quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Se aceitar dói menos?


“Quando as pessoas temem o governo, isso é tirania. Quando o governo teme as pessoas, isso é liberdade.” Thomas Jeferson

Tenho visto provocações nas redes sociais, por parte dos “vencedores” das últimas eleições. Além de zombar dos inconformados com a parcialidade e falta de transparência do TSE chamando-os de patriotários, acrescentam: “Aceita que dói menos.”

Os cérebros dos esquerdistas são pornográficos, obscenos. Se lhes interessa podem escavar ossos de décadas atrás, em busca de “justiça” como fez a famigerada “Comissão da Verdade”; pela mesma razão, o interesse, esses “amantes da justiça” escondem, abafam pistas, sonegam, acentuam inda mais a cortina de fumaça, tolhendo qualquer possibilidade de transparência, onde pairam justificadas dúvidas e enormes suspeitas quanto à legitimidade do pleito.

Mas, deixando essas masmorras éticas e morais, preciso pensar em mim: Será que, se aceitar ser governado pelo crime organizado doerá menos?

Que a dor nos está reservada não resta dúvida. Além da velha e conhecida incompetência, consorciada com fisiologismo prostituto, que tem a corrupção como cafetina, esses “incapazes capazes de tudo” como disse Augusto Nunes, invés de um anseio de país, deixam patente um projeto de vingança.

O Estado que tinha passado por uma lipo, mantendo ativas apenas as células necessárias, voltou à antiga obesidade numa velocidade espantosa. Predadores com quatro anos de abstinência, de repente, soltos entre as presas... matam mais do que podem comer, para suprir a abstinência do prazer de matar.

A máquina do assassinato de reputações está a todo vapor já; o primeiro-ministro de “Fraudópolis,” o Glande Morais, patrocina uma “Harmonia entre poderes” de fazer inveja ao governo passado.

Estragos que os mais pessimistas diziam que demorariam seis meses, bastou um decanato para vermos que serão bem mais velozes. Os destruidores são mui competentes. Em seis meses já sentiremos o “peso real” do Foro de São Paulo.

O velho lupanar de Dona Mídia reabriu, a clientela voltou; a putaria vai reconstituir tudo o que eles fizeram em verões passados.

Mas, essas constatações não respondem minha questão; se eu aceitar doerá menos? A dor será repartida com todos, até os que agora zombam sentindo-se vencedores; os próceres da quadrilha terão vida mansa; a população, miséria igualitária; socialismo.

Porém, além dessa dor comum, de perder um país, os sonhos, empregos, iniciativa, liberdade, probidade, o zelo com as coisas públicas, para o homem decente, se compactuar com isso, perderá a si mesmo. Sua vergonha, identidade, valores. Se aceitar um lixo desses, inda mais, imposto mediante fraude como foi, será o suicídio moral. Como não é sábio afundar o navio para apagar o incêndio, igualmente, buscar a morte ansiando fugir da dor.

Enfim, como não há meio de doer menos, resta, quem sabe, uma postura estoica perante a dor, de não capitular a ela. Onde o crime será glamourizado, safadeza recompensada, mentira receberá as vestes da verdade e vice-versa, caberá ao “estoico” a heresia de seguir decente, a temeridade de continuar probo, o contrassenso de permanecer laborioso, mesmo que parte de seu labor seja confiscada pelo crime organizado, apelidado pela puta chefe, de Governo.

Na verdade, a parte mais acentuada da dor nem é por nós; mas, por ver o Saara moral/intelectual que se tornou a geração Paulo Freire; o Estado enxuto, probo, de estatais lucrativas, não lhes fez dano nenhum; perdoou dívidas dos estudantes de governos idos, até; mas, como esse contrariou os interesses dos seus donos, gritam o que foram treinados a gritar, afinal, “estudaram” tanto para isso; “viva la revolución!”

A dor da impotência vulnera a alma honesta, ante tanta obscenidade e canalhice.

Contudo, como dessa vez vieram com sede demais ao pote, em algum momento haverá reação. Se conseguiram amortizar os protestos, infiltrando MSTs “patriotas” para quebrar tudo e “justificar” a prisão de inocentes, como fizeram vergonhosamente, as almas inconformes não foram dobradas, e a fogueira do descontentamento encontrará o momento oportuno de eclodir.

Os “vencedores”, apenas com a amostra desses dez dias, estariam preocupados, invés de festejando e provocando, se não fosse o Saara.

Não é que se recusam a ver o óbvio; mas foram treinados a abaixar as cabeças e mugir rumo ao pano vermelho como touros nas arenas.

Gente inocente já morreu pela “justiça” do Morrais. Colocaram manchas vermelhas no logo do país, e acho que agora, entendo porque.

Essa gente nefasta não respeita regras nem leis; mas, como diz na Bíblia, mesmo os altos da terra devem saber que há mais altos do que eles. 

Então, tripudiem enquanto podem, zombem da vergonha e honestidade; as consequências são a crítica do tempo; em alguns casos, o tempo voa, noutros, aperfeiçoa.

“A glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo fruto delicioso amadurece lentamente.” Arthur Schopenhauer

Sermão dos montes


“Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo que disser lhe será feito.” Mc 11;23

Esse verso tem sido “patrocinador” de muito ensino de mercenários, travestidos de pastores; mercê de uma interpretação superficial, rasteira. Tais, colocam O Eterno contra a parede, “exigindo” que seus desejos sejam atendidos afinal, está escrito.

O “qualquer” não é uma entrada franca a toda sorte de caracteres e motivações, a despeito dessas se oporem à Vontade Divina. Quando diz, qualquer, significa que a possibilidade é ampla, está ao alcance de todos; não, que, qualquer um, mesmo andando à sua ímpia maneira está qualificado para a promessa.

Até o cego de nascença sabia que Deus Tem critérios, e não sai atirando pérolas aos porcos; “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, faz Sua Vontade, a esse ouve.” Jo 9;31 Isso sobre o caráter do suplicante; sobre os motivos da súplica também é preciso certo crivo. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites.” Tg 4;3

Postos esses dois limites quanto ao sujeito, resta ainda outro, relativo ao predicado; “não duvidar em seu coração...” quem remove dúvidas de nossos corações, (consciências) é a Paz de Cristo, manifesta mediante O Espírito Santo que nos habita e testifica que estamos agindo segundo Deus.

Sempre que tentados a agir alienados do Santo e Sua Palavra, acenderá uma luz na consciência, advertindo de que nossa escolha está errada. Assim, toda atitude que não se coadune com O Divino Querer, fatalmente será denunciada pela voz da dúvida. “Os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Is 30;21

Rejeitar ouvir O Espírito e Nele andar, redundará em apostasia, perda da fé, da salvação. Paulo aconselha: “Conservando a fé, e boa consciência, a qual rejeitando, alguns fizeram naufrágio na fé.” I Tim 1;18

Além da fé como confiança, é preciso outra atinente ao conteúdo; digo, não apenas o crermos; mas, como entendemos A Vontade Expressa, Daquele em Quem cremos. Daí, tão importante quanto a confiança é o conhecimento no âmbito espiritual; tanto é assim, que a perda de muitos foi atribuída e essa falta, não, falta de fé; “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também te Rejeitarei...” Os 4;6

Judas disse que teve seu objetivo escriba mudado “em trânsito” por uma urgência espiritual; “... procurando eu escrever-vos com toda diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé...” Jd v 3

Ou seja: Eu pretendia falar-vos sobre salvação, mas me senti chamado a alertá-los a batalhar pela fé, (o conteúdo dela) porque se infiltraram falsos mestres.

Assim, batalhar pela fé não significava reivindicar o direito de continuar crendo; antes, entender e cumprir o dever de preservar o teor do que se cria, sem abertura para infiltrações.

Quando alguém se presume, “em Cristo” e roga, em cima do verso inicial, em apreço, reivindicando coisas do velho homem, testifica conta si mesmo que é um farsante; não será atendido. Pois, “... se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; e tudo se fez novo.” II Cor 5;17

Que a fé remove montanhas é pacífico; até descrentes sabem dessa verdade. A questão é que colocamos nossos “montes” adiante dos de Deus; digo, miramos o que nos incomoda, alheios ao que incomoda a Ele; nos inquietam os problemas para nós; ao Santo incomodam os problemas, em nós. Olhamos longe pela lente do fruir, Deus nos aguarda na do purificar.

Se, em atitude resoluta de fé e obediência, nos voltarmos contra os montes certos, e não duvidarmos, veremos todos eles lançados no mar; eis alguns que incomodam O Eterno! “Estas seis coisas O Senhor Odeia, a sétima, Sua Alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” Prov 6;16 a 19

São todas conquistas na área da santificação; quem inda pega promessas espirituais sonhando com terra, passou longe da cruz. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo Está Assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, não nas que são da terra; porque já estais mortos; vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Col 3;1 a 3

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Academia do Espírito


“Não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste meus pés num lugar espaçoso.” Sal 31;8

A Bíblia não fala de porta estreita, caminho apertado? Sim. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” Mat 7;13 e 14

Ora, lugar espaçoso, outra, estreitamento; por quê? Porque cada verso, atenta a um contexto específico; embora certa semelhança geral, não falam das mesmas coisas, nem, às mesmas pessoas.

“O entrai pela porta estreita” é um desafio à salvação; portanto, para quem está do lado de fora; uma decisão que o homem é convidado a tomar, caso almeje determinado fim.

“Pusestes meus pés num lugar espaçoso” não é um desafio, nem convite, antes, uma narrativa do que Deus fez com o narrador. A implicação óbvia era de que ele já andava com O Senhor, suportou adversidades, agruras do caminho, mas vendo o resultado, valeu a pena.

Para quem está do lado de fora o desafio é: Arrependei-vos! Para os que passaram pela Porta (Cristo) é: Santificai-vos. Para os que ainda estão na carne a renúncia às inclinações dessa são o estreitamento necessário para o ingresso na vereda da vida; para os que já se livraram de maus hábitos há algum tempo, as coisas que seriam estreitamento aos iniciantes para eles já são normais; pelejam noutras esferas, com tentações de outra ordem também.

O exercício nas virtudes espirituais se encarrega de fazer amplo, o que, inicialmente fora estreito. Pedro alistou algumas qualidades a serem cultivadas; “... acrescentai à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal, caridade.” II Ped 1;5 a 7

Segundo ele, o exercício nessas coisas traria como efeito colateral, uma ampliação do caminho. “Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no Reino Eterno...” V 11

Paulo apresentou o conflito entre as duas naturezas dos convertidos, a espiritual, (o homem interior) e a carne, refém do pecado. “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus; mas, vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.” Rom 7;22 e 23

O estreitamento proposto requer deixar a carne “falando sozinha” enquanto seguimos ao Espírito. “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” Rom 8;13 e 14

O exercício espiritual, semelhante ao físico, pouco a pouco vai “sarando” os exercitados; por isso Paulo aconselhou a darmos prioridade às coisas eternas, invés das efêmeras: “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” I Tim 4;8

Invés de um ganho de músculos, o crescimento é em iluminação, entendimento. “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Prov 4;18

A negligência nos prende na infância, mas, o exercício nos conduz à maturidade. “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os primeiros rudimentos das Palavras de Deus; vos haveis feito tais que necessitais de leite, não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto o mal.” Heb 5;12 a 14

A provocação inicial, onde, por um lado a coisa parece espaçosa, por outro, estreita, bastaria para um menino preguiçoso descartar a “contradição” e sair resmungando. O disposto ao exercício espiritual, oraria confessando sua confusão e buscaria por luz. Certamente seria atendido.

“Lendo a Bíblia encontrei muitos erros, todos em mim.” Agostinho

Não existe uma estatura, à qual, alcançando deixaremos de ser tentados; mas, é possível crescer, de modo a termos prazer nas coisas em que o vulgo considera sacrifício. “Oh! quão doces são Tuas Palavras ao meu paladar, mais doces que o mel à minha boca. Pelos teus mandamentos alcancei entendimento...” Sal 119;103 e 104

Sabedoria é solícita, encontrável; mas, muitos usam olhos como ferramentas, onde é trabalho para ouvidos. “Atentai para minha repreensão; eis que vos derramarei abundantemente do Meu Espírito e vos farei saber Minhas Palavras.” Prov 1;23

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Seriedade necessária


“Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar Meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.” Apoc 2;20

Para quem acredita e apregoa que Jesus É Amor incondicional, do tipo que passa por cima de tudo, no desejo de salvar, convém ler com atenção as cartas às sete Igrejas; nelas encontrará várias vezes O Senhor Falando: “Tenho contra ti...” Seu Amor não é um sentimentalismo barato que concorda com tudo. É um sentimento permeado de justiça, que não considera iguais, coisas que são diferentes.

A resiliência do amor o faz renovar suas oportunidades às mais reiteradas decepções, “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” I Cor 13;7 Porém, não é tão resistente assim, a ponto de negar a própria essência. “Não folga com a injustiça, mas com a verdade.” V 6

Atualmente a intolerância é tida como uma coisa grave, um erro em si, antes de se considerar as razões. Ora, a tolerância para com os lobos resulta em traição contra as ovelhas. Nesse caso, é na tolerância que está a culpa, não do outro lado.

O Senhor prefaciou a Sua Carta à igreja de Tiatira com essa advertência. “Tenho contra ti que toleras...”

Claro que a tolerância pode ser vista em dois aspectos distintos; aceitar o convívio com os que pensam e creem diferente é uma coisa saudável; o lado higiênico da tolerância. Contra o que discordo lutarei com ideias, não com meios violentos e respeitarei ao que pensa diferente, no seu direito de assim pensar.

Agora, em nome da tolerância, permitir a poluição da Sã Doutrina, a infiltração de erros letais, aí é tentar camuflar sob um rótulo bonito, a ação feia e deletéria da irresponsabilidade e omissão.

Ninguém é coagido a crer em nada; entretanto, se decidir andar junto com determinado grupo com suas crenças definidas e estabelecidas, ande como os tais, sem tentar impor suas preferências. Claro que me refiro a doutrina, ensino; as coisas periféricas admitem variações, aperfeiçoamentos.

Alguém cunhou a frase: “A grande tragédia humana é que o homem aprendeu a dominar a tecnologia, antes de dominar a si mesmo.” Pois a tecnologia trabalha diuturnamente, no sentido se trazer conforto, satisfação ao homem. Aparatos tecnológicos cada vez mais velozes e mais capazes para armazenamento pululam todos os dias. O que estava na ponta, passados três meses estará na retaguarda, tal a velocidade empreendida nessa corrida atrás das sombras.

As pessoas estão o tempo todo trocando engenhos “obsoletos” por outros mais hightech. O alvo, comodismo, conforto, rapidez; e não raro, emulação, apenas porque outros já possuem o que elas, ainda não.

Afeito a essas coisas, o homem moderno transfere tais febres para as áreas espirituais. Poucos inda têm tempo para coisas “lentas” como um texto assim. A maioria quer um “cristianismo” Tic tok, doses rápidas que não demandem pensar muito. O que agrada a Deus, no entanto, muitas vezes é bem moroso; “Tem o seu prazer na Lei do Senhor, e na Sua Lei medita dia e noite.” Sal 1;2

Pregadores se esforçam por produzir uma mensagem que não traga desconforto aos que ouvem; o “Reino dos Céus” dos tais, não mira a Nova Jerusalém, ruas de ouro, a Face do Rei do Reis. Nos cultos, aplausos; nas redes, tendo curtidas, visualizações e partilhas eles já estarão no paraíso.

Para manter “alimentado” o seu público, produzem mensagens insípidas, colocam ênfase exagerada no Amor de Deus, como se Esse bastasse para nossa salvação a despeito de nossa resposta. A chamada hipergraça.

O melhor mensageiro não é o que faz as pessoas sentirem-se bem; antes, deixa-as mal, com certeza que precisam melhorar; quiçá, decididas a isso.

A Palavra de Deus é categórica: “Tu Amas a justiça e Odeias a impiedade...” Sal 45;7 “Tu És tão Puro de Olhos, que não Podes ver o mal, a opressão não Podes contemplar...” Hc 1;13 e em Isaías O Senhor mesmo diz: “... não Posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene.” Is 1;13 etc.

O Amor Divino não altera esses aspectos do Seu Ser; se em nome da “tolerância” sonegarmos a devida seriedade, não estaremos mostrando um amor maior que o Dele; antes, patenteando nossa falta de jeito com a Justiça e a santidade.

Santificação não é um plus, algo mais, opcional, que, caso nos pareça caro, possamos ir apenas com o básico; faz parte do básico para quem deseja ver O Senhor. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá O Senhor;” Heb 12;14

Que triste ver alguns que, foram nossos mestres na gramática do Evangelho, agora serem chamados a reaprender o alfabeto. “Entrai pela porta estreita...” Mat 7;13

domingo, 8 de janeiro de 2023

Bom nome


“Escreve as coisas que tens visto, as que são, as que depois destas hão de acontecer; o mistério das sete estrelas que viste na Minha Destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.” Apoc 1;19 e 20

Antes de ditar o que queria que João escrevesse, O Senhor Ressuscitado mostrou que Tinha em Suas Mãos, tanto as igrejas, quanto seus anjos (pastores).

Sendo assim, por que não levantou um profeta em cada uma delas e entregou o que deveria ser entregue diretamente? Se fizesse assim, a mensagem não existiria mais, não seria alvo de estudos como é, tampouco, teria o selo de mensagem inspirada, sendo dada mediante um anônimo, sem o histórico de João.

O apóstolo tinha as credenciais de um ministério profícuo, de ter aprendido diretamente do Mestre, e estar degredado em Patmos, justamente pelo ódio que o mundo tinha, contra os servos do Senhor. Uma reputação assim ajudava para que a mensagem fosse recebida com a seriedade necessária.

O Salvador, pela Sua chamada, ensino, revestimento, comissão, (juntamente com a disposição obediente dele) dera a João a reputação de servo idôneo; então, estava usando a mesma a serviço de Sua Obra.
Como seria se enviasse Suas Palavras mediante alguém sem essas credenciais? O descrédito seria inevitável.

Inúmeros aventureiros existiam então; muitos “Evangelhos” alternativos foram escritos, e depois rejeitados pela igreja, por estarem em desacordo com a mensagem revelada;
houve até alguns, que tentaram o exorcismo sem condições para isso; “Alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o Nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?” Atos 19;13 a 15 Além de não conseguirem expulsar, levaram uma surra, foram envergonhados.

Vemos, pois, que até a oposição sofre o impacto do bom nome, quando um obreiro o possui. “... bem sei quem é Paulo;” Salomão dissera: “Melhor é a boa fama que o melhor unguento...” Ecl 7;1

Então diferente desse mundo que empresta fama a nulidades várias, boa reputação no âmbito espiritual é indispensável, para que o obreiro seja uma ferramenta útil ao Senhor.

Qualquer que se voluntaria para a função de obreiro deve saber dessas coisas; “Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.” I Tim 3;7

Atualmente grassa um oba-oba de gente sem conversão atrevendo-se nas coisas espirituais, fazendo pose de profetas, apresentando seus corações doentios como “Vontade de Deus”. Cheias estão as redes sociais desses pilantras falsários. Por que digo, sem conversão? Porque quem se converteu aprende o Temor do Senhor; sob esse, não se atreve a sair profanando o que É Santo.

Entregam suas “profecias” estilo horóscopo; se der certo hoje, deu, se não, outro dia dará. Não têm alvo objetivo, é para quem “receber”. Ora para quem receber é a mensagem de salvação; não basta digitar um “amém, eu creio”. É preciso se deixar transformar pela Palavra que ouve. “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” Jo 13;17

Deus pode usar até mesmo uma jumenta falante, caso Ele queira; verdade atrás da qual costumam se esconder maus obreiros, pois, tem a ver com o que O Eterno Pode; não com o que Ele deseja. Aos Seus servos está dado outro alvo; “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da Verdade.” II Tim 2;15

Além do bom nome, do testemunho mesmo dos que estão de fora, o devido preparo mediante estudo da Palavra, se alguém deseja ser idôneo para a Obra de Deus.

De gente cheia de palavras sem o testemunho coerente se dizia, na idade média; “O que tu és fala tão alto, que não consigo ouvir o que dizes.” Como alguém sairia por aí a propagar um remédio que cura às almas, estando ainda cheio de sintomas de doença?

Paulo exigiu coerência aos coríntios, dizendo que só poderiam punir à desobediência depois de terem aprendido a obedecer; “Estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida vossa submissão.” II Cor 10;6

O renome na terra é ilusório; “A fama é para os homens como os cabelos; cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia.” Einstein

No prisma espiritual, não deriva de uma busca; mas, de buscarmos fidelidade, renúncia, submissão; “A grandeza foge de quem a persegue, e persegue quem foge dela.” Textos judaicos

sábado, 7 de janeiro de 2023

Não desanime


“Portanto, tornai a levantar mãos cansadas, e joelhos desconjuntados, fazei veredas direitas para vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes, seja sarado.” Heb 12;12 e 13

“Tornai” alude a alguém que já fez isso, e por alguma razão, deixou de fazê-lo. Como disse O Senhor a certa igreja no Apocalipse: “Tenho, porém, contra ti que deixaste teu primeiro amor.” cap 2;4 N’outras palavras: Volte atrás.

A falta de perseverança em momentos difíceis costuma ser uma fraqueza humana recorrente. “Se te mostrares fraco no dia da angústia, tua força será pequena.” Prov 24;10

O autor da epístola aludiu ao tempo inicial em que eles foram ousados na fé; “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições. Em parte, fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações; em parte fostes participantes com os que assim foram tratados.” Cap 10;32 e 33

Essa ambiguidade de uma hora, A Palavra em nosso coração parecer ter caído em boa terra, outra, sobre pedras, deriva de erros de avaliação que cometemos, acossados por expectativas nossas, não firmados n’alguma promessa Divina.

Mas, e o “encontrareis descanso para vossas almas”, como se harmonizaria com, “as mãos cansadas, e joelhos desconjuntados?” A simples menção de mãos e joelhos mostra que o cansaço em apreço é físico.

O Salvador advertiu do que nos esperaria: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso que o mundo vos odeia.” Jo 15;19 “Tenho-vos dito isto, para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu Venci o mundo.” Jo 16;33 “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos;” Mat 5;6 etc.

O Salvador não encorajava decisões superficiais, antes, desafiava quem O queria seguir, a calcular os custos antes. “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que acabar... Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia tudo quanto tem, não pode ser Meu discípulo.” Luc 14;28 e 33

Noutra parte reiterou: “Quem achar sua vida perdê-la-á; e quem perder sua vida, por amor de Mim, achá-la-á.” Mat 10;39

Quem “entende” O Evangelho como manual de prosperidade, um compilado de conselhos motivacionais que o farão sentir-se bem consigo mesmo, ou, clube de lazer espiritual, onde, “Em Nome de Jesus” brincaremos de fazer acontecer nossos mais diletos desejos, ainda não entendeu nada.

Uma inimizade eterna pode ser desfeita em submissão a Ele, ou, seguiremos alienados, enganando-nos. “Isto é, Deus Estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; pôs em nós a Palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Uma alma “descansada” na certeza de salvação pode habitar corpos alquebrados pelas dores necessárias, vivendo num ambiente totalmente hostil ao Eterno e Sua Lei.

Paulo estava às portas de ser morto; seu “descanso” era tal, que invés de falar como uma vítima em face à injustiça, um mártir da humana incompreensão, falou como se fosse um atleta no ponto mais alto do pódio, ouvindo o Hino Nacional e ostentando a medalha do seu feito; “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia; não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda.” II Tim 4;7 e 8

“Fazei veredas direitas para vossos pés...”
o desânimo de quem vacila no crer, fatalmente acaba incidindo sobre o agir. Porque pagaria tal preço sem a certeza de que as renúncias valerão à pena?

Depois de arrolar muitos que pagaram com dores maiores, os “heróis da fé”, o autor desafia a uma noção lógica: “Considerai, pois, aquele (Cristo) que Suportou tais contradições dos pecadores contra Si Mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.” Cap 12;3 e 4

Achamos nossas “cruzes” pesadas demais, quando olhamos para parâmetros errados. O desânimo vindo daí, também se faz um mau referencial, ante os olhos dos que nos observam e podem ser influenciados pelo nosso exemplo. “... fazei veredas direitas para vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes, seja sarado.”

Normal, eventualmente, fraquejarmos, dada nossa frágil natureza, invés das coisas que patrocinam desânimo, devemos olhar para as que fomentam esperança; “Disto me recordarei... por isso esperarei.” Lam 3;21 “Porque para mim tenho por certo que as aflições do tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Rom 8;18

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Regeneração


“Deus criou grandes baleias, répteis de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme suas espécies; toda a ave de asas conforme sua espécie; e viu Deus que era bom.” Gn 1;21 “... Façamos o homem à Nossa Imagem, conforme Nossa Semelhança...” v 26

Os seres vivos em absoluta originalidade. Não tinham nexo com nenhum referencial exterior. Eram, por assim dizer, parecidos consigo mesmos e desse modo deveriam seguir, reproduzindo-se “conforme a sua espécie.” Viviam no reino da necessidade, ou do determinismo biológico.

A exceção foi o homem. (anjos foram em período anterior) Ele foi criado, tendo os atributos comunicáveis de Deus. Raciocínio, espírito, sentimentos, valores... nessas coisas e similares foi projetado conforme a Divindade.

Anjos e humanos possuem em comum o arbítrio; a faculdade que permite fazer escolhas; ambos pertencem ao reino das possibilidades. Por exemplo: Uma semente lançada ao solo não pode escolher se quer germinar ou não; ou, se, sendo milho decidirá nascer feijão. Dadas as condições climáticas e ambientais a semente necessita nascer, “conforme sua espécie.”

Os entes arbitrários, embora possuam características similares, nos prismas, psicológico e espiritual, cada um é ímpar. Por livres, a permanência em obediência em relação ao Criador, requer o domínio da própria vontade, para sintonia com a Divina. 

Por isso a árvore proibida foi posta, para que, eventual obediência fosse voluntária, não compulsória. Podem escolher obedecer, ou não.

A proposta da oposição de desobediência para se conhecer o bem e o mal, ocultou as letras miúdas do contrato. O supremo bem o homem já conhecia. Fora feito Imagem e Semelhança de Deus, e vivia num paraíso sem necessidade de nada.

O único “acréscimo” após a grito de independência, foi o conhecimento do mal; tal contato trouxe sensações novas, medo, vergonha. Aceitando a sugestão do canhoto se tornou escravo dele; “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” Rm 6;16

Um desafio foi posto para o homem dominar sobre o pecado, “Se não fizeres bem, o pecado jaz à porta; sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” Gn 4;7

O Eterno sabia que, o homem era escravo do tal, mas colocou a necessidade de vencê-lo, como um ideal para preservação da vida. Sabedor que a espécie humana não mais sairia pelas próprias forças da armadilha, O Criador prometeu a solução no devido tempo; “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gn 3;15

Promessa do Salvador, e do preço que Ele pagaria pela nossa redenção.

A medida que a existência em consórcio com o pecado se prolonga a tendência humana é se afastar do Criador, por causa da má inclinação latente na carne; “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus, nem, pode ser.” Rom 8;7

Isso explica porque, no decurso dos anos a sensação é que a humanidade apodrece cada dia um pouco mais. Salomão considerou a “ordem natural” das coisas, essa piora contínua. “Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores que estes? Não provém da sabedoria esta pergunta.” Ecl 7;10

A perversão sexual, por exemplo, era escandalosa; “progrediu”; se fez aceitável, normal, passou a gerar orgulho, invadiu arraiais espirituais; agora se pretende revisora de Deus. Sim, os adeptos disso pretendem “atualizar” À Palavra, torná-la “inclusiva”, validando comportamentos que eles querem, mas Deus Diz reprovar.

O projeto se levantou contra O Projetista, invés se arrepender, mediante a regeneração proposta em Cristo, pretende perverter a Deus, reduzindo O Santíssimo, à imagem e semelhança dos pecadores.

Temos muitos “pastores” inclusivos por aí, usando sua “luz” a serviço da oposição. “... Se, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” Mat 6;23

O efeito deletério da queda continua “progredindo”; logo A Palavra da Vida será proibida com rótulo de “discurso do ódio”. Em parte, já é.

Os bodes, reféns de uma doença degenerativa dos cérebros acreditam que serão ovelhas, se vestirem pelegos.

Após a queda Deus não Viu mais a Sua Obra-prima; o homem tornou-se uma fraude; resquícios de desejos de justiça enlameados pela prisão que incapacita praticá-los. “Porque sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.” Rom 7;18

Obediência requer um poder que o caído não tem; só em Cristo poderá. “A todos quantos O receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu Nome;” Jo 1;12