sábado, 26 de dezembro de 2020

Natal; a máscara de sempre


“Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende justiça...” Is 26;10

Mais que favor nos mostrou O Senhor, a ímpios pecadores, para os quais deu a mais intensa e imerecida prova de amor; “Deus prova Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rom 5;8

Natural que um ímpio, caso aprenda a justiça não deseje sua atuação; ímpio que é teria essa luz aprendida como adversária; acontece que, a Bondade e O Amor Divinos apagaram nossas culpas; depois de nos ensinar justiça, nos desafiou a novo modo de vida desde então; apagando erros pretéritos.

Contudo, aprender justiça não é uma coisa muito fácil, dados os “efeitos colaterais”. Demanda uma mudança muito intensa que não queremos nem tentar; “... apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável, e perfeita Vontade de Deus.” Rom 12;1 e 2

A maioria de nós prefere um “meio termo” sem ignorar Deus, tampouco, servi-lo; parece que Ele percebeu nosso truque e denunciou: “Este povo se aproxima de mim com sua boca; Me honra com seus lábios, mas seu coração está longe de Mim.” Mat 15;8

Fazemos um barulhão nessa época do Natal; mandamos mensagens ocas, aquelas de lábios apenas que o Santo detesta; enfim, a algazarra é tanta que, sem medo de errar afirmo que, se o povo gostasse do Senhor como gosta do Natal e do Noel, o paraíso seria refeito na Terra. Só que não.

Só um completo imbecil, caso achasse uma cédula de três reais procuraria pela marca d’água para ver se não é falsa; do mesmo modo, outrem, veria honras ao Salvador em luzes, árvores enfeitadas e no boneco do paganismo, que a maioria cultua.

Entretanto, essa falsidade institucionalizada é chamada de “Espírito do Natal”.

Em lugar da Sua Luz, que revelaria plenamente como somos, com nossa feiura toda, enchemos as ruas, praças e fachadas, de luzinhas, artefatos de plástico reciclado, estrelas; é muito mais divertido.

Até mencionamos o Nome de Jesus que o fantoche vermelho aquele tenta esconder; mas não muito. Cantamos cantos de ninar ao “menino Jesus”; “dooorme em paaaz oh Jesuuus...”

Enquanto O mantivermos assim, infante Ele precisará de nossos cuidados, será alvo de nossa ternura, toda criança é; sem aqueles ensinos sisudos sobre tomar a cruz, negar a si mesmo, ouvir Sua Doutrina e praticar, enfim, a “porta estreita”. Não precisamos levar tudo tão em ponta de faca.

É melhor nivelar Jesus a uma figura folclórica tipo, duendes, elfos, gnomos, fadas... é o que temos feito Dele; tudo é tão mágico, o Noel com suas renas voadoras, entrando por chaminés e dando presentes... mais ou menos o que fazemos na “Páscoa”.

Hoje deparei com uma postagem onde alguém fotografou um pátio com cadeiras espalhadas e dezenas de latinhas de cerveja vazias pelo chão com a seguinte legenda: “Foi o que sobrou do Natal”. Isso é uma miniatura do que os ímpios avessos a aprender justiça fazem nessas épocas.

Por que negar a si mesmo se as pessoas podem adular a si mesmas?

Embora Ele tenha dito: “Felizes os humildes de espírito” nós dizemos “Feliz Natal!” aos arrogantes;

mesmo que tenha ensinado: “Felizes os limpos de coração”, nós bradamos: “Feliz Natal” a todo tipo de safado; ladrões e adúlteros;

não obstante Ele tenha apregoado: “felizes os pacificadores”, nós desejamos isso aos violentos, maldizentes promotores de contendas...

Não é para contrariar; é só para não ficarem polêmicos os relacionamentos, sobretudo, em épocas festivas.

Na minha cidade vi “Papai Noel” à cavalo, de moto, em carros abertos, à pé... lembrei uma frase onde alguém versou que a mentira dá uma volta no planeta antes que a verdade tenha tempo de vestir as calças; o Noel mentiroso parece Onipresente, quando não passa da desculpa esfarrapada dos ímpios que se recusam aprender justiça.

As razões e a sentença estão postas; nada mitológicas nem festivas; apenas justas, verdadeiras: “Atentai para minha repreensão; então, vos derramarei abundantemente do Meu Espírito e vos farei saber minhas palavras. Entretanto, porque Clamei e recusastes; Estendi minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo Meu conselho, não quisestes minha repreensão, também de minha parte Rirei na vossa perdição; zombarei ao vir o vosso temor.” Prov 1;23 a 26

Quando O Salvador voltar como Juiz, e será breve, quem o trocou por Noel terá que pedir ajuda a esse, não a Ele. “... trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às Minhas Palavras, e rejeitam Minha Lei.” Jr 6;19

Estocando o essencial


“... o justo pela sua fé viverá.” Hc 2;4

Essa sentença repete-se no Novo Testamento.

Em Hebreus, como contraponto aos que apostatam aparece o “justo”; “O justo viverá da fé; se ele recuar, Minha Alma não tem prazer nele.” cap 10;38

Sempre interpretamos viver pela fé com, pautar as decisões e escolhas pela Palavra; em momentos difíceis seguir confiando. Mais ou menos como aconselha Isaías; quando tudo nos faltar, inclusive luz: “... Quando andar em trevas, não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor, firme-se sobre seu Deus.” Is 50;10

É uma interpretação saudável; mas, atrevo-me a dizer que tem um aspecto pontual mais preciso, que nos escapa.

Habacuque mencionara uma visão que falaria até o fim; deveria escrever de um modo que pudesse ler quem passa correndo, estilo outdoor; similar à mensagem de Daniel, também alusiva ao tempo do fim; tempo de correria desenfreada; “... muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” Cap 12;4

Ímpios edificam acelerado o império global totalitário; uma ditadura onde marcarão o povo como gado com uma parafernália eletrônica sem qual se fica de fora do sistema, sem possibilidade de comprar nem vender; temendo esses dias, onde, os fiéis que recusarão o “selo do Capeta” serão excluídos da cidadania na Nova Ordem Mundial, muitos aconselham que se estoque alimentos, cereais em garrafas pet, e demais coisas temendo a fome.

Quanto a mim, aconselharia que se fizesse outro tipo de “depósito”, o mesmo que Paulo aconselhou; “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência... Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.” I Tim 6;20 e II Tim 1;14

Os que possuem esse, não apenas têm “suprimentos” para si, como ainda tem a “chave da despensa” que há de alimentar outros que andam consigo. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, despenseiros dos mistérios de Deus.” I Cor 4;1

Naturalmente mencionamos textos que asseguram que Deus não muda; entretanto, às vezes agimos como se, Ele mudasse.

Dos dias de perseguição final contra Seus servos, a Palavra menciona de novo, Seus cuidados no deserto. “A mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.” Apoc 12;6 Três anos e meio a “mulher”, (igreja) alimentada no deserto.

Se, para intérpretes historicistas isso se dilui em 1260 anos, e já aconteceu, transformando o “Tempo do fim” numa coisa infindável, aos meus olhos isso é mesmo meia “semana” no período do Anticristo.

Aqui, ser alimentada por Deus é literal, estrito; de modo a preservar a vida, como os peregrinos do Êxodo que receberam o Maná celeste durante 40 anos.

Por isso digo que há um “viver pela fé” pontual, que se refere mesmo, a preservar a vida física, contra os danos da fome. Nos dias que não pudermos comprar nem vender, pois, os mercados da Terra serão todos de Satã, Deus alimentará os fiéis mais uma vez, de modo miraculoso.

Por isso, reitero, quando dizemos que Deus não muda devemos lembrar que Ele, alimentou Elias no deserto usando corvos; multiplicou pães através de Eliseu, multiplicou o azeite a certa viúva pobre, fez chover maná, e até carne aos descontentes no deserto, multiplicou pães e peixes nos dias do Senhor, etc. Então, se Ele não muda em Seu Ser, também preserva Seu Poder.

Quem do nada alimentou aos Seus, fará isso outra vez, quando estiverem ameaçados pela espada da fome.

Logo, mais importante que saber qual títere Satanás usará como cabeça do império mundial, ou, que armazenar grãos e aprender técnicas de sobrevivência, é robustecermos a fé em obediência; pois, sozinha não bastará; demanda certa “qualidade” de seu hospedeiro; ser justo. Embora seja uma justiça imputada, porque, herdada de Cristo, é essencial.

Outra coisa que citamos de passagem é que a “Alegria do Senhor é nossa força” sem nos determos o suficiente sobre isso. Ora, ao dizer, como acima, que, se o “justo” recuar “Minha alma não tem prazer nele”, implica que os que não recuam dão prazer ao Eterno, alegram-no. Assim, a perseverança na fé em meio ao que vier, acaba sendo “nossa força”.

Então, estreitar laços com O Todo Poderoso é mais importante que estocar grãos; “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que procede da Boca de Deus.”

O “depósito” da Palavra vem sendo atacado diuturnamente; Satanás força rumo à desobediência; fazemos o caminho inverso; atuamos “Destruindo conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus; levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10;5

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Teoricamente Práticos


Há umas duas décadas, quando começaram as denúncias sobre os globalistas, a gangue das famílias detentoras das grandes fortunas, bem como, seus rituais macabros satanistas; enfim, as tramas dos chamados Illuminattis; depois de uma natural curiosidade inicial, a coisa foi descartada como “teoria da conspiração”.

Os que mais alarde faziam em torno disso, nem sempre eram pessoas confiáveis, com uma teologia sã, ou, uma reputação proba; isso ajudou fomentar o descrédito em torno dessas, então, suspeitas.

Eu pontuei que, então, eram suspeitas, porque agora são realidade. Conseguiram derrubar a um Papa conservador e colocar um comunista no lugar; com toda sorte de pressão da mídia que controlam estão em vias de tomar, via fraude, o governo dos Estados Unidos, antes a maior democracia da Terra; se lograrem seu intento, ex democracia. Ironicamente eles são os “democratas”.

Detêm os meios de comunicação, Internet, com seus derivados, Facebook e Twitter, e com os pretextos mais estapafúrdios de tolher coisas nocivas como “Fake News” censuram todo tipo de oposição, de modo que muitas palavras são ditas nas entrelinhas para burlar tais censores.

O Twitter fechou a conta de um médico judeu americano porque ele declarou que não acha necessário imunizar mediante vacina, a um mal cuja letalidade é de 0,01%. Ele tratou algumas centenas de pacientes com o dito vírus e todos foram curados.

A imensa maioria dos que morrem e a morte vai para a conta do dito cujo, morrem “com” o vírus, não por causa dele; são pessoas com outras doenças, que, ao falecerem engrossam os “minutos de silêncio” da mídia prostituta que cada dia conta milhares de mortos como se fosse um troféu.

Da boca pra fora são solidários, claro! Mas, seu intento nunca foi a preservação da saúde pública; basta ver a fúria com que combateram a eficiente Cloroquina, e a ênfase com que defendem a necessidade de se tomar uma vacina feita às pressas, sem segurança contra efeitos colaterais, tampouco, comprovação de eficácia.

Como um dos itens da agenda/2030 da NOM é a “redução populacional”, o que impede que estejam adiantando isso, via vírus de laboratório e vacina de consequências “eficazes” para seus propósitos?

Nem os políticos mesmo que decretam seus “fique em casa” cumprem ao que ordenam, parecem mui seguros de que não correm perigo. Meu cavalo anda ruminando desconfiado.

O fato da vacina ser prescrevida a toque de caixa, por gente como Dória, Gilmar Mendes, Lewandowski e derivados, invés de estar sendo trabalhada por pesquisadores e médicos, deixa transparecer que não é saúde, o alvo. Já disse noutro post que, essa gente entende de saúde como prostituta de bons costumes.

Ainda escrevo o que quero por causa da pequena relevância dos meus textos; algumas centenas de leituras diárias no blog, e não mais no Face; não passa disto; de modo que ainda não lhes incomodo. Mas, se tivesse um alcance maior estou certo que as tesouras deles me teriam podado já.

Vivemos uma ditadura disfarçada, onde o Congresso venal atrapalha ao Executivo; o STF governa, fazendo leis e determinando atitudes cuja competência não lhes assiste.

Por qualquer minúcia prendem cidadãos, conservadores, claro! Lula e Zé Dirceu são gente de bem, e soltam presos a torto e a direito como se, aquele tribunal, invés de ser um dos três piares da República fosse um braço do crime organizado.

La Prensa e esses ditadores de toga estão vigilantes para que não voltem as aulas presenciais; mas, futebol, formula 1 e demais nuances de circo precisam continuar essas coisas são importantes; educação não é relevante. Como o índice do contágio das crianças é ínfimo, a recuperação é quase total vai que eles deixam a vida voltar a ser como era e perdem a chance de “cuidar de nós” via decretos.

Enfim, quando a coisa era apenas uma suspeita havia muitos vigilantes a denunciá-la; agora que está sendo implantada em velocidade 5G parece que todos estão dormindo.

Saíram às ruas em 2013 sem saber direito porquê; parece que para obstruir o trânsito e quebrar vidraças; ah, mataram um cinegrafista também; agora, o STF deita e rola, censura gente honesta e solta bandidos e todo mundo noutro mundo; “Feliz natal ho, ho, ho...”

Há um controle espiritual por detrás das massas, que lhes dá asas quando as causas são deletérias e sono quando são meritórias. 

Não há mais possibilidade de um despertar coletivo. Individualmente, pode um venturoso acordar aqui, outro acolá; mas, o império de Satã será feito em poucos dias.

O dinheiro digital substituirá o papel moeda, e certa marca aos documentos.

Se O Salvador É a Luz, o truque do Capeta é cegar incrédulos; fácil demais seu trabalho entre uma geração que já não quer ver.

Mortal Combate


“Combati o bom combate...” II Tim 4;7

Paulo estava de partida rumo ao martírio quando escreveu isso.

Aquilo que ele podia dizer de sua saga, com verdade, nem sempre se revela verdadeiro para nós. Isto é: O simples se dizer cristão não é sinônimo de ter combatido as mesmas lutas ou, ter lutado pelos mesmos motivos.

O “bom combate” para muitos resume-se à frequentar determinada igreja, fazer rituais comuns, sem estabelecer um relacionamento pessoal com O Senhor; se manter “fiel” enquanto as coisas “derem certo”.

Os cristãos superficiais contentam-se com isso; se mantêm a certa distância das pessoas desagradáveis, pois “ninguém merece aturar certas portas” que andam por aí.

Uma atitude “esperta” no prisma mundano; mas, de cristã não tem nada. Onde ficam, “amor ao próximo, levai as cargas uns dos outros, suportai aos fracos na fé, não atente cada um para o que é seu apenas...” etc.

O Combate, cujo teor nem sempre nos ocupamos de investigar, requer um modo de ser separado do mundo; então, invés de lutarmos em trincheiras exteriores, muito da luta que convém aos servos de Deus se passa dentro deles, contra as seduções externas, às quais convém evitar para agradar a Deus. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita Vontade de Deus.” Rom 12;2

“Transformai-vos”
; isso alude a uma mudança interior.

Vivemos um cristianismo dócil ao mundo e seus costumes paganizados; nos importamos mais com um louco que ousa escrever contra, que sermos fiéis à Palavra. “Não precisa levar tudo em ponta de faca; que mal tem isso? Menos fanatismo; ‘ainda reténs tua sinceridade’? como dissera a mulher de Jó”.

Em épocas como essa em que a hipocrisia galga o Everest, todo mundo é “cristão” a partilhar coisas que ouviu falar, sem sequer conhecer a fonte. Tenho deparado com mensagens de “Natal” onde dizem que Jesus veio para ensinar que “somos todos irmãos”, será?? Onde está escrito isso?

Que Ele mandou perdoar ilimitado, orar pelos que nos perseguem, fazermos a bem, mesmo aos maus, isso está na Palavra. “Para que sejais perfeitos como perfeito é Vosso Pai que está nos Céus.”

Contudo, quanto à filiação espiritual jamais disse que somos todos irmãos. Chamou ímpios que O assediavam de filhos do Diabo; “Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos do vosso pai.” Jo 8;44

Deixou claro que falava com mortos espirituais; “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, agora é, em que os mortos ouvirão a Voz do Filho de Deus; os que a ouvirem viverão.” Jo 5;25

Posto isso, pontuou que sem novo nascimento, nada feito; “... aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus... aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar...” Jo 3;3 e 5

Tendo alguns lhe dado ouvidos e persistido em escutar, Ele fez separação entre uns e outros; “quando orares, não sejas como os hipócritas...” Mat 6;5 etc.

Portanto, se somos todos irmãos como criaturas, no prisma espiritual isso não acontece; cada um escolhe a quem servir; isso identifica sua filiação e destino eterno. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para morte, ou da obediência para justiça?” Rom 6;16

Se, ainda estamos numa “casca” de criaturas, com dupla natureza, carnal e espiritual, o que há dentro de cada um, breve será manifesto; “Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.” Rom 8;19

Não estou dizendo que cristão que comemora o “Natal” com árvores, luzes e toquinhas vermelhas perderá a salvação por isso; apenas, demonstra uma estatura espiritual menor do que poderia ter, se considerasse bem as coisas em jogo.

Pois, fábulas e tradições que destoam da Palavra de Deus, são sutilezas malignas que tolhem o Conhecimento do Santo; agora o combate ministerial, fora de nós; “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus; levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10;4 e 5

Infância espiritual e adolescência têm seu lugar; mas chega uma hora que convém crescer; “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais são os primeiros rudimentos das Palavras de Deus; vos haveis feito tais que necessitais de leite, não de sólido mantimento.” Heb 5;12

Podes combater contra a luz, ou contra as práticas mundanas; só não chame de bom combate, se recusas o Jugo de Cristo. Feliz escolha!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Não podemos poder


Frequentemente, em meio às grandes calamidades ouvimos questionamentos, tipo: Onde está Deus? Por que não intervém? Dado o “silêncio” dele, esses inquiridores perplexos dão-se ao direito de duvidar da Sua existência, quando não, da Sabedoria, ou, Bondade e Justiça.

A ideia subjacente é que, aquele que tem o poder deve agir, para evitar males sempre que possível; coisa que nem sempre fazemos em nossa limitada capacidade.

Um observador arguto da vida poderá ver ao seu lado dezenas de exemplos em que o “poder” foi mais danoso que uma bênção nas vidas dos que que o desfrutaram. Não que o poder em si seja algo mau; mas, estando atrelado à mentalidades más será danoso seu usufruto.

Quantos ganham milhões em loterias e, a fortuna, invés de lhes melhorar, os joga nos braços dos vícios e toda sorte de libertinagem? Quando não podiam, eram melhores.

Mesmo nós, quando impotentes ante uma afeição somos delicados, gentis, solícitos; apenas porque queremos conquistar quem desejamos!
Uma vez alcançado o alvo, quando fruímos total intimidade e prazer, esse “poder” recebido, pode nos tornar relapsos, descuidados, a ponto de ruírem relacionamentos; pois, quem “está podendo” já não age como antes quando apenas queria.

Assim, a má perspectiva nos lança na visão pessimista de Schopenhauer que dizia que a vida se resume à ânsia de ter, e ao tédio de possuir.

Então, nossos anseios podem nos dar algemas onde supomos coroas; o que será depois, escapa aos nossos domínios, o que não acontece com Deus.

Assim, de certa forma Deus não interfere, embora o faça sempre, do Seu jeito. Sermos consequentes é inerente ao fato de termos livre arbítrio; somos feitores dos nossos destinos, não fadados numa redoma de tempo e espaço.

Salomão ensina: “O homem de grande indignação deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.” Pv 19; 19 As próprias consequências sofridas pressupõem livramento futuro.

Deus é inocente das calamidades como advertiu já nos dias de Isaías: “Na verdade a Terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, quebrado a Aliança Eterna.” Is 24; 5

Quando legou o governo da Terra ao ser humano fez uma restrição apenas, como símbolo de um domínio em submissão. Desde então a Aliança Eterna foi rompida; e tem sido sistematicamente.

No Capítulo 8 de Marcos, temos uma demonstração prática de como Deus “interfere”. Trouxeram um cego ante Jesus; “Tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia...” O Senhor o curou, conta o evangelista e despediu-o, assim: “Mandou-o para sua casa, dizendo: Não entres na aldeia, nem digas a ninguém na aldeia.” Vs 23 e 26

Por alguma razão, o Salvador o queria fora daquela aldeia; quando cego, tomou-o pela mão; uma vez curado, apenas disse-lhe o que fazer e deixou com ele a escolha entre obedecer ou não.

A interferência de Deus ainda é segundo Sua Palavra; mas, as pessoas em geral gostariam de ser lavadas pela mão. Essa ideia errônea que Deus pode evitar o mal e não faz pinta-o com um ser mesquinho e sarcástico, quando, na verdade nada mais é que um impotente amante, sofredor.

“Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis...” Ez 33; 11

O poder que Ele tenciona nos dar refere-se ao domínio próprio, capacidade de resistir aos apelos do mundo que Cristo definiu como caminho largo. 

João ensina: “Veio para o que era Seu, mas os seus não O receberam; mas, a todos que O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” Jo 1; 12

Esse poder para resistir às tentações, nem sempre é agradável, antes, gera conflitos externos; porém, internamente, paz de espírito.

Afinal, por mais estranho que possa soar, mesmo o Todo-Poderoso, tem lá Suas “fraquezas”; coisas que não pode; “... não Posso suportar iniquidade...” Is 1; 13 “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar a si mesmo.” II Tim; 2; 13

Em suma, enquanto fazemos do pecado nosso modo de vida, Deus não pode, fingir que não vê, nem, premiar ao justo com a sorte do ímpio, e vice-versa; circunstancialmente permite tais aparências.

Evoca o dia do juízo como aferidor que patenteará a diferença, à partir de nossas escolhas, fruto do caráter transformado. “Então voltareis e vereis a diferença entre justo e ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não serve.” Mal 3; 18

"Se não és senhor de ti mesmo, ainda que sejas poderoso, dá-me pena, riso, o teu poderio." (Josemaría Escrivá)

domingo, 20 de dezembro de 2020

De hábitos e loucos


“O homem que, muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.” Prov 29;1

Uma síntese do que Deus dissera no início dos provérbios já; “Atentai para minha repreensão; pois, derramarei abundantemente do Meu Espírito e vos farei saber Minhas Palavras. Entretanto, porque clamei e recusastes; estendi Minha Mão e não houve quem desse atenção... Então clamarão a Mim, mas não responderei; de madrugada Me buscarão, porém, não acharão.” Cap 1;23, 24 e 28

Por essas e outras que a mensagem de salvação sempre é apresentada em “regime de urgência”; “... Se ouvirdes hoje Sua Voz, não endureçais vossos corações...” Heb 3;7 e 8 “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora, o tempo aceitável, eis aqui agora, o dia da salvação.” II Cor 6;12

Ou seja: Reajam a ela na hora, pois, poderá chegar o tempo em que isso será impossível, como bem disse certo poeta: “Conheço muitos que não puderam quando queriam, porque não quiseram, quando podiam.”

Nem sempre confluem vontade e oportunidade; se esses rios se encontrarem no momento oportuno, dali em diante formarão um só curso para a salvação.

Quando O Salvador ofereceu libertação aos que permanecessem nas Suas Palavras, alguns objetaram: “Nunca servimos a ninguém.” Então, eram servos do pecado, do inimigo de Deus e dos romanos; mas, nem percebiam as coisas como eram.

"As cadeias do hábito são, em geral, pouco sólidas para serem sentidas, até que se tornem fortes demais para serem partidas."
Samuel Johnson

A rejeição ao Salvador não se pautou em lapsos intelectuais, como se Seus Ensinos fossem obscuros, imprecisos, difíceis de entender; antes, porque eram luz, e desafiavam a uma mudança de hábitos que eles se recusavam, preferiram seguir com suas algemas; “A condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20

Oferecer salvação mediante renúncias a quem deseja aprovação no erro sempre causará atrito, rejeição. Foi assim e ainda é.

Então, estar habituado ao pecado e à servidão, pode fazer parecer, eventual libertador, um enxerido que se mete em sua vida. O Salvador não se metia em vidas, antes, sabia que falava com mortos, aos quais desejava ressuscitar; “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; os que a ouvirem viverão.” Jo 5;25

Hábitos, sejam virtuosos, sejam viciosos, não são coisas simples de se mudar. Demandam todo um processo lento de desabituação; não podem ser cambiados de chofre, como disse Mark Twain: “Você não se liberta de um hábito jogando-o pela janela; precisas tomá-lo pela mão, abrir a porta e descer com ele a escada, degrau por degrau.”

Que nojo quando vemos certos ministros propondo mudar tudo com uma “oração forte”. Forte é a paciência de Deus que não fulmina esses salafrários.

Se, salvação é dádiva imediata ao que se arrepende e confessa a Jesus Cristo, santificação é um processo lento; demanda desaprender paulatinamente os maus hábitos e aprender de Cristo; “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” I Ped 2;2

Hábito deriva de habitar; é um modo de ser que nos habita, de tal forma que para mudar isso precisamos fazê-lo “sair da casinha”. Não é um labor impossível, como fugir da sombra, que vai onde formos por estar “grudada”; mas parece-se um pouco. Daí a necessidade de se tomar a cruz todos os dias.

Pois, todo aquele que ousar andar rumo à conversão, necessariamente se fará um “fora da casinha” uma vez que, os hábitos maus recusando-se a sair, sairá ele; “Negue a si mesmo”.

Todo o verdadeiramente convertido padece certo grau de loucura; “Porque a Palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus... Visto como na sabedoria de Deus o mundo não O conheceu pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” I Cor 1;18 e 21

Se, nos pareceu ousada a afirmação de Isaías que nem os loucos errariam o caminho, Is 35;8, Paulo foi além, dizendo que só os loucos acertariam. “Ninguém se engane. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio.” I Cor 3;18

Portanto, às favas os maus hábitos, o “sempre foi assim”; Deus chama ao novo; Evangelho é a aglutinação aportuguesada de palavras gregas que significam, boas novas.

"Males" que vieram para o bem


“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que... guardes os mandamentos do Senhor, seus estatutos, que hoje ordeno, para teu bem?” Deut 10;12 e 13

Seria um erro grosseiro pensar que os mandamentos Divinos com suas restrições todas tivessem como alvo algum sadismo, ou capricho do Todo Poderoso.

Ele não precisa que andemos bem; apenas deseja, porque nos ama. Esse sentimento santo em relação a nós é que patrocina os mandamentos que são para nosso bem.

Se, no prisma relacional podemos viver de modos diversos, um a agradá-lo, outro a aborrecê-lo, sob o ponto de vista objetivo nossos atos não excedem à relação com nossos semelhantes.

Deus se interessa, como Pai Amoroso; mas, não precisa deles. “Se pecares, que efetuarás contra Ele? Se, tuas transgressões se multiplicarem, que lhe farás? Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá Ele da tua mão? Tua impiedade faria mal a outro como tu; e tua justiça aproveitaria a outro homem.” Jó 35;6 a 8

Por isso a desafio de mostrarmos nosso amor por Ele, nas relações horizontais; “Se alguém diz: Eu amo Deus, e odeia seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, que não viu? Dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também seu irmão.” I Jo 4;20 e 21

Como um pai que veta ao filho más companhias, drogas e vícios vários, ele não coloca essas “cercas” para impedir seu amado de “curtir a vida”; antes, por saber de antemão onde essas estradas largas levam, visa protegê-lo, afastando-o daquilo que, no final, será letal. “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são caminhos da morte.” Prov 14;12

Como O Eterno não sofre o engano das aparências sabe onde cada caminho conduz, chama-nos desde o início da caminhada, à vereda da vida. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, espaçoso o caminho que conduz à perdição; muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” Mat 7;13 e 14

Além de nos amar, O Santo ama algumas coisas mais; como justiça, equidade, verdade.

Diferente de um pai humano sentimentalóide que, equaciona frouxidão moral com amor, a afeição Divina não passa a mão por cima de erros não tratados; antes, dá tempo esperando pelo nosso arrependimento; mas, não acontecendo esse, expõe nossas culpas.

Sua Longanimidade e paciência não significam conivência; “Estas coisas tens feito, (pecados) e Me calei; pensavas que era tal como tu, mas Eu te arguirei, as porei por ordem diante dos teus olhos:” Sal 50;21

Dada a condição de peregrinos dos salvos, a impressão inicial é que os ímpios vivem melhor que eles; se chamarmos “viver” o esbaldar-se em prazeres sujos e mortais pode ser até.

Mas, aqui não é um lugar para viver, no sentido pleno do termo; antes, é local de “triagem” mediante O Salvador, para ver quem, enfim, entrará no Repouso do Senhor, a vida eterna. “Levantai-vos, e andai; porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme.” Miq 2;10

O imediatismo de querer o Céu na Terra é uma doença antiga; os que padecem dela acham desperdício a santificação; “Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar seus preceitos, e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? Ora, reputamos por bem-aventurados os soberbos; também os que cometem impiedade são edificados; sim, eles tentam a Deus, e escapam.” Mal 3;14 e 15

Entretanto, O Senhor olha mais adiante, para o dia do juízo; “Eles serão meus, (os fiéis) diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim joias; poupá-los-ei, como um homem poupa seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre justo e ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não serve.” Vs 17 e 18

Quando falo dos mandamentos para nosso bem, não me refiro à Lei de Moisés; mas, à Lei de Cristo que resumiu tudo a dois; amar a Deus e ao próximo, cultuar ao Senhor em Espírito e verdade.

Diferente dos Dez Mandamentos escritos em Pedra, o “Ministério da Condenação”, agora o Espírito, escreve em consciências o que Ele aprova, e o que desaprova.

“Mas agora alcançou Ele (Cristo) ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor Aliança que está confirmada em melhores promessas.” Heb 8;6 “... Porei Minhas Leis no seu entendimento, em seu coração as escreverei; Eu lhes serei por Deus, eles Me serão por povo;” v 10