sábado, 8 de agosto de 2020
A Carta dos Bispos; Abalo "Císmico"
“O estrangeiro não afligirás, nem oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito.” Ex 22;21
Uma qualidade apreciável é a empatia; a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender seus motivos e dores.
Pois, acima temos o mandamento para o exercício dessa qualidade, em consórcio com a experiência; não oprimirás ao estrangeiro, pois já o fostes e sabes como é.
Cá no sul se diz que “touro em terreno alheia é vaca”; o que, abstraído o verniz machista, pretende deixar patente que, em terra alheia nossa ousadia perante a vida, fiados nos direitos de cidadania e identidade com o chão, não são os mesmos, de quando estamos em casa.
“Um profeta não é bem vindo em sua terra”, mas, para efeito de convívio social é em terra alheia que somos fragilizados.
A suma é que, dadas as nossas dores vividas devemos aprender a ser solidários para com as alheias.
Durante mais de cinco séculos, os Protestantes têm convivido com pechas como “Hereges, desviados, sectários...” etc. Isso vindo dos Católicos que, por se considerarem a “Única Igreja Verdadeira” assim avaliavam aos que ousaram discordar de seus ensinos e hierarquia.
Não esqueçamos que Lutero, pai da Reforma, era um padre; que, ao descobrir práticas e ensinos vários em desacordo com as Escrituras publicou suas 95 teses, exortando católicos fiéis a uma mudança de postura nos temas propostos, não à separação de Roma e criação de nova igreja.
A reação de Roma àquilo, que preferiu perseguir aos descontentes a rever suas práticas que incluíam até venda de indulgências (perdão) em moedas, essa reação sedimentou o cisma, não a vontade dos que discordavam. Portanto, a culpa pela existência dos protestantes deriva dos que exigiam obediência incondicional, malgrado, pudessem ser demonstrados seus erros.
Embora houvessem disputas pontuais de interpretação desse ou daquele texto, o cerne da questão sempre foi a “necessidade de submissão ao Cabeça visível da Igreja” a causa maior; pleito cada vez mais frágil, quase extinto; não por concessão ou mudança dos romanistas, mas, por apostasia dos “protestantes” que acham mais desejável a aclimação política mesmo no erro, que o zelo de Deus pela Verdade, que motivara a Lutero.
Entretanto, com o golpe de derrubou Bento XVI e a eleição de Francisco, o Papa comunista, novo cisma se desenha, entre os católicos sinceros, e os da “Teologia da Libertação” que bebem mais de Karl Marx que da Bíblia.
Dia desses 152 Bispos brasileiros assinaram uma carta que convenientemente “vazou” para alívio da CNBB; é tão baixa, parcial e mentirosa que, não merece comentários pormenorizados; dá preguiça. Basta dizer que é um “Ele Não” religioso, um “Fora Bolsonaro” eclesiástico, um ataque petista com vestes de igreja.
Se, os católicos mais convictos desde o famigerado “Sínodo da Amazônia” e antes até, estavam desalinhados com o Vaticano, muitos padres denunciavam abertamente que Francisco é o Falso Profeta dos últimos dias, previsto no Apocalipse, agora, o “Manifesto Comunista” dessa múmias disfarçadas de religiosos foi a cereja da torta, a pá de cal nas esperanças de uma cura na igreja.
Os que apregoam nas redes sociais que se cultue de forma alternativa, se ignore Francisco e suas heresias, a despeito do conteúdo, na forma se portam de maneira igual ao que fizeram os protestantes medievais. Entre obediência irrestrita ao erro, e a ação “desalinhada” que lhes aquieta as consciências, preferem essa.
Serão cada vez mais incisivas as excomunhões, as pechas de hereges, desviados, sectários... bem vindos ao clube; sabemos como é, pois também fomos “estrangeiros” desde sempre.
Aliás, a ideia bíblica é mesmo essa; “Todos estes (os heróis da fé) morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.” Heb 11;13 e 14
A Palavra de Deus sempre coloca obediência como indispensável, aos cristãos; “Obedecei aos vossos pastores...” entretanto, pressupõe que esses atuarão de modo a ser eco do Único Pastor; “As palavras dos sábios são como aguilhões, como pregos, bem fixados pelos mestres das assembleias, que nos foram dadas pelo único Pastor.” Ecl 12;11 e, “O Senhor É O meu Pastor...” Sal 23;1
Um líder espiritual não é uma fonte, é um canal; “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento; da sua boca devem os homens buscar a Lei porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.” Mal 2;7
Quando um pastor para de representar Deus, em atenção a interesses espúrios, a coisa deixa de ser Divina; desce ao rés do chão das humanas. Então, o mandado é à desobediência; “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” I Cor 7;23
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Maligna Perspectiva
“Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, só as dos homens.” Mat 16;23
A ideia comum de “pisar serpentes e escorpiões” metáfora para triunfar aos maus espíritos é uma espécie de exorcismo. Um enfrentamento direto com o canhoto e associados.
Entretanto, na maioria dos casos a coisa não se dá assim; eventualmente acontece. Como vimos no texto inicial, Satanás conseguiu emitir sua ideia em consórcio com Pedro, que era chegado do Salvador.
Todos sabem que “Deus É Espírito”; mas, muitos parecem ignorar que Satanás também é. Assim, uma influência espiritual, dele derivada, está a seu serviço, mesmo que a pessoa usada por essa influência, sequer identifique; esteja munida das melhores intenções.
O Salmista pintou o traidor assim: “As palavras da sua boca eram mais macias do que manteiga, mas havia guerra no seu coração: suas palavras eram mais brandas do que azeite; contudo, eram espadas desembainhadas.” Sal 55;21
Explicando a peleja espiritual Paulo ensinou: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus...” II Cor 10;4 e 5
Se, nossas armas são eficazes “em Deus”, necessariamente, pela “Espada do Espírito” é que somos capacitado para a peleja.
Na diatribe ao conselho de Satanás pelos lábios de Pedro O Senhor o acusou de cogitar apenas das coisas dos homens, não das de Deus.
Alguém já ouviu falar de alguma promessa de reino de Satanás para depois dessa vida? Algum tipo de salvação e esperança futura?
Diferente do Eterno que promete enxugar todas as lágrimas, vida eterna; “Novo Céu e uma nova Terra onde habita a justiça”, o “Sinédrio de Satã” trabalha por toda parte visando acelerar o implemento do que eles chamam de “Nova Ordem Mundial”. Um império aqui.
Tiago cotejou a Pura Sabedoria Divina com a oposição e disse que essa é “Terrena, animal e diabólica.” Sua perspectiva; terrena, um reino aqui; seu âmbito de atuação; animal, ou seja, na alma do homem não no espírito que só o “Novo Nascimento” mediante Cristo possibilita. Sua fonte, diabólica; vinda do Pai da Mentira.
Há pouco deparei com fragmentos de ensinos que desafiavam a cada um a enfrentar suas “sombras” e livrar-se das “crenças falsas” como “única maneira de curar-se ser inteiro novamente...” Ressalvada a boa intenção de quem partilhou e sua sinceridade, trata-se de mais um “conselho contra o conhecimento de Deus.”
Outrora se usava certo brado de apoio: “Falou e disse!” Grosso modo parece uma redundância gratuita, mas não é; há uma grande diferença entre falar e dizer; pois, o texto apreciado falou bastante, embora não disse quase nada.
Se, tenho que enfrentar minhas sombras e me livrar das crenças falsas, mas o texto que isso propõe não ousa identificar uma, nem outra, apenas me tira a escada e me deixa no pincel. Falou mas não disse nada.
Agora, quando ousa esse conselho em fluente “Dilmês” dizendo que ele é a “única” maneira de ser regenerado, (inteiro outra vez) finalmente disse algo; blasfemou chamado ao Salvador de mentiroso, pois Ele disse duas coisinhas básicas; uma: “... Sem Mim nada podeis fazer” Jo 15;5; outra: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão, por Mim!” Jo 14;6
Portanto, quando enfrento “Conselhos que se levantam contra o conhecimento de Deus”, o faço expondo o que Deus disse sobre o tema; afinal, “Nada podemos contra a verdade; senão, pela verdade”.
Por não cogitar das coisas Divinas, antes, laborar por cegar os homens à compreensão delas, (... o deus deste século cegou entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho...) os conselhos do maligno soam mais saborosos ante os incautos que A Palavra de Deus.
Acenam com direitos irrestritos; tolerância, inclusão, prosperidade, liberdade... mentiras que os homens adoram ouvir; O Eterno não doura a pílula, chama-nos pelo que somos, maus e pecadores, irremediavelmente condenados ao inferno sem Cristo.
Entre tomar uma cruz, ou, fazer o que quiser nas asas das paixões, facilmente percebemos o que soará mais agradável ao homem natural.
Pelo império da mentira o adúltero pode trabalhar acenando com pureza; o corrupto pode propagar acenos de probidade; o tirano discursar em defesa da liberdade...
Pelo Reino de Deus, só regenerados em Cristo, pecadores arrependidos e por Ele transformados podem laborar; sempre com as armas da Verdade.
Pois, a excelência de um caminho não reside nas facilidades que enseja, mas aonde ele leva; “Há um caminho que parece direito ao homem, mas seu fim são os caminhos da morte.” Prov 16;25
domingo, 2 de agosto de 2020
Alerta Vermelho
Há algum tempo, conservadores mais convictos, entre os quais me incluo, denunciavam os riscos de uma ditadura comunista por aqui; uma “venezuelização” do país, onde liberdades básicas corriam risco de desaparecer.
Para a maioria passávamos ao largo; alguns, nos achavam alarmistas, que veem pelo em ovo, ou chifres em cavalos.
Afinal, era vigente “plena democracia” com um saudável vigor institucional, liberdade de expressão; censura, ditadura eram males pretéritos, coisa dos “malditos militares” de outrora.
Pois bem, uma vez eleito Jair Bolsonaro, o único candidato de fora do “Mecanismo”, como um cumprimento do seu bordão bíblico, “conhecereis a verdade...” veio, enfim, à luz que tipo de “democracia” imperava. Não passava de uma oligarquia de safados, (domínio de poucos corruptos); eventuais enfrentamentos e ataques mútuos entre eles era de jogo de cena, para a sonolenta torcida.
Apesar de alguns incautos dizerem, eventualmente, durante arruaças pontuais, “O gigante acordou!” o bosta seguia indiferente, “deitado eternamente em berço esplêndido.”
Ora, como disse Barão de Itararé, “De onde nada se espera é que nada vem, mesmo”; governantes de então, invés de se reunirem com expoentes de economias e democracias sólidas, para efeito de intercâmbio, por identificação com os vermelhos, sempre faziam suas “comissões mistas” e iam lamber as botas dos chineses, mesmo sabendo o tipo de “liberdade” existe por lá.
Quando em meados dos anos oitenta estudantes saíram às ruas pedindo direito de escolha foram massacrados com tanques de guerra, o fatídico “Massacre da Praça da Paz Celestial”. Que ironia!! Chamar de local de paz celestial um local transformado em palco de guerra infernal.
Aquele vírus nos prejudica há umas duas décadas, já. A sede de totalitarismo, partido único dominando ao povo como se, gado de sua propriedade.
Agora que os fatos mostram que estávamos certos, os que advertiam dos riscos, não me alegro porque estava certo, temo o que virá.
Nossa Suprema Corte é mais venezuelana que se poderia prever. Gente como Adélio Bispo, e Glenn Greenwald, contam com a proteção dela, malgrado, seus crimes notórios; os que pensam fora de um matiz vermelho, como Osvaldo Eustáquio, Bernardo Kuster, Sara Winter, Allan dos Santos, etc. são censurados, perseguidos, alvos de busca e apreensão sem motivo nenhum, presos até. Eis a democracia à chinesa!
Agora, Allan dos santos, teve que deixar o país para fazer seu trabalho de jornalista investigativo sem risco de ser assassinado.
Mas, diria alguém, fez denúncias graves contra membros do STF, embaixadas da China e Coréia do Norte, e um advogado do PT. Sim, fez. Mas, se ele tem provas é seu direito fazer; e dever de uma nação democrática com instituições minimamente funcionais, investigar; comprovadas as denúncias, punir exemplarmente aos culpados.
A inversão aos moldes dos vermelhos é tal, que, ladrões vagabundos condenados há muitos anos em segunda instância, como Lula e José Dirceu, andam livremente articulando conchavos pra lá e pra cá; enquanto, jornalistas e youtubers que nenhum crime cometeram, são presos, eventualmente carecem se refugiar. Seu crime? Não são comunistas, apoiam Jair Bolsonaro.
A invasão Chinesa é mais profunda do poderia pensar um desavisado qualquer; já dominam meios de comunicação, de produção e mesmo terras produtivas. E, se a acusação do Allan se comprovar, estariam usando sua embaixada em Brasília, como local de espionagem e conspiração para derrubar a um Governo legítimo; quiçá, plantar outro que “fale a mesma língua” deles.
Parece alarmismo de novo? Não esqueçamos que, semana passada foi fechada a embaixada dos chineses em Huston, Texas, EUA, pela mesma acusação; espionagem.
Essa gente tem autocrítica embora para efeito de discurso doutrinador seu sistema é libertário, democrata, inclusivo, superior, na verdade, para implantá-lo carecem fraudes, espionagem, mentiras, pois, a verdade não convenceria ninguém.
Há rios de sangue por onde o comunismo passou, entretanto, seus proponentes e idiotas úteis adictos insistem, que o capitalismo é que é nocivo ao mundo. Ora, o “mal” que o capitalismo enseja é a falência dos incompetentes.
Como não se cura câncer com Aspirina, e o “Organismo do Seu Brasil” está mui tomado pelo vermelho tumor, temo o risco de uma guerra civil, caso tentem mesmo tirar o presidente mediante golpe; ou guerra internacional, até, se os orientais, confiados no apoio dos traidores da pátria daqui, resolverem invadir mesmo, para valer, nosso país.
Das guerras internas desmedidas de cada patife, as outras são feitas, para que, inocentes percam vidas, porque safados não perdem suas ambições. “De onde vêm as guerras, pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” Tg 4;1
O gigante dormiu por muito tempo; o inimigo veio e plantou seu joio; não temos como salvar a seara das instituições democráticas sem erradicar certas ervas daninhas. Mãos à obra!
sábado, 1 de agosto de 2020
Fogo no Circo
“Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer.” Jo 9;32 e 33
Irretocável a lógica do ex cego que, curado, para desespero do “Mecanismo” de então, via duas vezes; as coisas circunstantes, e O Ser de Jesus que o sarara.
Reconhecer perante as lideranças que, um “Rebelde não alinhado” como Jesus, procedia de Deus era uma afronta. Por certo já começavam a pensar num “Adélio Bispo”. Quando da ressurreição de Lázaro não tiveram dúvidas; era preciso livrar-se da “ameaça”.
Luz, de nenhum tipo, física ou espiritual, sai da fábrica do Capeta; seu trabalho é diametralmente oposto. “... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo...” II Cor 4;4
Como atua, para cegar às pessoas para a verdade? Desde os dias do Império Romano se dizia que dando pão e circo ao povo ele estará dominado, não questionará as coisas e viverá sua servidão sossegado.
Desgraçadamente é assim. Embora, para tentações “especiais” em que o alvo seja maior, como Adão e Cristo, ele tenha oferecido ao primeiro divinização; o poder; (sereis como Deus) ao Segundo um domínio global (tudo isso te darei se prostrado me adorares), para o homem comum, abastecido o ventre e drogada a alma com alguma sorte de circo, ele dormirá sossegado entre os mortos.
Paulo sofreu com esses; “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, repito chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, cuja glória é para confusão deles...” Fp 3;18 e 19
Um do efeitos colaterais, “positivos” do famigerado vírus que grassa é que o circo fechou. Digo; grandes espetáculos, futebol, fórmula 1, shows, etc. Pelas aglomerações óbvias que ensejariam pararam de acontecer, pelo menos, com concurso de público.
Mesmo o pão, em muitos casos, por consequência de atitudes desastradas de governantes ineptos, ou mal intencionados, também começa a faltar e o desemprego assusta. Um cenário que outrora permitia sonhar com progresso, agora se reveste do mero desafio pela sobrevivência.
Desesperado com a possibilidade das pessoas, finalmente se esforçaram um tiquinho pelo que, deveras interessa, salvação da alma, o “dono do circo” rebusca-se de espetáculos pretéritos, grandes feitos de pilotos, músicos, atletas do passado, para tentar requentar às almas viciadas, para que essas não “corram o risco” de se voltarem para O Criador. A fábrica de cultura inútil, então, nunca esteve tão produtiva.
Para muitos o “Vale à pena ver de novo”, forma em que se apresenta o vale à pena seguir morto, consegue sanar parcialmente a crise de abstinência.
Contudo, almas viciadas tendem ao vício outra vez; mesmo em casos graves como o atual, seus anseios são por mais do mesmo, não por “fecharem para balanço” por um pouco e pensarem seriamente sobre os caminhos por onde têm andado. São como o bêbado citado nos provérbios; “Dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.” Prov 23;35
Em muitos casos, burlam leis e fazem seus ajuntamentos clandestinos deixando patente que têm mais sede de morte, que de vida.
Pois, abraçar à Vida requer o abandono de coisas a que se recusam; todavia, aos que ousam tal passo, com vírus ou sem, recebem uma segurança que extrapola à vida e uma paz interior que desafia às circunstâncias adversas. “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte d’água que salta para a vida eterna.” Jo 4;14
Nessa reta final da saga Divino-humana O Salvador segue deixando patente Seu Amor, no convite à vida que reiteradamente faz; “O Espírito e a esposa dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. Quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça da Água da Vida.” Apoc 22;17
Infelizmente, quem levou uma vida toda drogado pelo vinho das paixões, não vê um apelo desejável num convite à água; “... não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para Ele, não havia boa aparência Nele, para que o desejássemos.” Is 53;2
Não disse Isaías que Ele era feio; mas, que as pessoas não viam Sua Beleza; Quem se acostumou com o caminho largo como conceito de beleza, achará sem graça a “Vereda estreita”.
Diz o adágio que o pior cego é o cego voluntário; como curaria, O Senhor, alguém que recusa-se a admitir sua doença?
“Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;20
terça-feira, 28 de julho de 2020
Liberdade e suas algemas
“A liberdade é, antes de tudo, o direito à desigualdade.” Nicolai Berdiaev
“Liberdade, igualdade, fraternidade”, lema da Revolução Francesa precisa ser entendido no devido contexto.
Naquela época, monarquia absolutista e clero eram duas classes “mais iguais” que os cidadãos comuns. Sobressaíam a eles explorando-os e tolhendo direitos elementares. Daí, no pleito por uma democracia liberal adotaram esse lema, que, se então foi válido, amiúde carece uma melhor análise.
Para Berdiaev, o filósofo ucraniano citado acima, a liberdade pressupõe o direito à desigualdade; ele estava apenas reverberando Aristóteles que dissera: “A pior forma de desigualdade é considerar iguais, aos que são diferentes.”
Se, num sentido amplo todos somos iguais, no que tange à dignidade humana e direito às mesmas oportunidades, o que cada um faz com suas escolhas o diferencia dos demais; seja, em seu benefício, seja, em seu prejuízo.
Portanto, a igualdade possível no âmbito dos homens livres é a salvaguarda dos direitos básicos, de ir e vir, liberdade de credo, expressão, escolha...
Entretanto, pegar aos que fazem escolhas diversas, antagônicas até, e tentar acondicionar todos na barco da “igualdade” é uma violação, uma tentativa estúpida como tentar criar peixes ornamentais e piranhas no mesmo aquário.
No quesito “fraternidade” que seria uma espécie de relação amistosa, harmônica, entre irmãos, a coisa tende a ser ainda mais complexa.
Se, todos somos irmãos enquanto criaturas de Deus, dada a queda no Éden e suas consequências, trata-se uma irmandade “walking dead”; isto é: De mortos-vivos.
O Salvador deixou claro que falava com mortos; “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; os que a ouvirem viverão.” Jo 5;25
Então, o “Novo Nascimento” ensinado e possibilitado por Cristo, enseja o concurso de duas irmandades paralelas; uma natural que engloba a todas as criaturas, outra, espiritual restrita aos renascidos.
A tentativa de uns e outros, de andarem juntos, na cidade de Corinto estava, na linguagem de Paulo, causando “estreitamento” aos cristãos que, no intento de agradar aos “irmãos” estavam quase renegando ao apóstolo; ele advertiu: “Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos.” II Cor 6;12
O preceito para se livrar daquilo não trouxe nada de “inclusivo, diversitário, tolerante;” palavras da moda; antes, foi de uma ruptura, separação para agradar a Deus. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem justiça com injustiça? Que comunhão tem luz com trevas? Que concórdia há entre Cristo e Belial? Que parte tem o fiel com o infiel? Que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, entre eles andarei; Eu serei Seu Deus e eles serão meu povo. Por isso saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor; não toqueis nada imundo, e vos receberei; Serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” Vs 14 ao 18
Embora seja categórico ao ensinar aonde cada caminho leva, Deus jamais impõe Sua vontade; desafia que deixemos patente a nossa; “Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda; quem é santo, seja santificado ainda.” Apoc 22;11 Eis a plena liberdade!!
Nosso país tem experimentado amargas porções da “liberdade e igualdade” do Diabo; onde, quem apoia ao sistema corrupto anticristão é incensado, faz até “lives” com “Supremos”; quem apoia ao patriotismo, a probidade, os valores cristãos conservadores, como defende o Presidente Bolsonaro é perseguido, preso, censurado.
Isso que já nos irrita ao cubo é uma amostra pífia do que virá quando o império de Satã estiver estabelecido. As pessoas serão obrigadas a se curvar ante uma imagem virtual, quem recusar será morto; “Foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos que não adorassem a imagem da besta.” Apoc 13;15
Desgraçadamente as pessoas pelejam contra quem as quer livres; defendem como benfeitores aos que lhes estão tolhendo direitos.
Mais grave que crianças com medo do escuro são adultos com medo da luz, dissera Platão. O Salvador, de outra forma, disse o mesmo: “... a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más.” Jo 3;19
O Pai da mentira conseguiu inocular em seus filhos que liberdade é a escolha do mais fácil; os filhos de Deus sabem que é pelo “caminho estreito” que terão uma eternidade livre. “... Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo 8;31 e 32
domingo, 26 de julho de 2020
A Guerra do Ensino
“Educa a criança no caminho em que deve andar; até quando envelhecer não se desviará dele.” Prov 22;6
Embora, seja ambígua a possibilidade de interpretações, se a criança educada no bom caminho não se desviará dele; (nem sempre a experiência confirma) ou, se o conhecimento disso, não deixará de ser seu patrimônio, até à velhice, apesar das escolhas; (poderá se desviar, mas terá consciência de erro) malgrado isso, não há dúvidas que o aprendizado é um patrimônio para a toda a vida.
Muitos tentaram colocar razões periféricas, exteriores, como patrocinadoras das ações humanas, mas tenho minhas dúvidas se é mesmo assim.
Para Marx, das condições materiais de uma sociedade derivariam as demais; inclusive o senso religioso que seria um fenômeno filho das privações várias, que à angústia de viver sob seu peso teria surgido a busca pelo “ópio do povo”.
Se fosse veraz essa presunção homens de posse não teriam fé; os fatos gritam contra esse postulado ateísta. O comunismo não pretende abolir a ideia de Deus mas, usurpar Seu lugar dando-o ao Estado.
Para Ortega Y Gasset, “O homem é o homem e suas circunstâncias,” mais do mesmo, de Marx, ou uma versão embalada em celofane do popular “a ocasião faz o ladrão”.
Se assim fosse, a responsabilidade moral desapareceria, uma vez que eventual ladrão o teria sido por causa da “pressão” das circunstâncias... invés de construir presídios para isolamento dos que se põem à margem das leis, seria necessária uma reengenharia social que tolhesse circunstâncias “nocivas” tentadoras.
Schopenhauer, por sua vez, via aos humanos como incapazes de agir de outra forma, eternos vassalos da tirania da índole; “Dado o motivo e o caráter, toda ação resulta necessária” defendia. Negou que sejamos seres arbitrários, pois.
Acontece que, como dizia Demócrito, “bondade se aprende”; caráter é um forja das experiências de vida, aprendizado direto e condicionamento do meio, como pensavam os empiristas; ainda, adequação do agir aos valores inatos, esse, um viés dos racionalistas.
Se, avaliarmos o homem alienado de Deus, em si mesmo, pode ser um pouco pior que os bichos, menos até do que pensava Schopenhauer; “Disse no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.” Ecl 3;18
Na verdade, animais, exceto os predadores por questão de sobrevivência, não fazem os males que os humanos fazem. Satisfeitas as necessidades básicas de comida bebida e procriação quedam dóceis, inofensivos e passam alheios a males como, inveja, mentira, traição, roubo, hipocrisia, etc.
Por isso o chamado do Salvador começa tolhendo aos “bichos” “negue a si mesmo,” e desafia ao aprendizado com a sede infantil; “Aprendei de mim...” pois “aquele que não se fizer como uma criança não entrará no Reino dos Céus...”
Então se a sentença dos provérbios propõe a educação da criança como um patrimônio eterno, em Cristo, todos somos “acriançados” de novo e desafiados a aprender Dele, abdicando do que pensávamos saber.
“Deixe o ímpio seu caminho, o homem maligno seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos...” Is 55;7
Pois, Nele somos desafiados a vencer tentações; o que é isso, senão, crucificar aos maus instintos, arrostar às circunstâncias que convidam ao erro, por ter feito nossa, a Vontade de Deus, agora, de Cristo aprendida?
Pois, para Deus o aprendizado molda o agir, não as condições sociais, tampouco, as circunstâncias. “Porventura pode o etíope mudar sua pele, ou o leopardo suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13;23
Então, para efeito de “la revolución” os comunistas invés de ensino de valores pretendiam se apossar dos meios de produção; tendo fracassado nisso empreenderam a revolução cultural; perversão dos ensinos, com o culto dos valores anti-Deus, deixando patente que seu alvo é o poder totalitário; o meio para isso é apenas um mimetismo filosófico-social, que ora despreza o ensino de valores, outra impõe o ensino desde que seja de coisas perversas como a ideologia de Gênero e afins.
Logo, ensino não é necessariamente coisa má; mau seria ensinar coisas que eles discordam, como A Palavra de Deus. Chegam a falar em criar leis contra “Abuso de poder religioso” (?)
Sabemos o quanto somos, os cristãos e conservadores, “abusados” ao olhos de um mundo que se prepara para entronizar Satanás via “Nova Ordem Mundial;
Nossa chamada e preparo nunca foi meramente didática; sempre teve um quê de “bélica” marcial; trata-se de vida ou morte.
“O Senhor deu A Palavra; grande era o ‘exército’ dos que anunciavam as boas novas.” Sal 68;11
domingo, 19 de julho de 2020
A Fraqueza da Fé
“O teu Deus ordenou tua força; fortalece, ó Deus, o que já fizeste para nós.” Sal 68;28
A perspectiva Divina, que por ser Ele Eterno, parece viver sempre no presente, (O Senhor desnudou Seu Santo Braço... Is 52;10, 730 anos antes de acontecer) e a nossa, num crescente montante de passado, a cada segundo que vai, e infindo devir.
Para Deus as coisas estão prontas; “já fizeste para nós;” nós pedimos que aconteçam ainda. “fortalece...”
Assim, entendendo essa relação do “Pai da Eternidade” com o tempo, qualquer um pode ser, eventualmente, profeta; basta repetir o que Deus falou, respeitando contexto, propósito e alvo, e certamente o predito acontecerá. “Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?” Am 2;8
Quando a Palavra diz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se não veem, e a prova das que se esperam”, Heb 11;1 e nela se pode, como Moisés, ficar “firme como que, vendo o invisível”, é que em seus domínios somos guindados à perspectiva Divina; e podemos aí, “Chamar às coisas que não são, como se já fossem.”
Como não é necessário “chover no molhado” segundo o dito, nas coisas atinentes estritamente, ao Divino agir, nosso papel não é fazer, mas confiar em Quem Faz. “...no estarem quietos será sua força.” Is 30;7 “A Obra de Deus é esta: Que creiais naquele que Ele enviou.” Jo 6;29 Claro que um salvo é desafiado a agir como tal, nas coisas suas.
Logo, fé não é uma força que faz acontecer as coisas que desejamos, antes, uma dependência confiante Naquele que, segundo prometeu, já fez o necessário ao nosso favor, malgrado, ainda possa estar oculto, após a cortina do tempo.
Outro dia coloquei numa frase despretensiosa que a fé é fraqueza, não força; pois, ante um não! ridículo qualquer, precisamos repousar numa Integridade Majestosa do Tamanho de Deus.
Pensando bem, não é mero jogo de palavras; é isso mesmo.
Fé em si mesma é um atestado de dependência e confiança em Quem pode. “... A Minha graça te basta, porque Meu Poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o Poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, injúrias, necessidades, perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” II Cor 12;9 e 10
Quando estou fraco sou forte porque elimino a “concorrência” ao Divino agir; isto é: A confiança no braço humano onde só Deus poderia. “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne seu braço, e aparta seu coração do Senhor!” Jr 17;5
A fé sadia une meu coração ao Senhor, além do componente necessário de confiança irrestrita tem também um “tempero” afetivo que leva a seguir ao Amado, mesmo que, eventualmente me conduza por caminhos inesperados ou, indesejáveis. “Amarás ao Senhor teu Deus de todo coração, alma e entendimento...”
A fé bastarda, filha da prostituta espiritual, da “teologia da Prosperidade” e adjacências, insinua-se como sendo uma força por meio da qual se pode conquistar o que se deseja “em Nome de Jesus”.
A bíblica enseja segurança mesmo na fraqueza e adversidade, pela entrega irrestrita ao Amor e Integridade de Quem nos conquistou.
Mais ou menos com versou Habacuque; “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da manada sejam arrebatadas, nos currais não haja gado; todavia, me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” Hc 3;17 e 18
A fé genérica devaneia castelos no “terreno” das próprias cobiças e requer que O Eterno construa. A sadia caminha com Deus até pelas cavernas da terra, pois firma-se numa Pessoa, não num amontoado de coisas.
Quem se presume convertido, mas busca prioritariamente coisas, não Deus e Sua Justiça, quando na encruzilhada do Evangelho viu a seta que apontava para a cidade da Salvação mediante a vereda do “Negue a si mesmo” desviou-se por um atalho que presume paralelo mas, é oposto. Leva à perdição.
Infelizmente, a incredulidade suicida conseguiu ingresso em meio às facilidades do Paraíso; agora para regeneração, a fé carece ser testada e aprovada nas vicissitudes injustas de um mundo mau que “jaz no maligno”.
Quem associa a posse de uma fé vívida com facilidades, não passa de um estúpido que pensa que se vai ao front bélico para jogar damas invés de pelejar.
“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios; esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; como filhos obedientes...” I Ped 1;13 e 14
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