “sistema”.

A Palavra da Vida é limpa, categórica, excludente, suficiente, cabal; “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente.” Sal 19;7 a 9

Quem não for salvo com todo o manancial nela contido, tampouco será, por alguma “revelação paralela”, como se, a perfeição carecesse suplemento. Escórias doutrinárias são tristes sintomas de impurezas não tratadas, que impossibilitam de pertencer a Cristo. “Tira da prata as escórias; sairá vaso para o fundidor;” Prvov 25;5

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Problemas do coração


“Seja mudado seu coração, para que não seja mais coração de homem, lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos.” Dn 4;16

Nabucodonosor, testificando vicissitudes que passara quando Deus resolvera punir sua arrogância. O Santo enviara um sonho profético, um ano antes do Seu juízo; de lambuja, Daniel, o profeta interpretara para o rei o sonho, exortando-o ao arrependimento para que o juízo fosse evitado.

O rei fizera-se de surdo e a sentença, no tempo aprazado se cumprira. Deixara a condição humana, reino e palácio, e fora feito como animal, comendo erva o campo e dormindo ao relento durante sete anos. Passada a punição, voltando à situação anterior; resolveu testificar e escreveu sua experiência.

Findado seu juízo, “No mesmo tempo tornou a mim meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e meu resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; fui restabelecido no meu reino, e minha glória foi aumentada. Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas suas obras são verdade, seus caminhos, juízo; pode humilhar aos que andam na soberba.” Vs 36 e 37

Muitas coisas podemos aprender com essa saga; mas, vamos nos deter num aspecto: “... lhe seja dado coração de animal...”

Não que o coração humano seja essa maravilha, que possa perceber as coisas espirituais por si só; “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jr 17;9; mas, está apto a entender a vida no âmbito humano. Para abdicar desse, viver e se alimentar como animal, precisaria de um coração naquele nível.

Coração, no caso, não se trata do órgão especificamente; mas é uma metáfora para identificar o centro da personalidade humana; (ou seria da animalidade?) habitat dos pensamentos, sentimentos, desejos. Precisaria O Eterno “piorar” ao ser humano, para que ele nivelasse com os bichos?

Salomão pensava diferente; “Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são, em si mesmos, como os animais.” Ecl 3;18

Há uma centelha Divina, mesmo nos ímpios, a consciência; essa, obra tentando constranger o homem rumo a certos valores, ou, pelo menos, a não afundar tanto em perversões contrárias.

Se ela for removida, neutralizada, o homem ficar em “estado puro”, em si mesmo, estará no mesmo nível da bicharada. Foi assim que O Eterno “endureceu o coração de Faraó.” Não o constrangeu a desobedecer, nem forçou a pecar; apenas, deixou-o sozinho, sem a centelha aquela; o bicho assumiu as rédeas.

Por isso o conselho: “Confia no Senhor de todo teu coração, não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, Ele endireitará tuas veredas.” Prov 3;5 e 6

Os fiéis e obedientes são tidos por homens “segundo o coração de Deus.” Prova inequívoca que, o nosso coração natural não está apto para o exercício espiritual.

Sabedor disso, antevendo a Vitória de Cristo, O Eterno prometeu: “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e todos vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, porei dentro de vós um espírito novo; tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis.” Ez 36;25 a 27

Além de remover nossas sujeiras pretéritas pela lavagem da Palavra, O Senhor muda o coração dos que se convertem, enviando Seu Espírito para persuadi-los e capacitá-los à obediência.

Se, para “animalizar” ao Rei arrogante a consciência dele sumira, tanto que disse, no fim do juízo, “... levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento...” v 34 pra santificar em obediência a Cristo, Deus vivifica as consciências cauterizadas pela contumaz prática do pecado. “Quando estáveis mortos, nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com Ele, perdoando-vos todas as ofensas.” Col 2;13

Não significa que a salvação seja automática a despeito do arbítrio humano. Em cristo o que fora impossível antes, Nele é possibilitado; “A todos quantos O receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu Nome;” Jo 1;12

Contudo, a preservação de uma consciência impoluta é dever de cada um, caso deseje permanecer na fé; “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.” I Tim 1;19

Os que a tendo recebido regenerada, não a conservam, voltam ao animalesco estágio. “... O cão voltou ao próprio vômito, a porca lavada ao espojadouro de lama.” II Ped 2;22

domingo, 28 de abril de 2024

A originalidade


“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.” Ecl 1;10

Com tantos engenhos cada dia mais tecnológicos, não teria o sábio se equivocado em afirmar que não há nada de novo, debaixo do sol? Nos dias dele havia inventos vários; antes do Dilúvio já se dominava a siderurgia e criavam instrumentos musicais. A falácia do homem das cavernas corre por conta de quem a criou, por conveniência, não, evidência.

A ausência de novidades esposada pelo pensador deve ser entendida no escopo filosófico, das motivações, não, no varejo dos fenômenos.

Todo invento, por rebuscado, esmerado que seja em suas funções, ou, visa suprir uma necessidade, ou, deriva de alguma vaidade humana. Isso, em todo o tempo; desde os rudimentos do mundo, até os dias atuais, da nanotecnologia. Embora, as necessidades eram mais numerosas, em dias antigos, e as vaidades o são, hoje, filosoficamente, não há nada de novo.

O anseio por originalidade também é um rebento antigo; vaidade humana, que, desde sempre buscou holofotes, pódios, aplausos.

Deparei com a seguinte frase: “Apenas os loucos e os solitários é que se podem dar ao luxo de serem eles próprios. Os solitários não têm ninguém para agradar e os loucos não se importam se agradam ou não." Charles Bukowski.

A pessoa precisaria perder contato com o mundo, como um eremita, ou, perder o senso de lógica para “ser ela mesma”; assim, seria um perdedor que ganharia? Não sei se, ser eu mesmo, é alvo sadio.

A Sócrates, foi dito: “Conhece a ti mesmo”. Quereria eu, seu eu mesmo, sem a ousadia de me ver, como sou? Paulo, fazendo isso, se assustou com o que viu; “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.” Rom 7;18 Havia uma instrução nele, que não podia ser seguida.

Não viu uma singularidade que devesse ser preservada a todo custo; antes, um escravo que carecia desesperadamente de libertação.

Foi precisamente falando aos filósofos, que se ocupavam de entender o sentido da vida, que ele expressou: “De um só sangue (Deus) fez toda geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;” Atos 17;26 e 27 

Assim o “sentido” é buscar a Deus; voltar à casa do Pai, como o filho pródigo.

A Palavra de Deus propõe uma “loucura” libertadora; invés de evitar aos outros, ou, ao senso das coisas, enlouquecendo, desafia a “evitarmos” a nós mesmos, atacar o problema na raiz; “... negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”

Isso demandará demorado processo de separação da antiga forma de pensar, agir; paulatinamente aprender a atuar segundo Deus.

Nem todos ousam ser loucos o bastante para isso; “Ninguém engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio.” I Cor 3;18

A originalidade está na origem. Imagem e Semelhança Divinas. Isso foi perdido pela escolha do pecado; pode ser regenerado em Cristo, rendendo-se a Ele, aprendendo Dele.

Será reputado loucura, deixar as amplas avenidas da vida dissoluta, pelo caminho estreito da santificação; sabedor disso, Paulo sentenciou: “Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; a fraqueza de Deus é mais forte que eles.” I Cor 1;25

Também necessitamos enfraquecer; Deus se identificará conosco, como que, enfraquecendo junto; “Quando passares pelas águas estarei contigo, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem chama arderá em ti.” Is 43;2

Essa anulação dos impulsos naturais em nós, permitirá a expressão dos Divinos predicados mediante nós. “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então, sou forte.” II Cor 12;10

Muitos, lendo essas breves linhas poderão dizer que se trata de fanatismo, religiosidade excessiva, mediocridade servil, coisas assim. Com um discurso “libertador” desse tipo, Satanás convenceu a mulher à desobediência, e consequente perda da originalidade santa, na qual vivia.

Eventuais diatribes contra a verdade, serão a afirmação da mesma; que, não há nada de novo, debaixo do sol.

Infelizmente estamos tão habituados a ter falsificação como veraz, que, a volta ao original necessariamente será cheia de novidades. “... fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos também em novidade de vida.” Rom 6;4

A idolatria


“Eu sou O Senhor; este é Meu Nome; Minha Glória, pois, a outrem não darei, nem Meu louvor às imagens de escultura.” Is 42;8

Imagens, uma vez cultuadas, roubariam à Glória do Senhor; porque os adoradores dessas costumam agradecer a elas pelas coisas que Deus faz. Uma “rege” os ventos, outra os mares, as florestas, a chuva, as viagens, etc.

Chegue-se a um ponto, onde uma dessas é cultuada; devotos colocam placas “por uma graça alcançada." Quantas coisas há, cuja feitura é atribuída a um espantalho, filho das mãos humanas.

Se, não foi Deus, quem fez o que o incauto pediu? Muitas coisas como passar num vestibular por exemplo, são derivadas da lógica natural. Se, cem postulantes pedirem ao mesmo “santo” três ou quatro placas estarão garantidas, sem nenhuma ação no mundo espiritual.

No entanto, há forças espirituais “alternativas” que obram para furtar Deus. Embora, a alternativa seja muito ruim para que alguém aceite, a bem da verdade, precisamos lidar com ela.

Das imagens A Palavra ensina: “Têm boca, mas não falam; olhos, mas não veem, ouvidos, mas não ouvem; narizes, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.” Sal 115;5 a 7

Logo, “São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, tampouco, fazer bem.” Jr 10;5

Havendo apenas duas forças espirituais opostas, Deus e Seus anjos, o diabo e seus demônios, tudo que acontecer na esfera espiritual terá o patrocínio de uma, ou de outra.

Como O Eterno vetou o culto às imagens, só resta a oposição em consórcio com a religiosidade humana ignorante para fazer essas coisas. Embora a maioria participe das festas em honra aos “padroeiros”, as comilanças que fazem em louvor aos tais, Paulo nomina devidamente; “... as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” I Cor 10;20 Isso aos que participavam da Santa Ceia, a Mesa do Senhor.

Muito escutei padres defendendo à idolatria com argumentos fajutos que não resistem à mínima análise. “Não adoramos, apenas veneramos.” Vamos ao dicionário: “Venerar- Verbo; render culto a; cultuar, adorar”.

“Todos guardamos fotografias de parentes que estimamos para os ter na lembrança”. Mas, fazemos orações ou procissões em honra dessas fotografias?

“Mas Deus mandou fazer dois querubins e uma serpente de metal.”
Sim. Ele também mandou não fazer imagens para adorar ou prestar culto. “Não farás para ti imagem...” Para Ele, se ordenar, façamos; invés de rebeldia será obediência. Se disser, não! basta não fazer; simples assim.

Mas, diria um devoto; sei que existe apenas um Deus, e só uso minha santinha para aumentar minha fé quando rezo, qual o problema.” A fé que precisa apoio visual é falsa. “A fé é o firme fundamento das coisas que se espera, e a prova das coisas que se não vê.” Heb 11;1 “... Quando andar em trevas, não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor; firme-se sobre o seu Deus.” Is 50;10 “Porque andamos por fé, não por vista” II Cor 5;7 etc.

Isso explica em parte a “culpa” dos protestantes por ter A Palavra de Deus, apenas, nada de magistério ou tradição eclesiástica como regra de fé e prática. A Palavra levada a sério como se deve, destrói uma miríade de falácias e práticas errôneas; os que ancoram suas vidas nisso, detestam ser denunciados pela verdade; “... nada sabem os que conduzem em procissão suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.” Is 45;20

Enfim, a idolatria é derivada da soma das impotências do homem e do capeta. O homem ciente das limitações, tendo sido formatado para crer, antes que creia em Deus o que demanda obediência, conhecimento da Palavra Dele, trai a si mesmo prostrando-se a um simulacro que outro homem fez.

O Canhoto, não tendo a Onipresença Divina, e desejando-a, precisa de um “filhote” em toda parte, para manter às pessoas alienadas do Eterno. As imagens cultuadas cumprem essas duas finalidades.

No ápice dos frutos da Árvore da Ciência, as limitações das coisas mortas serão diminuídas; “Foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.” Apor 13;15

Passou milênios numa ostentação morta; a representação da rebeldia do canhoto. Quando, finalmente conseguiu falar, falou de morte. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” Jo 10;10

sábado, 27 de abril de 2024

Os zumbis


“... não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, pai da mentira.” Jo 8;44

Embora essa descrição corresponda a muitos homens que conhecemos, O Salvador estava falando do diabo. “... não se firmou na verdade porque não há verdade nele.” Eloquente figura! Como se, nas pessoas devesse existir um mínimo apreço pela verdade, um “ganchinho” que fosse, onde um volume maior pudesse ser pendurado.

O mentiroso busca verossimilhança, para sua “arte”; faz com que sua mentira tenha algumas nuances verdadeiras; o máximo que consegue colocar em seu “ganchinho.”

Todavia, grassa em nossa nação, refém do esquerdismo e da corrupção disseminados, um nível de mentiras, que pode ter constrangido o inferno. O canhoto deve estar sinceramente pensando na necessidade de fazer mestrado.

Os “defensores da democracia”, sonegam liberdade de expressão; guardiães da Carta Magna, a Constituição, são os primeiros a rasgá-la, lançá-la no lixo; apreendem telefones e violam sigilo de pessoas honestas, e blindam um assassino como Adélio Bispo; garantem que urnas eletrônicas são confiáveis, e vetam que se faça apuração transparente, com voto impresso, ou fornecimento de códigos-fontes; perseguem e caçam direitos, de quem ousar questionar o sistema.

Um homem decente, se, pego nalguma contradição, presto vai reconsiderar, se envergonhará, a contragosto terá que lidar com isso. Decência é seu normal.

Um canhoto, sai por aí ameaçando erradicar as ervas que planta, com a mesma cara; fiel ao mandamento: “Xingue-os do que você é; acuse-os do que você faz.”

Outro dia, Lula, o mentiroso que faz o Capeta se sentir júnior, disse que desejava ter poder para decretar a prisão dos mentirosos. Há um quê de verdade nisso; o desejo de prender desafetos.

Para ele, as coisas das quais gosta, são “verdade”; as que detesta, são “mentiras”. Por esse “código”, certamente deseja mesmo o poder absoluto para prender todos os “mentirosos.”

Se ele diz que Maduro, Ortega, China, são democratas, devem ser; ele que sabe o que é verdade. Se, assegura que, os patriotas, de costumes conservadores, são “nazistas, fascistas, inimigos da democracia”, devem ser, pela mesma razão. Afinal, o que pretendem enchendo as ruas com suas cores verde-amarelas? Acaso não sabem que a democracia veste rubro?

Se, para eles e os “supremos”, revelar ordens veladas de censura, como fez Elon Musk, é um “ataque”, deve ser. Afinal, tudo o que eles fazem é defender nossos direitos, nossas liberdades. Somos livres, inclusive para sermos censurados; e que nenhum intrometido se atreva discordar, sobretudo, um estrangeiro que não planta capim por aqui. Embora a sustentação desses, seja herbívora, o “capim” que viceja nos lupanares mais altos, é outro.

Essa choldra é tão underground, que não contentes em ter furtado tudo, a grana, as liberdades, as instituições, os valores, a esperança, o futuro, roubaram também o sentido das palavras. Zé Dirceu, o preso que a cadeia perdeu, graças aos donos da verdade, disse que Lula é de centro direita; deve ser.

O anão Morais, falou outro dia que o comunismo não existe mais, é uma acusação de gente desinformada, que vê o mal onde não está. Lula dissera antes disso, no Foro de São Paulo, que é comunista com orgulho; tempos depois, emocionado, falou sobre a proeza de colocar um comunista no STF, referindo-se ao “camarada” Flávio Dino; mas, o comunismo não existe, lógico! São eles que sabem tudo o que há.

Pelejar contra essa gente no reino das ideias, usando a “arma” das palavras, dos argumentos, é uma luta inglória. Contra o canhoto, em Nome de Jesus Cristo ainda é possível um exorcismo.

Esses são diabos com corpos, não saem, não teriam pra onde ir, pois, pro inferno só depois de mortos. Não se trata de uma invasão espiritual, que pode ser desfeita. Trata-se da auto anulação da condição humana, uma horda de zumbis amorais, contra os quais, antídotos lógicos, cíveis, legais, filosóficos, são inócuos, pelos anticorpos que eles desenvolveram ao longo de sua esquerdopatia.

Deplorável, súcia walking Dead, ocupando os mais altos postos de poder em nossa nação refém. A única coisa ante a qual parariam seria a força. As forças armadas, cujas atribuições demandam que atuam em caso de desequilíbrio, ruptura entre os poderes, estão estranhamente dominadas pela “democracia.”

Resta-nos “apenas” Deus. É tanta injustiça, tanta mentira, tanta violação, que O Todo Poderoso que detesta essas coisas, há de Se levantar; “... o direito se tornou atrás, justiça se pôs de longe; a verdade anda tropeçando pelas ruas, equidade não pode entrar. Sim, a verdade desfalece; quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; O Senhor viu, e pareceu mal aos Seus Olhos que não houvesse justiça.” Is 59;14 e 15