sábado, 18 de maio de 2024

A bicholatria


“O que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até os animais;” Sal 135;5
“Não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens... e também muitos animais?” Jn 4;11

Duas situações, onde a sina dos homens e animais estiveram amalgamadas. No primeiro caso, os animais sofreram o mesmo juízo que os egípcios; no segundo, herdaram a mesma misericórdia que os ninivitas.

Isso basta, para patentear a importância desses, e o necessário cuidado que devemos ter com eles.

Se, o homem em si mesmo era alma vivente “... quanto a condição dos filhos dos homens, Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como animais.” Ecl 3;18 O homem não foi criado em si mesmo, mas, em Deus. O Criador soprou nele Seu Espírito, para que não fosse como animais, mas como Deus, nos Seus Atributos comunicáveis; Imagem e Semelhança. Somos chamados “animais racionais.”

O lugar do homem na hierarquia universal está posto: “Pouco menor o fizeste que os anjos; de glória e honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das Tuas Mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: Ovelhas e bois, assim como animais do campo, aves dos céus, peixes do mar, e tudo que passa pelas veredas dos mares.” Sal 8;5 a 8

Primeiro Deus, O Criador; depois, anjos, criados por Ele; um pouco abaixo, o homem; por fim, natureza, fauna e flora sob o domínio do homem. Essa é a ordem estabelecida pelo Criador.

Tendo o homem, domínio sobre os animais, podendo deles dispor para o próprio alimento. “... Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda terra; toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. Todo o animal da terra, toda a ave dos céus, todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.” Gn 1;29 e 30

Caso alguém decida pela dieta vegana, refratário a comer carne, preferindo plantas, qual problema? Toda árvore frutífera e erva comestível foram dadas pelo Criador para esse fim. Porém, quem gosta de carne, a situação é a mesma.

Então, quando vejo postagens de “defensores dos animais” que desenham perus, porcos, gado, de faca e garfo nas “mãos” ao redor de uma mesa servida com uma porção humana bem passada, não identifico veganos exercendo seus direitos; antes, gente intelectualmente castrada, espiritualmente alienada, e psicologicamente adoecida, tentando impor suas limitações pífias como regras.

Plantas também são seres vivos. Quem poderia valorar os animais como superiores a elas? A natureza deve ser tratada com equilíbrio, seja a fauna, seja a flora; mas segue o fato que o homem recebeu domínio sobre ela, do Criador.

Contudo, dirá um vegano a me contrapor, que nós derivamos isso da Bíblia, um livro no qual ele não crê; qual meu direito de impor minha fé a ele? Nenhum. Porém, a alternativa seria que, Deus não existe, estaríamos por nossa conta. Nesse caso, qual o direito dos veganos de impor suas escolhas aos demais, que são imensa maioria, aliás?

Em ambas as situações, com Deus o sem, a bicholatria não faz sentido.

Contudo a coisa está tão na moda, que o Presidente Lula disse ter perdido o sono cogitando o quê, o cavalo caramelo “pensava” durante a noite, sobre um telhado. Talvez filosofasse sobre a solidão e a solidariedade.

A Primeira Dama chorou diante das câmeras, quando do resgate, requerendo os méritos para si; embora, tenha sido obra dos bombeiros de São Paulo. Enquanto essa disputa se dava, mais de uma centena de vidas humanas foram perdidas, sem ouvirmos lamentos, consternação das autoridades.

A preferência pelos bichos era mera estratégia de marketing, pleito por uma boa imagem, que, desgraçadamente, nesse mundo torto deriva mais de um socorro animal, que, do humano. Os animais devem ser protegidos, reitero; mas, ainda são animais. Não estão no nível do homem, tampouco, acima, como parece pelo comportamento de tantos.

“Quanto mais conheço os humanos, mais gosto do meu cachorro”, cunhou alguém, depreciando a maldade humana. Quando do Dilúvio, apenas oito entraram na Arca, embora, a bicharada toda entrou.

Isso não mostra que homens valham menos que bichos; antes, que por valer muito mais, foram sabotados em suas almas, descendo da Bendita Imagem do Criador, para a perversa cópia do sabotador. “... aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.” Jo 3;5

A sabotagem do canhoto “matou” o espírito humano, perverteu a alma, mudou a filiação. “Vós tendes por pai ao diabo...” Jo 8;44

Fugitivos da verdade


“Então disse eu: Ah! Senhor Deus, os profetas lhes dizem: Não vereis espada, não tereis fome; antes vos darei paz verdadeira neste lugar.” Jr 14;13

O cenário era de grande desolação; uma seca de proporções tais, que a erva e animais morriam. O Profeta Jeremias clamou ao Senhor: “Por que serias como homem surpreendido, como poderoso que não pode livrar? Mas Tu estás no meio de nós, ó Senhor, somos chamados pelo Teu Nome; não nos desampares.” V 9

Entretanto, O Senhor patenteou Sua rejeição àquele povo, ordenando que sequer orasse por eles, pois, seria perda de tempo; era ocasião de juízo; “... Não rogues por este povo para seu bem. Quando jejuarem, não ouvirei seu clamor; quando oferecerem holocaustos e ofertas de alimentos, não me agradarei deles; antes, os consumirei pela espada, fome e peste.” Vs 11 e 12

Restou a Jeremias conferir junto ao Senhor, acerca da mensagem dos “profetas” que apontavam noutra direção. “Então disse eu: Ah! Senhor Deus, os profetas lhes dizem: Não vereis espada, não tereis fome; antes, vos darei paz verdadeira neste lugar.” Jr 14;13

O Eterno explicou o que acontecia: “... Os profetas profetizam falsamente no Meu Nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação e vaidade, engano do seu coração é o que eles vos profetizam.” V 14

Estando um povo em juízo, por causa da rebeldia, por que um profeta falaria coisas boas, prometendo paz e bênçãos em pleno tempo da ira? Porque aos falsos profetas não importa manifestar a Vontade de Deus; antes, alimentarem às próprias que, atinam a ser aceitos como benfeitores, mais que, ser verdadeiros diante do Eterno.

Por não ter compromisso com os fatos, o mentiroso pode dar asas à imaginação, ou mesmo, pesquisar o que as vítimas de seu engano desejam ouvir; ainda, o que soaria bem ao establishment religioso, caso haja um. Logo as fontes desses sempre serão horizontais. Um profeta idôneo não pode ser dar a esse “luxo”; “... todas as minhas fontes estão em Ti.” Sal 87;7

Quando a apostasia toma os pontos chave de uma sociedade, no prisma espiritual, os verdadeiros serão tidos por falsos e perseguidos por isso. Pois, reina um acordo tácito de se manter a hipocrisia institucionalizada, qualquer que ousar falar contra se fará um desmancha prazeres, um inconveniente a ser silenciado.

Acaso não foram perseguidos, acusados de difusores de “fake News”, Policarpo, Wicliffe, John Huss, Lutero e tantos outros? Quando a verdade incomoda, nada melhor aos incomodados empoderados, que tachar seus mensageiros de mentirosos, nocivos ao “interesse democrático”; tal qual foi nos dias medievais, ainda é.

A luz não costuma ter livre trânsito no império das trevas. “Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz; não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;20 Desejo por aprovação, não o apreço pela verdade, pauta escolhas nesse nefasto reino.

Quando a mentira está em nós, com raízes tais que preferimos enfrentar quem denuncia, a enfrentar a mesma, já dissemos um sonoro afasta-te! a Deus, para nossa própria derrota. “Ai dos que ao mal chamam, bem, ao bem, mal; que fazem das trevas, luz, e da luz, trevas; fazem do amargo, doce, e do doce, amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, prudentes diante de si mesmos!” Is 5;20 e 21

Paulo desaconselhou tal temeridade; mesmo em casos que nossa compreensão tarde, vacile, atribuamos probidade a quem É Santo, e culpabilidade a quem é ímpio; “... sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado.” Rom 3;4

O homem prudente sabe que, no labor de investigar pecados, ele sempre será o principal suspeito; deve começar por si mesmo. Quando nossos males nos passam despercebidos, mas temos todos os rótulos para colar nos outros, nosso amor pela verdade já está sob sete palmos de terra.

As consequências desse amor doentio, nos lançarão no colo do Anticristo; “Esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios de mentira, com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam amor da verdade para se salvar. Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos que não creram a verdade, antes, tiveram prazer na iniquidade.” II Tess 2;9 a 12

Quando a verdade desistir de sua peregrinação, tardiamente entenderão, os amantes da falsidade, quanto ela vale; “Irão errantes de um mar até outro mar, do norte até ao oriente; correrão por toda parte, buscando A Palavra do Senhor, mas não a acharão.” Am 8;12

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Reprise


“Suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, o juiz julga pela recompensa; o grande fala da corrupção da sua alma, então, todos eles tecem o mal.” Mq 7;3

Os dias de Miqueias se parecem com os de hoje. A disposição maligna veloz; a judicialização de tudo, sob auspícios de uma justiça venal, corrupta; os grandes, pequenos de caráter, a maldade estabelecida como a aranha fazendo teia em busca de presas.

“Suas mãos fazem diligentemente o mal...” Diligentes; ou seja, rápidos, eficazes, zelosos, cuidadosos. Tantas qualidades a serviço do mal, que, por esse desvio de função se revelam defeitos. “Uma coisa boa não é boa fora do seu lugar.” Spurgeon. Assim, a diligência em prol do erro, permite que seus predicados dignos de encômios, se façam desprezíveis.

Quem não viu, por ocasião da enchente devastadora que atinge o RS, um Governo moroso, omisso, na prestação de serviços emergenciais, porém, veloz em ordenar à AGU e à Polícia Federal, que investigassem aos que propagavam notícias falsas, como avaliavam aos que divulgavam fatos denunciando a omissão e morosidade. Para a necessária ação, omissos, ausentes; para vetar à informação, diligentes, expeditos.

Não existe melhor maneira de plasmar uma boa imagem, que fazer as coisas certas, na hora certa. Todavia, no auge da catástrofe, muitos estavam mais atentos e certo ritual batizado de show, que acontecia no Rio. Tendo desperdiçado a ocasião de engajamento cívico e solidário, depois, acossados pela crítica dos que denunciaram suas posturas desprezíveis, muitos resolveram posar para foto fingindo o engajamento, ausente, quando foi mais necessário. 

As cestas básicas de doações, que deveriam ter vindo no compartimento de carga do avião, “resolveram” vir em bancos, como passageiros, para posar ao lado da benfeitora mor, pois, carecia daquela foto.

A relação parece inevitável; os que são diligentes a serviço do mal, acabam negligentes no bem, por absoluta falta de jeito para trato com essa estranha, a empatia.

“... demanda o príncipe; o juiz julga pela recompensa...” Ora uma autoridade, no fragor de uma emergência, engolirá “sapos” se necessário, dados, valores maiores em jogo; invés de judicializar tudo, mesmo uma simples crítica, como se, fosse inatacável, acima do bem e do mal. 

Pior, o juiz que “julga” pela recompensa. Não está a justiça na mira; antes, o interesse de quem lhe paga para que vista de sentença, ao desejo vil de seu corruptor.

Aqueles trâmites antigos, processo legal na primeira instância, quiçá, a alçada para a segunda; em último caso o Supremo, que se reservaria, prioritariamente, para assuntos de constitucionalidade ou a réus com foro especial, também se perderam. Se interessa ao “príncipe” a coisa cai direta no STF; o juiz venal presto decide, sempre em favor do “reino”, como requer a “imparcialidade”.

“... o grande fala da corrupção da sua alma...” invés da empatia com as dores de quem sofre, e providências urgentes para minimizar isso, não raro, nossos “grandes” se perdem em suas cantilenas de comícios, de “defesa de minorias”, preocupação com a imagem mais que pessoas, deixando nuas suas almas corruptas.

Se apressam a arrolar supostos bilhões de ajuda, nomes que dão a prováveis empréstimos futuros, antecipações de direitos adquiridos; enquanto, de prático mesmo, quase nada. Tais números estratosféricos servem para marketing; esse para envernizar a imagem dos “grandes”, mas de nada servem para quem está sofrendo, desabrigado, com demandas urgentes.

“... assim, todos eles tecem o mal.” Quando alguém probo está no governo, e esses na oposição, tudo o que for feito avaliam como errado, insuficiente, parcial, inoportuno; no império das falas ocas onde reinam, acenam com solução para tudo.

Quando, porém, o poder e o dever estão em suas mãos, suas soluções imediatas para todos os problemas hibernam, e em lugar delas, assoma uma turba de incompetentes, gente sem noção batendo cabeças, e apontando para os desafetos como culpados, olvidados da antiga destreza para soluções imediatas, que tinham quando seu “trabalho” era apenas desfazer do labor alheio.

Esses males que foram vistos nos dias de antanho, do profeta Malaquias, desgraçadamente se repetem ante nossos olhos, em nosso tempo. “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.” Ecl 1;10

Como diz uma conhecida sentença: “Quem não aprende com os erros históricos, tende a repeti-los.” 

Pois o homem sem Deus, nem é uma questão de aprendizado; mas de impotência, por causa da queda; “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus, nem pode ser.” Rom 8;7

Aos Seus, O Salvador “empodera” para a necessária obediência; “... a todos quantos O receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus...” Jo 1;12

O "preço" da Graça


“Nós, cooperando também com Ele, (Cristo) vos exortamos a que não recebais a Graça de Deus em vão” II Cor 6;1

Sendo um favor Divino, não é possível que alguém receba a Graça por méritos; doutra forma deixaria de ser graça para ser mera justiça. Porém, receber em vão, dá o que pensar.

O que é vão? Aquilo que é inútil, sem proveito, ou, tido como tal, por quem o recebe. Carecemos ser ciosos da Graça oferecida, invés de a tratarmos como algo vil. Deus nos honrou e nos deu uma preciosidade; espera que a tratemos dessa forma. “Como o que arma a funda com pedra preciosa, assim é aquele que concede honra ao tolo.” Prov 26;8 Sejamos sábios, pois.

Judas aludiu a uns, “... que convertem em dissolução a Graça de Deus; negam a Deus, Único Dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” Jd v 4

Alguns tratavam algo Excelso, como se, de parco valor, para próprio dano, e perdição. “Convertem em dissolução”, ou sejam, dissolvem-na, pelas suas maneiras ímpias e resilientes, invés de mudar, segundo lhes foi capacitado. “... fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos em novidade de vida.” Rom 6;4 Eis o objetivo!

Termos vivido de forma ímpia, errônea, antes de Cristo, e mesmo assim Ele nos ter chamado à Sua Luz Para Salvação, põe em relevo a grandeza do Seu amor; não, vulgariza a gravidade dos nossos pecados, como se, Sua inclinação perdoadora significasse uma espécie de licença para pecar. O Santo facilita quanto aos nossos erros pretéritos, mas responsabiliza-nos quanto aos passos presentes e futuros.

Aqueles que assim agem, perdem-se, não dando à santificação a necessária atenção. Sim, necessária, não, opcional; “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá O Senhor;” Heb 12;14 Ou, “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;” Mat 5;8 Ainda: “Meus Olhos procurarão os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse Me servirá.” Sal 101;6

Deus não toma em conta os tempos da ignorância, nos quais vivemos antes, uma vez iluminados por Cristo, somos responsabilizados, desafiados a andar conforme. Caso não, no tocante a nós, a eficácia da Graça não se verifica, como pontuou João: “Se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros; O Sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.” I Jo 1;7

Dos que se recusam a caminhar na luz, todos os “cristãos” que, quando exortados a andar em santidade, abandonando seus maus hábitos, presto recitam: “Deus é amor”. Essa verdade lhes soa como um biombo atrás do qual se pode esconder as perversas inclinações, o que, no fundo, é apenas uma demonstração clara das escolhas que, também convertem em dissolução a Graça, como se, a manifestação dessa derivasse de um sentimentalismo leniente, cúmplice, irresponsável.

Deus É Amor, sim; todavia, além dos pecadores, ama também justiça e santidade. Não fosse assim, não seria necessário o Sacrifício de Cristo; bastaria O Eterno fazer “vistas grossas” às nossas falhas e a vida seguiria.

Paulo ensina os “apêndices” necessários, pós Graça; “Porque a Graça salvadora de Deus se manifestou a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente;” Tt 2;11 e 12

A abrangência do Amor Divino é universal, se manifesta a todos os homens, a essência por proba é estrita; impõe novo “modus vivendi” aos que o recebem; “... vivamos neste presente século, sóbria, justa e piamente.”

A vera conversão é tão radical que salta aos olhos, sobretudo, quando quem se converte levava uma vida dissoluta; “... Ele se inclinou para mim, ouviu meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs meus pés sobre uma rocha, firmou meus passos. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos verão, temerão e confiarão no Senhor.” Sal 40;1 a 3

Moderninhos que “precisam” pintar de preto seus templos, para que, os que amam às trevas se sintam em casa, também fazem, institucionalmente vã, a Graça, como se, o trabalho da Igreja fosse agradar à impiedade, invés de desafiá-la ao arrependimento.

A sadia mensagem gera compunção, não, bem estar nos pecadores. Sempre foi assim; “Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?” Atos 2;37

A Igreja deve ensinar os rumos, não os que estão fora, em seus corações, emporcalharem-na com suas perversões desejando que ela as canonize. Senão, não só a Graça, mas a própria igreja se fará vã.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Pudores de Brasília


“Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita.” Confúcio

Concordo com o filósofo chinês. O homem irado está no ardor de um fogo veemente, cuja chama arrefecerá, a medida que o combustível da causa for consumido, pelo tempo.

O hipócrita age como um herói com dupla identidade. Esses quando um perigo assoma, deixam o “disfarce” de pessoas comuns, e colocam-se em socorro dos necessitados; aquele, quando vislumbra uma plateia, ainda que, com um expectador apenas, disfarça sua essência egoísta, veste a capa da virtude e entra no “teatro”, encenando o que, sabe que deveria ser.

Em suma: A ira é um rasgo pontual de inconformidade; hipocrisia é ausência de caráter negando a própria existência.

Temos tantos exemplos de hipocrisia que seria cansativo elencar. Paulo Pimenta falando em combater “Fake News” é mais ou menos como, o Conde Drácula prometendo doar sangue.

Os deputados esquerdistas do RS, sete ao todo, votaram contra a postergação do pagamento da dívida junto à União; claro, depois virão de novo posar de homens públicos, defensores do Estado e dos cidadãos gaúchos, certamente, isso também os coloca no rol daqueles dos quais devemos sempre fugir, segundo Confúcio.

Passada a tragédia nos virão pedir apoio. Para quê? Qual a necessidade que a sociedade tem de “representantes” assim? Em todos os âmbitos, municipal, estadual e federal, o serviço público tem sido pífio; há mais preocupação com a imagem dos “servidores” que com as vítimas; a sociedade civil, voluntária e organizada emergencialmente, é que tem feito a diferença nos socorros urgentes nessa desgraça.

Pautas minoritárias e identitárias têm sido levantadas como se, fizesse alguma diferença numa tragédia assim, fatores periféricos comportamentais, francamente!! Que atestado de indigência moral! Que servidores abaixo da linha de pobreza funcional!!

A bem da verdade, o PT nunca teve que lidar com oposição, até 2018. O surgimento de Jair Bolsonaro, seu probo governo mesmo durante a pandemia, mostrou que existe possibilidade de política honesta, além do “Teatro das Tesouras”, onde PT e PSDB encenavam renhida peleja diante das câmeras, enquanto faziam sujas negociatas nos bastidores.

A “imprensa” facilmente domesticável, pelo método de ade$tramento inteligente, nunca causou problema naqueles dias, em que os corruptos “eram felizes e não sabiam”, segundo Alexandre de Moraes.

Assim, dois “males” ao mesmo tempo desafiaram aos “defensores dos trabalhadores”; oposição de verdade, com a existência de deputados de direita combativos como temos tantos, felizmente, senadores, governadores. Não é o caso do nosso, infelizmente. Eduardo Leite chegou a dizer que o “excesso de doações prejudica o comércio local”. Que comércio? Que local? Que vergonha, Governador!!

O segundo “mal”, para desgraça do establishment, foi o advento das redes sociais. Em furtolândia precisam aprender a lidar com isso. Os fatos, esses rebentos sempre cobertos com os panos das conveniências, que eram ciosamente estendidos pelas mucamas da mídia venal, começaram a ser expostos, por falta de cobertas.

Se bem que, a verdade parece ser simpatizante do naturismo; ela, costuma se expor nua, sem nenhum pejo. A fartura de veículos que agora têm acesso ao desfile dela, acabaram se tornando feitores de grave obscenidade, prejudicial em extremo, aos pudores de Brasília.

Como ninguém desejaria ofender à ilustre princesa, dizendo que sairiam em perseguição contra a verdade, lhe ressignificaram, chamando-a de “Fake News”; com um nome bonito assim, bem que a podem caçar, sem que o vulgo, o ruminante, proteste. Ele sempre foi fartamente alimentado pela forragem midiática com aditivo alienante mesclado, pra não perceber que se faz sustentáculo aos que furtam seus direitos; sim, idiotas úteis saem gritando em defesa dos que lhe colocam antolhos.

Quase três semanas após o início da tragédia, descobriram tardiamente, que, não está tudo dominado como sempre esteve; os fugazes, enfim, posam no front; pois, precisarão de capas de engajados para vestir nas próximas eleições que estão bem próximas, aliás.

Não importa para os tais, as vidas que se perderam; se puderem, ocultarão a verdade quanto a isso também, falseando números para que eles falem o que melhor lhes convier. Afinal eles têm uma “imagem” a salvar. Breve terão novo pleito. E parece que o “Caramelo e a Esperança” não ajudaram muito.

A diferença da catástrofe moral, humana, de, ser nossa sociedade gerida por escórias assim, e a catástrofe climática que nos assola, é que os danos dessa, nus e crus, são visíveis de imediato; enquanto, aquela consegue diluir-se, ensejar alguma virtude, contando com a ingenuidade da plateia, cada vez menor, á medida que, as características dos “tempos felizes” dos biltres se apequenam também.

Não se trata de bandeiras, ideologias; valores verazes não podem ser reduzidos a isso. Mas, de crassa vileza que mercadeja com vidas preciosas, pela manutenção dos privilégios de tantas, inúteis.

Almas na prova


“Como o crisol é para a prata, o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores.” Prov 27;21

Metais como prata e ouro são derretidos para remoção das impurezas, tantas vezes, quantas, parecer necessário ao que tem a perícia para os purificar.

Essa arte deu origem a alguns provérbios, relativos a purificações maiores; das almas. “Tira da prata as escórias, sairá vaso para o fundidor;” Prov 25;4 “As Palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.” Sal 12;6 Não invertamos as coisas: A prata precisa ser purificada sete vezes, antes de ser comparada À Palavra do Senhor, que já é pura.

Antevendo o Ministério de Jesus Cristo, Malaquias disse: “... Ele será como fogo do ourives, como sabão dos lavandeiros.” Ml 3;2 Duas figuras atinentes à purificação; o sabão que desfaz sujeiras, e o fogo do ourives, que derrete metais, para remoção das impurezas.

Diz o texto inicial que, assim como os metais são refinados nos seus locais próprios, o homem é provado pelos louvores (que recebe), como?

A presente geração é um triste retrato da falta de noção, e desejo de louvores imerecidos. A facilidade de interação global pela INTERNET deixa isso mais evidente. Salomão, parece que estava vivendo nossos dias quando escreveu: “Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas nunca foi lavada da sua imundícia.” Prov 30;12

Todos somos livres para “curtir” ou enviar coraçõezinhos a quem postar algo. Todavia, a menor discordância, o mínimo reparo a uma colocação imprecisa, e pronto, estaremos sujeitos a chuvas e trovoadas. Quem somos para nos intrometermos nas vidas alheias?

Seria hipócrita dizer que não gostamos de elogios. Mas, gostamos ainda mais da verdade. Quando a coisa é desmedida, descamba para a lisonja, a sensação é ruim, de desconforto diante da falsidade. Mesmo quando elogiados com verdade, não nos cabe “subirmos à mesa” como se fôssemos alguma coisa. Paulo pergunta com muita razão: “Porque, quem te faz diferente? Que tens tu que não tenhas recebido? Se o recebeste, por que te glorias, como se não o houvesses recebido?” I Cor 4;7

O ego que faz o ser humano sobressair aos demais é uma ideia satânica. Esse tipo de “beleza” onde, um brilha e outros aplaudem, não o é tipo que os Céus apreciam. Quando alguém enche o mundo de caras e bocas e toda sorte de artifícios em demanda de louvores, deixa patente sua febre egoísta, seu desejo de brilhar, ser adorado, na sugestão maligna aquela: “Vós sereis como Deus.”

Se, louvores desmedidos, invés de me constranger, encabular pela certeza da minha indignidade para tais, me fizerem sentir o tal, importante, a última baga da vinha, ainda estou sendo reprovado grosseiramente nesse teste.

A beleza aos Olhos Divinos está mais, no coletivo; na unidade direcional do enxame, no bailado vívido do cardume, no revoar simétrico do bando, na paz harmônica do rebanho.

Momentos como a catástrofe vivida no Rio Grande do Sul, onde todos, grandes e pequenos, famosos e anônimos, ricos e pobres se solidarizam e cada um contribui conforme suas forças, evidenciam nuances da beleza que O Eterno Ama, e preceitua: “... amá-lo (a Deus) de todo coração, todo o entendimento, toda a alma e todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” Mc 12;33

O amor que folga com a verdade, não considera o próximo uma entidade suprema, intocável que jamais possa ser corrigida, ensinada. Antes, por se importar com o semelhante, ajuda-o de todas as formas, sejam materiais, emocionais ou espirituais.

É na adolescência psíquica que alguém se abala com alheios apreços, sejam aplausos, sejam vaias. Na maturidade, aqueles que a ela chegam, ainda que não se tornem refratários a essas coisas, também não lhes atribuem um peso excessivo. Tanto os aplausos quanto as vaias, podem ter mais a ver com as limitações alheias, que com nossos méritos. Tenho por filosofia, não padecer por doenças alheias.

A maturidade que conta e traz discernimento para a vida, deriva de nossa relação sadia com A Palavra de Deus. Nela as coisas que dizem respeito à vida foram postas; é o manual do fabricante. Os que a rejeitam, não mudam o “manual”, tampouco as razões do Criador. Estão previstos nela.

O discernimento da essência das coisas, nessa miscelânia de falsidades, aparências artificialmente forjadas, deriva de nossa relação com a Palavra de Deus, que nos aperfeiçoa, tanto quanto possível, na limitação imperfeita que aqueda nos lançou; “... o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto, o mal.” Heb 5;14

terça-feira, 14 de maio de 2024

Antes do juízo


“Se Eu enviar a peste sobre aquela terra, derramar Meu furor sobre ela com sangue, para cortar dela homens e animais, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo Eu, diz O Senhor Deus, que nem um filho nem uma filha eles livrariam, mas somente eles livrariam suas próprias almas pela sua justiça.” Ez 14;19 e 20

Quando O Eterno decide julgar um povo, mesmo que, a favor desse haja intercessores de vidas probas, como foram Noé, Daniel e Jó, nada pode ser feito. O juízo que parecer justo ao Santo, será levado a efeito; esses justos, hipoteticamente entre os alvos do juízo, tudo o que poderiam seria receber livramento das suas almas, nada mais. Nem mesmo seus filhos seriam herdeiros da justiça deles.

Enquanto O Criador ainda não está julgando, um intercessor aceitável perante Ele, basta; no caso daquele povo, esse abençoado não fora encontrado. “Busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, na brecha perante Mim por esta terra, para que Eu não a destruísse; porém, a ninguém achei.” Ez 22;30

Antes do Juízo, O Senhor passa um “pente fino”, para ver se existe alguém que deva ser preservado: “Longe de Ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de Ti. Não faria justiça o Juiz de toda terra?” Gn 18;25

Quando O Poderoso ainda se inclina a perdoar, um intercessor probo, basta; “busquei um homem...” Porém, gasta a Santa paciência, então, nem mesmo três santos da estatura de Noé, Jó e Daniel fariam diferença, no sentido de evitar o furor, do Eterno.

Nós que professamos O Santo Nome como sendo nosso Deus, temos preferência no juízo; digo, seremos julgados antes, como alguns textos mostram. Ao mesmo Ezequiel, O Eterno revelou a “prioridade” dos que alegavam compromisso com Ele; “Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.” Ez 9;6

Pedro transpôs o incidente para a Nova Aliança, e argumentou: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; se, começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao Evangelho de Deus?” I Ped 4;17

O vasto tempo de espera da bondade Divina, Sua longanimidade, não tem sido devidamente valorizada pela inconsequência de tantos pecadores. Salomão abordou essa indiferença, oportunista: “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” Ecl 8;11

Embora, a intercessão de uns e outros, tenha lá sua eficácia, em última análise, cada um terá que decidir-se sobre Deus, Seu Filho, de modo particular, pessoal; “... Como Eu vivo, diz O Senhor, que todo o joelho se dobrará a Mim, e toda língua confessará a Deus. Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Rom 14;11 e 12

Por enquanto, no tocante à salvação, um homem na brecha dos nossos pecados, perante Deus, Jesus Cristo, basta; se negligenciarmos a Ele e o que fez, a menos que tenhamos um “plano B”, nosso encontro com o juízo será inevitável.

A Palavra de Deus, depois de rememorar a fidelidade do cumprimento das Palavras faladas em dias idos, e ter apresentado a Cristo como a Expressa Imagem de Deus, questiona sobre a possibilidade de um caminho alternativo para a salvação: “Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, toda a transgressão e desobediência receberam justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram?” Heb 2;2 e 3

A Paz de Cristo, diferente da dos homens, tem uma incidência vertical; realinha-nos a Deus, a despeito do que o semelhante possa pensar ou sentir, ao nosso respeito; “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Quando chegar o tempo da ira, que se avizinha célere, então, não haverá intercessor que baste, nada que desvie O Furor do Eterno; acontecerá que, a Espada do Espírito, que, ora luta oferecendo misericórdia para salvação, então, lutará apenas pela justiça, para condenação dos que ignoraram aos apelos do Amor Divino.

Alguns agem como se, o seu tempo fosse infinito; Einstein pensava diferente; “Duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana; não estou muito certo quanto ao universo.” Então, “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” Is 55;7