sábado, 18 de setembro de 2021

A ovelha-espinho


“Vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como convém responder cada um.” Col 4;6

“Sempre agradável”;
isso se for visto superficialmente pode parecer que Paulo prescreveu que fôssemos bajuladores, como são os falsos profetas; será?

Aqueles eram tão “agradáveis” que prometiam coisas boas mesmo quando essas não existiam. “Curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” Jr 6;14 ou, “Dizem continuamente aos que Me desprezam: O Senhor disse: Paz tereis; a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós.” Cap 23;17

Agradáveis ou não, esses fragmentos de Jeremias têm em comum que denunciam mentira.

Assim sendo, antes de priorizar o sentimento anexo à mensagem, carecemos atentar à essência; é necessário que derive da verdade.

Pois, os homens costumam se agradar de coisas bem ruins; abomináveis ante O Eterno. “... Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” Luc 16;15

Havendo conflito de interesses entre Deus e os homens, qual deve ser a prioridade? “... Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir antes a vós que a Deus;” Atos 4;19 A resposta parece óbvia.

Então, embora, tanto quanto possível devamos ser polidos, educados em nosso trato, isso não deve ter um peso tal, que sacrifique a verdade. Antes de sermos agradáveis aos homens, carecemos ser aceitáveis perante O Santo.

“Temperada com sal...” O sal era elemento de conservação de carnes e outros alimentos; tanto que, não podia faltar nos sacrifícios oferecidos Ao Eterno, “Todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da Aliança do teu Deus; em todas tuas ofertas oferecerás sal.” Lev 2;13

Semelhantemente, no “Sacrifício Perfeito da Nova Aliança” a “Aspersão do Sangue de Cristo” como figurou Pedro, o elemento conservador da sã doutrina não pode estar ausente. Como sal, em pequena porção pode conservar e temperar outra bem maior que ele, também, um santo que viva em comunhão com Cristo, pode e deve, pelo testemunho, inquietar uma porção de pessoas, as que observam seu modo de vida regenerado, após novo nascimento.

Quando disse dos Seus: “Vós sois o sal da Terra...” O Senhor prescreveu que eles fizessem diferença por onde passassem. Num mundo de tantas mentiras e valores invertidos, a verdade que agrada a Deus, é o sal que tempera os homens.

“Para que saibais como convém responder a cada um.” O Senhor lida com indivíduos, não com massa; “... cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Rom 14;12 assim, cada situação é única; nem sempre, a resposta devida a um é a mesma para outro. Aos fracos que O buscavam, O Senhor perdoava e recomendava: “Vá e não peques mais.” Aos hipócritas, chamava-os pelo nome.

Alguns, nem devem ser alvo de insistência nossa. “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado.” Tt 3;10 e 11

Outros, a maioria, é tão carnal, tão refém de meninices, que não suportam nada que não sejam “curtidas” ou coraçõezinhos nas coisas que partilham.

Ontem comentei uma postagem ambígua, que era verdadeira, mas, mal interpretada daria margem ao esconderijo de gente avessa a correção, (o texto era sobre não atirar pedras) Em poucos minutos o sujeito que postou, invés de considerar o teor do comentário, que não tinha nenhuma agressão, apenas uma ressalva, me deu uma pedrada irônica no meio da testa.

Não tentei desenhar, como fiz outras vezes; não sei se é herege, carnal, menino ou o quê; apenas excluí; pois, não tenho coraçõezinhos para colar onde deve estar apenas a verdade.

Triste retrato de uma geração melindrosa, que quer apenas engano; um feixe mínimo de luz já basta para gerarmos um adversário, onde nada de animoso criamos.

Tantas figurinhas para louvar, aplaudir, mostrar espanto, e eu com minha mania de colocar sal, bem feito!

Uma ovelha tem de marcante a maciez da pele; como pode ser assim, intocável, qual porco espinho? Paulo ensina: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” I Cor 13;11

Minha culpa, olhei para seu tempo de vida, e vi uma estatura ainda ausente; “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, não, de sólido mantimento.” Heb 5;12

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Armo-me de feijão, de livros


“A liberdade é, antes de tudo, o direito à desigualdade.” Nicolai Berdiaev

Um aspecto que opõe radicalmente “socialistas” e liberais/conservadores é a relação com a liberdade.

Invés de um salvo-conduto para cada um atuar no teatro da vida conforme bem parecer à sua consciência, o jeito liberal, que os faz conservadores nos costumes pelo mesmo viés, porque lhes parece melhor; invés disso, digo, os oponentes trazem em suas lideranças a pretensão de iluminados que sabem o que é melhor para cada um. À classe dominante caberia determinar as coisas; ao povo, meramente obedecer. Mas, o “gado” somos nós, claro!

Onde a pretensão de domínio esquerdista é levada ao extremo, ao sonho de consumo deles, as pessoas perdem o direito de escolha; vide, China, Cuba, Venezuela. Os dois últimos até encenam “eleições” onde ganham sempre os mesmos, embora, desagradando geral.

Onde o comunismo/socialismo consegue plasmar o que quer ser quando crescer, as pessoas têm aliviadas suas cargas, não precisam mais fazer escolhas; uma casta suprema de iluminados faz por eles, tudo o que precisam é obedecer sem questionar. Muuuu!

Sempre atuam dividindo a sociedade em guetos antagônicos, para “defenderem” aos fracos.

Tendo Bolsonaro sido eleito, e com votação expressiva um grande amigo dele, negro; sendo respeitado e defendido por muitos gays, as pechas de racista e homofóbico, que tanto foram usadas, por exaustas e inócuas perderam o apelo inicial.

Então, descobriram outro gueto, de onde podem atacar ao presidente fazendo ver quão mau ele é. Agora não é ateu ou crente, branco ou negro, pobre ou rico, héteros ou homossexuais; o lance agora é feijão ou fuzil.

O gesto bem humorado do Presidente de simular armas com os dedos, para o mono-neurônio canhoto o fez um ditador que dá fuzis à população, invés de alimento, basicamente, feijão.

Primeiro: O “ganha-pão” é uma figura de linguagem para referir-se ao trabalho. É através desse que “ganhamos” o pão; na verdade, conquistamos. Não é papel de um presidente matar a fome; ainda que, muito tenha feito nesse lastro, com o bem vindo, auxílio emergencial, devido à pandemia.

Igualmente não é, distribuir armas à população. Tampouco, ele o fez. O que defende, ao meu ver, corretamente, é a liberdade de escolha, o direito de defesa à vida e propriedade para quem o quiser. Se os eleitores do outro lado não fossem em sua maioria bandidos, não se incomodariam tanto com armas. O homem decente não as teme.

Muitos patifes esclarecidos jogam fumaça na discussão criando outros joguinhos de palavras imbecis, tipo: “Livro-me de armas, armo-me de livros.” Notemos que agora é ódio a três; o feijão virou livro.

O fato de dois analfabetos funcionais, Lula e Dilma terem sido eleitos e reeleitos; mais, terem posto Paulo Freire como “Patrono da Educação” mostra o trato que os bons livros têm recebido ultimamente.

Uma geração que engole sem molho, que a vontade majoritária é manifestação “antidemocrática”, se um dia pegou livros, o fez para matar alguma barata.

Quem disse que conhecimento e liberdade são coisas excludentes? Que o sujeito que desejar se defender não desejará cultura, conhecimento?

Acontece que os canhotos têm os profissionais que se fazem de tontos tocam o berrante da insatisfação criando essas “maravilhas”; e um rebanho de “idiotas úteis” que acha bonito ser feio, sai partilhando essas bostas sem o doloroso trabalho de pensar. Se, gostam tanto assim de livros, não deveriam ter aprendido isso?

Ademais, quem disse que os livros são inofensivos? “O Capital” e derivados, Gramsci, os da “Escola de Frankfurt” que propõem o comunismo, possuíram mentes de gerações “libertárias”; os milhões de mortes violentas na China, Rússia, leste da Europa, e parte significativa da América Latina, são frutos de livros, que mudaram ideias e patrocinaram a matança. Nesse caso, armas são mais preservadoras da paz, que eles.

Mas, tente mostrar isso para seu “Esquerdino Fanáticus” e presto ele mudará o foco para o feijão.

Todo o conhecimento é libertador. Se não mais, da ignorância. 

Todavia, apenas A Palavra de Deus, tem poder para livrar ao homem mau, do seu pior adversário; ele mesmo. No entanto, é justo por mencionar fragmentos desse Livro, como, “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e frequentar igrejas, onde o mesmo é ensinado, que maior parte da raiva contra o presidente assoma.

Não pegam em fuzis, mas calúnias, difamação, agressões contra honra da Primeira-Dama, vale tudo nos corações cegos dos “inimigos das armas.”

Hipocrisia é uma doença moral, cujo diagnóstico se dá à partir de contradições.

Para esses vige a “moral” da metamorfose ambulante, cantada por Raul Seixas. A parte em realce da letra, no que tange ao PT é: “Se hoje sou estrela, amanhã já se apagou...” Até que enfim!

Distância Segura



“Para fazer diferença entre imundo e limpo...” Lev 11;47

Após uma série de orientações sobre alimentação e higiene, veio o motivo; diferir o imundo do limpo.

As restrições dadas aos Levitas tinham um aspecto espiritual anexo; “... havia um muro em redor, de quinhentas canas de comprimento, e quinhentas de largura, para fazer separação entre santo e profano.” Ez 42;20 Com responsabilidades sacerdotais deveriam manter certo isolamento geográfico. A visão de Ezequiel deixou patente a distinção.

Separação; palavra quase maldita na “sociedade inclusiva” atual; mas, sempre foi demanda para muitas coisas atinentes à Santidade Divina. Quando Chamou Abrão, a primeira ordem foi uma “ruptura social”; “... Sai-te da tua terra, da tua parentela, da casa de teu pai, para a terra que Te mostrarei.” Gn 12;1

Foi por fazer algo profano, que Belsazar, no auge da soberba, quando tratou de modo vulgar, vasos de Deus, sofreu trágicas consequências. “Tu, Belsazar... Te levantaste contra o Senhor do céu; pois, foram trazidos à tua presença os vasos da casa Dele; tu, teus senhores, tuas mulheres e concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, ouro, bronze, ferro, madeira e pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está tua vida, de quem são todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste.” Dn 5;22 e 23

Mesmo o ensino requer dos mestres uma separação das coisas ímpias, senão, o mero vociferar textos santos sem compromisso com eles aumenta nossa culpa; “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” Tg 3;1

O Eterno questiona: “... Que fazes tu em recitar Meus estatutos, tomar Minha Aliança na tua boca? Visto que odeias a correção, e lanças Minhas Palavras para detrás de ti. Quando vês o ladrão, consentes com ele; tens tua parte com adúlteros. Soltas tua boca para o mal; a tua língua compõe engano. Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe. Estas coisas tens feito, e Me calei; pensavas que era tal como tu, mas Te arguirei e as Porei por ordem diante dos teus olhos.” Sal 50;16 a 21

A santidade está deteriorada; já há sites especializados em denunciar escândalos nas igrejas; por certo esses são instrumentos de Deus, que julga provisoriamente expondo-os; “... Porei por ordem diante dos teus olhos.” Se algum se arrepender e mudar, ainda pode ter conserto; senão, perecerá mesmo avisado.

Embora o ecumenismo “inclusivo” que aglomera, seja a febre que grassa, a salvação sempre será um convite à separação; O Caminho é Exclusivo; “... Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim.” Jo 14;6

Devo me separar, até mesmo de mim; “Negue a si mesmo...” Como se faz isso? Mudando o modo pensar e consequentemente, de agir; “Deixe o ímpio seu caminho, o homem maligno seus pensamentos, e se converta ao Senhor...” Is 55;7 Doravante, os pensamentos do Alto devem sobrepor-se aos meus.

A negação da vontade natural é a “cruz” que nos cabe. É insano pensar que podemos fazer as coisas à nossa maneira e Deus será conosco. Cristo ensina: “... O Pai não me tem deixado só, porque Faço sempre o que Lhe agrada.” Jo 8;29

Quem se pretende de Cristo, pois, deve se dar ao mesmo esvaziamento. “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos também em novidade de vida.” Rom 6;3 e 4

A dificuldade em se separar dos “chegados” que não se achegavam a Deus, limitava os coríntios; “... estais estreitados nos vossos próprios afetos.” II Cor 6;12

Muita “gente boa” deveria ser evitada, para sermos recebidos por Deus. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; que sociedade tem justiça com injustiça? Que comunhão tem luz com trevas? Que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois templo do Deus vivente, como Ele disse: Neles Habitarei, entre eles Andarei; Serei seu Deus, eles serão Meu povo. Então saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor; não toqueis nada imundo e vos receberei; Serei para vós Pai, e sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” Vs 14 a 18

A existência de Céu e Inferno deveria bastar como argumento que, não é tudo igual.

E como disse Aristóteles: “A pior forma de desigualdade é considerar iguais, aos que são diferentes.”

terça-feira, 14 de setembro de 2021

A Falta, da Omissão


“... que te falta comigo, que procuras partir para tua terra? Disse ele: Nada, todavia, despede-me.” I Rs 11;22

Davi destruíra Edom, mas, alguns fugiram pro Egito; entre eles, Hadade, que fora bem recebido na casa de Faraó, se tornara cunhado do soberano e vivia no palácio. Sabedor da morte de Davi e Joabe, decidiu voltar à sua terra.

Então a pergunta de Faraó; “O que te falta comigo que procuras ir para tua terra?” Mesmo admitindo que não faltava nada desejou voltar.

Faraó tinha lá sua lógica; normalmente uma empresa migratória surge patrocinada por alguma falta; como Elimeleque e Noemi migraram para Moabe, quando faltou o pão em Belém; ou, mesmo Jacó e sua descendência foi de Canaã para o Egito nos dias de José, por motivo semelhante.

Contudo, estando Hadade em meio à fartura, nada faltando, seu desejo de ir carecia uma explicação; o quê te falta? Os “bens” anelados pela alma humana nem sempre se resumem às coisas materiais. Desejos derivados de sentimentos, como amor e até ódio podem patrocinar grandes mudanças, de modo a deixarmos uma situação confortável em troca de outra menos vantajosa, se, o coração quiser.

Segundo o cronista que relatou a saga, era Deus levantando adversários a Salomão para puni-lo pela sua idolatria. “Levantou O Senhor contra Salomão um adversário, Hadade, o edomeu; era da descendência do rei em Edom.” V;14 “Foi adversário de Israel, por todos os dias de Salomão, isto além do mal que Hadade fazia; porque detestava Israel, e reinava sobre a Síria.” V 25

Então, além das causas vistas que podem ensejar mudanças, ainda concorre a Vontade Divina que pode “inclinar os ventos” para essa ou aquela direção. “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor, que o inclina a todo Seu Querer.” Prov 21;1

Os escritos sapienciais, não trazem verdades absolutas; derivam das observações de homens sábios, de como, as coisas geralmente acontecem. Deus não manipula fantoches; labora por persuadir à Sua Vontade, o que, com o próprio Salomão não funcionou, senão, não teria ele descambado para idolatria.

Parece que sentenciou a si mesmo: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.” Prov 29;1

Se, ante a fidelidade dos servos, O Eterno trabalha para cercá-los de paz, o outro lado da moeda também acontece; deixa que vicem adversários ante à impiedade. “Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até seus inimigos faz que tenham paz com ele.” Prov 16;7

No caso, os caminhos de Salomão desagradavam ao Eterno, então, até desafeições adormecidas terminaram a hibernação e voltaram ao viço, na estação favorável das emulações políticas. Hadade sendo edomita, Deus preparou caminho de modo que ele acabou no trono da Síria.

Infelizmente, faltas do coração e alma, têm sido desconsideradas nos lugares que deveriam ter primazia; as do ventre, essas coisas menores que podem ser obtidas por justos e injustos, mediante trabalho, ocupam seu lugar.

Paulo chamou aos viciados, proponentes disso, de “adoradores do ventre”; “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e de novo digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, Deus é o ventre, e a glória é para confusão deles, só pensam nas coisas terrenas.” Fp 3;18 e 19

Então, invés de promotores de inclusão, feitores de “justiça social” como se pretendem, os que atuam como se fosse possível fundir comunismo e cristianismo, esses são “inimigos da Cruz de Cristo;” invés das renúncias às más inclinações, o negue a si mesmo, e câmbio dos pensamentos humanos rasteiros pelos Divinos, as pessoas são instadas a “cobrar seus direitos” invés de abandonarem seus vícios.

As culpas de Salomão que ensejaram adversidades a ele; nossas omissões no que tange ao conhecimento da Palavra, têm permitido viçar falsas profecias e doutrinas; o mau hábito de preferirmos o agradável ao verdadeiro tem dado asas aos que deveriam receber grilhões; os que produzem enganos. “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” II Tim 4;3 e 4

Se aos fiéis as dores derivam, eventualmente, de longa espera por respostas de Deus, aos ímpios, seus desejos respondidos é que os amaldiçoa; rejeitando Deus e Sua Palavra, receberão “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios de mentira, com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.” II Tess 2;9 e 10

À alma que “Tem tudo”, se ainda faltar Deus, falta tudo, perde-se.

domingo, 12 de setembro de 2021

A ciência que esconde


“Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;” I Cor 12;8

Circula alhures pretensa relação positiva entre bem e mal; seriam forças opostas amalgamadas e complementares; aquela balela da filosofia oriental do Yin e Yang; o peixinho branco com olho preto, recurvo contra o preto de olho branco num círculo.

Para essas correntes, o homem é “devedor” à serpente que teria aberto os horizontes da ciência, instando o casal edênico a comer do fruto proibido. O bicho não seria tão feio como o pintam. Prometeu trouxe fogo aos homens, diriam os gregos.

Acima vemos como dons do Espírito, (Santo) Palavra da Sabedoria e Palavra da Ciência. Resulta uma questão: Se, a serpente abriu as portas à ciência, por quê partículas da mesma teriam que ser doadas a alguns pela ação benévola do Espírito Santo?

Voltemos ao Éden. “O Senhor Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida; a Árvore da Vida no meio do jardim e a Árvore da Ciência, do bem e do mal.” Gn 2;9

A “Ciência” escondida, pois, era o conhecimento do bem e do mal. Antes da queda o homem conhecia o bem, tinha comunhão com Deus e paz.

O fato novo após a queda foi o conhecimento do mal; a invasão desse, na antiga habitação da inocência fez necessária a ajuda de uma pedagoga para entender o que se passava, a consciência.

Na primeira aula advertiu que eles fizeram mal em desobedecer ao Criador e que sobre eles pesava sentença de morte.

Então, Adão que prazeroso recebia ao Sumo Bem na viração do dia, de repente teve medo e se escondeu, pois a perversão na escolha acabara de perverter os valores e agora, O Bem Supremo parecia ter as cores do mal.

Por isso a inversão de valores traz um “ai” ameaçador; “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, da luz, trevas; fazem do amargo doce e do doce, amargo!” Is 5;20

É dessa ciência atinente aos meandros da alma e espírito, que se tratava. A difusão do conhecimento tecnológico tem a ver com inteligência; Adão tinha de sobra; deu nomes a todos os animais existentes.

Como os dons intelectuais são amorais (podem ser usados tanto para o bem, quanto, para o mal) dessa ambiguidade resultaram duas “Ciências”; uma em consórcio com a sabedoria, segundo Deus; outra terrena, animal e diabólica, divorciada do Santo.

Desta Paulo aconselhou Timóteo a manter distância. “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé.” I Tim 6;20

Vemos que os frutos da ciência falsa se opõem à fé. Blaise Pascal chamou de pouca ciência, disse: “Um pouco de ciência afasta o homem de Deus; um muito, aproxima.”

Então, antes da ciência carecemos sabedoria. Essa é um dom que não deriva de análises experimentais, como costumam madurar os frutos da ciência. É uma certeza íntima da existência e grandeza do Criador, que patrocina uma postura humilde ante Ele; “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria...” Prov 1;7

Esse temor nasce de fragmentos de luz que buscam aos pecadores, de modo a verem que o mal, os pecados, estão em si; a “ameaça” de Deus não O Faz um mal; antes, é Sua Justiça Amorosa nos desafiando à reconciliação que Ele Fez possível em Cristo.

A luz nem sempre persuade, por causa da enfermidade da vontade; “... a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas...” Jo 3;19

Ele nos implantou essa faculdade bendita que chamamos consciência; a qual, aglutina duas palavras; com, e ciência; isto é, quando ela nos incomoda, nos dá ciência do motivo, de onde erramos.

Sendo avisados daremos mãos à sabedoria; buscaremos restabelecimento da retidão mediante o perdão. O Eterno não rejeita pleitos assim, antes, “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo...” Prov 2;7 e 8

Essa gritaria que tudo é igual, cada um tem sua verdade, é o suprassumo de Satã; quando quis fazer dos humanos perfeitos, seres caídos como ele, disse: “Sereis como Deus”.

Medram muitas vozes, ensinos que “provam” isso, aquilo. Mas, só o “Novo Nascimento” em Cristo, e obediência a Ele fazem com que nossas consciências provem outra vez, a paz de regenerados.

Fora disso iremos a pique; “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.” I Tim 1;19

sábado, 11 de setembro de 2021

Afaste-se do cálice, Maria!


“No caminho de tua irmã andaste; por isso entregarei seu cálice na tua mão.” Ez 23;31

O Senhor compôs uma alegoria, na qual, Judá e Samaria, o reino dividido eram duas mulheres infames, irmãs; Aóla, e Aoliba.

Os crimes de ambas eram basicamente adultério espiritual, e seus desdobramentos; prostituição com os deuses das nações, de maneira tal, que mesmo sacrifícios humanos eram feitos. “Porque adulteraram, sangue se acha nas suas mãos; com seus ídolos adulteraram; até os seus filhos, que de Mim geraram, fizeram passar pelo fogo, para os consumir.” V 37

A resiliência ímpia, que se apega a tradições vãs, refratária a mudança libertadora que Deus propõe; a idolatria fora um vício trazido do Egito. Mesmo no Êxodo, com os milagres das dez pragas inda “quentes” mostrou suas garras plasmando o bezerro de ouro. “As suas prostituições, que trouxe do Egito, não as deixou...” v 8

Vez em quando surge um paladino da moralidade e humanismo, para denunciar a “violência de Deus”, quando O Criador Julga essas coisas com justiça. Felizmente, Ele não precisa aprovação da oposição e sequazes, para fazer o que é justo. “Operando Eu, quem impedirá?” Ah, você não concorda? Também Ele discorda do teu pretenso direito autônomo de relativizar ao Absoluto.

Uma coisa que chamamos “Isonomia” aglutinação de duas palavras gregas que significam igualdade perante a lei, ocorre Nele; não existem esses vícios tão comuns entre nós, de “todos iguais, mas, uns mais iguais que os outros.” O juízo de Judá seria exatamente o mesmo que o de Samaria; “No caminho de tua irmã andaste; por isso entregarei o seu cálice na tua mão.”

Quando a apostasia se generaliza, só o surgimento de um “não alinhado”, como foram Josias no trono, e Elias no deserto, afrontando ao ímpio Acabe, por exemplo, O Eterno pode falar exortando ao arrependimento, e suster temporariamente Seu Juízo; Não era o caso, então; “Busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, estivesse na brecha perante Mim por esta terra, para que Eu não a destruísse; porém, ninguém achei.” Cap 22;30

Tendemos ao efeito manada, o vulgar “Maria vai com as outras;” se um só, não for, ficando, antes, na Divina dependência, esse “albino”, mesmo não falando já se tornará um profeta; se Deus falar mediante ele, um oásis.

O centro confortável tende a nos atrair, mesmo que o faça rumo à perdição. Normalmente não se rejeita alguém por que está errado, necessariamente; antes, porque, pelo que o tal é e traz, as pessoas são desafiadas a mudanças que não querem. “... a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz; não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20

Assim, o desejo de aprovação prevalece ao de salvação.

Sabendo que o Divino Juízo será sem parcialidades, acepções, com isonomia, O Salvador nos desafiou a irmos praticando essas coisas já; os que pretendem trilhar a vereda da salvação. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também, porque esta é a lei e os profetas.” Mat 7;12

Muitos de nós, infelizmente, mesmo convivendo no arraial dos santos, ainda cultiva hábitos trazidos do “Egito”; mentiras, parcialidades, hipocrisias várias para se manter no nicho do centro confortável.

Como naqueles dias, O Eterno procura homens na brecha, gente que não se incomode com a humana rejeição, desde que, concorra a aprovação Divina. Pois, o mesmo cálice amargo de juízo que bebem com nossa aprovação, aqueles dos quais não gostamos, nos caberá se incorrermos em erros semelhantes; o juízo será com isonomia. “Tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?” Rom 3;2

A Palavra não visa mera mudança de hábitos; deixarmos de ir a certos ambientes para irmos à igreja e estará tudo bem; não.
Foi dada para mudança de caráter; deixarmos de depender de nossas inclinações rasas, para sermos dirigidos pelos pensamentos dos Céus; “Porque Meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos os Meus, diz o Senhor. Porque assim como os Céus são mais altos que a Terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos, e Meus pensamentos mais altos que os vossos.” Is 55;8 e 9

Maria deverá não temer certo isolamento, quando as outras andam mal. Pois, “... Não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem seu prazer na lei do Senhor; na sua lei medita dia e noite.” Sal 1;1 e 2

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O Advogado do Diabo


“O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” Luc 19;10

Deparei com um vídeo chamado “Teologia Reversa” onde muitas blasfêmias provocam.

Lá, Deus é o “Vilão” não Satanás; O Eterno seria Autor de todos os males; Satanás teria morto “apenas os filhos de Jó” isso, com permissão Divina. Citou textos como o de Isaías: “Eu Formo a luz, Crio as trevas; Faço a paz, crio o mal; Eu, o Senhor, faço todas estas coisas.” Is 45;7

Mencionou ainda Ananias Safira mentindo a Pedro sobre a venda de certa herdade; disse que “Basta alguém mentir sobre grana para Deus e zás!” (fez o gesto aquele de cortar a cabeça). O Vídeo seguia, não vi tudo.

Segundo seu dito, já foi católico e evangélico e parece ter se tornado ateu.

Sabemos que, morar numa garagem não nos transforma em carro; nem, frequentar uma igreja faz alguém cristão; tampouco ritos religiosos repetidos são equivalentes a conhecer Deus. Pode ter orbitado perto, mas jamais viu Ao Santo; se Visse amaria, invés de blasfemar.

Ora, do ponto-de-vista espiritual todos estavam mortos, Deus não precisaria matar nenhum; contra Sua Amorosa Vontade eram apenas “Walking Dads” mortos-vivos. O Salvador Veio para buscar o que se havia perdido, como vimos.

Jó, por ser fiel e reto, óbvio que O Eterno o protegia! Assim, só com permissão Dele poderia ser tocado; mas, transformar isso em regra para todos os homens, mesmo os ímpios, é patentear crassa ignorância acerca das coisas espirituais.

O juízo referente a Ananias e Safira nada tem a ver com dinheiro; mas com mentira solene, num momento de criação da Igreja, onde os atos seriam registrados como ensinos sendo precedentes abertos aos demais. 

Do dinheiro Pedro disse: “Guardando não ficava para ti? Vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
Ninguém pediu que vendesse nada, ou, tendo vendido, que doasse; mas doar parte dizendo ser tudo e, diante de Deus? Maldade punida com morte.

Um precedente assim, se permitido poderia causar milhares de mortes mais.

Como vimos, Deus não carecia matar mortos; mas entregou Seu Único Filho, para que os mortos-vivos tivessem, enfim, chance de viver; “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve Minha Palavra, e crê Naquele que Me enviou, tem a vida eterna; não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, agora é, em que os mortos ouvirão a Voz do Filho de Deus, os que ouvirem viverão.” Jo 5;24 e 25

O Sentimento do Altíssimo em relação à morte dos ímpios Ele mesmo Expressa; “Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva...” Ez 33;11

Quando Ele Diz: “Eu Faço a paz, Crio o mal, formo a luz as trevas...” O “mal” em questão é uma linguagem antropocêntrica, a forma como o home vê o Juízo; como o Dilúvio, por exemplo, citado pelo nosso ateu em apreço. 

Deveria ter lido com mais atenção; “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; encheu-se a terra de violência.” Gn 6;11 Violência e corrupção são culpa de quem?

Esses muitos males que ocasionaram o juízo foram feitos por homens que escutaram ao Pai da Mentira invés de Deus.

A Bíblia é categórica: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.” Lam3;39 “Porque o salário do pecado é a morte ...” Rom 6;23

Então, embora O Senhor permita o mal, pontual, não o criou, em absoluto. Ao dar livre arbítrio às criaturas, criou a possibilidade do mal; possibilitou ser desobedecido. A primeira incidência foi muito antes da queda humana; do anjo de luz, diz: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.” Ez 28;15

Foi esse iníquo que, expulso do Céu levou a terça parte dos anjos após e, derrubou ao casal Edênico, espalhando o mal por toda a Terra.

Deixar a casa do Pai para ser advogado do Diabo, é mostrar-se indigno do Inefável Favor oferecido. “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende justiça; até na terra da retidão ele pratica iniquidade, não atenta para a majestade do Senhor.” Is 26;10

Coerente com o espírito do mundo onde a vontade majoritária é “antidemocrática”, assim todos os “reversos” de Satã. “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; que fazem do amargo doce e do doce amargo!” Is 5;20