quarta-feira, 15 de outubro de 2025

O perdão



“Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como Eu tive misericórdia de ti?” Mat 18;33

A isonomia horizontal é um ensino pacífico. Tanto que, nos códigos humanos se diz que “todos são iguais perante a Lei”, embora, a prática negue isso.

Pois, almas viciosas incluem nos seus vícios o exercício teórico nas coisas virtuosas.

Em Cristo, somos chamados a viver isonomia, com Deus, no relacionamento com o próximo. Tratá-lo como Deus nos tratou. No modelo de oração ensinado, temos: “Perdoa nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores;” Mat 6;12

Acaso alguém oraria pedindo que seus erros não fossem perdoados? Pois, seria o significado do pedido acima, não tendo ele perdoado, eventual devedor.

O perdão é libertador. Faz mais bem a quem oferece, do que, a quem recebe. Perdoar é livra-se de um câncer; quem é perdoado, contrai uma dívida.

Fomentar o ódio é da oposição. “... Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós.” Tg 4;6 e 7

Coisas de cima

“Porque os Meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos Meus, diz o Senhor” Is 55;8

O Eterno explicando a razão pela qual, o homem deve deixar seus pensamentos e abraçar aos Divinos. As mais altas cogitações humanas, ainda são sobre coisas terrenas.

Se, aos salvos é facultada a “Mente de Cristo” como ensinou Paulo, então, lhes é possível se exercitarem em coisas mais elevadas que as daqui, atuando de acordo com a nova posição.

O mesmo apóstolo exortou: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, não nas da terra;” Col 3;1 e 2

Tais coisas, não são tão de cima assim, que, não sejam conhecidas. Todos versam da superioridade do ser, ao ter, das coisas que o dinheiro não compra. Os salvos devem viver por esses valores, não apenas falar.

Muitos deploram à inversão de valores; pois, o “cristão” materialista também inverte, para sua perda. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...” I Tim 6;10

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Tentações

 

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mat 26;41

Acostumamos com a ideia que seria bom não cairmos em tentações. Todavia, O Salvador aconselhou a nem entrarmos nela.

Há certas “permissões” que podemos nos conceder, atinente a nos aproximarmos do terreno minado das tentações, que soam como brincarmos com fogo; outro dia vimos o acidente onde uma brasileira caiu num vulcão na Indonésia. Infelizmente, acabou falecendo.

Brincar com a tentação é como andar numa trilha daquelas; o menor descuido pode nos levar a pisar onde seria fatal.

Então, mesmo nos pensamentos devemos estar vigilantes, para não abrirmos portas facilitando o trabalho do tentador.

Devemos vigiar, “... levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10;5

Não cairmos é uma necessidade para preservação da vida espiritual; não entrar, é uma atitude prudente, de quem evita riscos desnecessários.

Somos aconselhados a evitar até a aparência do mal, por que brincaríamos em sua presença? “... teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Prov 3;7

Para vencer

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Quem vencer não receberá o dano da segunda morte.” Apoc 2;11

Pode parecer num primeiro momento: Ouçam todos! Dado que, todos têm ouvidos. No entanto, como é uma fala do Espírito direcionada à igreja, isso exclui aos de fora. Na verdade, “quem tem ouvidos” é uma expressão idiomática, desafiando quem tem índole ensinável; quem ouve e processa o que ouve, de modo a se deixar conduzir.

Não poucos obstáculos se levantam contra os que decidem ouvir à Palavra de Deus. Por isso, os fiéis a Ele são “armados” para lutar contra isso.

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus...” II Cor 10;4 e 5

Portanto, a vitória contra a morte eterna é prometida apenas a um seleto grupo; “Quem vencer não receberá o dano da segunda morte.”

“Correi de tal maneira que o alcanceis...” I Cor 9;24

Boa memória


“O copeiro mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.” Gn 40;23


José estava preso junto a dois serviçais do Faraó, dos quais, interpretara seus sonhos; depois, rogou que falassem ao monarca em seu favor, dado que, estava preso inocente.

Contudo, o copeiro mor uma vez livre das suas angústias se esqueceu do que prometera.

O ser humano costuma “pagar” pelos benefícios que deseja, com o cheque pré-datado das promessas. Uma vez livre do que o assusta, presto esquece; o dito cheque se revela, sem fundos.

Mesmo em relação à Palavra de Deus, muitos agem assim; “Se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque contempla a si mesmo, vai-se, e logo esquece de como era.” Tg 1;23 e 24

Para que não esqueçamos o que custou nossa remissão, O Senhor ordenou o memorial da Santa Ceia.

Aos que esqueceram da fidelidade prometida na caminhada, o conselho: “Lembra-te, pois, de onde caíste e arrepende-te...” Apoc 2;5

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Aplausos vãos

“... o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” Luc 16;15

A ideia que a aprovação Divina e a humana sejam semelhantes tem levado muitos a abraçar erro, invés da luz.

Outro dia ouvi a um “influencer cristão” que foi acusado de ensinar erroneamente, se defender dizendo que tinha xis milhões de seguidores. Para o tal, pois, em face a essa defesa, a aprovação de muitos, seria sinônimo da aprovação de Deus.

Tiago pensava diferente: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4;4

Essa doença, da Igreja fazer “Semana Farroupilha”, “outubro rosa, novembro azul” e similares, é fruto do desejo não confesso de ser agradável ao mundo. cuidados com a saúde são importantes, mas, não é alvo da Igreja, é da medicina. Dos Seus O Salvador disse: “Dei-lhes a Tua Palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como Eu não sou do mundo.” Jo 17;14

Fomos chamados para seguir Jesus, não, às multidões.

Perfeição dos imperfeitos

 

“Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto, o mal.” Heb 5;14

Embora a perfeição seja algo que escape à humana estatura, a maturidade espiritual é a “perfeição” possível, que em seu bojo traz o discernimento.

Somos desafiados a crescer até à Estatura de Cristo, “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina...” Ef 4;14 O efeito colateral da maturidade espiritual é a perseverança.

O que atrasa, e às vezes, tolhe esse aperfeiçoamento necessário, é o baixo apetite para com A Palavra de Deus. “... vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus...” Heb 5;11 e 12

Mais que a “Mente de Cristo”, aos que O obedecem é dada Sua Luz também; “O que é espiritual discerne bem tudo, e ele, de ninguém é discernido.” I Cor 2;15