domingo, 14 de setembro de 2014

A solidez da tenda



 “ A casa dos ímpios se desfará, mas a tenda dos retos florescerá.” Prov; 14; 11 

Sem dúvidas, se cotejarmos uma casa com uma tenda para ver qual sobressai em termos de resistência às intempéries, solidez, qualquer um apontará as vantagens da casa. Geralmente feita de pedra, naqueles tempos; ao passo que, a tenda padece a fragilidade que conhecemos, uma vez que, feita de couro e tecidos similares à lona, sustentada por cordas presas a estacas. 

Contudo, o provérbio supra, apresenta como melhor a tenda do reto, que a casa do ímpio. Assim, as qualidades morais do proprietário definem a solidez, ou não, da edificação. 

Um pouco antes, no mesmo capítulo, parece que o sábio preceitua certa “argamassa” intelectual como fator solidificante, diz: “Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.” Prov 14; 1 Agora temos a sabedoria em oposição à estultice. Servindo, a primeira, para edificar; a segunda, para destruir coisas que eventualmente estejam em pé. 

Contudo, a abordagem Bíblica da sabedoria nunca se restringe a “uma mente brilhante”, como o filme homônimo. Antes, atrela ao fator espiritual, um modo de vida segundo Deus. “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” Prov 1; 7 Assim, o resumo da ópera é que: A morada sólida é a do justo, pois a edifica com sabedoria derivada do temor do Senhor. 

Por certo, muitos lembram que, há alguns anos ruíram dois edifícios no Rio de Janeiro que foram construídos por Sérgio Naya. Peritos concluíram que tal se deu por terem utilizado material de qualidade inferior para baratear custos.   

A Bíblia apresenta dois casos de edificação; um, onde o problema está na fundação; outro, na construção relapsa sobre o bom fundamento. vejamos:   E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” Mat 7; 26 e 27  

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.” I Cor 3; 11 a 13 

Se, na alegoria do Salvador a casa é testada pelos ventos e a chuva, na de Paulo o teste é pelo fogo. 

Cristo trata dos que apenas ouvem a Palavra e ignoram, edificam suas vidas do seu jeito, baseados na justiça própria; assim, desprezam ao bom fundamento, O Salvador. Paulo refere-se aos que creem, mas, são descuidados como o material de construção. Usam muitos meios humanos misturados à palavra de Deus.

Os rios e ventos que levarão a casa do ímpio será seu juízo quanto à salvação que desprezou. O fogo que testará os feitos do que creu tem a ver com galardão, recompensa pelo trabalho feito, ou não; caso o material não resista ao fogo das provações que testa a cada crente. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” I Cor 3; 15 

Muitos associam coisas totalmente diversas como se, semelhantes. A imperfeição humana permite que logremos melhoramentos científicos e tecnológicos a cada dia. Assim, muitas coisas rudimentares em face às novas acabam obsoletas. 

Igualmente, alguns transferem essa lógica indiscutível nas coisas humanas, para as Divinas que são perfeitas. Nesse espírito, liberalizam, flexibilizam à Palavra ao gosto humano corrente, como se, interpretações pretéritas estivessem ultrapassadas. Aqui começa a má qualidade no material de construção. 

Pedro alegorizou como alimento; vetou o “leite com formol” como alguns falsários fizeram no RS. “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” I Ped 2; 2 

Enfim, o que é modernizável é refém do tempo; as coisas de Deus são eternas. Certo que a ditadura do “politicamente correto” aplaude erros e deprecia caráter segundo Deus. Parece mais simpático ser dos tais, tanto quanto, a casa do ímpio  mais sólida que a tenda do reto. 

Todavia, quem criou o Universo não carece lições de arquitetura. Tampouco, poderia ser suplementado por seres imperfeitos como nós.

Se, seguirmos ao Seu projeto, Ele edifica e garante; se preferirmos alternativas assinemos nós; pois, o Santo se eximirá de culpa por nossas escolhas. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam;...” Sal 127; 1

Jesus e a re-Lei-tura

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Mat 5; 17
 
A diferença entre o caráter e ensino de Jesus e os religiosos era tal, que havia o risco de ser acusado de subversão; de estar atuando contra a Lei de Moisés. Por isso, apressou-se a eliminar tal suspeita.

Se não veio anular, mas, cumprir, como disse, por que fez releitura de quase todos os mandamentos? Bem, o legalismo é apenas a vitrine da hipocrisia, não o reflexo exato da Lei. 

Paulo ensina: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual;…” Rom 7; 14 disse mais: “E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.” V 16  Ele considerou um “não querer” refém da força do pecado na carne como uma aprovação íntima da Lei de Deus.

Se a Lei é espiritual, tem um espírito; uma intenção subjacente à superfície da letra. O fato que os judeus, Fariseus, sobretudo, faziam uma leitura superficial e nela se justificavam foi que demandou a releitura do Senhor. 

Avisou seriamente aos ouvintes: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mat 5; 20 Esse exceder não significava extrapolar, antes, aprofundar-se; entender a intenção da Lei, e observá-la.

Do “não matarás”, foi além; à raiz do assassinato, o ódio. “…porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo;…” v 22; quanto ao adultério, idem: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” V 28 

Do sábado fez a mesma análise; seu fim era o bem estar humano, não um deleite Divino; “O sábado foi feito por causa do homem”. Ensinou. 

Por fim, facilitou a compreensão do espírito da Lei ensinando que, cada um tem na morada de seus anseios, a candeia dos seus deveres. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também, porque esta é a lei e os profetas.” Mat 7; 12

Claro que um desnudar  profundo da pretensão religiosa da época fatalmente o faria “persona nom grata” ante suas “vítimas”.

Espantoso é que, hoje, passados dois milênios de tão clara exposição ainda tenhamos os neo-Fariseus, intérpretes de superfície atuantes e convictos de suas idiossincrasias.

Dado que o sacerdócio levítico foi ineficaz, veio o Sumo Sacerdote de uma ordem superior e pôs ordem na casa. Porém, “…mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” Heb 7; 12 

Observando de modo prático, em quê consiste tal mudança? Ouçamos Paulo: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” Rom 8; 1 e 2
 
Essa Lei do Espírito de Vida deve atentar a quais mandamentos? “fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” Mat 28; 19 e 20 

Claro que as coisas que Ele mandou abrangem todas as faces de nosso viver; entretanto, o Mestre  condensou-as em dois mandamentos apenas: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mat  22; 37 a 40

Em seus dias Paulo enviou dura diatribe aos Gálatas em face ao legalismo que se infiltrara; aos Colossenses não foi diferente. Também lá advertiu: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” Col 2; 16 e 17
 
Claro que os legalistas desse tempo sempre terão suas “bases bíblicas” para defender; embora, os Adventistas usem até os sonhos de Ellen White; contudo, a origem do problema não é bíblica, antes, reside no orgulho carnal das seitas que se pretendem depositárias  únicas da verdade. 

“…estando debalde inchados na sua carnal compreensão, e não ligados à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.” Col 2; 18 e 19
 
Mesmo a carne implorando por ser santificada, o Senhor insiste que  seja crucificada. E depois da cruz, a Lei é outra.

sábado, 13 de setembro de 2014

Dízimo e oferta cheirando mal


- Olha só o estado de vocês! Vociferou Santa Escritura. Por onde vocês andaram que estão imundos dessa forma? Meio envergonhados e sem argumentos, os dois irmãos baixaram as cabeças, como que procurando uma explicação.


  - Nós… eu…


- Essa história que se sujar faz bem pode  servir para comercial de sabão em pó; comigo não cola.


- Mas, mãe...


 – Nem mais uma palavra! Os dois tomar banho. Que vestes são estas? Francamente!  Lá se foram os irmãos maltrapilhos, dízimo e oferta, cada qual a um banheiro, tirar a “influência” de um dia mais, que os fazia cheirar mal.


Não entendo, pensou Santa, se eles têm tanto coisa valiosa a fazer ; por que andam assim, rotos? Depois de devidamente banhados, a matriarca os chamou para uma conversa.


- Filhos, vocês são de linhagem nobre, têm uma tradição a preservar; mas, parece que esqueceram isso; quantos fracos, doentes, desvalidos, vossos antepassados socorreram? Do jeito que vocês estão agindo envergonham a família e desonram aos que foram antes de vós.


- Mas, mãe, eu tenho feito grandes investimentos ensejando obras portentosas, meu trabalho tem frutificado muito. ( objetou dízimo; eu também, acresceu, oferta)


- Frutificado para quem? Vocês não nasceram para isso, advertiu Santa. Nada mais infeliz e errante do que alguém que perde o sentido da vida, e vocês o perderam, faz tempo.


–Olha, mãe, eu tenho adquirido estações de TV, construído templos majestosos, patrocinado pregadores famosos, comprado aviões… – Eu ajudei, (apressou-se a gratuita oferta)


-Eu sei de tudo isso ( volveu Santa ) e esse é o problema. Quem disse que vocês deveriam fazer isso? Acaso não ensinei que se deveria juntar tesouros no Céu, invés de o fazer na Terra?


 –Mas, mãe, assim, mais pessoas ouvem falar da Senhora…
 

– Sim, nunca se falou tanto de mim como agora, mas, eu preferia que me deixassem falar… do jeito que estão fazendo, parece que meu anseio é que vocês cresçam, quando, na verdade quero que as pessoas se salvem.  Não gosto do ditado popular, “falem bem ou falem mal, mas falem de mim.” Falem retamente, odeio a mentira.


 Vocês precisam evitar as más companhias. Lembram que meu Querido Esposo disse: “ide por todo o mundo e apresentai , minha amada a toda criatura”?


- Sim mamãe, volveu o Didi, eu tenho alcançado o mundo mediante a tecnologia…


 – Você não entendeu o que Ele disse, filho, “Ide!” Não, falai à distância. Pastores eletrônicos não visitam, não ouvem, não oram em particular pelas ovelhas; além disso, vivem como pop stars intocáveis, seus erros são encobertos; enquanto os que vão para o front fazem aquilo tudo, além de serem conhecidos pessoalmente, de modo que, esses, zelam pelo bom testemunho.


Eu tenho casas humildes nos mais remotos rincões, e, com pastores de carne e osso, tenho alcançado vidas. Vocês degeneraram depois que passaram a andar em más companhias. Gente honesta que precisa de vocês está sendo prejudicada, por causa das corjas com as quais vocês têm andado.


Vocês nasceram altruístas e santos, agora, estão mercenários e sujos; ninguém mais confia em vocês, uma vergonha.  Vou contar-lhes uma fábula de Esopo.

 “Certa vez, uma raposa estava ferida em sua toca, e um leão ofereceu ajuda dizendo ter qualidades medicinais na língua; Na sua língua até confio, (disse a raposa) o que temo são os dentes que moram perto dela”.


 Dessa forma agem os pilantras com os quais vocês têm andado. Encenam ter minhas virtudes saneadoras nas suas línguas, mas, cercam-nas os dentes de voraz cobiça, não se pode confiar neles.


Que adianta adquirir tantas posses e andar sujos, como vocês andam? Vocês fizeram de seu próprio crescimento um fim. Dízimo e oferta para adquirir meios de arrecadar mais dízimo e oferta, que lástima!!!


- O que devemos fazer então mãe?  (perguntou Fertinha, envergonhada)

– Esqueçam a ostentação, os superstars góspeis, os templos inúteis que cultuam ao orgulho, os aviões que transportam lobos, voltem-se às necessidades verdadeiras, como fizeram seus antigos parentes.


Vocês não são um fim, antes, um meio de alcançar aos carentes de salvação e de alimento, vestes… aqueles que alimentam vocês porque em troca se lhes promete riquezas, facilidades, me desprezam e ao meu marido, que nunca prometemos isso.


 Lembram daquela parte em que Ele falou que a viúva que dera duas moedas fizera melhor que os ricos que esbanjavam sobras? Sentimento de gratidão a Ele, pois, vale mais que dinheiro, e se vocês atuarem em socorro aos desvalidos, como ensinou, “A mim o fizestes”, disse.


 Vocês tem sido motivo de escárnio às coisas santas, por culpa das péssimas companhias que escolheram; como ensina um provérbio chinês:

 “As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro.”

O quê as crianças precisam?



“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” I Cor 11; 1

Todos filosofam sobre a  superioridade do exemplo em relação às palavras. Essas, mesmo eloquentes podem ser menos impactantes que um quadro vivo. Segundo Confúcio aprender por imitação é o método mais fácil.  

Então, buscando a educação da criança cabe considerar que tipo de exemplos o Brasil vem protagonizando como pedagogos dos infantes que geramos. Afinal, os rebentos são lançados no palco da vida sem script algum; pouco a pouco vão improvisando suas “falas” dados os parâmetros que possuem. Podem até inserir alguns “cacos” com permissão do diretor, Destino, em face à índole de cada ator.

Mas, estarão fadados a uma gama de valores ante os quais terão que optar pela facilidade de assimilá-los; ou, a excentricidade de combatê-los.

Presto um pai disciplinará ao filho que mentir a ele; mas, a mentira é canonizada diariamente nas novelas, na política e mesmo nos exemplos em família. Se todos batem o pé esquerdo ao rufar o tambor do interesse, como esperar que nosso filho seja o proverbial “soldadinho-do-passo-certo?”

Se a mídia e a população em geral aplaudem bundas e peitos, como convencer que o vital é desenvolver neurônios? Sim, temos competições desse tipo; malgrado o estereótipo da loira burra, que, em tese despreza a vulgaridade da beleza oca, a maioria do “conteúdo” cultuado nessa geração é de silicone. Os bravos tomam “bombas” para ostentarem o mesmo por outros métodos igualmente ocos e fraudulentos.

Se o interesse imediato suplanta valores, como impregná-los? Moral e bons costumes são extirpados dia a dia pelo antivírus do sistema ímpio e corrupto. Como ensinar aos pequenos sobre obedecer às leis e autoridades, se, quando o querem, vagabundos desordeiros quebram tudo em nome da anarquia e ficam impunes? Quando se atrevem a deter um ou outro, sempre tem um juiz que “não vê crime algum”; redefinindo assim, por sua omissão, em quê a justiça é cega?

Como desenvolver o gosto pela arte se verdadeiras lixeiras verbais são vendidas como se a ela pertencessem? A maioria do que chamam música é mera pornografia ou vômito de ranços sociais; ainda, privados de arranjos rebuscados ou intérpretes de talento.

Claro que pode viçar flor entre pedras; mas, é mais comum que elas sirvam de abrigo a cobras e lagartos. Assim, surgir um virtuoso nas artes, na política, no caráter, nesse caldo de maus exemplos, que inclui ainda grande leva de religiosos é um albinismo quase impossível. 

Jeremias já advertia: “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13; 23

Outro dia, na Argentina, um menino por nome Miguel, de apenas seis anos disse que queria ser menina e ganhou autorização da presidente Cristina Kirchner para fazer operação de mudança de sexo; passou a ser Luana. 

Ora, mesmo na adolescência os humanos ainda não têm suas psiquês formadas e lutam com seus conflitos de identidade; poderia aos seis anos saber o que quer de fato, e decidir algo que valerá para a toda a vida? Pelo jeito, se ele ( ela ) se sentisse um cachorrinho ganharia banho, tosa, ração e coleira, com a bênção presidencial; francamente! 

Assim, além de privarmos aos pequenos de exemplos edificantes nos omitimos de amparar com sobriedade em caso de anomalias psíquicas como essa.

Finalmente captei a mensagem do “pequeno Príncipe;” Eu pensava que a superioridade infantil era uma metáfora da pureza moral; mas, desconfio que estava enganado.  “As pessoa grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando” ( Saint-Exupéry ) 

Enfim, Miguel ou Luana, explicou e os hermanos entenderam. Lá, como cá, muitas crianças crescem sem pai nem mãe, infelizmente.
  
Por fim, sempre fui exortado ao estudo para ser alguém na vida; aí acabei não sendo quase nada; pois, não obstante algum jeito com as letras, terminei governado por analfabetos, corruptos, ladrões. Será que meu filho sentir-se-á estimulado ao estudo por sua vez?

Criamos o “Dia da criança” para dar-lhes o que a maioria nem precisa. Então, os privilegiados pelo berço receberão alegremente, o que pediram. Outros, com menos sorte contentam-se com o que é possível.

Contudo, quantos, não apenas nesse dia, mas, em todo o tempo estarão recebendo o que, de fato, é necessário?

Nossa “educação” resume-se à difusão do conhecimento privada de valores; assim, desenvolvem-se talentos sem caráter; um mau caráter talentoso acaba sendo o melhor dos piores. Então, em qualquer dia, ensejemos um upgrade nas figuras que eles querem ser quando crescerem dando-lhes de presente, adultos melhores.

“O homem é uma criatura influenciada mais por padrões do que por preceitos".
(George Swinnock)