quinta-feira, 10 de julho de 2025

Os avarentos


“... combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos”. Rom 15;30 e 31

Paulo pedindo oração aos cristãos romanos, pois, ia a Jerusalém com um propósito, que desejava ver bem-sucedido, apesar de duas ameaças distintas. Violência dos rebeldes e rejeição dos irmãos.

Ele chamou de administração aos santos, o que era? No contexto encontraremos o apóstolo agradecendo a Deus que o fizera, “... ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o Evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo”. V 16

Disse levar a Jerusalém, uma oferta dos gentios; “Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais”. Vs 25 a 27

O princípio que norteia os dízimos; os que vivem exclusivamente difundindo bens espirituais devem ser mantidos. “Digno é o obreiro do seu salário”. Paulo argumentou nesse sentido; “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?” I Cor 9;11 

Embora ele não vivesse disso, argumentou que era justo; e escrevendo a Timóteo deixou o ensino nas entrelinhas. “O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos. Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo”. II Tim 2;6 e 7

Mesmo com tais intenções, o apóstolo pediu orações receoso dos rebeldes, os judaístas que o queriam matar; e que, internamente, os que se converteram dentre os judeus, por algum preconceito pela origem da oferta, recusassem aceitar. Assim tanto orava para ser livre dos rebeldes, quanto, bem aceito pelos irmãos.

Que estranha barreira! A oferta já estava dada; o temor era de que não fosse aceita.

Parece que naqueles dias, por boas ou más razões, havia valores maiores que o dinheiro.
Que abismo ético e moral, se considerarmos os dias atuais!

Nas redes sociais e em muitos ministérios materialistas se pode um ver um insano “cabo-de-guerra”, disputado por amantes do dinheiro em ambas as pontas.

Como se, uma robusta corda fosse tencionada, de um lado, pelos ladrões de púlpitos, os ministros mercenários que se camuflam como a serviço de Deus; ladrões, às custas da boa-fé dos incautos que manipulam; do outro, os “desigrejados” que “justificados” pelos maus atos daqueles se esforçam, fazem contorcionismos tentando provar que a dízimo era vigente apenas no Antigo Testamento.

Alheios a essa disputa os obreiros idôneos prosseguem agindo com probidade e transparência, nada mais recebendo que o previamente acordado; cristãos fiéis dizimam com alegria, entendendo que se, mesmo um clube secular cobra mensalidades para se manter, por que não, a igreja? E melhor que isso; uma igreja séria com ministros probos, transforma o que excede aos custos, em bênçãos para outras vidas.

Como nos dias de Paulo, ameaçavam de fora, e também os de dentro eram motivos de temor ao apóstolo; ainda é assim.

Os desigrejados engajados já estiveram dentro; tiveram algumas decepções, a invés de lidar com isso permanecendo fiéis, se mostraram frouxos na adversidade. Pior que fugitivos se tornaram adversários, como os rebeldes que queriam matar a Paulo. Esses querem matar igrejas minando seus recursos; para isso encorajam quem lhes ouve a ser infiel, ensinando que o dízimo não é necessário.

“Deem cestas básicas aos pobres, invés de enriquecer ladrões”
. Sequer são originais; essa “filosofia” foi defendida por Judas. “Sempre tendes os pobres convosco, advertiu O Senhor”.

Quem não sabe a diferença entre o idôneo e uma súcia de ladrões, tendo a Bíblia inteira ao dispor, deveria carrear contra a própria cegueira, suas mágoas.

Cristo aboliu O Antigo Testamento quanto aos sacrifícios, e liberou da guarda do sábado. Os mandamentos que ensinam amar a Deus e ao próximo Ele aperfeiçoou, exigindo mais; ver Mateus 5;38 a 48.

Os dízimos não constam dos dez mandamentos vieram antes, desde os Patriarcas. Portanto, os argumentos dos avarentos disfarçados de apologistas são fajutos, órfãos de filiação bíblica.

Infelizmente a maioria prefere esses aos sadios; “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as próprias concupiscências”. II Tim 4;3

Não recebo de igrejas, não laboro em causa própria; mas há muitos que recebem menos que merecem. Ladrões sempre haverá, infelizmente.

Como otários e vigaristas se completam em perfeita simbiose, os que pregam amor ao dinheiro invés de salvação, só atraem aos semelhantes.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

A pior versão de si mesmo


“Toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração...” I Rs 8;38

Salomão estava suplicando o favor do Senhor, quando, os homens orassem ao Santo, no templo. No fragmento acima, o pedido para que O Eterno ouvisse e respondesse favoravelmente, com uma condição. Deveria o penitente orar, “conhecendo a chaga do seu coração”.

Reconhecendo suas falhas e delas se arrependendo. Só isso? Pode parecer simples; entretanto, não é. O vitimismo, diluição dos erros, transferência de culpas, é um mal que macula à humanidade desde o primeiro pecado. Quando revelado, o homem transferiu para a mulher que, jogou a culpa sobre a serpente. Todos inocentes, como ironizam os “habitantes” das penitenciarias.

Grande parte da lacração das ditas “minorias”, deriva de pretenso álibi social; como se, a vida devesse reparos a determinados grupos e isso os autorizasse a receber tratamentos especiais. Perante esse sistema abjeto pode funcionar; diante do Eterno a canção desafina; “... cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”. Rom 14;12

A dignidade de admitir-se indigno; coragem de assumir a própria covardia, ousadia de lidar com as falhas sem necessidade duma desculpa, são derivados da honestidade intelectual e integridade moral. “Bem sei, Deus meu, que tu provas os corações, e da sinceridade te agradas...” I Cron 29;17

A rejeição a Cristo se deu, precisamente por isso. Sua Luz evidenciava os maus passos dos pecadores, que preferiam que esses ficassem no escuro a abandoná-los; mesmo sob risco de condenação. “E a condenação é esta: A luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas”. Jo 3;19 e 20

Por sermos arbitrários, isso requer que sejamos também, consequentes. “És senhor das tuas escolhas, e escravo das consequências”. Como disse Pablo Neruda. 

Somos postos diante de alternativas opostas; a obediência ou o pecado. A que escolhermos mostrará quem é nosso Senhor, a despeito do que disserem nossos lábios, das “atenuantes” que pretendermos usar. “Não sabeis que, a quem vos apresentardes por servos para obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para morte, ou da obediência para justiça?” Rom 6;16

A tentativa de mascarar a desobediência, além de evidenciar desonestidade, revela também ignorância acerca do Senhor; A Bíblia ensina: “Porque A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas; é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante Dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos Daquele com quem temos de tratar”. Heb 4;12 e 13

Aliás, no mesmo contexto da oração de Salomão esse disse algo semelhante: “... dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração, porque só Tu conheces o coração de todos os filhos dos homens”. V 39

Apenas O Senhor, e nós mesmos somos aptos para ver o que há em nossos corações. Fomos “formatados” para viver em verdade e justiça. Sempre que saímos fora do propósito original, o “detector de mentiras” das nossas consciências dispara, e uma luz eloquente acende, diante do Senhor Onisciente.

Quando mentimos visando atenuar uma falha, cometemos outra. Como chegaríamos perante O Santo, pretendendo estar arrependidos de um pecado, de mãos dadas com outro, recém-nascido?

Na verdade, sabermos que estamos nus diante do Altíssimo deveria nos facilitar as coisas; nosso desnudar de alma nada demandaria, senão, assumir a verdade. Não há uma “caixa de areia” onde os gatos possam fazer aquilo e esconder; essa tentativa inglória acaba sendo um tropeço a tolher nosso progresso espiritual; “O que encobre suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. Prov 28;13

Se as pessoas soubessem o quanto a verdade é libertadora, dariam um possante pé-na-bunda da mentira, em todas as suas formas.

Esse mundo cultua ao egoísmo exortando cada incauto a “ser a melhor versão de si mesmo”. O “si mesmo” o ego, não faz parte do plano de Deus para os salvos. Devem viver segundo Cristo, A Verdade.

Portanto, os que agradam ao Eterno, por aprenderem a escala de valores dos Céus, ousam comparecer ante Ele levando a pior versão de si mesmos, a verdadeira, para receber o perdão de Cristo.

Não importa quais sejam as chagas do coração; aos obedientes O Eterno assegura: “Dar-vos-ei um coração novo, porei dentro de vós um espírito novo...” Ez 36;26

Fast food "espiritual"


“... Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que possa ler quem passa correndo”. Hc 2;2

Habacuque havia questionado ao Senhor, sobre violações que lhe pareceram injustas; O Senhor começou a lhe responder nos termos acima.

Um cenário semelhante ao que vivemos, foi denunciado, então; “A destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, a justiça nunca se manifesta; o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida”. Cap 1; 3 e 4

Embora falasse do juízo Divino contra Israel, mediante os caldeus, “... para juízo o puseste, Tu, ó Rocha, o fundaste para castigar”. V 12 ela assume desdobramentos futuros similares; nas entrelinhas parece aludir à vinda do Salvador. “Vede entre os gentios e olhai, maravilhai-vos e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que não crereis, quando for contada”. V 5

O que haveria de inacreditável para os judeus virem entre os gentios? Esses sendo regenerados pela fé no Messias que viria primeiro a eles. “Veio para o que era Seu, os Seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu Nome”. Jo 1;11 e 12

Embora O Senhor tenha respondido ao profeta acerca da sua inquirição, tencionou que a resposta chegasse a outros; o primeiro outdoor da história foi ordenado. “... Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que possa ler quem passa correndo”.

Logo, fica evidente que a resposta Divina não se dirigia a ele apenas; mas a todos que pudessem ler.

Quantas vezes nos portamos assim, dando ares de urgência às nossas coisas, correndo apressados em demanda delas, desprezando o cuidado com a Palavra de Deus, como se fosse algo para ver de passagem à margem. Como se lêssemos um reles outdoor, enquanto cuidamos apressados do que, deveras, é importante.

Essa leitura relapsa, do que deveria ser prioritário, acaba sendo um testemunho da escala de valores dos nossos corações. Aquilo que valoramos mais, priorizamos; “Porque onde estiver vosso tesouro, aí estará também vosso coração”. Mat 6;21

A escala aconselhada pelo Senhor prevê outra ordem; “Buscai primeiro o Reino de Deus, e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Mat 6;33

Na verdade, deveríamos demandar por sabedoria como quem trabalha num garimpo; “Se clamares por conhecimento, por inteligência alçares tua voz, se como prata a buscares, como a tesouros escondidos procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus”. Prov 2;3 a 5

Contudo, o Excelso Amore a Divina Graça fazem com que sejamos buscados, como se, as preciosidades fôssemos nós; “A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas, nas cidades profere as suas palavras: Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? Vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento? Atentai para Minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do Meu Espírito e vos farei saber Minhas Palavras”. Prov 1;20 a 23

Nesse garimpo inverso, onde o precioso procura pelo vil, dado o grande Amor do Eterno, muitos fazem uma escolha avessa, lendo à Palavra às pressas, como quem passa correndo por ter mais o que fazer. Natural que de uma abordagem assim verta uma compreensão igualmente precipitada.

Alguns desses leitores velozes defendem que o preço do resgate, a Vida de Cristo, revela o nosso valor. Não. Isso revela a grandeza do Divino Amor. “Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Rom 5;7 e 8

Urge que desçamos dos nossos veículos turbinados pela arrogância, e leiamos À Palavra do Eterno com a devida reverência.

Invés de um Fast Food espiritual, que, nem requer a pausa das nossas ocupações favoritas, o homem prudente, “... tem o seu prazer na lei do Senhor, na sua lei medita de dia e de noite”. Sal 1;2

A Palavra de Deus não é uma caixa de promessas; antes, um compêndio precioso, com algumas reentrâncias escuras, que demandam uma busca mais criteriosa. A fidelidade Divina que assina À Palavra, possibilita que creiamos seguros que Ele fará o que prometeu. Tanto, no prisma de abençoar, quanto, no de corrigir, julgar. Assim como há inúmeras promessas de bênçãos, também há de juízo.

Nossas escolhas dirão, naquele dia, quais promessas nos pertencem. “Então voltareis e vereis a diferença entre justo e ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não O serve’. Ml 3;18

terça-feira, 8 de julho de 2025

Censura; confissão de culpa


“Viver ser ler é perigoso; te obriga a crer no que te dizem”.

Essa frase tem aparecido com certa frequência; tanto que, me forçou a pensar a respeito. Como incentivo à leitura, excelente! Sou um amante dessa e gostaria que todos fossem; isso melhoraria sensivelmente nossa sociedade.

Porém, a absolutização do método pode ser problemática, se, houver a desconsideração do mérito. Primeiro: O que lemos também é algo que outrem nos diz; apenas a linguagem é diferente. Segundo: dependendo dos autores que escolhermos ler, “ouviremos” coisas que em nada amenizarão ao “perigo” de viver; antes, o potencializarão. De tanto ouvir às mesmas coisas, certos papagaios “falam”; desafie-os a pensar!

O que as faculdades modernas, dominadas pela esquerda fazem, é induzir pupilos para formação de militantes comunistas, invés de educar difundindo conhecimento diversificado, permitindo o cotejo dos contraditórios em busca de formar livres pensadores.

Quem denuncia a isso, não é um leigo olhando de longe; antes, é um professor de faculdade, Luiz Felipe Pondé. Segundo ele, (um estranho no ninho) alguns aspectos são notórios.

“A ilusão do "lado do bem": Segundo Pondé, muitos professores de esquerda se veem como herdeiros de um "messianismo sem Deus", onde a história é a sua religião e eles são os salvadores da pátria. É como se eles vissem no espelho a cara do "Jesus" da história, se achando moralmente superiores e no "lado certo" da luta. Ele compara a situação a uma espécie de seita, onde o socialismo/comunismo é a fé inabalável. A pegada é: quem se acha do bem, muitas vezes, tá longe disso”.

Assim, a imposição de leitura apenas de autores ideologicamente alinhados, com a glamourização do comunismo e satanização do capitalismo, invés de adubar cérebros para que, livremente produzam, clonam seres atrofiados pela ideologia, para que, mecanicamente se reproduzam.

Mais; “... Ao se alinhar à esquerda, principalmente apoiando o PT e aliados, esses professores constroem uma rede de contatos poderosa dentro do meio acadêmico. Isso facilita a obtenção de verbas para pesquisa, aprovação em concursos, orientação de alunos, participação em congressos e, claro, o poder de influência em colegiados. Resumindo: mais grana, mais status, mais influência!” Conclui o professor. Talvez isso explique a maioria do “jornalismo” da atualidade.

Ler apenas um lado, imbeciliza. Pois, aquilo que não suporta a presença do contraditório, de modo indireto, assume-se mentiroso. Por isso, todas as ditaduras carecem de censura, cientes da ilegitimidade dos seus domínios. Um sopro da verdade desfaria suas cabanas de palha.

Os censores sempre se escudam em “defesa” de valores nobres; “combater fake News” dizem os nossos. A verdade sempre foi o único antídoto eficaz contra a mentira. Proibir de se falar livremente, a rigor, é admissão de culpa. A Bíblia ensina: “Porque nada podemos contra a verdade, senão, pela verdade”. II Cor 13;8

Mas, nós os conservadores, que cremos em Deus, não seremos uns bitolados pela Bíblia rejeitando cegamente a tudo o que se opõe a ela?

Se alguém assim age, desconhece a própria Bíblia. Ela não proíbe que leiamos nada; apenas, aconselha que sejamos prudentes, seletivos, na absorção do aprendizado. “Examinai tudo. Retende o bem”. I Tess 5;21 Elogia aos bereanos que compararam os ensinos de Paulo com as Escrituras antes de aceitá-los. Fanatismo cego nunca foi o alvo.

Já li O Alcorão, o Livro de Mórmon, o Evangelho Segundo o Espiritismo, Astrologia, Poder da mente, O Grande Conflito, O Mundo de Sofia, Mitologia Grega, dezenas de filósofos... nenhum se me mostrou um campo minado, cujo percurso sobre, ameaçaria minha vida.

Se alguém pensa que A Palavra de Deus é algo tão frágil, inconsistente, que bastaria a leitura dum opúsculo qualquer para tolher sua eficácia, devaneia que se possa eclipsar ao sol com uma bola de gude.

Mc Candlish Philips, pregador americano disse: “Você não põe o verdadeiro Evangelho fora de combate com duas ou três perguntas desajeitadas; antes, suas ilusões é que irão ruir, destacando inda mais claramente à verdade”.

Outro dia, do alto de sua vassoura de varrer liberdades a Ministra Carmem Bruxa acusou a existência, no Brasil, de “213 milhões de tiranos”, tentando justificar seu endosso à censura. Na verdade, menos. Apenas os conservadores são "tiranos" contra o sistema; os demais só dirão o que seus donos dizem.

Do meu mirante, pois, viva a liberdade de expressão! Diversidade cultural, riqueza intelectual, liberdade de escolha sobre o que ler, crer, ensinar! Abaixo, todo estupro de almas, disfarçado de defesa! Que todos tenham direito de escolher entre os dois lados da moeda.

Como os terraplanistas não dizem o que há do outro lado da “planura”, as “moedas” dos canhotos têm um lado apenas, o vermelho.

 “A censura é o imposto da inveja sobre o mérito”. Laurence Sterne

Mutilação da Palavra


“Toda A Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam Nele. Nada acrescentes às Suas Palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso”. Prov 30;5 e 6

“Toda A Palavra...”
A tentativa de fracioná-la, como se, algumas partes fossem relevantes, outras nem tanto, é um mal que tem produzido muita apostasia onde a vigilância adormece.

Os que tentam fundir escolhas homossexuais com o cristianismo, eventualmente, restringem A Palavra a Cristo, estritamente. “Jesus Cristo nada falou sobre homossexualismo”, defendem.

Filipe Neto, herói dos cérebros ermos, hábil escultor de mentecaptos, fomentador de caracteres sem valor, disse: “Esquece o Levítico! Foca em Jesus!” Assim, segundo pretendem, os seguidores de Cristo devem se ater exclusivamente ao que Ele falou. “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, redarguir, corrigir, para instruir em justiça”. II Tim 3;16

Cristo falou sobre as demais Escrituras; tanto, como fonte de vida espiritual, quanto, de testemunho acerca de Si mesmo. “...Nem só de pão viverá o homem, mas de toda A Palavra que sai da Boca de Deus”. Mat 4;4 “Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam”. Jo 5;39

Portanto, mesmo restringindo-nos, estritamente ao que O Senhor Jesus Cristo falou, ainda teremos toda A Palavra como fundamento. A que foi dada após os dias da sua encarnação, também colocou limites bem claros.

Acerca da mensagem de salvação, nos lábios de Paulo; “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Gál 1;8 Caso alguém pretenda circunscrever a percepção do apóstolo ao caldeirão cultural da época, ele adverte: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei...” I Cor 11;23

Será que isso respeita apenas ao ritual da santa ceia, e aos cristãos gálatas? Paulo se mostrou cuidadoso para não fundir seus pensamentos com A Palavra, e deixou isso patente. “... aos casados mando, não eu mas O Senhor, que a mulher não se aparte do marido... aos outros digo eu, não O Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”. I Cor 6;10 e 12 Se, em algum momento falou como mero homem, destacou a isso; no mais, falou segundo O Senhor.

Quanto ao término do Canon Sagrado, o Senhor ressurreto selou: “Porque Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte do livro da vida, da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”. Apoc 22;18 e 19

O “nada acrescentes” requer que nada se suprima, para que o homem seja dirigido por “Toda A Palavra que sai da Boca de Deus”.

Os que equacionam a implosão dissoluta da vergonha humana, com uma espécie de senilidade da Palavra, precisam rever sua equação. Invés da Bíblia carecer atualização para satisfazer aos pruridos insanos dos ímpios modernos, esses que precisam mudar, segundo A Palavra que vem do Eterno; pois, “Toda a boa dádiva, todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudança nem sombra de variação”. Tg 1;17

Coisas que eram “segundo os rudimentos do mundo” e foram superadas em Cristo, a própria Palavra já traz. Todavia, pensar que valores eternos careçam ser atualizados, é uma falsa esperteza, que, mediante a glamourização da impiedade, tenta dourar à apostasia com os vernizes convenientes.

Muitos séculos antes da vinda do Senhor, já havia “modernistas” tentando novos caminhos, mais atraentes aos seus insanos paladares. A esses foi dito: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; achareis descanso para vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele”. Jr 6;16

Então, vemos que não se tratava de ignorância acerca do caminho; mas, de uma atrevida rejeição ao Governo do Senhor. Ainda é assim.

Se a rejeição À Palavra fosse algo meramente humano, bastaria não se submeter e a vida seguiria. O ativismo “revisionista”, a fúria contra A Palavra, têm no âmago o impulso de forças espirituais demoníacas, das quais os militantes antibíblicos são reles títeres.

Uma geração que escolhe o que ouvir, pelo paladar, não pela verdade, oferece ampla matéria-prima, aos espíritos enganadores. O que esses incautos pretendem que seja um grito libertário, A Palavra de Deus chama pelo nome: “... nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e doutrinas de demônios”. I Tim 4;1

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Razões da ousadia


“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar”. II Cor 3;12

A palavra “tal” nessa sentença faz a função de pronome, aludindo a determinado tipo de esperança; para sabermos qual, carecemos ver o verso anterior. “Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece”. V 11

Paulo estava cotejando o brilho de ambos os Testamentos; A Lei, com os Dez Mandamentos, desdobrados em 613, (que era transitório até a cumprimento em Cristo) e a Nova Aliança, o chamado Ministério do Espírito, com uma lei espiritual gravada no íntimo dos salvos. “... Porei Minhas Leis no seu entendimento, em seu coração as escreverei...” Heb 8;10

Não mais, tantos mandamentos; antes, um estreito relacionamento. “Teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes para a direita, nem para a esquerda”. Is 30;21

Se, o primeiro pacto, que não tinha a função de salvar, mas de deixar patente a necessidade do Salvador foi algo glorioso, muito mais, há de ser o segundo, “assinado” pelo Sangue de Cristo, O Sumo Sacerdote Eterno, que traz novo nascimento e vida espiritual. Esse brilhará mais, evidenciando uma glória muito maior.

Dos judaístas que assim não entenderam, disse: “... até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido”. II Cor 3;14 Os que esperavam que a Lei tivesse uma função não intentada, ficaram paralisados, como que obstruídos por um véu, vendo a Cristo como um transgressor, quando, na verdade, estava precisamente cumprindo-a.

A abolição da Antiga Aliança não significa que alguém se torna fora-da-lei, em Cristo; ou que possamos viver desprezando seus valores e ensinos; antes, a Lei foi cumprida pelo Salvador e aperfeiçoada, trazendo seus servos a uma relação que prescinde de um código escrito sobre pedras, por ter uma voz viva a lhes falar no espírito.

Sobre a diferença redentora entre um pacto e outro foi dito: “Porque, se o sangue dos touros e bodes, a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, purificará vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus Vivo?” Heb 9;13 e 14

Esperando que, assim seja, disse Paulo, me torno ousado nas minhas pregações. Ou, “tendo tal esperança, usamos de muita ousadia no falar”. A ousadia vertia de um sadio relacionamento, no qual, O Senhor poderia lhe falar no íntimo, se estivesse em dúvida, sem carecer consultar um antigo mandado.

Quando lhe foi vetado que fosse a alguns lugares, em sonho, O Espírito usou alguém que lhe dizia: “Passa à Macedônia e ajuda-nos.” Atos 16;9 Acordando, o Espírito confirmou a instrução em seu entendimento. Como encontraria uma ordem assim, precisa, num código legal? O Ministério do Espírito é superior.

Por situações assim e outras tantas, sobretudo, por legar salvação, o “novo nascimento” se avantaja em Glória, à letra da Lei, como referiu Paulo. Todavia, a “... a Lei é Santa, o mandamento, santo, justo e bom”. Rom 7;12

Paulo não apresentou a esperança nas coisas Divinas como um devaneio adolescente, de quem deseja muito a algo, e passa a fantasiar com a posse dos seus anseios. Antes, como um derivado seguro de quem aprendeu confiar, depois de ter vivido experiências com O Eterno; “... a experiência (produz) esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” Rom 5;4 e 5

A espera de quem tem vida espiritual legada pelo Amor Divino não palpita num vácuo; antes, exercita-se sendo capacitada pelo Espírito Santo, a crer no que foi revelado, não n’algum eventual desejo. “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos nosso refúgio em reter a esperança proposta”. Heb 6;18 Notemos que, não se nos faculta escolher o que esperar; antes, “reter a esperança proposta”.

As duas coisas que dão certeza da esperança, mencionadas no texto são a Promessa, e o Juramento Divinos. Pois, se para os céticos pode parecer difícil crer que Deus exista, quem tem experiências com Ele sabe ser impossível que Ele minta; que falhe em Suas promessas.

A ousadia dos salvos quando pregam à verdade, não verte da própria índole; antes, da certeza que têm na idoneidade e fidelidade daquele, ao qual anunciam. “... porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar meu depósito até àquele dia”. II Tim 1;12

domingo, 6 de julho de 2025

A doença do escuro


“... a língua dos sábios é saúde”. Prov 12;18

Eventualmente, palavras são tratadas com desdém, sobretudo, quando contrapostas às ações; quando o socorro se mostra mais oportuno que o ensino, mais necessário. Tiago desafia: “... mostra-me tua fé sem as obras, e te mostrarei a minha pelas minhas obras”. Tg 2;18

Assim, opondo-se às palavras, as obras se avantajam. Mais vale fazer a coisa certa que apenas dizê-la. Porém, quando o escopo é o ensino, onde uma espécie de palavras conflita com outra, de calibre diferente, nesse caso, as palavras dos sábios devem receber primazia, pela riqueza do que carreiam.

Os filósofos eram procurados pelos mais ajuizados, enquanto, os sofistas, os faladores vãos, desprezados. Não por acidente usamos até hoje, a expressão, “sofismar” como sinônimo de incorrer em falácia.

“As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais que o clamor do que domina entre os tolos. Melhor é a sabedoria que as armas de guerra, porém um só pecador destrói muitos bens”. Ecl 9;17 e 18 Escreveu o sábio Salomão.

Se, em oposição aos sábios temos o pecador, necessária a conclusão que, a sabedoria coloca Deus e Sua vontade, num plano superior; tem um cunho espiritual anexo à clareza intelectual.

“Liberte-me da minha ignorância e ter-te-ei na conta de meu maior benfeitor”. Dizia Sócrates, que fora reputado, o mais sábio de Atenas. Palavras que iluminam caminhos, se revelam medicinais, para os que erram pelo ardor da ignorante febre. “A língua dos sábios é saúde”.

O Salvador desafiou à permanência em Sua Palavra, (prática) para que as pessoas fossem iluminadas acerca da verdade, e finalmente, livres das vidas com falta de sentido. “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na Minha Palavra, verdadeiramente sereis Meus discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Jo 8;31 e 32

Pode parecer de pequena monta conhecer a verdade, se, não atentarmos para o quê, sua falta enseja.

Muitos, no escuro acerca de Deus e Seus ensinos, mudam de filosofia, cidade, cônjuge, sexo, de pele, tatuando-se; quando, a única mudança necessária seria a de mentalidade; alguns chegam ao extremo de “mudar” à matemática até; adotam à sologamia, onde, alguém frustrado com relacionamentos desfeitos decide “casar” consigo mesmo. Pelo menos, não terá problemas com partilha de bens, num eventual divórcio.

Se, invés desses “buracos n’água” alguém ousasse crer e se deixar ensinar, o que traria, uma mudança de mente e consequente mudança de atitude, segundo Deus?

“Porque assim como os céus são mais altos que a terra, são Meus caminhos mais altos que os vossos, e Meus pensamentos mais altos do que os vossos”. Is 55;9 Ensina O Senhor. O acesso à dimensão das alturas espirituais.

Por acostumados à sina réptil, atinente aos objetivos e valores, o desafio para recebermos asas e habitats mais altos, costuma se chocar com a vertigem do comodismo, dos costumes enraizados, assombrando aos mais tímidos. “Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz; não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas”. Jo 3;20

Desgraçadamente a destruição de valores, o fomento do egoísmo, engendrou uma geração vazia de luz, e cheia de si. Nem O Criador lhes pode falar, sem ser redarguido “à altura”. Paulo aconselha a prudência: “... sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso...” Rom 3;4

Os conselhos de quem enxerga um tantinho mais, por ter aprendido do Eterno, invés de dádivas luminosas são tidos como intromissões.

Os mesmos que idolatram mentecaptos envernizados, aos quais chamam de “influencers”, presto se ouriçam e ameaçam com seus espinhos, caso alguém chame pelo nome aos seus maus passos, suas doentias escolhas. As “fobias” foram “adesivos” inventados para que se possa colar em outros, os diagnósticos das próprias doenças. Cada espinhoso se acha devidamente munido dessas “defesas”.

Outrora, infantes cresciam com uma porção mínima de valores; os pais mais ciosos temiam que o mundo vindouro nem estivesse à altura dos seus rebentos; “Que mundo deixaremos para nossos filhos?” Questionavam os mais engajados, quando algumas engrenagens pareciam desengonçar.

Dada a destruição de valores que grassa, a imbecilização coletiva, pela massiva penetração dos meios de comunicação, a implosão da família tradicional, da mãe, mãe, e do pai, provedor; a “educação” dos filhos terceirizada para as creches e televisão, a pergunta talvez seja outra: “Que filhos deixaremos para esse mundo?”

Talvez, ainda existam algumas línguas mais esclarecidas, atuando para difusão da verdadeira luz. 

Porém, assim como não usa dançar quem não escuta à música, tampouco, entenderá as coisas do Reino de Deus, quem não se atrever a se render a Cristo; “... aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”. Jo 3;5