sábado, 11 de outubro de 2025
Aos de fora
“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.” Col 4;5
Embora o vulgo use dizer que não aceita palpites de quem não paga suas contas, significando que, vive à sua maneira a despeito do que os outros pensam, quem pertence a Cristo foi chamado a fazer boa figura, mesmo, ante os que estão de fora.
Nossa postura deve ser tal, que soe como argumento a refutar os que nos desconsideram. “Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo.” I Per 3;16
Uma digna atuação nossa, diante deles, além de honrar a Cristo, será uma testemunha a glorificar nosso Senhor, pela excelência que Sua Doutrina enseja;
“Não se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador; dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos Céus.” Mat 5;15 e 16
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Os incrédulos
“... Onde está a promessa da Sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” II Ped 3.4
O motejo dos céticos, sobre a volta de Jesus, da qual duvidam, segundo Pedro.
Todo o ceticismo sempre terá “razão”, até que, o fato do qual duvidam acontecer; quando isso se der, incredulidade ou crença não farão nenhuma diferença mais. Cada posição terá tido a justa colheita, e novo plantio fora de época não faria sentido.
Para doenças morais, não adiantam remédios intelectuais. Uma vez que fizeram sua escolha a despeito da Palavra e das evidências, quem quiser gastar latim para persuadi-los, fará buracos n’água.
A Palavra aconselha: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o.” Tt 3;10
Aquele que tem dúvidas honestas e precisa ajuda em busca de luz, deve ser ajudado; mas, os resilientes na incredulidade, que desejam atenção para cuspir suas inseguranças, não percamos tempo com eles.
Quem crê, em si mesmo tem o testemunho; quem duvida, em si mesmo traz a condenação.
Máquina do tempo
“Tudo tem seu tempo determinado, há tempo para todo propósito debaixo do céu.” Ecl 3;1
A relação do Eterno com o tempo não é a mesma nossa, óbvio! As vicissitudes para as quais o tempo está determinado ocorrem “debaixo do céu”. No humano existenciário.
Infelizmente, muitos fazem mau uso da Divina longanimidade vivendo desleixadamente, como se, o teatro da vida fosse palco para pecar, dando vazão às suas impuras inclinações. “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” Ecl 8;11
Dada nossa finitude e insipiência, o que dizemos hoje pode não valer amanhã. Fernando Henrique Cardoso, autor de diversos livros, uma vez guindado ao poder, teria aconselhado: “Esqueçam o que escrevi”.
O Eterno não carece rasuras. “... Ponde-vos nos caminhos, e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho e andai por ele; achareis descanso para vossas almas...” Jr 6;16 Algumas coisas que permitiu, eventualmente, depois aperfeiçoou, o fez em atenção às nossas limitações, não, a alguma rasura como se, dela necessitasse.
Quando disse que Seus ensinos eram “veredas antigas”, atinava aos dias em que foram entregues ao homem, dada a relação desse, com O Tempo. O Senhor é O “Pai da Eternidade” Is 9;6 o tempo lhe obedece.
Como coisas eternas estão em apreço, e somos convidados a arbitrar sobre elas mediante escolhas, O Santo providenciou uma “viagem no tempo”, para que possamos gerir nossas almas, sem um rigor extático, restrito apenas ao presente. Para problemas pretéritos, erros que cometemos lá, providenciou o perdão, mediante arrependimento e rendição a Jesus Cristo.
Se resta alguma pendência dos idos é preciso ser admitida; “arrependei-vos”, e quanto a esperança futura, precisamos ajustar agora, nossos “relógios” segundo o tempo dos Céus; “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.” I Tim 6;12
Ainda, quanto ao devir, nos cabe o “caminho estreito” que se abraça mediante a fé, pela qual, podemos fazer a melhor escolha, que arrolará nossos nomes no Livro da Vida.
Entretanto, para uma situação ou outra, lidarmos com o passado ou o futuro, o tempo da nossa escolha é o presente. “... Hoje, se ouvirdes Sua Voz, Não endureçais vossos corações...” Heb 3;15
O que fazemos em nossa passagem se torna a “semente” que semeamos, a qual, no devido tempo frutificará; “... Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” Gál 6;7 e 8
Apenas duas “semeaduras” são possíveis, no escopo espiritual; na carne ou no Espírito. Para a primeira basta cada um viver dissolutamente, à sua maneira. Qualquer perversão, rebelião contra a Divina vontade provém da mesma “sementeira”; “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem pode ser.” Rom 8;7
Os que se convertem a Cristo, além de “crucificarem” à carne, recebem, via novo nascimento, o espírito humano regenerado, e o Espírito Santo habitando nele; Assim, “Se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que em vós habita.” Rom 8;11
A vida eterna não atina apenas à duração da dádiva recebida; mas, ao tipo de vida que devem passar a levar os que se renderam ao Senhor; “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela Glória do Pai, assim andemos também em novidade de vida.” Rom 6;3 e 4
Se, O Eterno não pune de imediato às más obras, algumas, pelas consequências que ensejam acabam se tornando um caminho sem volta. Quando alguém perece inesperadamente, os fatalistas dizem que estava escrito; na Palavra de Deus está escrito para sermos consequentes. Fazermos o uso mais sábio possível, do nosso tempo.
O fato que a morte pode espreitar em qualquer esquina, deveria ser suficiente estímulo para que tratássemos o precioso dom da vida pelo valor que ele tem. A maioria age como se ele fosse um convite para festa, da qual, Seu Autor não pode participar.
Enfim, O Santo É Eterno; o homem poderá vir a ser. O risco de dormir na gestão do nosso tempo, é acordar demasiado tarde. “Passou a sega, findou o verão e não estamos salvos.” Jr 8;20
Edificadores
“Porquanto porquanto andam enganando o Meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz; quando um edifica a parede, outros a cobrem com argamassa não temperada;” Ez 13;10
A mensagem bíblica chama atenção, também, pela forma; a riqueza poética com que as coisas mais sisudas são ditas.
O falso profeta era o “construtor” erigindo uma parede enganosa; quem o corroborava, um que rebocava à mesma, com argamassa ruim; a exposição da verdade, em tempo, a chuva tempestuosa mesclada à saraiva, que evidenciaria à fraude.
A falsidade era a mesma, comum em nossos dias. Acenos de bênçãos a um povo que anda em rebelião, avesso a Deus.
Basta postar uma promessa auspiciosa, incondicional, nas redes sociais, para ver quantos a “rebocam”; digo, compartilham, como se Deus fosse o servo, não, O Senhor.
Sobre a necessidade de praticarmos profundamente, a Palavra, não, brincarmos com a superfície, O Salvador usou as mesmas figuras. Da edificação dos insensatos disse: “Desceu a chuva, correram rios, assopraram ventos, combateram aquela casa e caiu; foi grande sua queda.” Mat 7;27
Cuidado com os construtores de enganos; o vero amigo adverte do erro, invés de encorajar nele.
Bondade se aprende
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” Rom 5;1
Duas coisas às quais convém atentar. A primeira: Não fomos salvos por ser bons; antes, por crermos no Único que É. Não somos justos, fomos justificados; isto é: reputados justos pela justiça de Cristo, a nós atribuída.
A segunda: O pecado nos fazia inimigos de Deus. Justificados pelos Méritos do Cristo em nosso favor, a inimizade desaparece, e somos realinhados ao Santo. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados...” I Cor 5;19
Alhures li que, "quem precisa de religião para ser bom não é bom; é um cão amestrado." Pois, quem pretende ter justiça e bondade próprias mostra arrogância e falta de noção.
A Palavra é categórica: “...Não há um justo, nem um sequer.” Rom 3;10 Nada mais arrogante que contradizer a Deus. E nada mais sem noção que, agir como Satanás e se presumir, bom.
Precisamos aprender bondade, não duma religião, mas duma pessoa; de quem a demonstrou, como ninguém, ao perdoar os próprios algozes. Ele disse: “aprendei de Mim...” Mat 11;29
Precisamos aprender bondade, não duma religião, mas duma pessoa; de quem a demonstrou, como ninguém, ao perdoar os próprios algozes. Ele disse: “aprendei de Mim...” Mat 11;29
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
A inveja
“Também vi que todo o trabalho, toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo...” Ecl 4;4
Olhar mal para algum bem alheio é a nuance mais notória da inveja. Quando O Eterno aceitou o sacrifício de Abel e não o de Caim, esse se encheu de inveja, ira.
“O Senhor disse a Caim: Por que te iraste? Por que descaiu teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito...” Gn 4;6 e 7
Não havia um favoritismo em relação a Abel; Deus o aprovara, enquanto, reprovara Caim. Vendo a ira desse, lembrou: “Se bem fizeres, não é certo que será aceito?” Porém, ao invejoso sempre parece mais fácil destruir ao próximo, que melhorar.
Invés de descontentar com a própria falta, se irrita contra outro, cuja excelência evidencia sua mediocridade. Ora, quando outros fazem algo melhor que nós, isso é estímulo para que melhoremos; não, afronta.
Quem tenta transformar mérito alheio em defeito é culpado; não porque outrem faz algo melhor; mas, porque recusa a lidar com a verdade. O invejoso ama à mentira pela própria feiura, não porque haja beleza naquela.
Olhar mal para algum bem alheio é a nuance mais notória da inveja. Quando O Eterno aceitou o sacrifício de Abel e não o de Caim, esse se encheu de inveja, ira.
“O Senhor disse a Caim: Por que te iraste? Por que descaiu teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito...” Gn 4;6 e 7
Não havia um favoritismo em relação a Abel; Deus o aprovara, enquanto, reprovara Caim. Vendo a ira desse, lembrou: “Se bem fizeres, não é certo que será aceito?” Porém, ao invejoso sempre parece mais fácil destruir ao próximo, que melhorar.
Invés de descontentar com a própria falta, se irrita contra outro, cuja excelência evidencia sua mediocridade. Ora, quando outros fazem algo melhor que nós, isso é estímulo para que melhoremos; não, afronta.
Quem tenta transformar mérito alheio em defeito é culpado; não porque outrem faz algo melhor; mas, porque recusa a lidar com a verdade. O invejoso ama à mentira pela própria feiura, não porque haja beleza naquela.
Em busca de luz
“Se, algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente...” Tg 1;5
Esse “se”, poderia ser uma ironia; afinal, quem não tem falta de sabedoria? Mas, atrevo-me a pensar que não foi essa a intenção; Tiago quis dizer: Se alguém tem dificuldade para entender algo ensinado em Nome do Senhor, peça-lhe por luz; Ele dará.
A sabedoria plena, pela capacidade dos nossos “HDs” não pode ser recebida num passe de mágica.
A cada vicissitude onde somos desafiados a interagir, quem desejar atuar de modo sábio, consulte ao Senhor antes; sem uma “resposta” já decidida que ao Senhor caberia apenas confirmar; o faça de coração aberto, mesmo a um eventual veto. Só assim, poderemos consultar ao Senhor; do contrário, enganamo-nos.
Crescer em sabedoria é um processo lento e contínuo; requer índoles ensináveis e almas submissas. De que adiantaria O Santo mostrar-me o caminho reto, se, prefiro entortar e fazer à minha maneira?
Antes da luz, pois, cabe a justa postura de servos ante O Senhor, para sermos iluminados. “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Prov 4;18
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