domingo, 10 de julho de 2022

Os santos


“Ser-Me-eis santos, porque Eu, o Senhor, Sou Santo; vos Separei dos povos, para serdes Meus.” Lev 20;26

Embora, vulgarmente se chamem santos alguns piedosos que, após a morte passam por um processo de canonização com aval do Vaticano, esse é o dever em vida, de todos que pretendem servir a Deus; pertencer a Ele.

Não é um desafio à para que sejamos uma singularidade espiritual, ganhemos um busto após a morte e eventuais admiradores façam orações a nós; antes, que nosso viver seja separado do mundo e seus valores invertidos, nosso pensar e agir sejam alinhados ao Caráter do Pai.

Originalmente, Deus Fez o homem à Sua Imagem e semelhança; mediante à regeneração deseja que se torne outra vez, parecido Consigo. Sede santos porque Eu Sou; ordenou. Essa é a razão.

Deus Ama Sua Imagem refletida no homem. A cada dia que supervisionava à criação o relato diz: “Viu Deus que era bom.” Porém, no visto final, depois de haver criado o homem, o Gênesis diz: “Viu Deus tudo quanto tinha feito; eis que era ‘muito’ bom;” Cap 1;31

Depois da queda, tendo “progredido” a obra de dissolução das virtudes, pelo homem caído em consórcio com o inimigo, Deus não teve mais prazer em contemplar Sua Obra; “O Senhor olhou desde os Céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.” Sal 14;2 e 3

O Saara espiritual prosseguiu até que, um dia O Eterno pode ver outra vez Sua Imagem refletida na forma humana. Não foi pelo “upgrade” de um homem virtuoso que descobriu a fonte da santidade e retornou sozinho a forma original; antes, pelo inefável amor Divino, que Enviou Seu Filho, para dar Sua Vida em favor da regeneração humana. Vendo Esse Entrar em cena, o Amor do Pai não se conteve: “... Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo.” Mat 3;17 Como se dissesse: Inocente, puro assim, Eu Criei; assim é muito bom.

Cristo reflete fielmente O Criador; “O qual, sendo o resplendor da Sua Glória, a expressa Imagem da Sua Pessoa...” Heb 1;3

Ele é o parâmetro a se buscar mediante edificação espiritual; “Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus, homem perfeito à medida da estatura completa de Cristo. Ef 4;11 a 13

Pedro abordou a necessidade de edificação; “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” I Ped 2;5

O Novo Testamento trouxe o cumprimento dos tipos proféticos e das profecias do Antigo; mas, o propósito regenerador segue, agora possível, em Cristo; “Como É Santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque Eu Sou Santo.” I Ped 1;15 e 16

Santificação requer que, tanto quanto possível, imitemos a Deus; no que tange aos costumes mundanos, demanda separação; “vos Separei dos povos para serdes Meus...” Cristo reiterou isso aos Seus: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes vos Escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” Jo 15;19

A um filho de Deus não serve como parâmetro o que “todo mundo está fazendo”; antes, o que O Criador prescreve. Nisto consiste nossa separação; nos valores que patrocinam ações, não em eventual distanciamento geográfico.

Como, “Ladeira abaixo todo o ‘santo’ ajuda”, ou, à favor da correnteza até fezes flutuam tranquilamente, nosso desafio é uma espécie de piracema; andar contra o fluxo natural, por estar separados dele.

Já andamos assim outrora, como todos; “Noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” Ef 2;2

Mas, daquele tempo em que, sermos seguidores da Justiça Eterna não nos interessava, nada restou que valha à pena recordar; “Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. Que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.” Rom 6;20 e 21

Após conhecermos O Senhor, desobediência não convém. A novidade de vida prescrita em Cristo é nosso cotidiano, a santificação, o alvo. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo.” II Cor 5;17

sábado, 9 de julho de 2022

Corações vermelhos


“Que culpa tenho eu, se meu sangue é Vermelho e meu coração é de Esquerda?” Che Guevara

Culpa não é um derivado do que somos, mas de nosso agir. Os atos definem o ser, “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações...” Prov 20;11 Culpa ou inocência devem ser vistas à luz do que fazemos.

Os homossexuais dizem ter nascido assim; embora, muitos vivam ambas as possibilidades, deixando claro tratar-se de escolha, não de determinismo biológico; temos ainda os “trans”; teriam nascido com uma alma diferente do corpo. Também nasci assim: Minha alma é de George Clooney, o corpo que insiste em não combinar com ela. Não posso fazer nada.

Quem pensa que determinada opção política é abono para a prática de toda sorte de violações, entre outras coisas, é culpado por ter atrofiado o próprio cérebro. Cometer violência, injustiça, em nome de uma “causa justa”, como pretendem os esquerdistas, é desgrenhar-se insano, clamando por luz, enquanto apaga às velas. Não se colhe justiça semeando desordens.

Para o esquerdismo, se um crime tiver motivações políticas, vira um sub-crime, indultável; um ato revolucionário. Como fizeram protegendo o terrorista italiano Césare Battisti. Ele matou alguns lá, por discordâncias ideológicas; e daí?

Resulta que, numa sociedade como a nossa, que não possui pena de morte nem para crimes hediondos, há uma “pena” velada para o “crime” de discordâncias políticas? Sim. Os mandantes de Adélio Bispo seguem bem protegidos pelo sistema vermelho, entranhado em nossas instituições. Foi o “lobo solitário”; a alcateia segue solta.

Na mesma “lógica” defendem o aborto, outra “pena de morte” velada; assassinato de inocentes indefesos, pelo “crime” de serem indesejados; quiçá, deformarem a estética das mães por algum tempo, ou, demandarem recursos, cuidados para criação. Mas, nem todo aquele que vota na esquerda é abortista. Quem não é na prática, mas legitima mediante apoio político às lideranças que o são, é cúmplice.

Onde a esquerda prepondera, invariavelmente culmina em ditadura; como Cuba, China e Venezuela, por exemplo. Por quê? Porque a democracia pressupõe alternância de poder; esse pódio ao qual se galga de duas maneiras apenas; à força das escolhas populares por agradar, ou à força bruta mesmo, por fraudar, tolher direitos, se impor.

Para os vermelhos, não existe uma oposição legítima, postulante como eles, de governar; os liberais conservadores são o mal, o câncer social que precisa ser exterminado. Não somos adversários, mas inimigos. 

Suportamos quatro mandatos seguidos deles, mesmo contrariados respeitando ao que imaginávamos ser, a vontade das urnas; eles não suportam um, do viés conservador.

O esquerdismo puro não consegue agradar, pois, se o assistencialismo inicial que fomenta nos mentecaptos cooptados, (os “idiotas úteis” que pensam com o estômago) a ideia de poder viver bem sem trabalhar, o desestímulo à produção, a penalização suicida contra quem produz riquezas e gera empregos, os empreendedores, acaba cobrando seu preço; miséria geral, como se verifica tristemente, no Chile e Argentina.

De onde os canhotos são tirados, via eleições, é porque ainda não lograram instrumentalizar tudo, de modo a se perpetuarem mediante fraudes, como tentam fazer aqui; seus expoentes infiltrados defendem à “transparência opaca” de um sistema no qual, “nunca se comprovou fraudes”. Ora, isso porque o mesmo é inauditável.

Parece a piada aquela do réu ante o juiz pedindo clemência nesses termos: “Se não me condenares, meritíssimo, prometo que nunca mais matarei minha sogra.”

Os eleitores são tratados como os prisioneiros da Caverna de Platão; devem ter as sombras produzidas engenhosamente, por realidade; e ai de quem mencionar a existência de outra luz. Malgrado meio milhar de vulnerabilidades nas urnas eletrônicas e seu funcionamento, constatadas pelos técnicos, o “sistema é seguro” Moraes garante! Só “fascistas” desconfiam.

Desgraçadamente, uma geração toda foi paulofreireada, de modo a ser, como Che Guevara. Sangue e coração apenas; não, cérebros aptos a pensar por si mesmos. Por quê pensar, se basta gritar palavras de ordem, colar rótulos? Quem precisa saber o que é nazismo, fascismo? É só dizer que “eles” são. Quem carece entender que o homossexualismo, embora livre, é uma escolha, um comportamento, não um tipo biológico?

O fogo do nosso sistema educacional, por quase duas décadas ardeu produzindo calor, sem luz.

Esperar que os cérebros treinados no ócio, de repente metam o peito n’água é querer demais.
Mesmo em tempos normais a aquisição da luz tem custo; “Pensar é o trabalho mais duro que há; essa é, talvez, a razão pela qual tão poucos se dedicam a isso.” Henry Ford

“O fato mais fundamental sobre as ideias da esquerda política é que eles não funcionam. Portanto, não devemos ficar surpresos ao encontrar a esquerda concentrada nas instituições onde as ideias não têm de trabalhar para sobreviver.” Thomas Sowell

As tristezas


“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” II Cor 7;10

Por quê é possível que sintamos dois tipos de tristeza? Uma, segundo Deus; outra segundo o mundo? Porque, nos que nasceram de novo palpitam duas naturezas; uma, carnal, outra espiritual. A primeira deve ser tratada pela cruz, (mortificada) para que a segunda floresça.

Paulo abordou o conflito entre a que concordava com as justas demandas Divinas; “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus;” Rom 7;22 e a que se opunha: “Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento; me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.” V 23 “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” cap 8;6

Assim, a tristeza carnal pode aflorar pela frustração de quem perdeu uma ocasião para pecar; enquanto, a tristeza segundo Deus assoma na alma daquele que, aproveitou tal ocasião.

Imaginemos que alguém tenha espalhado grandes maledicências a nosso respeito. Normal que nos entristeçamos ao saber. Se, reagimos a isso vociferando ameaças, desejando vingança, fatalmente nossa tristeza brota de uma veia natural, segundo o mundo; se, porém, somos compelidos a orar por quem nos feriu, pedindo que Deus o perdoe por isso, o capacite a ver melhor para não mais falar inverdades, seguiremos tristes; mas será uma tristeza segundo Deus. Nesse caso, há uma promessa: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;” Mat 5;4

Nossa “vingança” é causar uma confusão em quem nos odeia, não devolvendo na mesma moeda eventual mal que nos fizer; “Não vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz O Senhor. Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre sua cabeça.” Rom 12;19 e 20

Tais “brasas” confundirão quem tentará entender como podemos pagar o mal com o bem. É difícil essa perfeição sentimental requerida; mas, é isso que O Eterno Espera; “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.” Mat 5;20 “Sede vós pois, perfeitos, como É Perfeito vosso Pai que Está nos Céus.” Mat 5;48

Infelizmente, muitos “pregadores” da moda, visando aceitação humana onde deveriam buscar a Vontade Divina, preferem produzir em suas audiências, alegrias mundanas empilhando promessas falsas, invés da tristeza segundo Deus, que denuncia o pecado, confronta o pecador e exorta ao arrependimento. Pouco a pouco, o “arrependei-vos” sai, enquanto, o “tome posse” sobe nas mesas.

É preciso que todo o pregador entenda a gravidade do que está em jogo, a vida. Que vale ser contra o aborto, por exemplo, portando-se como um aborteiro de almas, ensinando mentiras que matam?

Pedro denunciou uns que assim agiam; “Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção.” II Ped 2;18 e 19

A mensagem da morte devidamente entendida, traz um quê de vida; “Melhor é ir à casa onde há luto que ir onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens; os vivos aplicam isso ao seu coração.” Ecl 7;2

Então, uma tristeza assim, que leva a considerações rumo à prudência, certamente provém de Deus, para um fim excelente; salvação. 

O papel do mensageiro idôneo é apontar para a vida que há na morte de Cristo, não para suposto prazer nessa ou naquela “conquista” efêmera e profana.

O Salvador deixou claro que falava com mortos espirituais; “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, agora é, em que os mortos ouvirão a Voz do Filho de Deus; os que a ouvirem viverão.” Jo 5;25

Nesse planeta “Walking Dead”, saltitam facilidades tecnológicas e inversão de valores; prazeres ímpios se fazem cada dia mais solícitos; a virtude é pintada cada vez mais sisuda. A marcha fúnebre espiritual disfarçada de aplausos tange imenso rebanho; a gritaria dos interesses naturais abafa a saudável mensagem de vida que inda insiste.

A Vontade Divina não se alinha com inclinações naturais; essas devem ser sacrificadas, para que cheguemos àquela; “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita Vontade de Deus.” Rom 12;1 e 2

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Exercício espiritual

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, chegando a homem, acabei com as coisas de menino.” I Cor 13;11
Basta vermos o contexto imediato para entendermos que, as “coisas de menino” eram derivadas da satisfação pela posse de dons, privados do concurso do amor. “Ainda que eu tivesse todos os dons, se me faltasse o amor, nada seria”.
Um dom espiritual na perspectiva correta não passa de uma ferramenta; não é um fim em si; mas, o que se pode e deve produzir com ele é o alvo do Eterno. Dons não são legados para diversão, exaltação carnal, disputas; “A manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” I Cor 12;7
Geralmente, meninos, distraem-se com seus novos “brinquedos” (dons); acabam negligentes na ocupação de ouvir; como se, eventual dom recebido os guindasse a um patamar de onde nada mais precisassem; sobejos a dar, segundo a dom recebido. Ora, a intimidade com O Senhor não tolhe nossos ouvidos, antes, treina-os; “... as ovelhas O seguem, porque conhecem Sua Voz.” Jo 10;4
O individualismo desafina do corpo, no qual estamos inseridos; “... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Ped 1;20 e 21 Se, O Espírito Santo, Legítimo intérprete das Escrituras dá dons conforme lhe parece útil, óbvio que, Ele Decide a quem, quando e para quê.
A Palavra adverte sobre maus ouvintes com várias figuras; a casa na areia; “aquele que ouve estas minhas palavras e não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou sua casa sobre a areia;” Mat 7;26 semente sobre pedras; “... parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante; logo nasceu, porque não tinha terra funda; mas, vindo o sol, queimou-se, secou-se, porque não tinha raiz.” Mat 13;5 e 6 o que se contempla e não muda; “Porque, se alguém é ouvinte da palavra, não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla, vai-se e logo se esquece de como era.” Tg 1;23 e 24 etc.
A Epístola aos Hebreus adverte alguns assim: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os primeiros rudimentos das Palavras de Deus; vos haveis feito tais que necessitais de leite, não de sólido mantimento. Qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.” Heb 5;12 e 13
Nada de errado com o leite; mas, é um alimento de recém nascidos; “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” I Ped 2;2
Quem se faz diligente no ouvir e praticar é aperfeiçoado; supera meras predileções, emulações de crianças, alcança o discernimento; “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem, quanto o mal.” Heb 5;14
Escrevendo a Timóteo, Paulo chamou a diligência nas coisas espirituais de exercício em piedade; comparou com o outro, físico, realçando a vantagem: “Rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te em piedade; porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” I Tim 4;7 e 8
Então, se na pureza, ausência de maldade, devemos ser “crianças”; vivendo num mundo mau, enganador, cheio de armadilhas, nosso entendimento precisa, urgentemente, amadurecer; “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.” I Cor 14;20
Fazer escolhas e ser consequente é uma atitude adulta. Perseverar na fé em momentos adversos, idem. Aliás a edificação buscada mediante o ensino visava justamente isso; devemos crescer até a estatura de homens perfeitos, “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo;” Ef 4;14 e 15

Geralmente, sutilezas malignas testam nossa fé chamando-nos para partes “limpas” do caminho largo; no entanto, os que foram aperfeiçoados no Espírito sabem por onde andar; “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, espaçoso o caminho que conduz à perdição, muitos são os que entram por ela;” Mat 7;13 

Às vezes pessoas tão boas nos cercam, desprovidas de agressividade, maldades, nada fazem de mal, exceto, desobedecer à Palavra de Deus. O homem espiritual pode discernir o diabo vestido de anjo; mas os meninos brincam com ele.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

O Evangelho segundo Filipe Neto


“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente...” Ecl 3;14

O Eclesiastes é um escrito de meditações humanas; “Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. Apliquei meu coração a esquadrinhar, informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu...” Cap 1;12 e 13

Salomão recebera sabedoria vinda de Deus; porém, não pretendeu que suas observações e reflexões se igualassem à Palavra Divina. “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda Seus Mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” Cap 12;13

Embora esse registro faça parte da Palavra de Deus, todo intérprete prudente não embasa doutrinas estritamente nesse livro; mesmo havendo nele muitas coisas profundas; reflexões de um filósofo (relativamente) temente a Deus, não é, estritamente, A Palavra de Deus. Seu “fio condutor” é extremamente pessimista; alguém que não vê proveito em nada, “debaixo do sol” e termina apontando para além; Deus.

Então, voltemos ao “tudo que Deus Faz durará eternamente...” as mudanças que desaconselha ao ser humano têm a ver com as que interferem na retidão de caráter; “... Deus fez o homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias.” Cap 7;29

As Obras da Criação, O Senhor assegurou que não terão vida eterna; “O Céu e a Terra passarão, mas Minhas Palavras não hão de passar.” Mat 24;35

Logo, poderíamos parafrasear: “Tudo o que Deus Fala durará eternamente...” Advertência presente noutros endereços; “Toda Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam Nele. Nada acrescentes às Suas Palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” Prov 30;5 e 6 Ou, “... se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte do livro da vida, da cidade santa e das coisas que estão escritas neste livro.” Apoc 22;18 e 19 etc.

Outrora, quem não cria se mantinha distante; quem acreditava buscava praticar. Concordando ou discordando com o conteúdo, era A Palavra de Deus; quem usaria tocar nela? No entanto, o óbvio já não é tão óbvio assim.

Outro dia deparei com uma agressão profana do youtuber Filipe Neto que, em defesa da sagração da perversão sexual, chamou o livro de Levítico de “porcaria:” “Foca em Jesus!” “Faça aos gays o que Jesus falou - disse - nada!”

Bem, vamos por partes: A Bíblia ensina que “um pouco de fermento leveda toda a massa”. Assim, se um dos 66 livros é uma porcaria, o que impede que o todo, se torne?

O Próprio Senhor citou inúmeras passagens do Velho Testamento validando-as; inclusive, a que prescreve o casamento hetero-monogâmico; “... Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez; portanto, deixará o homem pai e mãe, se unirá a sua mulher e serão dois numa só carne?”

Então, como poderíamos “focar” em Jesus agindo diferente do que Ele ensinou?

Não sei em qual escola teológica o referido influencer estudou, mas deveria saber que o silêncio não é uma atitude normativa; nenhum hermeneuta intelectualmente honesto baseia argumentos nisso.

É certo que Cristo nada falou sobre gays. Contudo, nada falou sobre incesto, pedofilia, zoofilia; seria Seu Silêncio um aval a essas práticas?

Cheia está a “nuvem” de vídeos do dito youtuber, onde a promiscuidade e a irreverência estão no âmago; será que aprendeu e viveu essas coisas “focado” em Jesus?

A Palavra de Deus despreza gente imoral, que a toma nos lábios, apenas quando convém, por interesses rasos; “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar Meus Estatutos e tomar a Minha Aliança na tua boca? Visto que odeias a correção, e lanças Minhas Palavras para detrás de ti.” Sal 50;16 e 17

Mas, isso é Velho Testamento! E daí? Jesus não anulou à Lei; Ele cumpriu. O propósito da Lei não era Salvar, mas mostrar que somos pecadores indignos; que precisamos do Salvador; “... a Lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo...” Gál 3;24

Aos convertidos deu “Nova Lei”, que em nada conflita com os princípios morais daquela.

Quem pensa que a Graça facilita o caminho se equivoca; ela faz possível o que antes não Era; salvação “... era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne...” Rom 8;3

Dado o preço que custou, a responsabilidade aumenta; “Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo pensais será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, tiver por profano o Sangue da Aliança com que foi santificado, fizer agravo ao Espírito da graça?” Heb 10;28 e 29

segunda-feira, 4 de julho de 2022

O fogo necessário


“Mas vós não credes porque não sois das Minhas ovelhas, como já vos tenho dito.” Jo 10;26

Não significa que existam “pré-ovelhas”; digo, gente predestinada à salvação, para as quais a graça seria irresistível. Ser ou não de Cristo, tem a ver com nossa resposta à Mensagem do Salvador. “As Minhas ovelhas ouvem Minha voz; Eu conheço-as e elas Me seguem;” v 27

Uma definição relativamente simples: Quem ouve, crê e recebe a mensagem de salvação, passa a ser ovelha do Senhor; quem resiste, se opõe, simplesmente não é. Não existe um “determinismo espiritual” que imponha escolhas; antes, plena liberdade e concomitante responsabilidade de cada um. “Os Céus e a Terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te Tenho proposto vida e morte, bênção e maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e tua descendência” Deut 30;19

A reação à mensagem é arbitrária; a consequência, necessária. “Veio para o que era Seu, os seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam Deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu Nome;” Jo 1;11 e 12 Salvação derivada de uma resposta humana, não, uma pré-escolha, Divina.

Seria menos traumático para os fiéis, se aqueles que resistem a Cristo ficassem fora da igreja; mas, infelizmente não é assim. Há muitos frequentadores que o fazem por razões periféricas, não pela essencial, Cristo. Gente que gosta do ambiente, das músicas, de ouvir à Palavra, até; mas, não é ousada e decidida o bastante para praticar o que aprende.

O Salvador mencionou-os: “Aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou sua casa sobre a areia; desceu a chuva, correram rios, assopraram ventos, combateram aquela casa e caiu; foi grande sua queda.” Mat 7;26 e 27

A parte Divina foi feita plenamente; A Palavra da Vida foi ensinada. Se a pessoa ouviu e não quis praticar não foi por estar predestinada a isso; antes, por não ter sido prudente o bastante, para considerar a seriedade do que estava em jogo.

Tendemos a valorizar o apoio horizontal, humano, mais que o Divino. Abraçar a fé, dada a condição do mundo, de jazer no maligno, é fazer uma escolha que trará muitas adversidades; gente de nosso próprio sangue, até, eventualmente nos desprezará e perseguirá.

Ora, seguir a Cristo, não é “Passá pa crente, ou mudar de religião” como se diz alhures. Antes, negar a si mesmo, às próprias inclinações pecaminosas, dispor-se à rejeição, escárnios e perseguições; pois, além do poder espiritual adverso que anima esse mundo ímpio, as pessoas se sentem “acusadas”, a medida que, nosso bom porte acaba contrastando com o modo de vida irresponsável delas.

Pedro explica: “Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; agora, acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.” I Ped 4;3 e 4

Quando andávamos com, e agíamos como eles, éramos apenas mais um na multidão. Mas, resgatados por Cristo, Nele regenerados, nos tornamos algo que os deixa em “maus lençóis” Pois, “... se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram e tudo se fez novo.” II Cor 5;17

O Salvador figurou as rupturas que Sua Palavra enseja, entre crentes e incrédulos, com, acender um fogo; “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso?” Luc 12;49

Então, as propostas “inclusivas” “tolerantes”, nessa aclimatação insossa e amoral do ecumenismo, esse balaio de gatos de todas as raças, onde o único traço em comum seria que todos concordariam em não discordar, passa longe da ruptura necessária, com o mundo, por parte daqueles que decidem abraçar a salvação; “Dei-lhes Tua Palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como Eu não Sou do mundo.” Jo 17;14

Não ser do mundo mesmo estando nele não é ser um allien; antes, um “antiquado” que segue pautando suas escolhas pelas diretrizes Divinas, que são atemporais; “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos e vede; perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho e andai por ele; achareis descanso para as vossas almas;” Jr 6;16

Em suma, qualquer um pode “vestir um pelego” e se pretender ovelha, testando o discernimento onde se infiltra; essa hipervalorização da pele já qualifica seu ser.

As ovelhas de Cristo, são identificáveis pelos ouvidos, não pela lã; “quando tira para fora Suas ovelhas, vai adiante delas e as ovelhas o seguem, porque conhecem Sua voz. Mas, de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” Jo 10;4 e 5

domingo, 3 de julho de 2022

Perigo democrático


“Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da Palavra do Senhor, a qual não havia guardado; também porque buscou a adivinhadora para consultar.” I Cr 10;13

A Palavra ensina que um abismo chama outro; pois, vemos essa sequência decadente na desastrosa sina de Saul.

Transgrediu atrevendo-se ao sacerdócio, função que não lhe cabia, na demora de Samuel; não guardou A Palavra do Senhor quando Ele interditou o despojo dos amalequitas; por fim, tendo Deus se afastado dele, partiu para um plano B; uma feiticeira. Se, Deus não mais fala comigo - pensou - buscarei uma adivinhadora.

Encontramos uma exortação para crescermos progressivamente no conhecimento de Deus, (... conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; Os 6;3) O insensato rei fez o contrário. Desconheceu, ignorou e prossegui desconhecendo ao Senhor; a ponto de considerar A Palavra Dele, semelhante à de uma pitonisa qualquer.

Infelizmente, nem sua entrada tampouco, saída do reino foram abençoadas. Quando o ministério de Samuel fora rejeitado por desejaram os israelitas, um rei, Deus sentiu-se preterido; pois, O Eterno governava através do juiz que escolhera; disse: “... Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não têm rejeitado a ti, antes a Mim, para Eu não reinar sobre eles.” I Sam 8;7

A coroação de Saul derivou de uma rejeição a Deus, por parte do povo; um pleito democrático, portanto; a destituição e depois morte ocorreu por ter ele próprio, rejeitado ao Senhor. Mais tarde O Eterno resumiu ambos os eventos e suas consequências numa sentença: “Dei-te um rei na Minha ira, e tirei-o no Meu furor.” Os 13;11

Aqueles que concentram seus ensinos em como ter as orações respondidas poderiam meditar sobre nisso. Deus deu o que o povo pedira, um rei de grande estatura; porém, não como bênção, mas, sentindo ira. Uma espécie de juízo.

Ele advertiu das consequências da “democracia”; “Este será o costume do rei que reinará sobre vós; ele tomará vossos filhos e os empregará nos seus carros, como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros. Os porá por chefes de mil, de cinquenta; e para que lavrem sua lavoura, façam sua sega, fabriquem suas armas de guerra e os petrechos de seus carros. Tomará vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas terras, das vossas vinhas e olivais...” I Sam 8;11 a 14 Pesados impostos.

Diante disso, alguns se arrependeriam e se voltariam a Deus; “Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá.” v 18 As escolhas trazem consequências; liberdade deve ser exercida com a tutela da responsabilidade.

Então, mais que obtermos respostas de Deus, deveríamos temer; viver de modo que, nossa obediência e fidelidade cheguem a Ele como respostas correspondentes, ao Seu Amor manifestado em Cristo.

Fé não é uma chave para obter coisas, uma “senha” que nos abre portas; antes, uma possibilidade de agradarmos a Quem nos ama, e preside sobre todas as coisas, honrando-o com confiança irrestrita, não obstantes, eventuais circunstâncias adversas. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e é galardoador dos que O buscam.” Heb 11;6

Se eu soubesse que, mediante reiterada insistência receberia algo do Eterno, embora causando-lhe ira, deixaria de querer aquilo; pois, relacionamento sadio é mais importante que eventual suprimento de anseios duvidosos.

Não significa que um servo de Deus viva de brisa, como se diz; antes, que a fé prioriza o que é mais importante na relação com O Pai; certa da Sabedoria e fiada na Integridade Dele; “... De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e Sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mat 6;32 e 33

Quem acha que pode ser suplementada A Santa Palavra, seja via caminhos “inclusivos”, seja via ecumenismo, de certa forma também vai a “En-dor” em busca da feiticeira; deixa de lado A Santidade de Deus, e ancorado em pretextos doentios usa doutrinas espúrias como se fosse tudo igual.

Saul viu a própria derrota antes de morrer; foi vencido pelos filisteus, e suicidou-se para não cair prisioneiro deles e ser escarnecido.

Toda rebeldia contra O Eterno, de certa forma é um suicídio; enquanto a vida inda pulsa sempre existe possibilidade de arrependimento, mudança.

Como nossa vida é mui efêmera, (... que é vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, depois se desvanece.” Tg 4;14) é temerário brincarmos com decisões suicidas achando que, as poderemos reverter. “... hoje, se ouvirdes Sua Voz, não endureçais vossos corações.” Heb 3;15