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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Jesus ou Moisés?


“Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?” Mat 19;7

Era comum os religiosos contraporem Jesus a Moisés. Esse, com seus escritos era o “Canon” de então; todo e qualquer ensino deveria passar por seu crivo; Jesus era a novidade. Um coração rebelde costuma fazer maravilhas na servidão da própria rebeldia; tendo um pretexto “válido” então, nem se fala. Assim, nunca se punham como refratários aos desafiantes ensinos do Mestre, antes, como zelosos da Lei, a qual, acusavam ao Salvador de descumprir.

Todavia, ele fo categórico: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas, cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que céu e terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” Mat 5;17 e 18
Veio com exigências maiores que Lei, pelo menos, à forma superficial, com a qual, escribas e fariseus estavam acostumados; daí, o desfio era exceder em essência, aos passos dos pretensos praticantes. As concessões feitas “por causa da dureza do vosso coração”, deixadas de lado, para um alvo melhor, pois, “no princípio, não foi assim.”

Paulo explicou em seus escritos, que, a Lei é espiritual; O Senhor, expôs de modo profundo, seu Espírito. Não apenas, não matar; antes, nem odiar; não apenas, não adulterar, sequer, cobiçar; não a fácil vingança, antes, perdão, amor; mesmo, aos inimigos. Assim, quando Seus ouvintes apelavam a Moisés, não estavam demonstrando zelo, estritamente, mas, fugindo das profundas implicações do ensino proposto pelo Senhor.

Os discípulos não foram desafiados a fazer como os religiosos, sim, fazer mais, melhor: “Porque vos digo que, se, vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mat 5;20

Afinal, se esperássem deveras, em Moisés, deveriam estar esperando por Cristo; “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” Jo 5;46 e 47 Sim, Moisés previra a vinda de um Profeta que traria também, a Palavra de Deus. “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, porei minhas palavras na sua boca; ele lhes falará tudo o que eu ordenar. E, qualquer que não ouvir minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu requererei dele.” Deut 18;18 e 19

Por isso, justo, na carta endereçada aos hebreus, a diferença entre Moisés, servo, e Jesus, Senhor, é apresentada já na introdução, para, situar devidamente, ambos. “Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto, maior honra do que a casa tem aquele que a edificou. toda casa é edificada por alguém, mas, quem edificou todas as coisas é Deus. Na verdade, Moisés foi fiel em toda sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas, Cristo, como Filho, sobre sua própria casa...” Heb 3;3 a 6

Uma coisa é certa: Quando Deus nos fala para corrigir, das duas uma: Ou, procuramos nos adequar ao que estamos ouvindo, mediante arrependimento, ou, buscamos pretextos desqualificando quem fala, para que sigamos “qualificados”. Aquilo que o entendimento pode captar, nem sempre é o que a vontade abraça. Os discípulos de profetas dos dias de Elias sabiam que O Senhor arrebataria Seu servo; disseram a Eliseu que também sabia. Porém, cumprida a profecia, erraram três dias pelos montes procurando quem Deus levara. Ora, O Eterno continuava entre eles, porém, agora, atuando mediante Eliseu. O Fato novo que recusavam, inicialmente, assimilar.

Que os pecadores recusem mudar, de certa forma é compreensível, pois, toda mudança demanda perdas, renúncias; agora, que o façam com pretextos espirituais, justificando-se, invés de, assumindo sua posição, é que soa insano; parece, tal postura, com os ladrões de nosso país, que querem mecanismos de processar aos juízes, invés de prestarem contas à Lei.

Quem teme perdas, jamais tomará sobre si a cruz de Cristo, pois, essa é a figura das profundas renúncias a que são desafiados os que anelam salvação. Na verdade, tais “perdas” eventuais, no fundo, são um grande investimento, dado, o contraponto proposto aos que se convertem, como ensina Paulo: “Porque para mim tenho por certo que as aflições do tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Rom 8;18 “...As coisas que o olho não viu, o ouvido não ouviu, nem subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” I Cor 2;9

Muitos pecadores rebeldes morreram assentados “na cadeira de Moisés”; outros tantos, ganharam asas de águia, depois de submissos à cruz do Salvador. Coragem! O céu é o limite.