sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Novo blog

 Caros amigos que me honram lendo meus textos, comunico-lhes que, doravante estarei publicando em novo endereço; segue o novo endereço para textos inéditos: 


https://ofarolcristo.com/

A fonte desprezada

 

“A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.” Prov 13;14

Morte e vida não usam coexistir. Contudo, a doutrina do sábio é um nascedouro de vida, para livrar da morte.

Ora, quem pode ser livre dos da morte, carece estar vivo; todavia, se precisa beber de determinada fonte para viver, é como se estivesse morto; como assim?

Em geral chamamos existência de vida; quem existe alienado do Senhor, está na sala de espera da morte.

A “Doutrina do Sábio”, a mensagem do Salvador apela aos mortos; “... quem ouve Minha Palavra, e crê naquele que Me enviou, tem a vida eterna; não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” Jo 5;24

Antes da queda O Criador vetara certa árvore para que o homem não morresse; agora, somos chamados a Cristo para ter vida.

A perversa vontade humana costuma se opor a Deus..

A eficácia da Fonte basta a todos; mas será vão seu jorrar ante os que recusarem beber. “Não quereis vir a Mim para terdes vida.” Jo 5;40

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Violência no Rio

 

“O homem de grande violência deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.” Prov 19;19

Então, se a violência não tiver consequências, ela terá sequência.

Tendemos a vê-la, apenas quando mostra seus frutos maduros, empilhando cadáveres nas ruas, como aconteceu na última operação policial no Rio de Janeiro.

A sociedade vive em consórcio com ela, disfarçada de “soft”, pelo concurso dos vícios que aprazem aos seus pacientes; como a disposição de drogas, para os consumidores, via tráfico; a destruição de valores pelas novelas, o incentivo à imoralidade como nos “realitys” da vida, o aliciamento de adolescentes nos colégios, para torná-los consumidores, clientes do tráfico, etc.

Qualquer violação, duma lei, convenção, direito estabelecido, é uma nuance de violência. Por isso, os cristãos são ensinados a não passar sobre a linha das coisas que, lhe seriam indesejáveis em seu relacionamento com o semelhante. “Portanto, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também, porque esta é a lei e os profetas.” Mat 7;12

“O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” Tg 3;18 Antes de eu depreciar certo comportamento com minhas falas, devo fazê-lo com minhas atitudes.

Diatribes contra a violência apenas em estado “hard”, somente quando em situações extremas como a presente, são derivadas de mentes inconsequentes, que, assim deixam patente sua identificação ideológica, mais que, eventual aversão ao método.

Dezenas de cristãos são assassinados a cada semana da Nigéria, pelos radicais islâmicos do Boko Haram; onde, protestos na imprensa, pedidos de minutos de silêncio nos parlamentos, em solidariedade às vítimas? Ainda estou esperando, para ver ou ouvir algo assim.

Logo, não é a violência que incomoda pessoas amorais. O que as desperta e coloca para gritar é, contra quem, eventual violência é perpetrada. A identificação comportamental, ideológica, não é sinônima de valores probos. Para nosso presidente, traficantes são vítimas dos usuários, aliás.

Quando pessoas resistem às autoridades usando fuzis, bombas e similares, o simples aparato dessa resistência já evidencia uma anomalia social perturbadora; fruto da imposição violenta dum Estado paralelo, para prejuízo das pessoas de bem, que vivem nessas comunidades. Nem todos por lá são do tráfico; a maioria são vítimas dele.

E, sabem as pessoas bem informadas que há muito esse “Estado” deixou de ser mero tráfico de drogas; (como se isso fosse de pouca monta) ainda, concorrem extorsões, expropriações de bens que interessam aos marginais, ou por mero degredo, de quem não lhes interessa por lá; taxação ilícita de comerciantes, assassinato sumário de dissonantes ou rivais, estupros de menores para “cobrar” drogas não pagas, etc.

Só tem moral para depreciar a violência, pois, quem vive uma cidadania plena, restrito aos limites das leis. Os direitos são frutos caprichosos que só viçam nos galhos do arbusto dos deveres. Quem os viola, está lançando uma semente que, oportunamente frutificará.

Natural que todos os integrantes desse “Estado” bastardo tenham famílias, e, que a morte desses enseje dores profundas nos tais. Porém, certas situações “progridem” tanto, que as alternativas são entre um mal enorme, ou, o mal menor.

As reações veementes de tantas autoridades e muitos da imprensa, deixam evidente que o estado paralelo nem é tão paralelo assim; em grande parte já tomou o Estado do Brasil. Basta ver quem tem vida fácil no STF, quem presto é solto, quando flagrado com grandes quantias de drogas, e quem é tratado como rigores excessivos, para ver, que a maioria daquela casa, não está a serviço de quem paga seus salários.

A Constituição há muito deixou de ser um norte, e se fez um livro empoeirado e ineficaz. Se não houver uma veemente reação enquanto ainda há alguma força, depois será tarde demais.

A Palavra de Deus versa, sobre as autoridades: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, não temer a autoridade? Faze o bem, terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, vingador para castigar quem faz o mal.” Rom 13;3 e 4

Como a violência não pode ser combatida de outra forma, senão, com uma maior, a coisa tendo chegado onde chegou, torna-se inevitável. Ademais, quem atira contra a polícia invés de depor as armas, não está sofrendo violência; antes, declarando guerra em defesa do que acredita.

Acha que seu Estado paralelo é algo pelo qual valha, matar ou morrer, o Estado Oficial tem deveres com os cidadãos, que o sustentam.

“Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos.” Prov 3;31 “... aprendei de Mim que Sou manso...” Mat 11;29

 [U1]

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Corruptores

 “... na doutrina mostra incorrupção...” Tt 2;7

A palavra corrupção, em nosso idioma, encerra a ideia de uma ruptura conjunta; feita por duas partes, ou mais. Corromper, é a aglutinação de, romper com.

Quem atua tentando persuadir aos sonolentos, num sentido de corromper a são doutrina? A Palavra arrola nossos adversários. “Porque não temos que lutar contra a carne e sangue, mas contra principados, potestades, príncipes das trevas deste século, hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Ef 6;12

Sempre que, rompermos as diretrizes da sã doutrina, estaremos corrompendo; porque, associados a alguma força espiritual dessas, cujo labor se opõe ao Divino querer.

Invés de um exorcismo imaginário como devaneiam alguns, uma peleja pela preservação da sanidade dos conselhos nos quais fomos ensinados. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus; levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10;4 e 5

Aquilo que, para os vencidos sofre a pecha de radicalismo, vencedores veem como perseverança. “Na doutrina, mostra incorrupção.”

Os que recuam

 “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições.” Heb 10;32

Efeito colateral da luz, sobre o qual, poucos são ensinados. Combates, aflições. Que diferente essa perspectiva do “Evangelho” festeiro que se escuta por aí.

O autor exorta hebreus, desanimados, a reencontrarem a ousadia dos primeiros dias. “Não rejeiteis, pois, vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.” V 35 e 36

A Divina vontade deve ser feita até o fim; “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apoc 2;10

O convertido precisa aprender que, entrando para O Reino de Deus, saiu do mundo que “Jaz no Maligno”.

Carecemos suportar aflições e combates com as forças espirituais da maldade. Quem ensina algo que enfatiza expectativas festeiras, falsifica a sadia mensagem.

A fé foi dada para que possamos viver na dimensão onde está nossa vitória; por ela vencemos o mundo, não no mundo. “O justo viverá da fé; se ele recuar, Minha Alma não tem prazer nele.” Heb 10;38

Entardecer

 “Foi a tarde e a manhã, o dia quinto.” Gn 1;23

Tendemos a ler as coisas segundo a sua ordem de incidência. Aludindo à passagem dum dia, diremos, da manhã à tarde; não, o inverso como no relato bíblico. Por quê?

O Eterno, não tem com o tempo a mesma relação que nós. A narrativa do Gênesis foi revelada a Moisés “à posteriori”. Bem depois das coisas terem acontecido. Lendo o pretérito com nossa perspectiva, as coisas mais recentes, serão as primeiras; por estarem “mais perto”, dum eventual narrador.

A escrita hebraica do Velho Testamento também difere da nossa; verte da direita para a esquerda.

Nossos últimos atos é contarão para efeito de salvação; isto é, como terminamos nossa carreira contará mais do que, como a corremos, por determinado tempo; assim, as coisas serem lidas de trás para frente, facilitam.

Malgrado o que tivermos feito em nossas “manhãs”, se à “tarde” estivermos reconciliados com O Senhor, isso bastará.

Quem conheceu deveras, ao Senhor, “anoitecerá” ligado a Ele; “Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos...” Sal 92;14

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Camuflagem

“O Senhor dará força ao Seu povo; o Senhor abençoará Seu povo com paz.” Sal 29;11

A tendência do que possui força é se impor. Porém, os fortalecidos pelo Senhor, são capacitados contra si mesmos; para aquietarem as próprias turbulências, na paz recebida.

Pode parecer elementar, o domínio próprio; mas, não é assim. “Melhor é o que tarda em irar-se que o poderoso; o que controla seu ânimo que aquele que toma uma cidade.” Prov 16;32

A força que O Senhor dá aos Seus, invés de poderio sobre o semelhante, se mostra eficaz contra as rebeldias naturais.

“Mas, os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar; suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.” Is 57;20 e 21

Aos que chama, O Eterno fortalece para aquilo que deseja; reconciliação. “Que se apodere da Minha Força e faça paz comigo...” Is 27;5

Os fortalecidos no Senhor, precisam abdicar do natural para receber ao sobrenatural; “Porque quando estou fraco então sou forte.” II Cor 12;10

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Abençoados

 “... abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; tu serás uma bênção.” Gn 12;2

Todos estamos prontos para promessas como, “abençoar-te-ei.”

Entretanto, nem sempre levamos devidamente a sério, o chamado para sermos bênçãos.

Tanto podemos abençoar socorrendo numa necessidade, como ensina Tiago, sobre a importância das obras; quanto, fazendo isso, seremos difusores de Cristo, num modo de viver que enseje luz espiritual a quem nos observa: “Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos Céus.” Mat 5;16

A transformação radical, de quem deixa um modo vicioso de viver, em troca de aprender e viver, as virtudes de Cristo, é a mais eloquente das pregações; evidencia de modo prático, o que O Salvador faz nas vidas que O recebem.

“... muitos o verão, temerão e confiarão no Senhor.” Sal 40;3

Ao mesmo tempo em que somos abençoados, somos feitos bênçãos para outros, vivendo as transformações que o Evangelho opera.

Como disse a Abraão, o Senhor fala a cada um; te abençoarei, para que sejas uma bênção.

domingo, 26 de outubro de 2025

Obras abandonadas


“Este homem começou edificar e não pôde acabar.” Luc 14;30

O Salvador realçou a importância das renúncias em perseverança; usou a edificação de uma torre como figura. Abandonar a vereda da salvação equivale a ter começado uma obra, sem acabá-la.

Se, para uma torre, literalmente, o risco seria a falta de materiais, na edificação da salvação, eventualmente, é o que “sobra” que atrapalha; os maus hábitos que não conseguimos “crucificar”.

Homens dúbios querem o Céu, sem renunciar à Terra. Tiago foi categórico sobre isso: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, Ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; vós de duplo ânimo, purificai os corações.” Tg 4;7 e 8

Na parábola do semeador, O Salvador advertiu sobre os espinhos; “O que foi semeado entre espinhos é o que ouve a Palavra, mas os cuidados deste mundo, a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;” Mat 13;22

O Senhor concluiu o Seu ensino com a seguinte advertência: “... qualquer de vós, que não renuncia tudo quanto tem, não pode ser Meu discípulo.” V 33 Quanto maiores as renúncias, mais “matéria prima” teremos.

O Senhor assevera que ficarão de fora os tímidos; (Apoc 21;8) não se refere à timidez como traço de personalidade; a que faz alguém mais retraído. Antes, alude aos que deixam de perseverar resolutos, nos momentos que são desafiados a sofrer por Cristo. Se, o barco da fé singra em remansos, festeiros seguem, os superficiais; mas, quando uma nuance do “opróbrio de Cristo” testa-os, presto fogem; esses são os tímidos que serão excluídos. Seus melindrosos excessos de amor próprio tolhem que manifestem amor pelo Salvador.

A fé sadia tem um quê de loucura, capaz de arrostar tempestades. Nem tanto pela nossa fibra, por termos uma têmpera superior; antes, por saber em quem cremos, como disse Paulo. Nele confiarmos sem reservas.

Pode patrocinar ousadias como a dos jovens ameaçados com a fornalha em Babilônia; “Nosso Deus a quem servimos pode nos livrar; se não, fica sabendo, ó Rei, que não nos curvaremos aos teus ídolos.” Dn 3;17 e 18 Como os cristão nigerianos, que, perdem as vidas fiéis ao Senhor; ou, ainda como a declaração de Jó; “Ainda que me mate, Nele esperarei...” Jó 13;15

Sempre que houver impedimentos no curso da Obra Santa em nós, invés de cogitar obstáculos alhures, olhemos no espelho e veremos o culpado. Do ponto-de-vista Divino, não há interrupções; “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra, aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Fp 1;6

A bem da verdade, quem começa a “obra” e depois a abandona, se torna pior do que, se nem tivesse começado. Pois, ao dizer-se de Cristo, anexa seu nome ao Dele. Sempre há o risco que isso se mostre vão. Caso escandalize, tal pecado, além do seu peso natural, ainda trará consigo a profanação, por macular ao Santo, ao qual dissera pertencer.

Pedro andou nessas pisadas, quando falou dos profanos; “Porque melhor seria não conhecerem o caminho da justiça, que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;” II Ped 2;21

Esses mortos com aparências de vivos, não param de frequentar ambientes santos, tampouco, se deixam contagiar por eles; a uns assim, foi dito: “... Conheço tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” Is 3;1

Isaías advertiu sobre os resistentes ao contágio da virtude: “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade; não atenta para a Majestade do Senhor.” Is 26;10

Nos ambientes onde a retidão é ensinada, esses permanecem acoroçoando suas tortuosas inclinações; “... nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco; tendo os olhos cheios de adultério, não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;” II Ped 2;13 a 15

Spurgeon dizia: “Ninguém é obrigado a se declarar cristão; mas, se o fizer, diga e se garanta.” Não seja tímido, covarde; honre sua escolha ao preço que for necessário.

O mesmo Pedro que depreciou aos de tais comportamentos, usou uma figura poderosa para mostrar o real significado do seu proceder; “Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao próprio vômito; a porca lavada ao espojadouro de lama.” II Ped 2;22

Embora alguns esposem que os “eleitos” jamais se perderão, a Palavra do Senhor é categórica: “Aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mat 24;13

sábado, 25 de outubro de 2025

Repórteres do além


“Desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” II Tim 4;4

Característica dos “tempos trabalhosos” dos últimos dias, onde, os amantes de si mesmos imporiam seus desejos em lugar da Palavra da Vida; desviando-se da verdade buscariam por fábulas.

A fábula mais pujante nesse tempo, a meu ver, é uma espécie de mediunidade, na qual, alguém “morre” por alguns minutos; sai do seu corpo e vai ter com “Jesus”; ele irradia apenas luz e amor, mas raramente se parece com O Senhor, revelado nas Escrituras.

Um sujeito deixa seu corpo e transcende; depois volta, cheio de instruções.

Sempre vão em espírito, tendo ciência que deixaram seus corpos; Paulo quando foi arrebatado não soube; “Se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe.” II Cor 12;3

Se ao apóstolo foram mostradas coisas que, “... ao homem não é lícito falar.” V 4

Esses repórteres do além, em seu “furo interdimensional” recebem instruções que devem partilhar. A maioria recebe do “Jesus” luminoso que lhes fala, coisas diversas das que estão na Palavra. A Igreja teria negligenciado, omitido, esquecido coisas que agora o “Senhor” precisaria lembrar.

Primeiro; o mesmo Senhor ensinou a suficiência das Escrituras, contra um pedido de manifestação ao estilo do espiritismo; antes mesmo de se ter escrito, o Novo Testamento; “... Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” Luc 16;29

Se, então foi vetada a vinda dum “médium”, agora com as Escrituras completas, por melhores razões, também é. “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gl 1;8

A João foi permitido, ver e reportar coisas interdimensionais; em parte. Nem tudo o que viu e ouviu pode escrever. “Quando os sete trovões acabaram de emitir suas vozes, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões emitiram, não o escrevas.” Apoc 10;4

O que lhe foi facultado escrever foi na linguagem celestial; num “esperanto escatológico” que, até hoje muitos ainda se esforçam para entender.

Se, O Senhor deu a receita, o Evangelho, ordenou que se pregasse em todo o mundo a toda criatura, por quê, agora pescaria um aqui, outro acolá, ensinando novas coisas?

Paulo, inspirado pelo Senhor advertiu: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com sua astúcia, sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” II Cor 11;3

Acerca do modus operandi do enganador mor e dos seus ensinou: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. Não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” II Cor 11;13 e 14

Caso, algo relevante para salvação tivesse sido omitido pelo Senhor, faria sentido que suplementasse agora a Sua Doutrina; contudo, o suplemento que poderia ser um testemunho em defesa do Seu Amor, seria uma acusação robusta contra Sua Perfeição; Pedro foi categórico: “Visto como Seu Divino Poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela Sua Glória e Virtude;” II Ped 1;3

Se, naqueles dias, O Senhor já dera tudo o que respeita à vida e piedade, por que esses “apêndices” tardios? De qual fonte brotam?

Dada a inclinação dos homens que preferem fábulas à verdade, nesse tempo, parece natural supor que quem lhes deformou o paladar a esse ponto, seja o mentor da produção desses “alimentos” ao gosto dos fregueses.

Interessante que no verso imediato, Paulo receitou a sobriedade como antídoto às inclinações fabulosas; “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” V 5

Notemos que a sobriedade preceituada, o conservava um evangelista; um ministro do Evangelho, não, um além-turista, comissionado a atuar nas duas dimensões.

Eventualmente O Senhor dá sonhos, visões, quando lhe parece oportuno. Nada acrescenta de diferente aos Seus Ensinos; particularmente pode instruir a alguém. Mas doutrinariamente, não há espaço para acréscimos.

Os atenienses que tudo faziam em busca por novidades, na chegada de Paulo precisaram ouvir que eram ignorantes espirituais, não conhecendo a Deus.

Naqueles dias, vá bene! Mas hoje, passados dois milênios com a Palavra de Deus vertida em todos os idiomas, ainda grassa grande obscuridade, mais pelas escolhas perversas em consórcio voluntário com as trevas, que, pela privação de luz espiritual.

Como a doença permanece, natural que o antídoto ainda seja o mesmo; “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que, com justiça há de julgar o mundo...” Atos 17;30 e 31

As duas religiões

 “Assim como o Pai, que vive, Me enviou e eu vivo pelo Pai, quem de Mim se alimenta, também viverá por Mim.” Jo 6;57

Há pouco deparei com um vídeo onde o autor arrolou existência de 400 mil religiões; todas, pretendendo ser expoentes da verdade única. O tal disse que, isso só pode ser visto por duas lentes: a) se uma estiver certa, todas as demais estão erradas; b) todas estão erradas, e são fundadas sobre premissas falsas, segundo humanas tradições.

Cada maneira de crer, teria uma chance entre 400.000 de estar certa, e as demais, de estar errada. Nada poderia ser mais capcioso, intelectualmente desonesto, e satanicamente planejado.

Cristo não se apresentou como uma religião, ou, como fundador de uma; antes, chamou a Si os que têm fome e sede de justiça prometendo saciá-los. “Quem de Mim se alimenta, viverá por Mim.”

Quanto à água, proveu igualmente: “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte que salte para a vida eterna.” Jo 4;14

Dentre os milhares de denominações existentes, grande parte se diz cristã. Lógico que, nem tudo o que reluz é ouro. 

Entre os probos, há diferenças de compreensão, rituais, administrativas, formais; mas, se nas coisas basilares, salvação pela graça, mediante a fé, remissão pelo Sangue de Cristo, reconhecimento do Seu Senhorio, pela Sua vitória na Cruz, direção da Igreja pelo Espírito Santo, os que a isso aderem, pertencem a Ele.

Essa balela de “única Igreja verdadeira”, é coisa de sectário adoecido. Embora as denominações organizadas sejam importantes para difusão do Evangelho, na hora do acerto final, O Senhor não procurará por denominações; “Os Meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse Me servirá.” Sal 101;6

Há diferenças de compreensão, de capacitação de obreiros, mas todos os que se encomendam fielmente a Cristo, são Dele. A Unidade da Igreja é espiritual, não, denominacional.

Por isso, de todos os que invocam ao Nome Dele, é requerida uma postura coerente com isso, não, com a diretriz de um “dono” humano; “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são Seus; qualquer que profere o Nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” II Tim 2;19

Usemos como ilustração a mesma figura que O Salvador usou; o alimento. Em alguns “restaurantes” a comida é mais rebuscada, o ambiente é mais chique, o serviço, esmerado; noutros, o menu é mais simples, bem como as características do local onde a comida é servida; nem por isso, deixa de alimentar.

Se, invés de dominar o grego e o hebraico, ser versado em teologia e outras disciplinas, o obreiro for um simplório, com vernáculo pífio e domínio rudimentar, mesmo assim, se conheceu a Jesus e Dele se alimenta, pertence ao Senhor, e pode levar outros a Ele, os que lhe derem ouvidos. Afinal, “Deus escolheu as coisas vis deste mundo, as desprezíveis, as que não são, para aniquilar as que são;” I Cor 1;29

Então, invés do que dispõe de uma cultura mais refinada, estar mais perto de Deus por isso, corre o risco de se perder, se der ao “mise em scène”, mais peso que ao cardápio.

Deus inverteu a ordem e advertiu disso: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não O conheceu pela Sua sabedoria, aprouve a Ele salvar os crentes pela loucura da pregação.” I Cor 1;21 Por isso, muitos “loucos” se avantajam, para salvação, pelo melhor e mais natural encaixe no Divino propósito.

Enfim, dissipada a fumaça da oposição, existem apenas duas religiões na terra, posto que, as manifestações de ambas sejam diversas: a) uma, que tem Jesus Cristo como Salvador e Senhor, e A Palavra de Deus como doutrina; b) outra, disseminada nas múltiplas variações da oposição, que labora para negar isso.

A tentativa de confundir desavisados com números mirabolantes e supostas divisões onde essas não existem, é mais uma dessas variações; gerar descrença é mais fácil que ensejar fé. Para sujar, qualquer porção de fezes serve; para alimentar, o labor é mais criterioso; a menu pode ser simples, mas Cristo é indispensável. somos carentes dele, “O Pão da Vida.”

Obreiros da oposição seguirão esperneando, segundo as punções do seu líder. Os que Cristo capacitou estarão a postos, para colocar todas as falácias contrárias, nas devidas prateleiras; “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10;4 e 5

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Tédio alheio

 “Minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma.” Jó 10;1

A situação de Jó era mui peculiar; perdera todos os bens e filhos de uma vez; portanto, nossas frustrações por grandes que sejam não chegam perto das que dele. Não obstantes, todos os percalços, perseverou ele, crendo no Eterno.

O quê, nos levaria a entediar, desistir de viver? Não poucos buscam refúgio na porta enganosa do suicídio, infelizmente. Me atrevo a dizer que, na maioria dos casos razões fúteis, incidindo sobre almas sem a devida têmpera assumem um peso desproporcional, fazendo um tigre de papel parecer uma fera sanguinária. O excesso de amor próprio, ocupando o que deveria ser amor ao próximo ajuda nisso.

No mundo como está hoje, onde os mais pueris devaneios podem ser retratados como realidades vividas, nas falsas vitrines das redes sociais, as pessoas sugestionáveis por essas farsas tendem a se deprimir por não serem tão “felizes” quanto, aqueles que desfilam solertes em suas “janelas”. Por que fulano consegue e eu não?

Invés de um choque de realidade visitando hospitais, observando a bravura indômita dos cristãos martirizados na Nigéria, favelas, velórios, e outros ambientes sisudos de vida real, esses mentecaptos se perdem no reino encantado da fantasia; aí, acabam se sentindo entediados, infelizes, por cotejarem suas sortes com a dos que, supostamente estão nos “paraísos” que eles merecem.

Enquanto um adolescente padece privação de alimentos, num recanto obscuro da vida dura, lhe são sonegados os direitos mais elementares, outro, da mesma idade “sofre horrores” porque um colega seu tem um aparelho celular mais moderno que o dele. Duas ou três “frustrações” assim, e presto teremos um “deprimido” entediado, se sentindo a mais infeliz das criaturas. Quem suportaria tamanha dor?

Não raro, escolhemos como referenciais, aqueles que estão “acima” de nós; não obstante, milhares de pessoas bem de perto, estejam em situações flagrantemente inferiores. Vivemos de modo inconsequente, como se a vida nos devesse e nos apressássemos a “cobrar”.

O consumo em doses excessivas de ilusão, produz como efeito colateral, pessoas sem noção, divorciadas da realidade; a fusão entre o mundo virtual e o real turba uma alma adoecida; e, turbada, pega uma arma, entra num colégio e sai matando aleatoriamente, como se, a dívida da vida estivesse pra lá de vencida, e esse fosse o jeito certo de acertar as contas.

Com o advento da Inteligência Artificial a coisa piorou muito. Primeiro, os ímpios governos tolheram a difusão de uma educação de qualidade que formaria seres livres, capazes de pensar; depois, as redes sociais alienaram da realidade fomentando toda sorte de ilusões, ao alcance de crianças; agora, a IA “empodera” mentecaptos, como que, ensinado a técnica de bio-fertilizantes; o resultado é idêntico; ambos os sistemas logram a proeza de transformar bosta em dinheiro.

Num sistema assim, que invés de premiar o mérito, fornece de bandeja, um imoral método, o que a presente geração legará à vindoura? Se houver outra.

No momento mais crítico da saga Divino humana, quando os sinais escatológicos apontam para iminente acerto de contas do Senhor com a humanidade, essa se encontra em seu mais ridículo estágio; pífia, nos prismas, intelectual, moral e espiritual.

A negligência em buscar por formação quando ainda era possível, que daria discernimento para ver, amiúde, os atuais dias, e têmpera para suportá-los, cobrará alto preço, como já aconteceu em tempos idos; A Palavra do Senhor registra e tudo caminha para se repetir.

“O Meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Me esquecerei de teus filhos.” Os 4;6

Algumas dezenas de escritos apócrifos “surgem” do nada para colocar em dúvida o que sempre soubemos via Palavra de Deus. Quem, antes dessa avalanche satânica não fez o bom depósito, como o fará agora? Como discernirá entre santo e profano, se, jamais se esforçou para aprender isso?

E, alguém enxergando um metro além das retinas, queda impotente para comunicar o que vê; sobretudo, por dois óbices; absoluta falta de interesse, e total incapacidade de quem precisa urgente, divisar os riscos que corre.

Se, no caso de Jó eram sobejas as razões e particulares, para ele estar entediado da vida, hoje, quem pode ver um tiquinho, corre risco de entediar pela inacessibilidade satisfeita, duma imensa leva de medíocres suicidas.

Quem os adverte do abismo para onde estão rumando, corre o risco de sofrer violência até, dada a “certeza” com que esses encarcerados de alma defendem seus feitores.

“Como é perigoso libertar a um povo que prefere a escravidão!” Maquiavel

A paz possível

 

“O efeito da justiça será paz; a operação da justiça, repouso e segurança para sempre.” Is 32;17

Isso, após o derramamento do Espírito Santo sobre a humanidade. Aconteceu em Pentecostes depois da ressurreição do Salvador. Por que, tantos embates, guerras, desavenças, então?

A paz interpessoal, internacional, pode se firmar sobre diversas coisas sem depender da justiça, necessariamente. Pelo poderio bélico superior de outrem, muitos vivem em “paz”.

A única paz que depende estritamente da justiça é com Deus. Quando nossos pais aceitaram a sugestão da serpente, que O Criador mentira e fora parcial, a maior das injustiças foi aceita.

Quando João se recusava batizar a Jesus, Ele insistiu dizendo que era necessário cumprir “toda justiça”;

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; pôs em nós a Palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

Enquanto a justiça do Príncipe da Paz, não for recebida e vivida, seguiremos em inimizade com Deus. As alternativas são: lutarmos, ou reconciliarmos; Ele aconselha: “Que se apodere da Minha força e faça paz comigo...” Is 27;5

Os fiéis

“Ainda reténs tua sinceridade? Amaldiçoa Deus, e morre.” Jó 2;9

Jó estava sofrendo por Divina permissão, para desmentir às calúnias de Satanás. Sua mulher achou que era demais e disse as palavras acima.

Partidária da “fé” na qual, muitos são ensinados nesses tempos. Uma relação mercantil que “dá” algo requerendo bens. Quando essa “troca” deixar de ser vantajosa, acaba.

Se, a fé é o “firme fundamento das coisas que não se vê...” Heb 11;1 quem precisa ver resultados imediatos dela, não a conhece. “Porque andamos por fé, não por vista” II Cor 5;7

Mesmo em total escuro, os fiéis permanecem, pois, sabem em quem creem; “... Quando andar em trevas, não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor; firme-se sobre seu Deus.” Is 50;10

A fé sadia supera circunstâncias adversas, pela integridade de Quem prometeu; “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar a si mesmo.” II Tim 2;13

Se há um limite ao qual, ultrapassado, devemos descrer, não é dessa vida. “... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apoc 2;10

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

A Cristo moeda

 

“Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede que ocultaram ficou preso seu pé.” Sal 9;15

O que seria mais justo que, ver quem nos intentou fazer o mal, colher exatamente o mesmo?

Contudo, somos colegas de peregrinação dos demais pecadores. Não nos cabe ser juízes. É estúpido repetir certa frase: “Que Deus te dê em dobro tudo que me desejares.” As pessoas usam isso como “escudo” contra possíveis maus desejos.

Somos exortados ao perdão; um “pagamento”, não, na mesma moeda. Quem teve tempo e ocasião para mudar, se arrepender e não fez, oportunamente, a Divina justiça o alcançará.

No que depender nós, o antídoto ao alheio mal, não deve ser o anseio pela justa punição; “Não vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber... Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.” Rom 12;19 a 21

Os tolos

Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.” Prov 23;9

Esse conselho se refere a alguém, reconhecidamente tolo, com o qual, não adianta gastar latim.

Em se tratando da pregação do Evangelho deve ser inclusiva, apresentada a “todo a criatura”; caia a semente no solo que cair, como ensinado na parábola do semeador.

Depois de estabelecermos relação com as pessoas, temos condições de avaliar suas motivações, seus anseios, suas índoles.

Percebido se tratar dum escarnecedor, que escolhe a tolice como diretriz, então, se aplica o conselho do Salvador, de não darmos aos cães as coisas santas, nem lançarmos pérolas aos porcos.

Como dizia Spurgeon, “Basta um homem para levar um cavalo às águas; cem homens não serão suficientes, para forçá-lo a beber.”

Enfim, não é a eloquência do pregador que convence; antes, a ação do Espírito Santo que testifica nos corações que ouvem.

A voz de Deus busca por todos, dos mais diversos modos. Porém, aquele que ouvindo e fecha-se, estupidamente trai a si mesmo.

Caminho estreito


“A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Prov 4;18

Duas coisas chamam atenção sobre a caminhada dos “justos”; (embora diante de Deus não haja nenhum, bondosamente assim chama, àquele que se deixa por Ele instruir.)

As duas coisas: O caminho é estreito, uma vereda; e a luz da instrução incide num processo progressivo.

Embora, “vereda” permita conotações alternativas, O Salvador foi preciso sobre o que convém aos Seus: “Porque estreita é a porta, apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” Mat 7;14

Para nossa progressão na iluminação espiritual, O Senhor estabeleceu mestres, “Até que todos cheguemos à unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus; homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” Ef 4;13

Assim, sempre haverá trabalho em nós, no prisma do aprendizado. De ponto-de-vista do Eterno, o mesmo será levado a efeito. “... aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Fp 1;6

Divina instrução

 

“... Porventura nunca aceitareis instrução, para ouvirdes as minhas palavras?” Jr 35;13

Era um povo que aceitava uma porção de coisas; exceto, oriundas do Senhor. Os falsos profetas deitavam e rolavam; Jeremias, era rejeitado, perseguido, ultrajado.

“Os profetas profetizam falsamente, os sacerdotes dominam pelas mãos deles; Meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” Cap 5;31

Aceitavam aos falsos profetas, pois, e o domínio dos sacerdotes, ancorados neles. Aí, restou uma pergunta: “O que fareis no fim disto?” O fim de muitos foi a morte; dos que restaram, o cativeiro.

O risco de rejeitarmos a instrução Divina é cairmos vítimas dos feitores do engano das nossas predileções. Paulo advertiu: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as próprias concupiscências;” II Tim 4;3

Se, aceito apenas o que desejo, a rigor, não aceito nada; faço dos meus desejos doentios, meus guias. “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Prov 3;7

domingo, 19 de outubro de 2025

O "bom de Bíblia"

 “Havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.” Jo 20;22 e 23


Ouvi um apologista católico citando esse texto, como um ‘cala boca protestante’; dizendo que, quem for “bom de Bíblia” acaba com os argumentos dos tais, sobre o poder dos padres de perdoar pecados.

Estúpido pelejar na área das ideias pra mostrar que é se bom nisso, ou naquilo. Quem imagina que a luz seja um troféu a ostentar, não, uma dádiva a partilhar, ainda está no escuro.

Quem parte dum “à priori”, ao qual, defende a qualquer custo, se mostra combatente de uma instituição, ideologia, não, um garimpeiro buscando a verdade. “Tens visto o homem que é sábio aos próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo que dele.” Prov 26;12

Assim, um islâmico defendendo o islamismo; um adventista ao adventismo; um católico ao catolicismo; um protestante ao protestantismo. Ora, entre os “protestantes” há um caminhão de gente laborando em erro, que é materialista, herege, profano, pervertido sexualmente, etc. Urge que assimilemos algo bem básico: “Nada podemos contra a verdade, senão, pela verdade.” II Cor 13;8

Dito isso, vamos ao ponto: Há dois tipos de perdão; um, horizontal que atina às relações interpessoais; outro, vertical, pertinente a relação do homem como Criador.

Todos somos ensinados a “Perdoar setenta vezes sete.” Faz parte do modelo de oração ensinado pelo Salvador, pedir ao Pai por isonomia, no quesito, perdão; “Perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós perdoamos nossos devedores;” Mat 6;12

Logo, se não perdoarmos, criamos um precedente pelo qual, também não seremos perdoados.

Quanto ao perdão vertical, apenas O Senhor o pode dar, por duas razões, inicialmente: Uma: A parte ofendida foi Ele; como poderia um ser humano arbitrar sobre os Divinos sentimentos?

A Pasta da reconciliação entre o homem e Deus é de Jesus Cristo e ninguém mais; “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Cor 5;19

‘Ah, mas os padres representam a Jesus’; Ele vetou que se reconheça aos tais; “A ninguém na terra chameis vosso pai, (espiritual, óbvio) porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.” Mat 23;9

Quando O Salvador perdoou a um paralítico que levaram até Ele, os religiosos que viram isso se escandalizaram. Perdoar é prerrogativa exclusiva de Deus.

O Senhor não disse que estavam errados quanto a isso; apenas fez algo mais que serviria para mostrar Sua autoridade; “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma tua cama e vai para tua casa.” Mat 9;6

Só Deus pode perdoar, insinuaram; ok, assentiu O Salvador; farei algo que só Deus pode fazer, para que, quiçá, entendais. Mas eles não entenderam, ou não quiseram entender.

O segundo ponto é que, onde o vero arrependimento acontece, o homem não pode conferir; “... Não atentes para sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois, o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha o coração.” I Sam 16;7

Diante do homem, qualquer um pode se fingir de arrependido e pleitear perdão; ante O Eterno, não é assim. “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.” Prov 20;27

O que O Salvador deu aos apóstolos depois do Espírito Santo, foi, autoridade de gerir a Igreja de então; tanto para receber aos arrependidos, quanto, para disciplinar eventuais errados de espírito que causassem escândalo no seio da mesma.

A igreja é uma mescla de joio e trigo; o senhor que conhece os corações, oportunamente separará uns e outros; “Os Meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse Me servirá.” Sal 101;6

Os que saem caçando palavras aqui, acolá, para reafirmar o que desejam, mostram zero apreço pela verdade, fanatismo doentio; o fogo que nesses arde consegue produzir calor e sonegar à luz.

Quando convém aos tais, desprezam à Palavra de Deus em prol das suas tradições e dogmas; porém, se encontram um texto que presumem embasar suas doenças, presto se arvoram em “bons de Bíblia”.

Somos desafiados ao preparo; não, como fomento de jactância vã; tampouco, para defesa duma instituição; nosso objetivo deve ser a verdade; “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” II Tim 2;15

Ir ao Senhor

 “... e vós, quem dizeis que Eu Sou...” Luc 9;20

O Senhor perguntara acerca do que outros falavam ao Seu respeito. Não buscava popularidade “seguidores” descompromissados.

Seu intento era saber se alguns tinham conseguido entender quem Ele Era. Como quem atira em determinado objetivo, depois, confere se atingiu o alvo.

As cogitações do povo variavam; João Batista, Elias, algum profeta ressuscitado; Ora, João o havia batizado; eram coevos. Nada mais estúpido que a ignorância manifestando “descobertas”.

Ao Senhor interessava que os Seus O conhecessem; “Vós, quem dizeis que Eu Sou?”


Quantas pessoas deixam de ir a Cristo pelo que os outros “dizem”. Maus testemunhos dos “cristãos”, acabam fechando a porta aos que atentam mais para rótulos.

Precisamos, como os homens de Samaria, ir até Ele, para formar nosso conceito a despeito do que os outros dizem; embora, a samaritana tivesse falado bem, do Salvador; eles quiseram se certificar. 

“... Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.” Jo 4;42